Vida

Foto de Melquizedeque

Amor de um vassalo

Ele a observa com olhos vidrados. É ela, uma jovem moçoila que mora ao lado
Com cores azuis o céu a pinta os olhos. Dando vida, amor, e dons maternais
Pensa ele no possível encontro que a vida pode lhes dar;
Perdendo o medo de amar, assim continua a observar tão nobre beleza

Dois amantes que nunca se tocaram. Pulsantes vidas com lábios errantes
A espera de um beijo ambos sonham acordado. Impossíveis desejos no mundo real
Ela é nobre e ele um simples empregado que limpa o gramado no inverno e verão
Cabelos cumpridos, macios e alongados... Ela é a deusa desse jovem rapaz

Um encontro é marcado, calculado pelo destino. Ás cinco da tarde no campo se cruzam
Somem as palavras... Cessa-se o respirar. Gaguejam nervosos em cada sílaba emudecida
Ele se aproxima tão nervoso e inconseqüente. Ela o abraça cingindo-o com o calor
Sem escutarem palavras conversam com os corpos. Flamejantes sentimentos
Que crescem e ardem aos ventos de uma primavera açucarada

Amantes parados no tempo, um fotográfico momento que se eterna na memória
Após os beijos untados... Pedidos de amor, com força e vigor, se ouvem declamados
Paixões ardentes lhes vinham à mente e, com o coração dormente se olhavam calados

Uma estória de amor sem o final esperado. Os pais da donzela descobrem o ocorrido
Não podem aceitar esse amor proibido... O jovem é mandado para longe do recinto
Da boca dos nobres maldades se proferem; amantes separados às vésperas da lua cheia
Assim termina um sonho juvenil. Impedido e destroçado por um preconceito infantil

Desiludidos buscam alguma forma de contato. A empregada da donzela, então ajuda de bom grado
Leva as cartas do rapaz ao quarto escondido... Lágrimas caem ao ler as palavras e ao final vê um pedido
Fuja comigo para longe de seus pais. Assim seremos felizes como já mais imaginaste
Quero dar-te o mais puro dos sentimentos; corações entrelaçados dois amantes imortais

Ela pensa com carinho, com cuidado e atenção. Decide assim fugir na calada da manhã
Poucos metros depois seu pai então a vê. Não acredita na loucura que ela acaba de fazer
A jovem tenta fugir, mas não é muito veloz... Seu pai enfurecido torna-se um algoz
Arrasta-a para casa sem carinho ou pena. Com um choro bem profundo grita sem parar
Assim acaba aquele sonho tão feliz: de poder ficar junto do amado que a quis

O rapaz ainda espera semana após semana que sua amada o encontre
Mas a triste notícia ele recebe pelas cartas. A moça é internada num convento da cidade
O desespero nele bate, pois perdeu sua paixão...
A loucura o abraça e conforta sua dor. Essa é a estória de um jovem vassalo
Que descobre um grande amor, mas no delírio é encontrado.

(Melquizedeque de M. Alemão, 21 de janeiro de 2011)

Foto de Carmen Lúcia

Amar e ser feliz

Somos dois em um, almas coladas,
parceiros de uma vida em comum,
companheiros da mesma jornada,
unidos pelo amor sem-fim.

Se me perco, em ti me encontro
e em mim te aninhas em doce aconchego,
somos dois em um, irei pra onde fores
até onde alcançar esse imenso apego.

Desconheço o ciúme, cúmplice da dor,
chamas bem acesas não há como apagar,
quem ama confia, ou não é amor...
Feliz de quem descobre sua alma gêmea
e passa pela vida, da tristeza, incólume.

Sem ter que perdoar erros que não existem,
viver a lastimar as dores que persistem,
ter pena de um amor que um dia se perdeu,
tentar se enganar que esse amor morreu.

