Vida

Foto de Lu Lena

SAUDADE MÓRBIDA

Aprecio a paisagem translúcida no espaço
Ouço o bater de sinos na capela distante
Vento varre a cabeleira dos verdes matos
No céu, vejo cortejo d'espíritos viajantes.

Balanços das folhas, vultos acenam pra mim
Dogmas infundados entre a vida e a morte
Sopram ao meu ouvido, que isso não tem fim
Círculo vicioso e simbiótico lançado a sorte.

Prolixa e moribunda divago sem entender
Na oculta inflorescência a busca do amor
Lágrimas gotejantes, doridas de um sofrer.

Na lápide, vejo um poço árido que secou
Nas flores silvestres, o toque de teu ser
Saudade mórbida foi apenas o que restou.

Lu Lena

Ps. Esse soneto, fiz em homenagem a minha mãe,
hoje completando seis anos de sua partida.
Foi pensando nela, que me veio essa
inspiração... 03/09/2008.

Foto de Rosinéri

SOMENTE UM PENSAMENTO

As maneiras estudadas são apenas uma péssima contra ação da vida
Buscar a poesia da vida, fora da vida.
Será coisa que tem nexo?

Foto de ANACAROLINALOIRAMAR

" SABER VIVER E RESPEITAR AO PRÓXIMO" (Reflexão)

♣♣♣♣
♣♣♣ " Reflexão em poesia"
♣♣

Saber viver...e respeitar ao próximo.

Existem situações, que temos
Que nos fazer de cegos surdos e mudos
Mesmo que nos chamem de loucos.
Pois como já se diz,
De médico e louco todos nós temos um pouco.

Existe sempre uma barreira na nossa frente
Querendo entupir nossa mente.
Sempre obstáculos a serem oferecidos.
E jamais poderemos nos dar por vencidos.

Sempre uma nova pedra lançada.
Mas não podemos deixar,
Que a nós ela seja alcançada.

Para levarmos a vida sem problemas fúteis.
Não vamos nunca responder as provocações
Se pedras te jogam, use-as para construir
Tua muralha.

Se obstáculos lhe são oferecidos.
Use-o como desafio.
Se barreiras, lhe aparecem.
Use-a como diversão, escale-a.

Se alguém falar de você,
Veja que você tem existência.
E a muitos provocam com a sua aparência.
Mas nunca perca sua resistência.

Se alguém lhe falta respeito.
Não discuta com esse sujeito.
Deixa que a vida se encarregue.
De cuidar d’este, com jeito.

Se não te aceitarem como você é...
Não se incomode por ser julgado.
Cada um tem o seu jeito,
Seja grosso ou afinado.

Cada um tem o seu jeito próprio
E um mundo a ser conquistado.
Então não dificulte sua vivência.
Vivendo sua vida com abstinência.
Permitindo que os outros te tirem a paciência.
Comece sua boa vivência.
Não vivendo no mundo de aparências,
E cuidando da vida dos outros
Com freqüência.

Podemos todos viver bem,
Mas nunca atirando pedras em alguém,
Telhados de vidro, quem não os têm?
Bons cuidados lhe convém...
Pois o que vai vem....

Vamos procurar nesse mundo viver bem
Mas sem querer passar por cima de ninguém.
Erros e defeitos quem não tem?
O certo é você cuidar dos que você tem.
E não se preocupar com os erros e defeitos de alguém.
Pois ninguém é perfeito, se perfeito os fosse...
Talvez, seriamos vistos como anormais....

*-* Anna A FLOR DE LIS.

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http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=39704

Foto de Ayslan

Amor ou Ilusão

Amor espero que sinta toda minha dor.
Eu que sempre te amei agora descobri que na verdade, nunca senti o amor.
Talvez hoje eu te odeie, ou queira te odiar, mas sei que nunca vou te odiar.
Por que na verdade eu te amo. Ou esqueci-me de me lembrar que deixei de te amar.
Mas fui feliz contigo, ou achei que era feliz. Já não sei o que vivi contigo se amor ou ilusão, tudo isso só me fez machuca o coração...
Então você partiu, mas demorei em acreditar que tinha sido real, que tudo não passava de um pesadelo.
Então fechava os olhos e alimentava minha dor te vendo junto a me.
Então acordei e a realidade da vida não é piedosa logo me disse que nunca mais vou poder estar contigo novamente. Hoje ate mesmo sonhar contigo será difícil... Irei viver sem ter você. Talvez um dia você sinta a dor de perde algo que não se pode recuperar, talvez um dia você saiba o que é dormi sem expectativa de acorda... Nunca mais vou poder beijar-te...
Nunca mais vou poder olhar em seus olhos e dizer-te “Eu te amo” Mas quero que saiba, um dia acreditei em nosso amor. Não vou dizer que irei ti esquecer por que estarei lembrando-se de ti. Mas um dia suas lembranças serão apenas palavras, aquelas mesmas que você nunca deu importância quando podia senti-las. A distancia nem o tempo causam o esquecimento, apenas a dor, saudade e o tormento.

