5º concurso

Foto de CarmenCecilia

7 PECADOS CAPITAIS - INVEJA

INVEJA

Inveja
Do que vê
E deseja
E se aprecia
Deprecia...
Silencia
Admira
E repudia...
Martiriza
O dom
Por não ter
Dom...
O belo
É seu duelo
Não modela
É corruptela
Almeja
Todo o alheio
E no brejo
Rasteja...

Carmen Cecília

Foto de CarmenCecilia

7 PECADOS CAPITAIS - IRA

IRA

Ira que vem...
Fustiga e castiga
Um amigo agora inimigo
Perigo desencadeia...
Margeia
Nosso semblante
E semeia tempestade
Arvora-se em metades
Guerras e má vontade
Destrói famílias
Corrói confiança
Os povos sem aliança
Corrompe...
Ira...
Um instante faz-se semente
E desune
O que era uno
E tudo o mais
Fica diferente
Nada como antes...

Carmen Cecília

Foto de CarmenCecilia

7 PECADOS CAPITAIS - PREGUIÇA

PREGUIÇA

Indolente
Caminhar...
Boceja...
Não viceja...
A manhã
Não assanha
E se for para amanhã;
Nem depois de amanhã...
Desdenha
Das cenas
Expectadora apenas
Contempla
O tempo
A passar
Sem pressa
Pressão
Ou compreensão...
Apenas lassitude
Sem nenhuma atitude
Reveste-se
Toda vez
De languidez
E o torpor...
Não consegue transpor...

CarmenCecilia

Foto de CarmenCecilia

7 PECADOS CAPITAIS - COBIÇA

COBIÇA

Nada é o bastante
O suficiente...
Sempre ir além
Ao chegar...
Nada é bom também
Galga passos...
Atropela
Desmantela
Desconhece barreiras
Inexistem fronteiras
Vai avante
Segue em diante
Descontente
Insatisfeita
Não respeita
Trajetórias
Sua meta...
Somar vitórias
Numa luta inglória

Carmen Cecília

Foto de CarmenCecilia

7 PECADOS CAPITAIS - LUXÚRIA

LUXÚRIA

Vaga lascivamente
Na mente carnal
Inconsciente
Impaciente
Desejo...
E sombriamente
Espúrios
Impuros
Infiéis
Sensações...
Sem dimensão
De razão
Ou emoção...
Labirintos...
De instintos animais...
E rituais imorais...

Carmen Cecília

Foto de Carmen Vervloet

OS OLHOS NÃO MENTEM

Os Olhos Não Mentem

Teus olhos me olharam
De um jeito tão intenso
E me falaram de um amor tão imenso...
Que não precisou nem um instante
Envolvida por ondas afagantes
Para que eu caísse em teus braços
E revelasse num sentido abraço
O que teimava em negar meu coração
Derramando emoção!...
O amor foi reacendido delirante
Entre estrelas fulgurantes,
Lua nova e verde mar...
Meus olhos a falar o que meu coração
Não podia, nem queria negar!...
Num silêncio profundo
Que te ouvia a respirar...
As palavras perderam o sentido
E este amor tão contido
Explodiu em beijos e carícias
Entre lágrimas lavando a dor
Acendendo em luz o amor!
Nosso teto o céu brilhante
Bordado por estrelas fulgurantes!...
Nosso lençol... A branca areia!
Nossa música... O canto da sereia
Suave e terno a embalar
Este doce e intenso amar!
E neste mágico momento
Isentos de mágoas e ressentimentos
Éramos um só corpo, um só pensamento...
Banhados pelas águas do mar
Fundidos no conjugar do amar!

O tempo em mágico transe parou!...
A Estrela Dalva piscou...
E nós esquecidos do mundo
Em silêncio profundo a dançar
Sobre a espuma do mar...
Como cúmplice, somente a natureza...
Nesta cena de infinita beleza!