_Carmen Lúcia _

Foto de Peter

O céu na terra

O céu na terra

Isto poderia ser o paraíso
Se cada um desse um sorriso
Isto poderia ser melhor
Se cada um olha-se em seu redor

Um nascer do sol esplenderoso
Apreciar esse astro poderoso
Ver a beleza de uma flor
Admirando todo o esplendor
Mergulhar no mar
E esquecer a dor

Reaprender a amar
Esquecer o ódio e o rancor
Saber perdoar
E a amizade valorizar

Porqué olhar o outro com desdém?
Se afinal o nosso e o melhor que se têm
Ver para além da tristeza
Esquecendo-a como fraqueza
Encarar a dadiva da alegria
Aproveitando-a com toda a sabedoria

Buscar a nossa essência
A unica razão para a nossa existência
Olhar a vida como uma oportunidade
E não como uma fatalidade

Este mundo poderia ser o céu
Se todos tirar-mos o véu
E mostrar-mos a nossa beleza
Fazendo dela a nossa fortaleza

Unir-mos as mãos para tocar-mos no coração
Amor, paz e compaixão
Terão que ser os mais importantes valores
E só a eles dar-mos louvores

Porque o material?
Se o organico é essencial?
Porque a maldade?
Se o bem é a nossa identidade?

Pedro Gomes

Foto de betimartins

Musica para o meu coração

Musica para o meu coração

Escuto leves dedos nos toques mágicos do piano
Que pelo tempo foi esquecido, acumulando pó
A musa da musica, inspirada pelo amor
Deixa confusos os toques da harpa divina
Que no céu são melodias sagradas, nascidas
No confuso toque do batuque, dos nossos ancestrais
Nas suas místicas visões, ensinamentos e lições de vida
O toque da viola, entre cantos dos trovadores da vida
Que entre encantos e desencantos, deixam alguém a suspirar
Escuto as serenatas na noite ainda meio adormecida,
Com o olhar matreiro da lua, entre o código das estrelas
Piscam ao som dos cantares dos grilos, sapos, da coruja
Que se encanta com os vaga-lumes dançando na noite
Escuto o som das águas batendo levemente na praia
Como gemidos, breves lamentos com o canto majestoso
Das belas sereias encantadas, escondidas na profundeza do mar
Escuto a brisa acariciar as flores que estão na pradaria, soltando
Belas fragrâncias de aromas ao som do vento inconsolável
Levando recados ao tempo, do tempo as suas sementes
Espalhando como notas de musica a leveza da vida
No toque do radio na casa sombria, cheia de tanta tralha
Onde a graça vira desgraça, nos toques dos ratos enfurecidos
Onde a pomba namora arteira, fazendo na trave o seu ninho
Mas o toque que escuto agora dentro do meu coração é amor
Bate leve, muito levemente, cheio de segredos, de novidades
E bate descompassada mente ao som do amor, sem regras
As notas são sem rima e nem sequer arrima, mas são as notas
Notas de amor do compositor esquecido, nas pautas escondidas
As canções de amor que somente é musica para o meu coração...

Betimartins

www.betimartins.prosaeverso.net

Foto de betimartins

É tempo de amar

É tempo de amar

Vesti as vestes do amor, deixei-me sonhar
Entre teus abraços, teus beijos, tuas promessas
Eu deixe-me desabrochar de novo, feliz
Como um belo botão de rosa branca, florindo...

Entre sorrisos e quimeras, nos sonhos coloridos
Somos únicos naquele momento que só tu e eu
Tomas-me como tua esposa e reforçamos nosso amor
Saciados naquele momento, mas nunca do amor...

Aquele amor que nem o tempo apaga, nem o fogo
Consegue acalmar meu peito da minha ansiedade
Nem a água refresca e nem terra aquieta sequer
A falta que tu sempre me fazes, neste momento...

Escuto as horas de o relógio bater com afinco
Meus olhos procuram entreter a mente com banalidades
Mas sempre deságuam no bater das horas infinitas
Que nem o tempo assemelha ao amor que sinto por ti...

Sento cansada de esperar, pois o tempo não passa
Quero escrever, mas meu pensamento deságua a ti
Fico pensando nos nossos momentos, momentos de amor
Mas como passam ai os momentos, rápidos como um trem...

