Vida

Foto de Fernanda Queiroz

Oi Mãe

Que bom dizer teu nome
Mesmo que não possa me ouvir
Que bom contornar os dedos pela tua face
Mesmo que você não possa sentir
Que bom percorrer teu álbum de foto
Maior herança de tua presença
Que bom poder te amar tanto
Sabendo que mesmo distante ira sentir

Um dia Deus determinou
Que eu iria existir
E deste amor intenso que brotou
E na semente fecundou
Em momentos de profundo amor
Vencendo a maior corrida da vida
Para tua alegria infinita
Em teu útero me alojei

Neste pequeno habitat
Que por tempos passei
Conheci tuas ânsias
Ou profundo mal estar
Que mesmo querendo evitar
A natureza ou a sábia ciência
Sempre soube explicar
E em teu ventre, gerei

Ouvia tua voz baixinha
Acompanhava teu caminhar
Que depressa ou lento
Levava-me a embalar
Tuas canções de ninar
Sempre a me acariciar
Onde teu toque singelo
Ensinou-me a te amar.

Mas os melhores momentos
Foi te acompanhar a bordar
Sentadas nós duas no lago
No enxoval a trabalhar
Com os teus pés a banhar
Onde teus pensamentos
Era parte do momento
Aguardando meu chegar

E em uma noite de verão
Onde o frio estarreceu
Trazendo sinais de vida
Mas de morte também
Onde meu primeiro choro
Foi acompanhado em coro
E depositando-me em teu leito
Silenciou teu coração no peito

Hoje sei de tua dor
Que é minha também
Queria me ter em teus braços
Apenas por um momento
Fecundando teu anseio
Ofertando-me teu seio
Como se amamentar
Fosse protocolo de amar

Mas Mamãe!
Você me passou tudo isto
Quando me alojou em teu ventre
Pude ouvir teu coração
E este amor infinito
Chegou que nem um grito
Que me deixou de herança
Que sempre será mais que lembrança.

Mãe!
Muitos versos existem
Muitos poetas escrevem
Tentando te completar
Falam de você em três letras
Comparam-te tamanho do céu
Ou um pouco menor que Deus
Só te digo Mãe querida
Meu coração sempre será teu.

Fernanda Queiroz
Direitos Autorais Reservados

Foto de Lou Poulit

Vida Longa aos Escritores!

Todo o meu trabalho artístico, artes plásticas e literatura, é o resultado de longos anos de um tipo de solidão pouco conhecida, docemente imposta pelo espírito da arte. Parece absurdo? Asseguro que não é. Se observarem bem, outras profissões também são muito solitárias.

O pescador que passa o dia e a noite no mar, por exemplo, só pode conversar com o próprio silêncio. Ninguém ouvirá a sua gargalhada, caso esteja alegre. Mas ninguém lhe dará um conselho ou amenizará os seus temores em momentos em que, pela própria solidão, o medo se apresenta concreto, tangível dentro dele. Todo pescador é solitário de alguma forma. Então compramos o fruto do seu esforço, sabendo que é saboroso e nutritivo. E por uma involuntária ironia, raramente o saboreamos sozinhos.

Quantas vezes entramos em um elevador, saímos e não nos lembramos de cumprimentar o ascensorista. Esse é um profissional solitário muito especial. Passa horas infindáveis em um espaço exíguo, por vezes lotado de pessoas que talvez não lhe escutassem, mesmo que mostrasse a elas o que existe no seu silêncio.

Creiam, não há tanta diferença assim no trabalho artístico. E por isso não se julgue o artista, mais que o seu trabalho. Há, entre a transitoriedade de tudo e a edificação de uma identidade artística (desde os seus alicerces conceituais e técnicos até o seu acervo propriamente) uma infindável e caudalosa sucessão de alegrias e tristezas profundas, de certezas frágeis e receios ferrenhos, que ele precisa amalgamar. Isso mesmo, é um amálgama. Todo artista é meio anjo e meio bruxo. Só que paga com a própria juventude a aquisição do seu arcabouço empírico, porque nenhum livro o daria.

Não vejo sentido útil em nenhuma arte egoísta. Nenhuma obra de arte, produto concreto da escuridão do seu autor, tem luz própria! Mas quando a escuridão do artista consegue tocar a do observador, usando a sua obra como veículo físico, aí a luz se faz... Não pela materialidade, ao contrário, pela sua expressão imaterial e subjetiva. O artista plástico trabalha recriando a luz física, muito especialmente os que trabalham sobre planos bi-dimensionais, como os pintores, mas é aquela luz, e não essa, que lhe alimenta a alma voraz.

Me perguntaram se são artistas os anjos-bruxos da arte escrita. Pode parecer um questionamento estúpido, mas tenho o hábito antigo de duvidar do que aparenta ser óbvio demais (antigo postulado dos ascetas da magia). A literatura é uma arte relativamente recente, porque prescindiu do estabelecimento (e, muito depois, da transmissão) de uma codificação gráfica, simbólica, que expressasse claramente as idéias para a posteridade.