Foto de Sonia Delsin

HÁ UM TEMPO PRA TUDO

HÁ UM TEMPO PRA TUDO

É bíblico isto.
E a própria vida vive a nos mostrar.
Há um tempo pra rir.
Um pra chorar.
Tempo de semear, de colher.
De ser feliz, de sofrer.
Será que não podemos fugir disso?
Aqui não é nenhum paraíso.
Vivamos os nossos tempos.
Sejam bons ou ruins.
Vamos levando.
Na estrada pisando.
Vamos em frente.
Com o tempo não se brinca?
Ele age a seu bel prazer?
Como eu vou saber.
O que sei é o que vejo acontecendo.
Aos poucos vamos aprendendo.

Foto de paulo azevedo

"SE NÃO TE TENHO A MEU LADO"

Que será a minha vida sem ti amor
será um vazio
um tormento
uma angustia
um aperto no peito
que me sufoca a alma
e me consome de tristeza...

Fico sem forças para lutar
e para te mostrar
que este amor
que sinto por ti
não é inventado,
é verdadeiro...

Por isso sofro
se não te tenho
na minha vida
a meu lado...

Foto de paulo azevedo

"ENCONTREI O VERDADEIRO AMOR EM TI..."

Andava perdido sem rumo,
como um barco no mar imenso,
so via o horizonte
sozinho num tormento...

Pedia ao sol á lua e ás estrelas,
terra firme para descansar
e todos eles me ajudaram
deram me e ti
para a minha vida inteira
te amar...

Sereia da minha vida preenchida,
com amor do mar imenso
me entrego nas tuas ondas de paixão
onde sonho e adormeço...

Foto de Sonia Delsin

UM CASTELO DE CARTAS

UM CASTELO DE CARTAS

O barulhinho monótono da chuva na calha a fazia enrolar-se no
ededrom macio. Alma passara grande parte da noite insone.
Meire a havia prevenido quanto àquele homem. Ele a faria
sofrer.
Quando abrira o coração com a amiga, a loira exuberante que
convivera com ela desde a infância tentara alertá-la.
__ Minha querida. Estes homens não são o que aparentam ser.
Ele diz estar carente, mas a verdade é que só procura uma
aventura. Não vá se apaixonar por ele.
__ Mas Meire, ele parece ser tão sincero. É que não viu os
olhos dele.
__ O que há com os olhos dele?
__ São verdadeiros. Ele fala olhando em meus olhos. São uns
olhos tão azuis, tão bonitos.
__ Menina tola. Nem parece ter quase trinta anos. Não
aprendeu ainda a viver. Faça como eu.
A amiga despediu-se beijando-a na face.
__ Cuide-se. Os homens casados estão em busca de uma
aventura. Não querem nada sério. Não vá se apaixonar por ele.
Sérgio marcou um encontro no meio da tarde e ela foi encontrá-
lo toda feliz.
Já haviam se visto uma meia dúzia de vezes. Nas duas
primeiras só conversaram. Conversas gostosas, um beijinho, um
afago.
Nas outras vezes foram a um motel. Ela havia perdido a
virgindade aos vinte anos e raramente encontrava-se com um
rapaz. Estivera estudando, trabalhando tanto.
E o tempo passava.
Naquela exposição conhecera Sérgio. Ele não escondera que era
um homem casado e pai de dois filhos. Dez anos mais velho.
Sentiram enorme atração um pelo outro, mas ela nunca sonhara
para sua vida ser um “caso” na vida de um homem. Desejava uma
família de verdade, filhos.
Ficaram duas horas se amando e por fim ela confessara que
esperava mais de uma relação que encontros casuais. Queria
uma relação mais sólida.
__ Alma querida, sou um homem casado. Nunca lhe escondi
isso. Nunca lhe prometi nada.
Ela baixou os olhos e falou baixinho:
__ Eu sei. Fui uma tola em pensar que poderia...
__ Eu nunca falei que me separaria.
Vestindo-se ele falou que seria melhor não se encontrarem
mais.
__ Você merece encontrar a pessoa certa. Não sou a pessoa que
você precisa para sua vida. Melhor não nos vermos mais.
__ Mas Sérgio...
__ É melhor assim querida. Você vai encontrar um sujeito
legal e vão se casar.
Um beijo frio na despedida.
Acontecera no dia anterior.
Meire a tentara alertar. A amiga experiente tentara lhe abrir
os olhos.
Ela estivera criando com a fértil imaginação um castelo de
cartas e doía-lhe vê-lo desmoronar.

