Vida

Foto de Dirceu Marcelino

CREPÚSCULO DOS ANJOS - VÍDEO-POEMA - Homenagem à MUSA DA LUA

OBS.: Agradeço às Amigas Poetisas LU LENA, por fornecer algumas das imagens e SEMPRE-VIVA pela músicas.

POESIA: CREPÚSCULO DOS ANJOS NEGROS E AZUIS - 1ª parte

A noite cai e mostra teu vulto suave a caminhar sob os últimos raios de sol.
Leve brisa farfalha as folhas dos coqueirais do teu reino à beira do mar.
E tu caminhas devagar, a sonhar, a imaginar o teu amor que ali poderia estar
A te beijar, a sussurrar em teu ouvido todos os tempos e modos do verbo amar.

À tua frente vedes a imensidão do mar, este imenso oceano que te fascina,
Imensidão de águas que agora suavemente lançam na areia sob teus pés o frescor
Da mesma onda que noutro instante te elevou num vai e vem de ardor
E mostrou a tua frente imagem sorrateira do espectro que representa tua sina.

Espectro esvoaçante que te atinge com o lume estelar de muitos anos passados,
Vibrando por ter te encontrado e que suave e levemente te acaricia,
Com o sopro das próprias águas do mar, que molham seus pés e em tuas pernas respingam,
Atingem tuas coxas e se tornam em espécies de mariposas que te aquecem em fogo lento,

A te acender ardentemente atingindo o teu antro, tua alma e o teu coração,
Fazendo a vibrar de emoção em contínua e desejosa excitação de amor,
Que são as chamas ardentes de um fogo eterno que te vêm buscar da imensidão
Do tempo onde sempre e sempre esteve a te espreitar e aguardando momento

De se achegar de ti Anjo meigo que voluptuosamente se transforma em ardoroso
E fogoso Anjo Azul que sob a luz do luar prateado mostra os contornos da mulher
Sedutora e atraente que ao sorrir dentre os dentes sussurra cantos de amor,
Cantos de uma sereia que se transforma em uma diva, uma diva encantadora,

Com lábios carnudos e sensuais que atraem com o brilho ofuscante dos olhos verdes
A cintilar como duas estrelas sob a escuridão da noite e atraem o espectro milenar,
Transformando-o em homem que te abraça, te enlaça e te beija e faz-te suspirar...
Ato transcendente que sentes em todo teu corpo que vibra e tua rosa desabrocha

E atrai o lume quente que te toca e te faz ferver, enquanto os lábios trocam o mel,
Dos sulcos hormonais que soltam dos corpos de ambos e são tragados pelas línguas
A se beijar em ardoroso e delicioso coquetel de amor e os leva para o fundo do antro
Da Mulher, da fêmea que saboreia as delícias do corpo do macho que agora a têm

E se deixa beijar nas partes mais pudicas, sente a língua e o arfar respiratório,
Da alma ora vivente que te sente em cada poro que se abre para receber o ar,
Ar quente que sai do fundo da alma como o vapor efervescente do vulcão
Aceso cujas lavas incandescentes se deliciam a beijar os teus seios os teus montes,

Lábios que deslizam por teus vales, entre as colunas de alabastro que em pares
Protegem o teu maior tesouro, o fruto mais delicioso, que ora vejo sob cintilantes
Lampejos de meus olhos que resplandecem no brilho dos teus olhos que me atraem
Novamente, e faz com que percorra todo teu corpo beijando-a e acariciando

Levando-me até os teus seios, cujos mamilos pululam e vibram a espera da boca
Desejosa que os sugam um a um, enquanto as mãos percorrem tuas coxas macias
Branquíssimas e reluzentes agora sob a luz do luar prateado que aparece a lustrar
O ato final que se selará com o eterno beijo em tua boca e com a introdução do lume

Milenar em tua flor encantada que está há muito a desabrochar, cheia e voluptuosa
Pronta para receber as lavas do vulcão que eclode em contínua erupção, lançando

As lavas aquecidas que se transforma no néctar, na seiva, preciosa da vida e do amor.

Foto de Gideon

O Trem da minha sina

O sentido da vida
jamais poderemos saber,
os dias corridos e apressados
jamais poderemos reter.

Observo os outros, próximos,
que ao meu lado movem-se
pelo instinto do viver.
Vão e vêm sem perceberem
que uma sina oculta
cumprem sem merecerem.

