5º concurso

Foto de Carmen Lúcia

Apenas uma rosa...

Sou rosa da noite, orvalhada pela garoa
que nunca perde o frescor, nem a cor...
Umedecida pelo tempo conserva(dor).
Rosa do porto, rainha sem coroa
que no cais ancora,
e se revigora, se cora, se doa
aos afagos e beijos...e trejeitos
que nutrem seu ego perplexo, seu sexo...
Sou rosa sem rumo,
sem meta, sem aprumo...
Carente, eloqüente, indecente,
entregue a paixões incandescentes...
Branca, pura, nua...
Refletindo o clarão da lua,
jogada nas águas do mar,
flutuando nas espumas brancas
das ondas que a desabrocham,
das brumas escuras que a levam ao ar...

Sou rosa que se fecha em botão
quando, da manhã, surge o clarão...

(Carmen Lúcia)

Foto de LuzCintilante

TRISTE DESPEDIDA

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ACRÓSTICO
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*
T ranstornado sentimento
R esultado descompassado
I lustrado de aborrecimentos
S oando muitos lamentos
T riste e desconsolado
E merge o amor

D ias ensolarados
E strelados e iluminados
S ons angelicais entoados
P erfumados e encantados
E nfeitados e coroados
D elírios apaixonados
I nfinitos mimos gerados
D emonstra ao amado
A desejar beijos estalados

(Feito para o desafio de acróstico da Comunidade Encontro de Poesias)

Foto de Teresa Cordioli

... tal qual Beija-Flor...

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... tal qual Beija-Flor...
Teresa Cordioli
**

As flores que eu roubei do teu jardim,
Guardei, para nunca mais te esquecer,
Fiz tal qual Beija-Flor faz no jasmim,
Suguei pétala por pétala, até anoitecer...

As flores que eu roubei do teu jardim,
São os beijos que roubei de ti por querer,
Naquela noite de luar e de ternura sem fim,
Quando juntos vimos o amor conhecer.

Ainda sinto o teu perfume em meu leito,
Ainda sinto o gosto do mel em minha boca,
Do néctar do amor que por nós foi feito.

Impossível será te esquecer, és meu eleito!
- Não foi uma escolha só minha, mas nossa
De que fizesses morada eterna em meu peito...

Foto de Izaura N. Soares

OI PAI...

OI PAI...

Oi pai, tudo bem com você?
Eu sei que você está bem.
Afinal de conta, pra onde você
Foi tem muitas flores, muitos anjos
A te ensinar, a te ajudar como viver
Em outro mundo. Um mundo mais feliz
Do que esse que nós, seres humanos, vivemos.
Sabe pai, aqui onde eu vivo está tão
Desorganizado, tem tanta gente sofrendo, tantas
Pessoas passando fome, sofrendo tanta violência, são
De cortar o coração e muitas vezes ficamos como
Estátuas paradas sem poder nos mexer sufocando
Um grito na garganta sem poder gritar e se gritar
Talvez ninguém nos ouça.
Você partiu tão cedo talvez não suportasse a dor de ver
Alguém sofrer ou ver seus filhos sofrerem.
Você tinha um coração tão bom, tão ser humano tão amigo.
Ah, que saudade de você meu pai... Como eu te amo!
Vamos falar um pouquinho de você...
Você já se acostumou na sua nova moradia?
Quem é que não vai se acostumar a viver no reino
De Deus não é mesmo meu querido pai.
Sabe a mamãe, ela está bem, mas sente muita saudade
De você. Ela nunca conseguiu te esquecer assim como eu.
Apesar de fazer tanto tempo, mas tenho a sua imagem
Perfeita dentro do meu coração. A mamãe é a minha
Rainha ela se tornou uma verdadeira heroína. Ocupou o seu
Lugar com muita garra e determinação.
Amamos tanto você papai que para nós, é como se você
Tivesse feita apenas uma viagem e que um dia vamos nos reencontrar.
Hoje é um dia muito especial, um dia que comemoramos o dia dos
Pais. O certo seria se lembrássemos todos os dias. Mas é uma maneira
Carinhosa de homenagear os nossos queridos pais.
Onde você estiver meu querido pai, peço a Deus que te ilumine e que
Dê-te a graça de me proteger, de proteger minha mãe e meus irmãos.
AMO-TE MEU PAI...
ONDE VOCÊ ESTIVER FELIZ DIA DOS PAIS!