Carmen Vervloet

Foto de Carmen Vervloet

UMA ORAÇÃO

Uma Oração

Oh! Minha Santa Virgem Maria!
Rainha dos céus...
Atenue os meus dias...
Arranque os véus
Que cegam este ser...
Minha doce mãe
Clareie sua mente...
Mude-lhe o foco... A lente...
Não o deixe persistir
nesta obsessão
Tirando a paz do meu coração!
Cubra-o com seu manto,
Seque-lhe o pranto,
Ilumine seu caminho,
Cubra-o de carinhos!
Faça com que encontre outro amor...
Amenize a sua dor!...
Afaga-o com suas santas mãos...
Não deixe que sofra em vão!...
Minha Santa Mãezinha!
Vislumbro-te a meu lado...
Meu doce ser abençoado!...
Atenda meu pedido
Socorra este ente querido!
Esta alma cheia de luz...
Amenize o peso da sua cruz...
Não deixe que perca o rumo...
Mostre-lhe a direção...
Dê-lhe o prumo...
A bússola que oriente seus passos...
Faça-o ocupar este espaço
Que ele ainda pensa que é meu!
Devolva-lhe tudo que perdeu...
Neste amor irrestrito
Que foi tão bonito
E entre cobranças e ciúmes feneceu!
Amém

Carmen Vervloet

Foto de Teresa Cordioli

Para Sempre...

.

.

Hei de deitar-me um dia em teu leito
Hei de olhar em teus olhos e sorrir
Hei de dizer sem medo de mentir
De quantos sonhos este amor foi feito...

E neste dia amor!... Serei toda tua!
Dar-me-ei com toda minha doçura
Desatando todas as armaduras
Soltarei meu coração, quando nua.

Com amor de uma mulher madura
(Te abraçarei como menina imatura)
E me entregarei na maior loucura

Quero amor, neste dia poder provar
O néctar do amor que tens para me dar
E para sempre, todo o sempre, te amar!

Foto de Carmen Lúcia

Meu beija-flor!

Meu beija-flor foi pra bem longe,
Partiu em busca de outro jardim,
E minhas cores que inspiravam amores,
Se descoraram pelo pranto meu.

As pétalas delirantes por teus beijos,
Despetaladas mostram sua dor...
O aroma que exalavam ao te ver,
Fundiu-se com a brisa que passou.

O néctar que de mim sugavas,
Perdeu o mel, de fel se amargou...
O holocausto em que me enclausuraste,
Não deixará que eu veja a primavera.

Talvez a outra flor que agora beijas,
Possua o encantamento que desejas...
Porém nunca haverá amor igual
Ao desta rosa pelo seu beija-flor!

(Carmen Lúcia)

Foto de Dirceu Marcelino

LEMBRANÇAS DO MENINO QUE QUERIA SER MAQUINISTA DE TREM

***

"Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
P’ro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo ar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar, no ar."
( O trenzinho caipira: Heitor Villa Lobos)