Eu também da minha sina
não consigo fugir,
de tudo fiz, de tudo aprendi.
Faculdade de gente rica,
como diziam lá na vila,
profissão de família boa,
que não se consegue à toa.

Pois bem, por mais que tentasse
e tudo fizesse ao meu alcance,
cá estou em pé no trem parador
seguindo obediente pro meu labor.

A trilha do ruído dos trilhos
remete-me às histórias de meu pai,
que cumprindo por si também a sua sina
nos mesmos trens paradores e diretos
apertado e inconformado subia e descia.

Não, não entrego os pontos assim facilmente,
da bolsa de couro macio
saco a caneta e o caderno, paciente.
Anoto as expressões dos pobres coitados
e transformo-os em atores,
essa gente de recursos tão parcos.

Pelo vagão procuro feições tristes
prá rechear os meus tristes escritos,
mas sorrisos ingênuos e olhares candentes
surpreende a minh’alma de poeta reticente.

Volto-me para a minha própria condição,
passageiro desta tão pobre e nobre condução.
Na chupeta pendente agarro a minha mão,
pro balanço do trem não jogar-me na solidão.

Por de trás de meus óculos, disfarçado,
observo Maria de cabelos ondulados
e tosca roupa na moda dos rebolados.
Mastiga um chiclete já meio deformado.

Ela serve, quem sabe,
prá ser a minha heroína dum conto qualquer,
que insisto escondido ali existir,
e naquele cenário tão pobre
tento ainda alguma arte produzir.

Com uma das mãos sustento o caderno
com a outra a caneta retiro do terno.
Próximo à porta apoio as minhas costas.
As histórias de Maria
vou tentando dar forma
com letras tortas.

A sina da vida sofrida de Maria
insisto incluir no meu conto,
mas ela é bonita demais
e distraio-me com o seu encanto.

Um lugar prá Maria, enfim,
não encontro no meu conto.
Contudo logo percebo,
que o personagem que descrevo
sou eu mesmo,
que do trem da Central do Brasil
ainda é prisioneiro.

A sina da vida, insisto,
ainda quero incluir no meu conto.
Mas não é a realidade que de fato vivo?
Pergunto-me com desencanto.

O sofrimento do enredo
que sobrepõe a minha inspiração
vai desfazendo daquele conto
que não consigo continuação.

A minha sina parece que segue
no trem da minha vida
e cá estou de caderno fechado,
caneta no bolso borrado,
observando Maria que com charme
o chiclete ainda mastiga.

O balanço desse sofrimento
atormenta o meu coração
que é solitário de paixão,
Maria, quem me dera,
que prá ter o seu olhar tudo faria
mesmo que fosse por compaixão!

Na estação da Central
o meu sofrimento fita o chão.
O olhar de Maria se foi na multidão.
Meu caderno de escritos agora
descansa triste na minha mão.
Ainda ouço, ao longe, com emoção
o clamor da última pregação.

Anúncios saindo dos alto-falantes da estação
ecoam agora inundando o saguão.
Eu caminho apressado
esbarrando nos braços
de tantas marias
e em tantas mãos.

O poeta desce pro Metrô, frustrado,
e na escada rolante, agarrado.
desvia-se dos braços de esmola, esticados,
pendendo o seu corpo pro lado.

O conto sobre Maria
e o trem dos amontoados
ficarão prá outra viagem.
Quem sabe um dia sem esperar
a inspiração virá
e outras marias com outros penteados
serão heroínas do poeta,
que segue a sua sina
no trem dos desafortunados.

Foto de CarmenCecilia

VÍDEO POEMA JARDIM DO ÉDEN

FELIZ ANIVERSÁRIO SALOMÉ KASSANDRA!