O trem do tempo de amar, rasgando a montanha
Entre duvidas e o medo dos novos momentos
Entre imposições da vida e do sentido da perda
É neste trem que quero embarcar, sem medo de amar...

Betimartins

www.betimartins.prosaeverso.net

Foto de KAUE DUARTE

A rosa e o espinho

Se na vida tudo é rosa
Quero ser o espinho
E ficar o tempo todo colado

Se tudo é prosa
Quero ser a rima
Pra dar sequencia na história

Se tudo é fogo
Quero ser a brasa
Encandescente por consequência

Se tudo é real
Quero ser a fantasia
Que inunda de sonhos e desejos

Se tudo é vida
Quero aproveitar sem tempo de partida
Sem pensar na ida

Se tudo é amor
Quero ser o combustivel
Que explode de tanto amar

Não nasci pra ser sozinho
Você é a rosa eu sou o espinho.

.............Kaue Jessé,,,,,,,,,,21.01.2011 //*

Foto de gizela silva

ONDE ESTÁS MÃE?

Onde estas mãe?
olho para as estrelas e chamo, grito por ti!
preciso tanto do teu amor!
porquê que me abandonaste?
porque me abandonaste neste mundo cruel?
num mundo onde só me fazem chorar!
tu deste-me a vida e partiste antes de mim!
eras o meu sorriso!
eras os meus olhos!
eras a minha alma!
onde estas mãe?
porque que já não sinto o teu carinho?
porquê já não sinto a tua protecção?
tenho tantas saudades!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
porquê que partiste ao paraíso sem mim?
está a chegar o dia,
o dia que te disse adeus!
quatro anos depois,
quatro anos que chamo o diabo!
que grito para me levarem junto de ti!
para te abraçar!
para te beijar!
não quero estar longe de ti mama!
tenho tantas saudades!
vem-me buscar!
onde estas mãe!
durante quantos anos ainda vou chamar por ti?
estou tão sozinha mama!
amo-te mama!
deus, onde esta a minha mãe?

AUTORA: GIZELA SILVA

Foto de gizela silva

UMA MELODIA

Deitada em lençóis de seda,
observo o vazio!
um vazio que ganha vida,
ganha vida quando essa melodia entra no meu ouvido!
Uma voz quente,
uma voz que me toca!
Um sorriso encontra os meus lábios,
Será o som da minha felicidade?
Espero que seja amor!
Espero que sacie a minha fome de desejo!
Parece que está perto,
mas está longe!
è um homem,
um som que me encanta!
um timbre que me liberta de mim
que me faz viajar
que me faz sonhar!
Talvez seja melodia de uma ilusão,
Talvez seja melodia de um coração aberto!
Durou apenas alguns minutos,
minutos que me deram vontade de dizer...
QUERO-TE!...
Confesso...
Tive medo, medo de não precisar desta melodia,
deste timbre de um momento!
Tive medo de chorar,
medo de esquecer de a ouvir!
Mas quando as notas musicais param,
quando o refrão ganha silencio!
Só tenho saudades...
Sinto um vazio.
O vazio que eu observava antes de esta melodia me dedicar alguns minutos...

AUTORA: Gizela Silva

Foto de gizela silva

O TEU LIVRO

Dormi durante vários anos,
não sei se descansei o suficiente
ou se perdi com esse descanso!
Ao acordar, li a primeira página do teu livro e
sei que a minha alma apenas esperou.
Esperou para descobrir esse mundo, o teu mundo!
Hoje alcancei uma pagina muito importante,
realizei que não iria ser assim tão simples
ler este livro que muda a minha vida!
Tenho receio de descobrir ainda mais
cada vez que sinto vontade de explorar as tuas frases!
Ao ler os textos da tua alma, sei que somos perfeitos
para descobrir outros livros lado a lado.
Mas será que a perfeição existe?
Não, não existe!
Mesmo assim anseio chegar à última pagina.
Ao ultimo suspiro!
Ler as tuas experiencias em textos arrumados!
Sentir o teu desejo em expressões simplificadas!
Enfim, acompanhar o teu raciocínio!
Imagino os teus gestos vulgares,
imagino o teu sorriso ao escrever cada palavra!
Não conheço o autor que me apaixonou,
Não sinto o corpo que me envolve em fantasias.
Não consigo combater contra este sentimento,
contra estas emoções que descubro todas as noites!
Mas...
Consigo estar no seu coração em cada página que lemos juntos...