Foto de Sonia Delsin

LAÇOS ETERNOS

LAÇOS ETERNOS

Era uma vez um menino e uma menina.
Viviam numa terra onde a lua clareava um lago e iluminava tudo ao redor. A menina vivia num castelo e o menino numa cabana.
Ela a se cobrir de ouro. Ele a se cobrir de trapos.
Enquanto ela brincava com lindos brinquedos ele vivia a atirar uma flecha em direção a um mourão de cerca.
Entre os dois existia um abismo. Um enorme abismo, mas que transpunham com grande facilidade, já que os dois eram providos de lindas asas.
Um voava de encontro ao outro, o sol e a lua testemunhavam, mas se calavam.
Estiveram apaixonados desde todo o sempre.
Dava gosto vê-los a se falar, a se olhar, a se acariciar.
Em suas brincadeiras o garoto vivia a perseguí-la e a perseguição resultava sempre num abraço bem apertado.
Em carícias e promessas de amor eterno.
Os primeiros anos se passaram, vieram os anos juvenis e os dois descobriram que podiam ser tão infelizes.
As asas enfraqueciam diante da constatação de um fato. O amor que sentiam era proibido.
A mocinha foi se entristecendo, o rapaz se abatendo e um dia o chamaram para a guerra. Ela ficou a chorar e ele foi pela pátria lutar.
O tempo passou e um dia ele voltou. A procurou e a encontrou casada.
A sua amada, a sua eterna namorada estava casada.
Ele temeu uma aproximação.
Não devia, nem podia.
Tudo acabado?
Ela o viu a caminhar na aldeia e o chamou.
Foi do pai a infeliz idéia de uni-la a um homem tão mais velho. Não o amava e era tão triste sua vida agora.
Ele a abraçou dizendo que era tarde demais para os dois. Que o amor precisava morrer para que eles continuassem a viver.
Quis se afastar, mas ela o chamou com o olhar.
Ele a beijou e descobriu que nunca nada os separaria.
Viveram por muito tempo uma vida dupla encontrando-se às escondidas na cabana.
Um dia ele se cansou da espera, da tristeza de ter que dividir com outro a mulher de sua vida e partiu.
A cabana vazia a fez chorar, chorar...
A lua no lago nunca mais quis entrar.

Foto de Sonia Delsin

CHÁ DE ROSAS...

CHÁ DE ROSAS...