POEMA DUO

SALOMÉ & HILDEBRANDO MENEZES

EDIÇÃO E ARTE EM VÍDEO

CARMEN CECILIA

MÚSICA

IMORTELLE ( LARA FABIAN)

Jardim do éden

O mais belo sol raiando no horizonte
Nos chama para apreciar estonteantes
A sua luz alucinante sobre essa imensidão

Que tanto nos comove diante da escuridão

As arvores estão sussurrando entre si
Palavras como seiva maviosa e mágica
Inocência embriagante nessa amplidão

Que tanto nos sufocou diante da solidão

Amanhecer da nossa própria ausência
A constatar o poço profundo da carência
O sol brilhando... As flores desabrochando

É a força da natureza explodindo... Fluindo

Os passarinhos em canto... Oh! Doce melodia
Que enternece numa prece de paz e harmonia
É o sopro da brisa, leve em sua ofegante carícia

Aquece a face... Bafejando toques... Das delícias

Mais delirante... Mais suave que qualquer verso...
Rabiscado meio vagaroso ao encontro do universo
Jardins de encantos, em ti a nos inspirar sem fim

Para encontrar, compor e versar nossos amores

Nossos pés acariciando a relva, pura delícia...
Que umedece a secura agreste que angustia
Fechamos os olhos em pleno êxtase... Livres

Alçando em poemas o nosso vôo leve e solto

Dois corpos... Somente um em cada elemento.
Na combustão serena e química impulsionando
A natureza sussurrando sua mais bela poesia

Como a nos unir a ela na fantasia que extasia

Enfeitiçando cada fibra do nosso ser, sem igual
Diante do fascínio a que somos tomados
Livres, de tudo... Nus... Emoções à flor da pele...

Vindas à nossa direção e que não se repele

Respiram toda a beleza... Da essência imortal
Eternizada pelas jornadas agora reencontradas
Sentimo-nos possuídos com intensa leveza

A mesma plantada pela semente das certezas

Somos o ar... Somos a brisa... Somos o pecado carnal
Que concebeu da sensualidade... a nossa própria vida
Nesse éden perdido... Nesse paraíso reencontrado...

Tão buscado, sonhado, desejado... Esperado!

Aqui desenhado por dois seres apaixonados!

Duo: Salomé & Hilde

Foto de Graciele Gessner

Só Uma Noite Com Você. (Graciele_Gessner)

Você tornou-se persistente,
Me chama para uma noite de amor.
Recuso, mas volto atrás na minha decisão.
Então, nos encontramos, apenas eu e você.

Lembro do meu amor, enquanto estou contigo.
Sei que não devo estar aqui com você meu amigo,
Mas você me deseja, me ama e me beija... Só delírio!
Momentos de loucura misturada com intenso perigo.

Não estou fazendo nada de errado,
Apenas uma vida mais alegre com certa restrição.
Aventurando-me em outros braços.
Saudades? Não afirmo e não garanto esta situação.

Meu amor me perdoe, mas foi necessário.
Era preciso sentir outras sensações de amor.
Amigo que apareceu na minha vida como uma estrela,
Retribuição do que passei com meu querido amor.

Sinto-me realizada, está tudo certo!
Amor distante, saudades dele, carência...
Amigo disponível, me querendo, me desejando.
Ele apareceu na sua falta, na minha deficiência.

Só uma noite especial com você.
Uma noite com meu querido amigo.
A intensidade da ocasião me intriga,
Circunstância que criou certo apego.

04.05.2007

Escrito por Graciele Gessner.

* Se copiar, favor divulgar a autoria. Obrigada!

Foto de Teresa Cordioli

NAS ASAS DA POESIA...

*
NAS ASAS DA POESIA...
*

O beija flor que saiu do ninho
Já não tem forças para retornar,
Tão pequeno, tão franzino,
Chora por estar sozinho,
Querendo reaprender a voar...
Dos seus sonhos de menino,
De menino passarinho,
Sobrou a saudade
Que hora me invade
Querendo ouvi-lo cantar.
Poesias eram suas asas,
Hoje da chuva tão molhadas
A fizeram mui pesadas
Já não o trazem em revoadas
Para do mel do amor saborear.
Foram as chuvas de lágrimas,
Derramadas pela estrada da vida,
Que fizeram seus versos secar.
Vôo ao teu encontro,
Carregando nas mãos uma rosa
Em forma de versos, ESSA PROSA!
Para te alimentar.
Dar-lhe-ei também um ramalhete
E muitas pétalas de enfeites
Para suas asas secar.
Assim, volte beija-flor,
Recite seu amor,
Para essa Flor alegrar...

Foto de Graciele Gessner

O Renascer. (Graciele_Gessner)

Nascimento, uma nova vida.
A vida é um presente divino,
Somos seres grandiosos!
Um renascer de pensamentos...
Saber viver cada segundo,
Um momento de silêncio
Misturada com alegria de viver.
Voar, todos somos capazes!
Apenas se desligue deste mundo,
Renasça das trevas para a luz.