AUTORA: Gizela Silva

Foto de João Alberto Nogueira de Castro

De Jânio Quadros à Dilma Rousseff: o cinquentenário do desaparecimento de Dana de Teffé.

Corria o ano de 1961 quando Dana Edita Fischerova de Teffé desapareceu misteriosamente. A esse tempo, o Brasil vivia o governo de Jânio Quadros, período de polêmicas e instabilidade político-administrativa. O desaparecimento de Dana de Teffé causou rebuliços nas áreas policial e judicial do país, repercutindo de modo estrondoso na mídia nacional. Até o início da década de 1970, este caso, vez por outra, vinha à tona nos meios de comunicação. Um caso intrigante, controverso e insolúvel que, até hoje, reclama por justiça.
Nos meios jurídicos, o misterioso desaparecimento de Dana de Teffé e toda a conjuntura que o envolve, têm sido permanentemente, objeto de discussões acadêmicas, inclusive gerando uma infinidade de pesquisas e artigos. Não raro, o “Caso Dana de Teffé” é citado em peças jurídicas e na literatura especializada, tornando-se referência em razão dos diversos crimes que o envolve.
Neste ano de 2011, quando Dilma Roussef é a primeira mulher a presidir a Nação brasileira, completar-se-á 50 anos do desaparecimento de Dana de Teffé. É fabuloso perceber que, às vésperas do cinquentenário deste crime insolúvel, as referências à Dana retorne à mídia com o caso Elisa Samúdio, ambos os crimes perpetrados contra mulheres indefesas, envolvendo dinheiro e, coincidentemente, “crime sem corpo” de vítima. Aliás, crime sem corpo, parece ser para alguns a inexistência de vítima. Mas, se corpo havia, e neste a vida, não há o que se questionar. O aparato jurídico brasileiro precisa incorporar dispositivos legais que venham suprir, com eficácia, a lacuna que os corpos ocultados por criminosos deixam em aberto, como que a gerar supostas dúvidas em assassinatos consumados.
Há uma outra vinculação entre os casos Elisa e Dana: uma criança. Desaparecida, Elisa deixou uma criança em vida. Quando sumiu, Dana estava grávida. Essa criança teria nascido? Teria sobrevivido? Mais um mistério e meio século de dúvidas.
O advento da Internet, com seu abrangente poder comunicativo, incorporou definitivamente o nome de Dana de Teffé que, espantosamente, é citado em centenas de páginas da rede.
Ainda hoje, o cronista Carlos Heitor Cony indaga “onde estão os ossos de Dana de Teffé?” numa alusão as coisas insolúveis no País.
O Brasil, acredito, vem trilhando o caminho para a solução de seus graves problemas. Oxalá seja em 2011 o tempo para o Brasil descobrir o que fizeram aos ossos de Elisa Samúdio desaparecida desde 2010. E, talvez, seja o tempo de descobrir o paradeiro dos ossos de Dana. Nada é impossível.
Mas o Brasil mudou. É bem verdade que ainda enfrenta os desafios de um longo período de hibernação social. Desde a eleição de Lula como Presidente até Dilma Roussef se tornar a Primeira Mandatária, a Chefe do Estado Brasileiro, muita coisa vem sendo transformada em benefício da maioria do povo brasileiro.
Não é fácil ser um país democrático e é complicado o sistema de leis em um país onde a ordem vigente é o império do poder econômico. Entretanto, como que a acreditar no novo e a esperar a mudança, ainda espero que o Brasil levante o manto obscuro do mistério que enconbre o paradeiro dos corpos de Dana de Teffé e Elisa Samúdio.
Eu acredito no Brasil porque tenho uma crença infinita na decência e no elevado espírito de justiça de seu povo.

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