Vida

Foto de Zedio Alvarez

Pai...

Hoje queria ser a rainha dos poetas
Para em versos e rimas te alegrar.
Mas, sou uma simples filha
Que com pouco vou tentar te falar!

Andei procurando palavras,
que hoje pudesse expressar,
Mas, vi que são cada vez mais raras,
para que eu pudesse te falar!

Fui a diversos dicionários,
no Aurélio nada encontrei,
diante de tantas palavras
nenhuma tem tanta sensatez!

Neste dia tão especial
Carinho, amor e felicidade vou te agradecer
Sei que nenhum presente tem valor igual
Diante de tudo que me fez!

Sei que algumas vezes.
Até te fiz chorar...
Mas, acredite não foi por querer
Porque jamais poderei te fazer sofrer.

Se Deus fez nos encontrar
Foi porque um presente, ele quis me dar
Um Pai surpreendente!
Que a vida me ofereceu sem nada eu pagar!
Sei que dinheiro não teria
Para dessa relíquia, eu poder me apossar
Mas, se a vida me deu de graça
Agora ao meu Pai, eu devo honrar!

Diante de tudo...
Só posso agradecer
A este raro e lindo presente
Que sempre terei a alegria de poder conviver!

Meu Pai....
Queria poder te dizer mais,
Mas diante de palavras tão singelas
Tua magnitude jamais serão reveladas...

Não importa a estação, nem dia, mês ou ano...
Mas, quero que saiba...
És meu velho!... Meu querido Pai!
Para sempre irei te amar!

Feliz dia dos Pais!!!

(Minha Filha me presenteou este poema)

Foto de betoquintas

Terceira sagração (Sarcanomia)

Aula
Hino do Lobo às ovelhas

Venham todas, sem demora,
Mesmo a menor e tímida.

O pastor está morto,
Foi derrubada a trave do cercado.

Não temam explorar a pradaria,
Sintam o gosto do horizonte
E a força da liberdade.

Eu as ensinarei estas coisas,
De que fonte beber;
De que fruto comer
E todos os caminhos.

Conhecerão seus corpos
E conhecerão o meu.

Poderão aproveitar a vida
E saborear este festim.

Eu as farei tocar
Em seu intimo divino
E as farei dançar
Em meu externo mundano.

Receio
Hino das ovelhas ao Lobo

Bom senhor e conhecedor,
Tenha calma e paciência,
Sabemos e sentimos sua verdade,
Mas ainda tememos e receamos!

Vivemos por muito tempo,
Vendo o mundo por uma fresta,
Suportando o peso da lei fria
E recebendo um amor sem paixão.

Agora sabemos e percebemos,
Que possuímos corpo e desejo,
Que isso é natural
E, portanto, divino.

Faça-nos conhecer,
Estes deuses da natureza,
Que bendiz e honra sua gente.

Queremos conhecer,
O toque sagrado
E, como as vestais,
Sermos inundadas.

Nos mostre como nos elevar
E nos eleve em ti.

Aceitamos este acordo,
Tu te nutres de nós
E nós nos completamos em ti.

Consolo
Hino dos deuses às ovelhas

Não vos envergonheis!
Mais vergonhoso foi o pastor
Que, fazendo papel de deus,
As manteve em um curral!

Muitos são os gados,
Tanto quanto os feitores,
Mas mesmo o terrível juiz
Deve obedecer a lei!

Aquele que escreve a norma,
Põe a si mesmo sob juramento,
Mas a lei que não se escreve
E, entretanto, é observada naturalmente,
Mais forte que o poder
E o medo do castigo,
Esta é a lei do Universo.

Amor como nome,
União como forma.
Os deuses em carne existem,
Os humanos em espirito vivem.

Então, recebam as dádivas divinas
E aproveitem as ofertas mundanas,
Nós nos fazemos presente em vós
Quando em vós se fizer presente o Lobo.

Conselho
Hino dos deuses ao Lobo

Bom e fiel guerreiro!
Tomai essas ovelhas
E as conduza pelas pradarias.
As alivie do remorso
E evite o rancor.

O pastor é digno de esquecimento.
Nós somos bem servidos,
Com sua força e língua,
Teu corpo satisfaz as deusas.

Você é a lei natural manifesta,
Seu nome é grande entre os homens
E sua figura temida entre os deuses.

Por causa de seu vigor voluntário,
Pedimos um disfarce ao seu nome.

Não esmoreça na batalha,
Continue a espalhar
A toda criatura consciente
A Lei da Vida.