Foto de LuzCintilante

O POEMA

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ACRÓSTICO
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O amor expressado

P uro amor retratado
O coração flechado
E scrito e adocicado
M uito apaixonado
A sonhar com o amado

Foto de Civana

Viajando

"Viajando" (Vídeo-poema)

Viajando

Pense...pense...pense...
Simplesmente pense antes de falar, ou não fale.
As vezes é melhor viver o momento, só viver,
Não fale...
Viaje, delire, imagine mil coisas,
Mas não fale...
Como é bom sonhar, imaginar o impossível,
Mas não estrague,
Não fale...
Sonhe com um rosto, pinte seus olhos,
Desenhe seu corpo,
Mas pare, não fale...
Feche os olhos, se arrepie, sinta o gosto,
Mas não, não fale...
Dance nas nuvens, caminhe nas estrelas,
Cavalgue no espaço,
Isso, não fale...
Simplesmente porque a viagem é sua,
Se ele não embarcou, o tombo vai ser grande,
A decepção infinita,
E a amizade quebrada.

(Civana)

Foto de Rose Felliciano

POR QUE LER POESIAS DO SÉCULO XIX?

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Tenho recebido vários recados solicitando ajuda para um trabalho referente à pergunta: Por que ler Poesias do século XIX? Diante de tantos e-mails, preferi responder coletivamente.

É apenas uma pequena contribuição do que foi o movimento literário no século XIX. Aconselho que leiam mais as obras dos autores citados nesse artigo para que entendam mais a respeito da importância que teve esse século para a Literatura Brasileira.

Ressalto que é importante ler Poesias, independente do século ou momento, mas como a pergunta é sobre o século XIX, vamos lá...

Peço desculpas se esqueci de mencionar algum autor ou escritor que você considere importante ou algum fato relevante também.

Toda a colaboração a esse artigo é válida e será bem vinda e gratificante para os leitores.

Importante aos interessados, que não copiem esse artigo em sua íntegra e sim, que esse sirva apenas de uma pequena fonte para o restante de sua pesquisa.

A referência utilizada está no final deste e isso é muito importante. O livro que me baseei para as informações aqui descritas é de uma riqueza enorme para a literatura e foi utilizado aqui apenas um pequeno resumo.

Com carinho,

Rose Felliciano.

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É importante ler as poesias do século XIX, pois marca o período do verdadeiro nascimento da nossa literatura. Nele, enriqueceu-se admiravelmente a poesia, criaram-se o romance e o teatro nacionais e formou-se o circuito autor-obra-público, tão necessário ao estímulo da vida literária.

Com a vinda da família Real portuguesa para o Brasil, em 1808, dos atos de D. João VI que tiveram ressonâncias culturais significativas destacam-se: a abertura dos portos às nações amigas; a criação de bibliotecas e escolas superiores; a permissão para o funcionamento de tipografias (de onde surgiu o jornalismo, importante agente cultural do século XIX). Os Poemas do século XIX são vistos como "um ato de brasilidade" pois abandonaram aos poucos o tom lusitano em favor da fala brasileira, ressaltando o nacionalismo.

Contemporânea ao movimento da Independência de 1822, a literatura nesse período expressa sua ligação com a política e com o Romantismo, os sentimentos começam a tomar o lugar da razão como instrumento de análise do mundo, e a vida passa a ser encarada de um ângulo bem pessoal, em que sobressai um intenso desejo de liberdade. Essa ânsia de libertação que nasce no interior do poeta, em determinado momento alcança também o nível social, com o artista romântico colocando-se como porta-voz dos oprimidos e usando seu talento para protestar contra as tiranias e injustiças sociais, ao mesmo tempo que valoriza a pátria e os elementos que a representam. É o ardente nacionalismo e no Brasil gera o Indianismo, uma forma de exaltação do indígena, encarado como representante heróico da terra brasileira.

É um momento também Social onde a poesia deixa de ser apenas um lamento sentimental murmurado em voz baixa para ser também um grito de protesto político ou reivindicação social. A campanha pela libertação dos escravos ganha as ruas, e o poeta, mais do que nunca, procura ser o porta-voz de seu povo, e o seu canto, a luz da liberdade e o protesto contra as injustiças, como declara enfaticamente Castro Alves, um dos autores mais importante desse período.

Na segunda metade do século XIX surgem três tendências literárias: o Realismo, na prosa, e o Parnasianismo e o Simbolismo, na Poesia. O Realismo, que teve início na França, surge no Brasil principalmente em virtude da agitação cultural na década de 1870 sobretudo nas academias de Recife, São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro, que constituíam centros de pensamentos e de ação por seus contatos freqüentes com as grandes cidades européias. Com o desenvolvimento dessas cidades brasileiras surge uma significativa população urbana, marcada por desigualdades econômicas que provocam o aparecimento de uma pequena massa proletária.

O Realismo, em oposição ao idealismo romântico, propõe uma representação mais objetiva e fiel da vida humana. Enquanto o Romantismo exalta os valores burgueses, o Realismo os analisa com impiedosa visão crítica, denunciando a hipocrisia e a corrupção da classe burguesa.

O Simbolismo vem a recuperar a musicalidade da expressão poética, uma vez que o Parnasianismo destaca a valorização excessiva do cuidado formal, o Simbolismo procura não ignorar as formas, mas apresentá-las “musical e doce”, “emocional e ardente”, como se o próprio coração fosse diluído nas estrofes.