Todas as artes expressam idéias, porém, muito antes do surgimento das instituições da justiça, os chefes sacerdotais desenvolveram, declararam sagrada e mantiveram em tumbas e labirintos as chaves da codificação. Vejam bem, embora tão no início, numa época de completo analfabetismo e desinformação, já percebiam aqueles senhores o imenso poder dos rabisquinhos nada caligráfricos que desenvolveram. Poder... Essa palavra tem tudo a ver com a história de sucessivas civilizações. Expressa uma idéia que tem amplitude máxima nas mãos do próprio Deus. Confunde-se com Ele.

Vejam que belo, a arte sempre surgiu como manifestação e meio de acesso ao divino. Ou seja, a escrita nasceu divina! Embora, inafortunadamente, tenha seduzido, por isso mesmo, a natureza egoísta e dominadora do homem. E mantida em cárcere, molestada por alguns privilegiados e seus favorecidos, durante muito tempo.

Vida longa aos poetas e escritores! Acabarão por entender que atribuir imortalidade ao seu amor, está muito além de constituir um mero lirismo. Hoje, a massificação da tecnologia multiplica esse poder, mas entenderão que há, mesmo no amor do menor dos poetas, um ideal divino de resgate. O poeta, esse tipo quixotesco não tem nada de louco, nem seu Rocinante é um pangaré inútil, nem sua Dulcinéia pode ser tão casta!

Sim, os escritores são artistas. Mas não o são como os outros artistas. Eles somatizam muito mais. Seus “eus” são de verdade, são muitos, e todos partilham o mesmo teto! Os escritos se vão, mas personagens ficam com todas as suas vicissitudes. São sacerdotes que sacrificam e são sacrificados, prostitutas que vendem sortilégios mas não compram a própria sorte, chegam a ser o céu de todas as suas estrelas e o mar que se esbate nos rochedos infindamente. Na sua escuridão dores e afagos, gritos e silêncios, sorrisos e lágrimas, não são vistos mas sentidos. Seus orgasmos são íngremes e sua paz pode ser um abismo insondável. Ora em sã penitência, ora uma orgia ambulante. Sempre sem testemunhas humanas.

Apenas os seus textos poderão ser vistos. Escolherão algumas palavras, para usar como uma larga estrada em direção ao seu âmago. Mas logo ela será uma picada pedregosa e um pouco além, não mais que rastros. No entanto, quando suas próprias escuridões forem tocadas, a luz se fará. E não será mais necessário seguir as palavras. Porque sendo elas plenamente compreendidas ou não, o messiânico destino do artista estará cumprido. Mais que isso: a luz da arte estará gravada na memória celular da posteridade e produzirá outras gerações. Ninguém mais julgará a sanidade do poeta... E dirão com muito mais lucidez: “Os poetas não morrem”.

Foto de Fernanda Queiroz

Amor sem fim...

Você nunca mais soube de mim
Nem eu soube de você
Mas você viveu em mim
Na saudade que ficou
No tempo que passou
E não te esqueci
Pensei em voltar
Te encontrar
Dizer que nada mudou
Que me amor é só teu
Que nada o fará acabar
Mas a distância prevaleceu
Minha voz emudeceu
Meus olhos entristecidos
Vivem momentos vividos
Que talvez tenha esquecido
Na tua ausência cravo meu pacto
No silêncio fecundo meu ato
Na lembrança de cada dia
Sem carta de euforia
Com voto de rendição
Com a mesma emoção
Te entrego meu coração
Sentimentos de uma vida
Que se estende até a morte.

Fernanda Queiroz
Direiros Autorais Reservados

Foto de Dennel

Feitiço de amor

Abre-se no rosto o sorriso
Meu coração logo palpita
Vencida a timidez, me atiço
Minha face logo ganha vida

Teus olhos verdes iluminam
Teu porte único, majestoso
Teus lindos pés me fascinam
Fico do seu amor desejoso

Longos, sobre os ombros caídos
Ondas douradas dos teus cabelos
Sonhos, acordados, vividos

Meu Deus! Deste fruto prazeroso
Quero provar muito docemente
Beijos que me deixa jubiloso

Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved

Foto de Gaivota

** EXISTÊNCIA EM LETRAS ACOPLADAS NAS ASAS DE UM PÁSSARO **

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Sou um poeta, e sou ** Gaivota **! Vôo pelo espaço, pelas letras, palavras, sonhos... Toco o belo mas tbém recebo socos da vida.. Não tenho medo e vôo cada vez mais alto!
Posso me expressar através da beleza e da dor! Faca de dois gumes da vida! Há dias em que estou ácido, em outros sou pluma mas também posso ser sangue. Permito-me a ser incoerente apenas porque sou gente! O poeta é o extrato de sua poesia..
Sou poeta do mar, das conchas, da areia, da vida...Arranco peles até sangrar! Depois lavo-as em águas azuis, deixo a dor chorar.
Todos os meus poemas estão registrados, tenho um total de 7 livros com este pseudônimo,aqui fica uma mostra de meu trabalho...Agradeço os comentários, eles enriquecem e semeiam.