Que o seu membro
Seja o medianeiro ideal,
Entre a morada dos deuses
E a morada dos homens!

Gratidão
Hino das ovelhas aos deuses

Bons e agradáveis deuses,
Que nos acolhem e aceitam,
Tal qual somos, naturalmente.

Não estigmatiza o que é puro,
Nem corrompe o que é virtuoso.

Estivemos tão longe da verdade
E tão afastadas da realidade,
Que estranhamos nossa natureza,
Mas nos entregamos aos sentidos.

Pedimos para que nos amaciem,
Nos penetrem e nos invada.

Assim preenchidas,
Por cima, pelos deuses;
Por baixo, pelo Lobo;
Renascemos e recuperamos
A posse sobre nós.

Nos inundem com este leite,
Nos consagrem com a seiva
E nós não cessaremos o rito,
Espalharemos o louvor dos deuses,
Fazendo amor repetidamente
Por todo este mundo.

Confiança
Hino do Lobo aos deuses

Soberanos dos mistérios!
De quem recebi feliz missão
Da guarda e entrega da lei.

Dotaram-me da força,
Do vigor e plenitude,
Necessários para sagrar a vida.

Tendo vosso apoio,
Eu sirvo o palo,
Testemunha firme
E durável da lei.

Ainda que siga solitário,
Vivendo na sombra e rejeição
Devido ao temor dos demais,
Pelo meu excesso de vontade
E extrema paixão na forma,
Continuo com meus votos
Para, pelo meio das donzelas,
Abrir o entendimento
E preencher o conhecimento.

Foto de Sirlei Passolongo

Ser pai

Ser pai
Não é estender as mãos
É caminhar junto o tempo todo
Ser pai
Não é sorrir quando o filho nasce
É sorrir com ele a vida inteira

Ser pai
Não é esperar pelo abraço
É ser um constante abraço
Não é amar o filho perfeito
É amar aquele que está ao
seu lado.

Ser pai
Não é apenas levar o filho à escola
É ser uma escola para ele
Ser pai
Não é provar a masculinidade
De ter feito um filho
É provar amor

Ser pai é

Proteção
Amor
Incondicionalmente

Para você que é esse pai
Feliz dia dos Pais!

Foto de francineti

Maré Lançante

Maré lançante lança tuas águass sobre mim,
vem com a força da lua cheia,
pois sei que encantas homens, mulheres e sereias.
Maré lançante que vem forte lavando as terras do norte
Maré lançante tuas águas fertilizam as terras de nossas ilhas e alimentam minhas idéias.
Nas águas dos rios da minha terra tive muitos momentos de vida traçados,
Por muito pouco não nasci dentro de um barco
Pelas mãos de uma parteira vim ao mundo no mês de Julho sob o signo de leão e com a proteção de iansã.
Iansã comanda os ventos e as tempestades
eu desde pequena amava os rios da minha terra,
meu primeiro beijo dei a beira de um rio quando admirava um navio,
tantas vezes me banhei num igarapé,
gosto mesmo é de andar a pé,
mesmo longe sinto cheiro de maresia,
não consigo viver sem poesia.
Maré lançante lança tuas águas sobre mim,
eu preciso lembrar do boto e do curupira
imagens da minha infância e da fantasia.
Eu cresci, estudei e me formei, mas nunca esqueci as estórias que acreditei,
até hoje imagino o boto.
Será que ele virá?
Ele vem de noite ou durante o dia?
Veste branco?
Cheira a maresia?
Não sei. Só sei que ele faz parte da minha fantasia.

Foto de betoquintas

Segunda sagração (Sarcanomia)

Geração
Hino do plantio e da paternidade

No ventre da Grande Mãe
Está a dádiva dos deuses.

Tal como cuidamos e vigiamos
O ventre crescente das vestais,
Regamos e carpimos o campo.

Para que não se perca a colheita,
Tomando o exemplo dos deuses,
Somos ciumentos e zelosos,
Orgulhosos de nossa prole.

Eis a boa e excelente paternidade,
Não negamos nossa descendência.

Seja riscado da comunidade,
Qualquer homem ou deus,
Que condene o fruto da união
Ou persiga o rito da consumação.

Que a ninguém seja concedido,
Tronar impuro o que é consagrado.

Consagradas estão as vestais,
Como consagrada é a Grande Mãe.

Porque sagrada é a junção,
De homem com mulher,
Do deus com a deusa.

Pois o fruto é a vida
E a vida continua no amor.

Herdade
Hino das descendências aos antepassados

Aqui estamos, guardados,
Protegidos pelo corpo sagrado,
Crescendo, germinando.