Maria Lúcia tentava deixar a mesa bem bonita. A amiga Leonor era tão reparadeira.
Ela nunca fora muito de arrumações. Na verdade odiava estes detalhes de mesas bem arranjadas.
Etiqueta não era com ela.
Gostaria que a amiga se sentasse na cozinha mesmo e as duas se pusessem a conversar como nos velhos tempos.
Que tempos aqueles!
─ Puxa! Como seus peitinhos cresceram, Malu!
─ Leonor, cria modos, menina!
As duas cheias de segredinhos. Mauro era lindo e as duas o desejavam.
Desejavam sim, por que dizer o contrário?
Os milhões de hormônios. Quinze anos. Malu tão triste sempre. A falta da mãe e Leonor a lhe fazer companhia todas as tardes.
─ Ela melhorou, Malu?
─ Que nada. Nunca mais sai daquela clínica...
─ Como pode? Uma mulher tão bonita ir parar num lugar daqueles. Tenho pena de você. Sabe que sou sua amiga até embaixo d’água. Pode contar comigo sempre.
O abraço da mocinha a confortá-la.
─ Ele passou pela calçada hoje e só faltou torcer o pescoço de tanto olhar para trás.
─ De quem está falando?
─ Do tonto do Jonas.
─ Ainda vai se casar com ele.
─ Isto é que não. Malu, eu quero o Mauro.
─ Ele gosta da Vânia.
─ Que sortuda ela é! Os olhos daquele cara são de matar...
Enquanto arruma a mesa Maria Lúcia se recorda dos tempos da juventude.
Leonor se casou mesmo com Jonas e como se deu bem na vida. Não poderia encontrar melhor marido. Mauro não se casou com a Vânia. Acabou mudando e casando-se em outra cidade. Voltou umas duas vezes à cidade e todos comentavam que ele se casou com uma mulher muito bonita.
Ela se casou com Normando e foram felizes naqueles dez anos que passaram juntos, mas a morte o levou cedo demais. Marina ainda não tinha sete anos quando ele se foi.
Irmãos ela não tivera, e a amiga de tantos anos não era a mesma de antes.
Malu não era de fazer amizades com facilidade e vivia muito só. A filha já estava com nove anos e estudava à tarde. Leonor havia ligado que viria para um chá.
A amiga ficara cheia das frescuras e ela continuava a ser a mesma de sempre.
Vestia um longo vestido indiano, que era como gostava de se vestir. Nos pés trazia umas sandálias leves. Os cabelos ainda continuavam muito negros e ela os trazia pelo meio das costas.
Era uma bela mulher. O sofrimento não lhe marcou o semblante.
Acabou a arrumação da mesa, ligou o som num volume bem baixinho e ficou a aguardar que a amiga chegasse. Ainda tinha vinte dias de férias pela frente.
Pensara em viajar, mas a filha estava em aula. Não conseguira desta vez conciliar as férias da filha com as suas.
A campainha a fez sobressaltar-se. Já estava a divagar. Havia se esquecido que aguardava a amiga.
Foi atender e a aguardava uma enorme surpresa.
Mauro! Não mudara tanto naqueles anos.
Ele estendeu a mão.
─ Como vai, Malu?
─ Bem, e você? Que surpresa!
─ Soube que ficou viúva. Sinto muito por você. Só fiquei sabendo há uns três meses. Meu primo esteve me visitando e contou.
─ Fico grata que tenha se lembrado de vir até aqui...
─ Eu tenho muitas coisas a lhe contar...
─ Estou aguardando uma visita.
─ Quem?
─ Espero a Leonor.
Mauro franziu a testa, demonstrando desagrado.
─ Volto outra hora.
─ Estou de férias. Volte amanhã para conversarmos.
Com um abraço ele se despediu.
Depois de dez minutos a amiga chegou e Malu notou que Leonor estava excessivamente maquiada, vestia uma roupa de péssimo gosto, trazia os cabelos numa cor exageradamente avermelhada.
Beijou-a e a fez entrar na casa, tentando uma conversa amigável.
Não gostou quando Leonor fez alguns comentários desagradáveis, mas tentou ignorar.
Diante da mesa ela comentou que havia ficado a desejar com a arrumação da mesa.
Malu havia aprendido com o marido que os calados sempre vencem e ela o recordava ainda mais neste instante.
Normando nunca gostara de Leonor.
─ Que chá preparou para nós?
─ Um chá de rosas...
─ Que horror! Eu não tomo uma coisa destas...
Malu a olhou demoradamente nos olhos e descobriu que a amiga de tantos anos se tornara uma estranha. Uma estranha!
─ Estou brincando. Preparei o seu chá preferido. Chá preto.
─ Quem lhe falou que gosto de chá preto, querida? Eu gosto de chá mate natural. Natural...
─ Eu preparo num instante...
A mulher seguiu em direção à cozinha. Não diria à amiga que Mauro estivera lá. A intuição lhe dizia que nada deveria contar.
Preparou o chá rapidamente, por sorte tinha uma caixinha de saches de chá mate.
Agüentou pelo resto da tarde as conversas banais da amiga e esta por fim comentou sobre Mauro.
─ Se recorda como éramos loucas por ele, Malu?
Maria Lucia nada disse. Ficou esperando que ela falasse.
─ Ele está separado. O casamento não deu certo. Dizem que tem um filho e vivia um inferno com a mulher.
Ela ficou a ouvir sem nada comentar.