** Gaivota **

Foto de piumhi10

Somos alguma coisa...

Somos a peça do tabuleiro,
somos o traço do pincel, pelos cantos nunca somos iguais.
Sentimos tanto quando estamos tristes mas em lugar de muitos
mentimos com gestos que acreditamos estar felizes...
Somos a xicara quebrada,a vida em mais um gole de café,
nao sabemos se o amor faz parte, somente tentamos acreditar em devaneios, utopia, esperanças que nos traz nesta frágio porcelana.
Somos e parecemos uma droga, tão rapido nos consumindo,sorrateando em poucos momentos estamos alegres, euforicos;mas derrepente tentamos ser uma nova dose de esquecimento;entorpece o pensamento, porém deslumbra na solidão...
Somos tudo e nada...

Foto de Neryde

Acredite...

Acredite no amor,
Ele é tudo o que temos!
Para o amor não há fronteiras,
É possível transpor barreiras...
Acredite no amor,
Ele é tudo o que temos!
O amor é simples,
Basta vivê-lo sem limites...
Sem amor eu não sei,
Em que acreditaria.
Sem amor em meu peito teria,
Raiva, rancor , ódio, ironia...
Em minha vida alegria não existiria.
Sem amor eu nada seria,
Não poderia acreditar em você
E muito menos em mim acreditaria...
Por isso, acredite no amor
Ele é tudo o que temos.
Não podemos viver sem amor!
Acredite...

Foto de Ana_preta

Porquê k teve de ser assim?

Eu sei k nao te sou indiferente,
Eu sei k mexo contigo,
Eu sei k sentes algo por mim...
O k eu nao sei é:
porquê k nunca me disses-te k me amavas enquanto era tempo?
porque nao lutas pelo k realmente queres?
porquê k desistes antes de começares?
Perguntas no qual só tu podes responder
e sei k sabes as respostas para todas elas.
Se um dia voltares para mim...
vou ter a certeza k nunca deixas-te de me amar realmemente como eu nunca deixei...
ou se nao nunca me xegas-te a amar como dissest...
Sabes porquê?
se me amas-te realmente
nao me podes amar de novo
porque ninguem ama 2 vezes a mesma pessoa...
Axo k nesta vida temos a oportunidade de ser 100% feliz 2 vezes no máximo,
por isso nao desperdices o k a vida te dá...

Foto de ruiva_sem amor

Desilusão

Eu n sei mais o que faço
Eu n tenho mais motivação pra continuar
Da morte não se sabe o dia
Mais nesse momento eu queria saber
Já não sou mais aquela menina
Que vivia de sorrisos e gargalhadas
Tiraram o sorriso do meu rosto
O brilho do meus olhos
Já não acredito em amor
Sempre sonhei com o meu príncipe encantado
Que tola que fui em achar que existia
Que cega que fui em acreditar em sorrisos falsos
Em beijos sem amor, sem paixão, sem afeto.
Roubaram-me a esperança que tinha de um dia se feliz
Já não sou mais a mesma
Já não vejo o mundo com olhos de uma criança
Há tempos não sei o que é um carinho dado com o coração
O que vejo agora e ódio, tristeza, choro, dor...
As amizades já não são mais as mesmas
Não vejo mais casais felizes passeando de mãos dadas
O que vejo hoje é namoradas apanhando de seus amores
Vejo a dor de uma menina que ama e não pode dar o seu amor
Que beijar seu amado e depois descobri que apenas foi troca de salivas
Que não passou apenas de um simples beijo
Já não vejo os dias de sol como via alguns anos atrás
Já não vejo declarações de amor como um sentimento verdadeiro
São apenas palavras, apenas gestos apenas cenas.
De um filme da vida real

Foto de ruiva_sem amor

Por que eu te amo?

Talvez pela sua voz que tem a doçura de um anjo...
Ou pelo seu sorriso que me conforta
Ou até mesmo pelo brilho do seu olhar que me faz me sentir protegida
Talvez suas palavras que tem o dom de me acalma
Pode ser pela sua simpatia
Como também sua doçura
Tenho certeza que é pelo jeito que você me faz sentir especial
Ou apenas pelo fato de estar sempre junto a mim
Ou simplesmente pelo seu beijo que tem sabor de quero mais
Não sei porque te amo
Apenas sinto
Ele veio de mansinho...
Tomou conta do meu ser, da minha alma.
Mais o que posso fazer se esse amor não posso ter
Esse amor proibido...
De caricias trocadas com culpa
De abraços proibidos
De troca de olhares
Ah o que seria de mim se o pudesse ter só para mim
Daria minha alma, meu amor, minha vida.
Mais vejo que isso tudo não passa de uma grande ilusão
Perdoe-me por te amar tanto assim
Mais foi sem querer...

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