Nós somos a seqüência,
A esperança da descendência,
De uma longa e feliz linhagem.

Agora dependemos de cuidados,
Temos muito que aprender.

Para nos tornarmos completos,
Maduros, felizes,
Ensine a mãe ao filho
Como tocar uma mulher;
Ensine o pai à filha,
Como resistir e ceder.

Tendo cuidado de nossa infância,
Não cobiçaremos, dividiremos;
Não roubaremos, repartiremos;
Não violentaremos, compartilharemos,
Assim a lei é mantida
E o ciclo continua.

Herança
Hino dos antepassados às descendências

Bendita seja a renovação!
Que venham as brisas da mudança,
Que vicejem os brotos da ousadia.

Bendita fúria sagrada,
Venham os jovens e sua revolução,
Para que se aplique a evolução.
Conquistem seu espaço e lembrem.
Que nós também tivemos nosso tempo
E muitos mais antes.
Que não nos abandone na velhice,
Como nós não lhes faltamos na infância.

Da mesma forma
Que recebem e aprimoram
Tão antiga herança,
Reavivem em nós
A graça da nova experiência
E refresquem nossos sentidos.

Vocês tem o frescor e a ansiedade,
Nós temos a técnica e a paciência.

No templo sagrado,
Não há sentido a idade,
Nem tem lugar a consangüinidade,
Somos todos um e o mesmo.

A regra é o amor,
A união é a forma,
O prazer é tudo.

Doutrina
Hino dos deuses aos pais e filhos

Em espirito, somos criados;
Em carne, somos nascidos.

Nem a carne pesa ao espirito,
Nem o espirito oprime a carne.

Não existe separação ou rejeição,
Dos deuses vem o exemplo,
Que o sagrado é a convivência
E a lei é o Amor.

A idade não concede precedência,
Nem implica obediência,
Laços consangüíneos perdem
Contra os laços da união.

A posição pouco importa
Nesse esporte sagrado.

Que se una sem restrições
O novo e o velho;
O esquerdo e o direito;
O sombrio e luminoso;
O humano e o divino.

Foto de betoquintas

Primeira sagração (Sarcanomia)

Chamado
Hino das vestais aos deuses

Acabou a estação de estio,
O gelo derrete,
Vem a névoa e o orvalho.
No solo, as sementes aguardam,
Sobem os vapores,
Juntam-se as nuvens.
Os deuses preparam a chuva,
Venham e propiciem a fertilidade!
Venham sobre nós,
Façam de nossos corpos
O terreno arado e pronto.
Venham em nossos sulcos
E derramem dentro de nós
O néctar vitalizante,
Que despertará as sementes do torpor,
Para que todos aproveitem a safra.
Mostre a divindade pela verga,
Prove a autoridade pela soma.

Vesperal
Hino das vestais aos campineiros

Vinde, obreiros da colheita!
Vede que os deuses não demoram,
Cedo vem as nuvens
E os campos devem estar prontos.

Tragam as enxadas
E firmem os moirões.
Removam as pedras do passado
E as raízes do remorso.

Não podemos atender aos deuses,
Nem honrá-los com nossos serviços
Sem sua vigorosa ajuda.
Abram nossos véus sagrados
E depositem sua força em nosso templo.
Façam com seus corpos musculosos
A sagração de nossos veios,
Amaciem e preparem nossas carnes,
Para receber a dádiva divina.

Ato de labor
Hino dos campesinos às vestais

Formosas damas, eis-nos!
Nunca fugimos às obrigações,
Mal nos chamaste
E nossos membros já atendem.

Somos homens rústicos,
Simples e brutos.
Não possuímos riquezas,
Senão nossas mãos,
Nem temos nobreza,
Senão nosso trabalho.

Ainda assim nos recebe,
O templo sagrado se abre,
Nos revelando segredos e mistérios
Que são negados a reis.

Recompensados com tal honra,
Oferecemos em profusão dessa seiva
Que seus corpos pedem
Em sagrado frenesi.

Monção
Hino dos deuses aos devotos

Eia, fruto de nossos amores!
Nós viemos de longas distâncias,
Escutamos o chamado da carne
E nos preparamos para nutrir este mundo.

Eis a verdade,
O que está embaixo
É igual ao que está em cima.

Benditas são as vestais,
Que com seus véus dançam,
Chamando para si os campesinos,
Para que esta festa na terra
Se reflita no firmamento.

Assim se juntam as nuvens
E nelas derramamos o sagrado néctar.
Enchei os ventres das vestais
Com sua virilidade, campesinos,
Para que, do mesmo modo,
Derramemos a nossa seiva
No ventre da Grande Mãe.