04.05.2007

Escrito por Graciele Gessner.

* Se copiar, favor divulgar a autoria. Obrigada!

Foto de Graciele Gessner

Jamais Deixe de Sorrir. (Graciele_Gessner)

“Nesta imensa trajetória do meu viver, aprendi uma valiosa lição. Jamais deixe de sorrir, mesmo que não esteja alegre o suficiente. Porque quando sorrimos afloramos uma linda beleza de nossa mística alma. Assim, o nosso sorriso nos permite rejuvenescer a cada momento de nossa vida”.

01.05.2007

Escrito por Graciele Gessner.

* Se copiar, favor divulgar a autoria. Obrigada!

Foto de Graciele Gessner

A Junção de Nós Dois. (Graciele_Gessner)

Você, que faz todos os sentidos do meu viver.
Nós dois, que distante estamos para nos ver.
Você possuidor dos olhos da esperança, da minha inspiração.
Nós dois precisamos aprender a suportarmos a solidão.

Por algum tempo a sua ausência me consumirá,
Mas você é meu chão, meu alicerce, meu fundamento;
Sem você jamais existiria embasamento.

Você, que entrou na minha vida inexplicavelmente.
Tentamos sobreviver desta imensa saudade, desta solidão.
Você é meu conto de amor que envolveu passado e presente.
Muito além do passado, criamos um conto de amor eternamente.

Nossa história que implica distância e muito sentimento,
Resistindo os nossos anseios, nosso passado.
Apenas nós dois, uma junção de nosso momento.

24.04.2007

Escrito por Graciele Gessner.

* Se copiar, favor divulgar a autoria. Obrigada!

Foto de von buchman

Uma saudade insaciável de você..

Hoje acordei com uma saudade insaciável de você..
Faminto estou do teu amor.
Como te desejo agora, busco-te em todos os momentos ...
És meu objetivo , sonho e prazer...
És um raio de sol, na primavera do meu coração...
A brisa suave de teu amor toca meu corpo mui delicadamente ...
Quero navegar lentamente nos teus sentimentos,
E realizar os sonhos de meu amor.

Deixa-me sugar-te, minha eterna paixão.
Vem pra saciar-me,
Quero ter tua carne,
Pois só vivo sonhando em ti...
Eu estou faminto do teu corpo,
que é um mar de perdição...

Que tenho de ti ?
Tuas músicas, teus poemas e tuas ligações...
Meu coração sai pela boca toda vez que meu celular toca...
Não sei quando vou poder te escutar mais uma vez,
Ou voltar a te tocar por mais uma vez...

Que posso fazer para voltar a te ver...
Para te sentir ....
Para te amar...
És um vago na minha vida...
Não consigo viver sem te amar...

Lembro ainda do primeiro beijo que te dei...
Dos primeiros carinhos...
E da primeira noite de amor...
Não consigo te esquecer, meu amor...

AS SEMENTES DO MEU PURO AMOR,
SÃO COMO FLOCOS DE NEVE...
ELAS SÃO REGADAS COM AS LÁGRIMAS DO MEU CORAÇÃO,
POR VOCÊ MINHA ETERNA PAIXÃO . . .

Foto de frank5417

Eu homem vivido

Eu homem vivido de coração aberto
Em toda minha vida pude sentir a evolução
Do nobre sentimento amor , sim amor
De certa forma a vida não me deu os caminhos mais belos
Mais por onde percorri vivi amores paixões , um caminho natural
Mais hoje a vida me ensina e orienta
Ame e seja sincero
Perdoe e ceras perdoado
Compreendo que hoje sou homem de coração magoado, sofrido
Mais tenho dentro de mim a certeza que hoje conheço bem o amor
O amor se faz presente e ao mesmo tempo ausente
Basta saber entende lo, á amor e amores.
Como também a amor que amamos calados na mais profunda intimidade
Amor presente se vê no dia, dia , em lugares, pessoas gestos
Mais amor verdadeiro fica escondido só unicamente só pra você
E de tal habilidade ele se mostra direcionalmente a uma pessoa VOCÊ.
Como um eniguima onde a chave só se pode saber quem de fato o senti
Eu homem vivido de coração aberto declaro que o amor esta em mim como sinto que
Já se faz presente em VOCÊ. 10/06

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