O poeta encanta escrevendo amor.
O pintor encanta, pintando amor.
O poeta e o pintor não têm diferença.
Cada um segue sua crença.
Acreditando em sua obra, mostrando
Em seus requisitos o que lhe é bonito.
Ambos fazem poesia, pintando e recitando..
O poeta escreve pintando a vida.
O pintor pinta fazendo poesia.
O poeta pinta seus sonhos.
O pintor cria sonhos aos olhos.
Na tela o pintor joga suas tintas
Para fazer de seus desenhos
O mundo mais colorido atraído.
Uma bela poesia saída do pincel.
No papel o poeta junta suas letras
Fazenda do poema e poesia.
Uma forma das pessoas
Viverem um pouco de fantasia.
O poeta e o pintor têm a mesma intenção
Em seus trabalhos jogar a poesia no coração.
O pintor ao deslizar o pincel,
Faz da poesia uma grande aquarela.
O poeta com seu escrever,
Faz de seu poema a tela mais linda de se ver!
Imagine agora, poeta e pintor,
Colocando em nosso mundo,
Um pouco de fantasia e cor.
Na tela ou na poesia!
Ambos passam a magia.
Ambos precisam de inspiração.
Ambos atingem a visão e o coração
Do leitor e do apreciador
Ambos são poetas...! ( Anna Carolina )
2ª Poesia: VENHA ME ESCULPIR
Venha esculpir meu corpo
Que pede o calor de tuas mãos.
Esculpir minhas curvas que te
Amolecem de paixão,
Tocam-te a visão.
Batidas aceleram seu coração
Venha me esculpir..
Com sede de seus desejos.
Com vontade dos seus beijos.
Venha esculpir meu corpo
Ser meu artesão,
Fazer carinho com tuas mãos.
Uma bela escultura
Fazer a obra com doçura
Com seu atrevimento.
Torneando-me corpo e alma.
Venha esculpir minha pele
Deixar aveludada e macia.
Delineando cada parte
Porque sou sua arte.
Arte prazerosa
Cheia de detalhes
Serei sua escultura, mas chocante
Não desprenderá seus olhos de mim
Em nenhum instante.
Já que teve o dom de me
Esculpir atreva-se
Agora me possuir...
Com certeza irei saber retribuir....
Sou sua arte viva!
(Anna Carolina Márcia.S. Martins).
3ª Poesia: IMAGEM DA FLOR
O poeta tem a imagem acondicionada
Há muito tempo em sua mente e coração
E sempre a guarda d’uma forma apaixonada
Deixando-a eclodir em momentos de paixão,
Como faço agora quando penso em ti amada
E quero pintá-la com a arte da emoção,
Mas antes encontrar a forma desejada,
Pois é de ti própria que vem a inspiração.
Vejo-te então na tela toda esquadrinhada
Tua face, olhos e boca em sobreposição,
Então vou escolhendo desde a cor rosada
Até o azul do céu e sob o som d’uma canção
Desenho-te como uma rosa avermelhada
Acondicionada na palma de minha mão.
Enviado por Júnior Bossa em Dom, 24/08/2008 - 21:48
Quando surgiu aquela face serena
Segui seus olhos e desbravei-a por inteira
Trocamos sentimentos, vivemos uma vida.
Num breve olhar... Num fim de tarde...
Sua voz, tão vital a sua arte.
Indagava-me por dentro.
Tantos porquês prendiam-me
Sua seca lagrima seu talento elevava.
Estávamos a sós em meio a tantos
Frases absorvia eu através do olhar
E nesse precoce amor verdadeiro
Límpida, ela insiste em emergir em meus sonhos.
[que nunca deveriam acabar]
Enviado por patricia-17 em Dom, 24/08/2008 - 20:27
Numa manhã imensa de sol
Oito e meia da manhã no relógio de parede
Inevitáveis pequenos almoços de um novo dia
Três leves toques na porta
E sim, era ele!
Ela de imediato lhe sorria.
Depois um pequeno sussuro a acordava
Inconformada encarava a realidade
Aquilo era um sonho, não era de verdade.
Enviado por patricia-17 em Dom, 24/08/2008 - 20:26
Quero-te dizer aquela palavra
que da minha boca não sai
mas, se a quiseres sentir
talvez o possas conseguir
se o fundo do meu olhar alcançares
e, por fim, em silêncio tu a escutares.
Enviado por patricia-17 em Dom, 24/08/2008 - 17:31
Estou aqui sentada no baloiço abandonado
Já não tem dinâmica nem movimento
Apenas se vai baloiçando ao sabor do vento
E já não há nada que o faça ficar acordado
Já fora popular sim!
Quando as crianças comiam bolas de berlim
E davam milho às pombas no jardim
E corriam campos de trigo sem parar
Nessa altura os mais puros sorrisos se soltavam
E nada as fazia chorar
A não ser a vontade de um gelado saciar
E logo tudo brilhava quando brincavam
Agora tudo isto está esquecido
A velha terra adormeceu
O espírito de criança se perdeu
E tudo que havia de belo para viver fora vivido
Resta-me então seguuir as rotinas
Todos os dias virar esquinas
E percorrer as ruas desta cidade
Que nada se parecem com os caminhos da minha tenra idade
E esperar que o sol volte a brilhar
Sem medos nem receios de aparecer
E eu sem dúvidas de o acolher
Talvez aí o baloiço volte a baloiçar.