Enviado por Carmen Lúcia em Sáb, 25/10/2008 - 15:54
Não venha me falar do amor...
Daquele amor acabado, desabado,
que me deixou vazia,
extremamente fria...
sombria...
Descrente, carente,
beijando a solidão...
Não venha me falar das flores
que semearam dores
a germinar pelos jardins...
Inférteis, inúteis, inertes,
refletindo, ao invés de cor,
o triste retrato da dor.
Não venha me falar do tempo
que me antecipou o fim...
Que se perdeu, morreu
e me deixou assim...
olhando pela janela
o mundo se afastar de mim.
caminhando pela cidade
vi uma luz la no céu
que brilhava em minha direção
quando olhei eram ajos cantando aquela canção
a MÚSICA DO CÉU com o coração
estavam dando o melhor de sí
estavam ali cantando para mim
estavam a me mostrar o que é o amor por deus
e o quanto ele tem a me dar
me falando o que eu sou e o que ei de ser
falando que meu coração estava renovado, mudado
que eu estava com um novo coração
estava feliz e cheio de uma nova benção
pois hoje estou aqui
a MÚSICA DO CÉU a cantar
a ser feliz sem cessar
pois deus fez a música para a ele nois podermos adorar
fez você para a ele adorar
fez o mundo para nóis termos onde por um tempo ficar
pois nosso lugar não é aqui
é na eternidade com o pai
cantando a MÚSICA SO CÉU
junto com ele o deus do céu
e felizes a dizer
o quanto ele nos faz melhor dizer
que somos felzes por amar a ele e a ele poder o satisfazer
pois ele é o dono do meu coração
e fez a minha canção
que é chamada a MÚSICA DO CÉU
que veio como um veu
mudou a minha vida
mudou o meu coração
hoje sou feliz pois tenho o senhor dentro do meu coração. Anderson Poeta
Enviado por Sonia Delsin em Sáb, 25/10/2008 - 12:22
NOVE ANOS SEM TI
Pai.
Nove anos se passaram.
Nove anos.
Eu jamais esquecerei a tua morte.
Está em mim impregnado aquele instante doloroso.
Pai.
Partiste me falando, me abraçando.
Partiste me mostrando.
Contradizendo tudo que dizias em relação a corpo e espírito.
Paizinho. Nunca vai se apagar da minha memória aquele dia.
Nunca, nunca.
Teu abraço era algo que formava um laço.
Eterno entre nós.
Sei que teu ser vive. Jamais acreditei na morte.
Sei que teu ser me segue como uma procissão que lentamente caminha.
Partiste sim, mas não de mim.
Nunca de mim.
Enviado por Sonia Delsin em Sáb, 25/10/2008 - 12:15
O BRILHO DA ESTRELA
Ontem eu estava tão sozinha.
A noite quentinha.
Nem o mais leve vento.
Eu embaixo do céu estrelado era puro pensamento.
E sentimento.
Uma estrela parecia brilhar mais que as outras.
Meu olhar dela não se desprendia.
Lembrei um dia.
Tão distante aquele dia.
Meu pai me dizia.
Filha. Olha aquela estrela.
Veja como é bela.
Me encantei com o brilho dela.
E com a de ontem também.
Será que neste mundo brilha sempre uma estrela pra alguém?
Saudade...
Definição na tua língua não existe.
Como te explicar essa vontade,
esse desejo que consome e persiste?
Vontade...
De ouvir tua voz, intimidades.
De beijar tua boca com suavidade.
De saciar-me em teu corpo com voracidade!
Saudade...
Um dia somente,
será mais que suficiente,
para explicar-te em gestos, a palavra Saudade!
(por Manu Hawk - 23/06/2004)
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° Respeitem os Direitos Autorais. Incentivemos a divulgação com autoria. É um direito do criador que se dedicou a compor, e um dever do leitor que apreciou a obra. [MH]
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Perdidos no tempo ficaram
todos os sentimentos e emoções
como pétalas secas de uma flor
em lembranças, frustrações,
rancores, tristezas, alegria
e dor...
Em teu semblante vago e
distante, me vias tecendo
a nossa colcha de retalhos
cerzindo pedaços de nosso amor
e da varanda observavas um
mundo de um vazio sem cor
E agora, envelhecida olho
pra caixa de costura empoeirada
lembrando do último suspiro
que emudeceu tua voz...
sem agulhas, linhas e alfinetes
no vão oco de minha memória
ali jaz sómente um quebrado retrós
Única recordação da vida e morte
que foi costurada por nós...
Sinto agora a brisa suave que
vem minhas lágrimas secar
dessa saudade indolente,
sinto tua essência que deixa
o teu perfume disperso no ar...
Lu Lena
Paira perfume indelével no ar
Com a fragrância suave de jasmim
Fazendo-me com saudade recordar
De quando meiga olhavas para mim.
Enquanto continuavas a costurar
Uma colcha de retalhos de cetim
E dizia-me com seu modo de ostentar
Que aquela manta era para mim
E que eu deveria sempre relembrar
Dela entre as flores do belo jardim
E nunca deveria olvidar e chorar
Por ter o carretel chegado ao fim
Eis que sempre ela estaria ali a costurar
E então eu saberia por que a vida é assim.
Enviado por Carmen Lúcia em Sex, 24/10/2008 - 23:00
Hoje não estou;
Acabou...
Hoje não irei;
Pirei...
Hoje tô derrotada;
Acabada...
Hoje encerrou;
A porta fechou...
Hoje estou calada;
Não digo nada...
Hoje não canto;
Só desencanto...
Hoje não poetizo;
Satirizo ...
Hoje não quero;
Nem espero...
Hoje não há estrelas;
Fechei a janela...
Hoje eu choro;
Mas não imploro...
Hoje a poesia
É ironia...
Hoje não vou sorrir;
Quero partir...
Hoje preciso esquecer;
E morrer...
Hoje não;
Perdão...
Tô qui tô...
Se falo em ti não é porque saiba o que és.
Mas porque te amo, e amo-te por isso.
Porque quem ama nunca sabe o que ama nem sabe porque ama
nem o que é amar....
Amar é a eterna inocência e a única inocência é não pensar.
Queria não precisar mais fechar os olhos
Pra ter você aqui do meu lado
Percebo até a sensibilidade na pele
Mas infelizmente não é a sua tocando a minha
Deve ser minha vontade apenas
Ou o vento que agora bate aqui
Meu calor sente a falta do seu
Minhas mãos sentem falta da sua nuca
Nossa harmonia foi perfeita naquele instante
Você esteve tão perto e tão longe
Meu coração nunca foi tão correspondido
Minha face rubra demonstrava minha felicidade
Minhas pernas trêmulas não disfarçavam meu encanto
Você é a mesma de sempre!
Quando fecho os meus abraços
É pensando em ter você agora
Eu poderia até aprender a te esquecer
Mas a cada segundo o movimento é inverso
Abra meu olhos e veja através deles
Abra seus braços e sinta meu corpo
Dê-me suas mãos e sinta a minha
Dê-me seu amor e o meu irá correndo pra você.