Logo que a amiga saiu, ela foi até o colégio buscar a filha, que naquele dia tivera aula de reforço. Marina tinha muitas dificuldades em matemática.
As duas voltaram abraçadas. Marina era muito alta, quase a alcançava aos nove anos. Havia puxado ao pai.
Ela contou à filha que a amiga Leonor passara parte da tarde com ela e ocultou que um velho amigo também a visitara. Achou que seria melhor nada comentar.
As duas jantaram e ficaram vendo TV.
─ Gostaria tanto que estudasse de manhã, minha filha.
─ Mamãe, sabe que tenho preguiça de me levantar cedo...
Ela acariciou a testa larga da filha e ficou recordando o marido. Ele fazia falta, como fazia!
Beijou a filha e as duas foram dormir.
Mauro voltou a visitá-la no dia seguinte.
Ela vestia um velho jeans e uma sapatilha de tecido. Os cabelos estavam presos com uma pequena presilha no alto da cabeça.
Estava muito bonita e se divertia com um jogo de quebra-cabeça da filha quando a campainha tocou.
Mauro também vestia uma calça jeans e uma camisa azul clara. Quase na tonalidade de seus olhos.
Ela o convidou a entrar e ele se encaminhou até o quebra-cabeça quase montado, encaixando rapidamente as peças que faltavam.
Malu ficou a olhá-lo quietamente.
─ Não me convida a sentar?
─ Claro. Sente-se. Fique à vontade, Mauro.
Ele se sentou numa poltrona e ela puxou outra bem à sua frente.
─ Também estou só ─ disse ele.
─ Não entendo porque me procurou...
─ Sempre fui apaixonado por você. A Leonor vivia a me dizer que você não podia nem me ver. Passei quase toda a minha vida sonhando com você. Por fim acabei indo embora daqui quando a vi casar-se com o Normando.
Ela o olhou demoradamente.
─ Apaixonado por mim?
─ A Leonor nunca contou?
─ Não. Ela me dizia que você era apaixonado pela Vânia.
─ Tantas vezes eu a procurei e pedi que lhe falasse que eu a amava.
─ Não posso crer.
─ Estou dizendo a verdade.
─ Não posso crer que minha amiga tenha feito isto comigo. Ela sabia que eu também...
─ Você o quê?
─ Eu também o queria tanto...
Mauro levantou-se da poltrona e pegou a pequena mão de Maria Lucia entre as suas.
─ Sonhei tanto com você. Tanto que nem pode imaginar. Quando aqui cheguei pensei em procurar a Leonor para pedir que viesse lhe falar de mim, mas a vi um dia ao lado do marido e ela me olhou de uma forma que me fez desistir. Em seu olhar havia algo que não gostei nada.
Os olhos de Malu o fitavam e Mauro aproximou-se dela ainda mais. Sua boca a procurou e quando deram por si estavam se abraçando e beijando apaixonadamente.
─ Eu nunca a esqueci. Casei-me com a Dora para tentar esquecê-la, mas cometi um grande erro. Um casamento destes nunca dá certo.
─ Eu fui feliz com meu marido. Ele era uma pessoa maravilhosa.
─ Fico feliz por você. Eu vivi num inferno. Por sorte me libertei. Sinto pena do pequeno Franco que sofre sem ter culpa de nada.
─ Quantos anos tem seu filho?
─ Seis anos. É um menino de ouro. Eu pensei em continuar casado com a mãe dele, mas quando soube que você estava só fiquei maluco. Tivemos uma discussão e a deixei.
─ O que pretende fazer?
Gostaria de me acertar com você.
─ Não é tão fácil, Mauro. Temos filhos. Tenho meu trabalho aqui e você mora em outra cidade. Minha filha precisa de mim, seu filho também...
Abraçando-a ele não deixou que ela continuasse e falou:
─ Você me quer, sua boba... isto é o que importa... vamos morar em outro lugar... começar uma vida nova. Eu cuido de sua filha como se fosse a minha.
─ E o seu filho?
Ele baixou os olhos tristemente.
─ Eu o perdi a partir do momento que deixei a mãe dele. Dora nunca me perdoará... ela é uma mulher vingativa. Vai fazer tudo para que meu filho me odeie.
─ Ele não o odiará.
─ Você não conhece aquela mulher.
Malu estreitou-se nos braços que a enlaçavam e deixou que a paixão comandasse sua vida. Na verdade nunca estivera apaixonada pelo marido. Tinha-lhe carinho, respeito, mas não o amara. O sentimento que guardara no peito desde os tempos da juventude lhe explodia no peito. Mauro sempre estivera em seus sonhos. Acalentara por tantos anos o sonho de ver-se olhada por aqueles olhos azuis.
Estava na sua hora de ser feliz. Tudo o mais não importava tanto. Importava mesmo é que se sentia a mais feliz das mulheres.
Começariam sim uma vida nova.
Lamentava por Leonor que lhe dera abraços de Judas. Fora traída por ela e não lhe tinha ódio, mas se afastaria dela de uma vez por todas. Nunca mais lhe prepararia chá algum...
Recordou o olhar azedo quando comentara banalmente que havia preparado um chá de rosas...
Ela perguntou-se como alguém conseguia agir daquela forma e com tanta naturalidade. Não sabia se doía mais perder a única amiga que tinha ou constatar que ela na verdade nunca fora sua amiga.

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