5º concurso

Foto de Sonia Delsin

ONDE EXISTE AMOR

ONDE EXISTE AMOR

Nunca vou te esquecer.
Nem vais esquecer de mim.
Somos assim.
Lindos.
Lindos.
As mais puras flores do jardim.
Somos brancos.
Lírios.
Tem dias que eu penso.
Somos duas pombas tão brancas.
Somos dois anjos.
Somos.
Por que nos encontramos?
Pra sofrer?
Não. Pra entender o viver.
Sei que vives longe.
Sei que não me esqueces.
Não te esqueço.
O que somos afinal?
O bem?
O mal?
Nunca o mal.
Onde existe amor não existe maldade.
E nós dois nos amamos.
De verdade.

Foto de Sonia Delsin

TENTATIVA VÃ

TENTATIVA VÃ

Tentei.
Te esquecer, eu tentei.
Tentativa vã.
Nós mordemos a maça.
A maçã do amor.
Onde existe amor não pode existir dor.
Só alegria.
Poesia.
Eu pensei que ao teu lado sofria.
Eu pensei.
Mas longe de ti é que eu morro.
Quando eu penso que nunca mais vamos nos falar sinto que vou despencar.
Do último andar.
Sinto que nada mais vai me encantar.
Morro quando imagino que tua voz nunca mais vou escutar.
Nem tinha a coragem de te perguntar.
Se estavas disposto a me perdoar.
E tu, com teu jeito bom, foi logo dizendo que estava tudo bem.
Aí eu fiquei bem também.

Foto de Sonia Delsin

Ainda é tempo

Ainda é tempo

Tire esta máscara da cara.
Tire.
Tire esta máscara que me fere.
Este ar de escárnio.
Este esbravejar.
Tu brigas com algo que o tempo quis enterrar.
Ensaie um sorriso.
É preciso.
Antes que chegue o nunca mais.
Antes que o último navio ancore no teu cais.

Foto de Sonia Delsin

ETERNO ENTARDECER

ETERNO ENTARDECER

Meus olhos baixos estão presos às minhas pernas.
Presos a um fato.
Presos a um longínquo fato.
Meus olhos baixos se prendem à lembrança.
Eu era pouco mais que uma criança.
Estou presa.
Irremediavelmente presa à recordação.
Quanto tempo! Quanto!
Os pássaros é que me fizeram baixar os olhos e encontrar este tempo antigo.
Eles revoam.
E eu aqui.
A voar pra tão distante.
No tempo.
Fui eu mesma que tudo aquilo vivi?
Fui eu?
O passado morreu.
Minhas pernas são tão bonitas agora.
Que dor eu sentia outrora.
Queria andar e não podia.
Eu chorava todo dia.
Aquele entardecer ficou guardado.
Lacrado.
Existem fatos que nunca vamos esquecer.
Eu valorizo cada instante do meu viver.
Valorizo minhas pernas, meus pés, valorizo a estrada que caminhei, que caminho.
Não sou um ser sozinho.
Trago comigo tantas lembranças.
Tantas... tantas... tantas...
Naquele tempo eu estive presa a um leito.
A uma cadeira de rodas.
Agora estou presa apenas a uma lembrança.
Ainda bem que naquele tempo eu não perdi a esperança.
Posso erguer os olhos agora.
Posso agradecer e agradeço.
Sei, meu Pai Eterno, eu agradeço.

Foto de Sonia Delsin

A MEDIDA DO AMOR

A MEDIDA DO AMOR

O amor não tem medida não.
Amor é sentimento.
Se ele vai embora com o vento?
O amor quando é amor faz morada.
No coração encontra pousada.
E deita-se.
O amor se espreguiça todo.
Diz.
Aqui eu sou rei.
É isto que eu sei.
Que o amor não tem medida.
És a razão da minha vida.

Foto de Sonia Delsin

SEM TI

SEM TI

Sem ti o mundo perde a cor.
É assim o amor.
Como um buquê que nos chega.
Tu chegaste nem bem nascia o dia.
Vieste me trazendo tudo que eu mais precisava.
Principalmente a alegria.
Sem ti não encontro razão.
Sem ti me perco na vastidão.
Sem ti.
Solidão.

Foto de Paulo Gondim

Espera

ESPERA
Paulo Gondim
11/11/2008

Não quero que me esperes tanto, amada minha
E não te deixes consumir por essa ansiedade
Aguarda-me, só mais um pouco, é o que te peço
E ter-me-ás completo, ao vivo e de verdade

Sei que ficarás contanto dias, horas e minutos
Tudo para que entre nós tudo aconteça
Sei que sonhas a contar nuvens, com estrelas
E desejas que esta paixão inda mais cresça

E entre um pensamento e outro mais ameno
Toda a volúpia explode em emoção
E enche de prazer um coração pequeno

Que já não cabe mais tanto prazer
Que se faz calmo em palpitar sereno
Esperando aflito a hora de te ver.

Foto de Joaninhavoa

ORA PISCA! E FAZ SINAL...

*
ORA PISCA! E FAZ SINAL
*

Ora pisca! E faz sinal
Senão como vou saber
Qual é o meu pedestal

Como vou saber
Sua vontade seus desejos
O canto de seu pulsar

Seu ritmo sua aritmia
Seu toque emocional
Sua alegria natural

Ora pisca! E faz sinal
Senão como vou saber
Até que ponto você

Me quer na horizontal
Na frequência exacta
Na melodia mais sublime

Que atingiu seus ouvidos
E como veneno mortal
Venceu sua vontade

Ora pisca! E faz sinal
Mostra-me a bandeira
Mais vermelha que eu
Conheça! Pois consigo
Reproduzi-la a cantar
O hino nacional! Na vertical

Ora pisca! E faz sinal
Canta-me aquela cantata
De amor tão natural

Joaninhavoa
(helenafarias)
11 de Novembro de 2008

Foto de jeankarlos

ORAÇÃO DOS EXILADOS

Senhor!

Minha terra tem fumaça

O céu não da pra enxergar

As aves intoxicadas

Não tem forças pra cantar.

Nossas crianças têm fome

Vivem em morros dos horrores

Trazem droga empacotada da juventude roubam as flores.

Minha terra tem indiferença o que não existe aqui

Tem choro de criança o que não suporto mas ouvir.

As aves intoxicadas

Não tem forças pra cantar.

“Deus, que eu morra mas não volto para lá.”

( JK INSANO )

Foto de jeankarlos

ÉREBOS

Não sabe ao certo quem és, de que forma provaras o quê sentes.

Saberás destingir os vivos dos mortos?

Está preso a sua classe e alguns argumentos, e na harmônica rua,

obscura é a insensatez dos corpos.

Vês apenas o quê te mostram ao prelúdio de uma poesia roubas

O pouco que tenho tirando de mim a recôndita alegria.

O todo poderoso nos guiará por caminhos diferentes quem jurar

Amor eterno será o doente e tanto eu quanto você continuaremos

Indefesos e submersos no dilema ao fim o amor se tornará em

Ódio ou poema.

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