A ninguém seja permitido
Separar e discriminar a vida.
Material e mundana,
É a mesma vida,
Espiritual e sagrada.

Partida
Hino de gratidão dos devotos aos deuses

Grandes e respeitáveis deuses!
Aos que reconhecem a paternidade
E não fogem da responsabilidade,
Nós agradecemos a propiciação!

Manifestada seja a lei,
Amor e irmandade.

Somos espirituais e carnais,
Como vós são carnais e espirituais.

Tal como vieram à Grande Mãe,
Vem os homens às mulheres.

Tal como à dádiva do amor
Não se impõe regra ou forma,
Nos unimos ao festim,
Para que o espirito se torne carne
E a carne desperte sua alma.

Não pode haver separação,
São uma e mesma essência.
Portanto venham em nosso meio
Na próxima temporada,
Enquanto continuamos a seguir
O ciclo sagrado e eterno.

Foto de sacha

Seu Sorriso

é inverno na alma
quero que me rasgue o peito
o fervoroso retalho da fúria
e nesse vale obscuro o ciúme
venha!Arrombe a porta, estou a putrefar
me arranque os dentes meu bem amado
e se não lhe saciar, coma me os olhos
mastigue e escarre a paixão que sinto por ti
retalhe meus ouvidos
não quero que sejas assim, com essa cara... Ria,deboche!
Mas antes cante o acalanto da morte
gritarei que te amo ate que minha garganta seque
e mesmo na imensidão da dor não esitarei!
E quando suplicar pela vida me de a morte
prefiro a morte a viver na solidão
sem teu sorriso...

Foto de sacha

Eu Me Acabo

Eu me acabo
E me acabo sem saber
Se o dia de amanha vai vir
Será sorte se eu sobreviver ate o fim da linha
Pois você não esta aqui
E eu me acabo
Acabo-me por você
Tantos anos, tantos anos de amizade.
Tantos anos, segurando e aguardando.
E eu continuo me acabando
Chorando aos poucos
Eu vejo a vida passar, sem nada a me acrescentar.
Eu a vejo passar
Implorando por você...
Por você
Você!
Que me visita nos meus sonhos
Que faz viver a vida, desejando cada vez mais a morte.
Pois a vida não é nada.
Queria poder te tocar de novo
Eu daria qualquer coisa
Mas mesmo assim..você será guardado na minha memória
Como um sonho lindo
Na jactância do mesmo
Sem ao menos ser tocado
Pois se minha alma ainda vivesse,
Não... Não viveria minha alma congela.
Sem o calor do teu corpo
Sem tuas mãos
Sem tua alma
Eu me acabo.

Foto de Emerson Mattos

A Velha

Autor: Emerson
Data: 26/10/05

Naquela fazenda isolada
Havia uma grande casa
Com sua imensa varanda
E numa cadeira, sentada
A velha apenas olhava

As borboletas voavam
Os cães as perseguiam
Latindo, latindo uivavam
E a velha apenas sorria

E os meninos brincavam
Nos galhos até penduravam
O rio é que os refrescava
Naquela manhã aquecida
E a velha não os esquecia

No mato as meninas colhiam
E as belas flores traziam
E o seu cabelo adornava
E a velha apenas sorria

O aroma lhe avisava
Na mesa o café já estava
Mas a velha não tinha
Vontade de ir pra cozinha

A bela netinha chamava
Pra ela ir para a cozinha
Com jeitinho meigo insistia
A velha apenas sorria
Mas logo dizia que ia

E dessa vida tranqüila
A velha apenas sorria
Pois vive o seu dia-a-dia
Olhando a vida que tinha

Foto de Emerson Mattos

Crepúsculo

Autor: Emerson
Data: 04/10/05

Passa a vida nos olhos
Na eminência da ânsia
Que a certeza do fim
Desespera a lembrança

Os momentos lembrados
Sendo bons ou ruins
Querem ser relembrados
E vivendo assim
Para afastar o fim

Um minuto a mais
Pouco, não satisfaz
Uma hora, até mais
Não é nada demais

O relance vai buscar
Tudo pra se apegar
Se pudesse ficar
Ia logo barganhar

O momento é chegado
Qual será o meu pecado?
Quero ficar calado
Pois eu serei um finado

Todo o olhar é pra mim
Todo o grito é pra mim
E eu me lembro assim
Que esse é o meu fim

O silêncio assusta
O crepúsculo também
O que será que virá?
Quando vir o amém

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