***

Eram três crianças de 8, 6 e 4 anos de idade.
Iriam viajar da cidade de sua infância para outra grande metrópole regional.
A viagem de trem:
Enquanto aguardavam na estação a chegada do trem que os levaria para uma cidadezinha próxima, um importante tronco ferroviário que interliga várias ferrovias que vem do interior do estado ao litoral, mais propriamente ao Porto de Santos, o que viam.
Viam as manobras das locomotivas a vapor.
Entre várias, tal como a chamada “jibóia” enorme, gigante, com várias rodas, as “Baldwins”, a que mais chamava a atenção do “menino” era uma “Maria Fumaça” pequenina. Tão pequena que nem tender ela tinha.
Ia para frente apitando, estridentemente:
Piuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuu!
Retornava, repetia os movimentos para frente para trás, tirando alguns dos vagões de várias composições estacionadas nos diversos trilhos da estação ferroviária.
E o Menino sonhava. Queria ser maquinista de trem.
Tanto que ele gostava, que em outras ocasiões, quando levava comida em marmitas para o pai, que trabalhava nas oficinas, permanecia várias horas sentado nos bancos da estação.
Via as manobras das “marias fumaças” e também a passagem das longas composições de carga puxadas por máquinas elétricas, verdes oliva, chamadas “lobas”.
Até que um dia sua mãe resolveu levá-los em uma viagem.
Nesse dia enquanto aguarda o Menino avistou ao oeste um único farol que surgia no horizonte da linha ferroviária, amarelado e a medida que se aproximava ouvia-se o barulho característico daquela famosa locomotiva elétrica, que zumbia como um grande enxame de abelhas: “zuuummmmmmmmmm”
A locomotiva devagar passava do local de aglomeração das pessoas e aos poucos deixavam em posição de acesso os carros de passageiros de segunda classe e lá quase ao final da plataforma um ou dois vagões de primeira classe.
Eram privilegiados, filhos de ferroviários.
O Menino sentia orgulho desse privilégio.
Lembra-se que naquele dia sentou-se no último banco do lado direito.
Dali podia ver que poucas pessoas permaneciam fora da composição. Alguns parentes, que gesticulavam se dirigindo aos parentes acomodados nos carros de passageiros.
Ao longe. Via um senhor uniformizado de terno azul marinho e “quepi”, com o símbolo – EFS.
Aos poucos esse Senhor vem caminhando pela plataforma, desde o primeiro carro até próximo da janela em que o Menino se encontrava.
Para e tira um apito do bolso superior de sua túnica e dá um apito estridente: “piiiiiiiiiiiiiiiirrriiiiiiiii”
Em seguida, a locomotiva apita “Foohhooommmm..”
Novo apito.
A seguir, começam a ouvir-se os sons característicos dos vagões que retirados de sua inércia estrondavam um a um e começavam a se locomover lentamente até que o carro e que o Menino está começa a se locomover, mas, sem fazer o barulho característico, o seja, o “estralo” ao ser acionado, pois os solavancos que se sentem nos primeiros vão diminuindo gradativamente e quando atingem o ultimo praticamente são imperceptíveis.
Justamente, por essa razão é que os vagões de primeira classe são colocados no fim da composição.
Este carro diferia dos demais por ter os bancos revestidos, corrediços, que permitiam serem virados e propiciar as famílias se acomodarem em um espaço particular.
Assim iniciava-se o percurso até a cidadezinha, onde passariam para outra composição, a qual seria tracionada por uma locomotiva a vapor.
Como era linda a paisagem.
Muitos locais dignos de cartões postais, o primeiro, por exemplo, a ponte sobre o rio Sorocaba, que nasce na serra de Itupararanga e desemboca no rio Tietê
Lindos lugares que por muito tempo permaneceram esquecidos, mas que hoje podem ser registrados em fotos e filmes das câmeras digitais.
Fotos que nos fazem afagar a saudade dos dias de outrora.
Mas, além dessas fotos antigas ou digitais, temos a capacidade de guardar no fundo do nosso inconsciente outras imagens e filmes de nossas lembranças.
Revendo tais filmes, verificamos que inconscientemente queremos alcançar trilhar os nossos sonhos, mas, geralmente em razão das dificuldades da lida, não o atingimos, ou então, ultrapassamo-nos e exercemos outras atividades ou profissões que nada tem a ver com aqueles sonhos.
Eu, por exemplo, adoro trens.
Simplesmente, queria ter sido “maquinista de trem”.
Mas termino este conto, simplesmente, para dizer:
À poucos dias, nesta cidade, de onde o Menino iniciou a viagem teve oportunidade de ver, aquele Senhor, em uma comemoração do retorno da “Maria Fumaça” que estava em outra cidade, onde permanecera sob os cuidados da Associação de Preservação Ferroviária, ser chamado entre outros velhos aposentados, pelo Prefeito:
_”Agora para comemorar o retorno de nossa Maria Fumaça - “Maria do Carmo” - chamo o mais velhos dos aposentados.
Puxa! Que felicidade do Menino, ao ver aquele Senhor caminhando pela plataforma da estação.
Sim. Era motivo de felicidade.
Pois o menino, já não é mais tão criança, já é um envelhescente e aquele Senhor continua vivo.
Oitenta e quatro anos.
Era o “Chefe da Estação”.
O mesmo “Chefe de Trem” que vira caminhando a quarenta anos pela plataforma da estação.

Para assistir video - poema relacionado entre em:

http://www.youtube.com/watch?v=7fE5aNx-zQ4
e em
http://www.youtube.com/watch?v=knPPSfHNm2U

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