Machado de Assis é considerado o melhor escritor brasileiro do século XIX e um dos mais importantes de nossa literatura. Foi também o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, a qual ajudara a fundar em 1897. A análise do comportamento humano foi a preocupação constante de Machado de Assis, que procurava ir além das aparências, revelando ao leitor os motivos secretos das ações humana.

Todo esse ambiente sociocultural do século XIX, influencia de maneira decisiva e muito importante para o florescimento da arte dramática, e, nesse sentindo, não se pode falar de teatro brasileiro antes do século XIX.

Movimentos literários do Século XIX

ROMANTISMO

REALISMO

PARNASIANISMO

SIMBOLISMO

Principais Poetas do ROMANTISMO: Castro Alves, Gonçalves Dias, José de Alencar, Álvares de Azevedo, Bernardo Guimarães, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela, Franklin Távora, Joaquim Manoel de Macedo, Junqueira Freire, Martins Pena, Sousândre, Taunay.

Principais Poetas do REALISMO: Machado de Assis, Adolfo Caminha, Aloísio Azevedo, Domingos Olímpio, França Júnior, Manoel de Oliveira Paiva, Raul Pompéia.

Principais Poetas do PARNASIANISMO: Alberto de Oliveira, Olavo Bilac, Raimundo Correia, Vicente de Carvalho.

Principais Poetas do SIMBOLISMO: Alphonsus de Guimarães, Augusto dos Anjos, Cruz e Souza.

Fonte de Pesquisa: Estudos da Literatura Brasileira – Douglas Tufano- 4ª Edição.

Foto de Carmen Lúcia

Neste Dia dos Pais...

Queria ser a doce poesia
pra te encantar, falar de alegria...
Ou a mais bela flor
a te exalar todo amor...
Ser a dona do destino
e cobrir de pétalas teu caminho...
Poder voar e alcançar teus sonhos,
trazê-los concretizados e risonhos...
De teus desafios, a esperança...
De tuas incertezas, um sorriso de criança...
O cantar alegre de um passarinho
vendo seu pai voltando ao ninho.

Queria ser o barco de chegada
trazendo-te de volta para o lar...
Um ancoradouro cheio de saudades
para te abraçar bem forte...
E nunca te largar!

Porém, o barco foi o de partida
arrastando-te pra longe desta vida,
deixando-me aqui a imaginar
que perto de mim ainda estás...
Que neste “Dia dos Pais”
poderei te abraçar!

_Carmen Lúcia_

Foto de Arion Do Vale

A Coisa Mais Bela...

A Coisa Mais Bela...

A coisa mais bela desse mundo, foi ter te conhecido.
A coisa mais bela e passa meu dia ao seu lado.
A coisa mais bela e senti seu cheiro.
A coisa mais bela e senti seu toque.
A coisa mais bela e senti seu beijo.
Linda nesse poema eu quero lhe dize que TE AMO muito.
O Quanto você e importante para mim.
Como você esta fazendo a diferença em minha vida.
Angélica Te Amo Muito.
Gosto muito de ti.
O que sinto por você nunca senti igual.
Um Amor Inexplicável.
Um Amor Nunca Visto Antes.
Amor que só eu sei lhe transmiti.
Amor que só em meu beijo você pode senti.
Angélica tu es tudo pra mim.
Amo Muito Estar Com Você.
Amo Você.
Seu toque me faz ir a lua.
Seu Beijo Me Faz Ir Em Cidades Que Nunca Fui.
Lugares que só meu coração sente.
Nunca pensei que pudesse senti isso novamente.
Seu Amor me completa.
Seu Amor é tudo para mim.
Angélica TE AMO muito.
Moras em Meu Coração...

Foto de DeusaII

Em busca de mim!

Procuro-me por entre ruelas,
Por entre campo verdejantes,
Mas não me encontro.
Meu sentido de vida, perdido,
Fechado, acabado...
Meus sentidos mortos,
Dominados por uma força invisível,
Que me empurra noutra direcção.
Busco por meu ser,
Que deixou-me neste estado
De morte aparente....
Sou apenas um reflexo
Já sem vida,
Que já nem brilha...
Sou apenas
Algo que já não cresce,
Que permanece iludido,
Pelas lágrimas de algo que nunca foi.
Procuro por mim,
Mas não me encontro mais....
Não sei para onde fui....
Fiquei neste estado de petrificação,
Que se foi diluindo aos poucos,
E acabou num nada....
Mas onde estou eu?
Meus sentimentos, já acabados,
Deixaram de existir,
Meus medos,
Ganharam vida, cor
E perseguem-me nos meus sonhos.
Busco por mim....
Por aquilo que já fui....
Mas que a realidade destruiu....
E os sonhos apagaram!

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