6º Concurso

Foto de Swiftwind

A Razão de o Tempo Parar

Quanto tempo morreu,
uma vez que resolveu estacar.
Sinto me pesado, intenso, profundo,
ja nem consigo caminhar.
No fixo olhar, encontro a chuva.
Vejo gente como o tempo,
contrastes que não sinto,
no desespero de nem rogar alcançar.
Entre sombras de desamparo corrido,
há um rapaz bonito de sorriso empenhado,
Seus rasgos de luz me iluminam,
que no meio dos cinzas há o verde dos seus olhos,
que por entre os tristes há o seu sorriso,
que mesmo escravo do tempo,
fez meu tempo parar.

- Dedicado a L. Gonçalves -

Foto de Carmen Lúcia

Nada mudaria...

Se eu registrasse
as dores que vivi,
espinhos que colhi
encobrindo as rosas do caminho...
As decepções ingeridas,
sorrisos falseando o pranto,
desencantos, desenganos,
seria apenas mais um clichê
e nada mudaria...

O mundo continuaria a girar
trazendo a noite e o dia;
as mesmas emoções sentidas
permeariam , sob medida,
nas imutáveis estações
elegantes ou mal vestidas.

As mesmas esperanças no amanhecer,
mesmos pedidos de novas chances;
recomeçar ou renascer...
Mesma nostalgia ao entardecer,
expectativa da noite para os amantes
que já não são como antes...
Não veem a lua;
perambulam pela rua crua.

Se poesia eu quisesse escrever
alguns realces poderiam surgir;
novas nuances a se expandir
pressionando o sorriso a marcar o papel...
Maquiagem irreal, trunfo ilegal .
No mais, tudo como antes...
Tema, argumentos, sentimentos,
atenuantes...

Se eu chorasse, se eu gritasse
ou implorasse...
Não faria diferença ao mundo.

Carmen Lúcia

Foto de AjAraujo poeta humanista

Fala coração...

Fala coração!
Momento rubro,

Espanta tristezas,
Centelha que acende a vida...

Fala coração!
Veias, artérias,

Feito rios, afluentes
Irriga os campos da existência...

Fala coração!
Paixões, pulsões no mar da mente

Onde trafegam razões e emoções
Lamentos, prantos e lenços...

Fala coração!
Palpitas, clamas por tuas bulhas

Apelos oportunos, taquicardia noturna
Sudorese, calafrios e amores...

Foto de AjAraujo poeta humanista

Toque Divino (poema das mãos)

Mãos.
Mãos que oram a Ele.
caridosas
cujos gestos simpatia acarretam.

Mãos.
Mãos que acenam para um amigo que fica
que aproximam
que distâncias cobrem.

Mãos.
Mãos que falam ao semblante de um amigo
que exprimem o olhar, o sorriso, o coração
que falam de Deus.

Mãos.
Mãos que artistas escrevem na natureza
que compõem
que tocam Chopin, Bach...

Mãos.
Mãos que afagam as flores
que retiram as lágrimas
que consolam, que erguem.

Mãos.
Mãos que falam de coragem
que falam de vontade
que falam de amor.

Mãos.
Mãos que me transformam
que ainda me acenam
que deposito uma rosa.

Obs. O poeta humanista celebra a importância das mãos em nossas vidas.

Foto de AjAraujo poeta humanista

Queria apenas falar de um Natal...

De um Natal que simbolize
O gesto largo e espontâneo,
o sonho de um certo Dom Quixote,

De um abraço fraternal que valorize
Os laços solidários,
dos povos de Jerusalém e, de Cabul a Belize

De um Natal que não apenas retrate
O consumo fatal - inevitável
mas, que a estrela de Belém resgate

De um sonho abissal, ao radiante despertar
No espírito universal, transcendental
da chama no coração-criança a libertar

De um Natal que renove a fé,
esperança e doação, em melodia e madrigal,
na vinha e no pão,na humana comunhão...

Queria apenas falar
de uma criança a sorrir,
Que abrisse, no amanhã, os portais

Que acenda,
nos labirintos, os castiçais
Que conduza a humanidade para um novo por-vir...

Que este Natal represente um momento especial
em suas vidas e, naquelas
que encontram ou cruzam seus caminhos,

Que possam sentir-se como parte indivisível
da grande espiral universal
prontos a se transformarem em elos
desta corrente que move moinhos.

Obs. O poeta homenageias a todos que através da arte da palavra escrita, falada, declamada contribuem para o contínuo desenvolvimento da espiritualidade humana.

Foto de Bruna matias

So Hoje

Hoje me entreguei ao tempo
Caminhando sem pressa,
Sem destino de chegada...

Hoje deixei que a chuva molhasse minha face triste...
Lembrei - me dos tempos de criança,
Saudades da minha infância,
Como tudo era magico...

Hoje não falei seu nome,
guardei dentro dos meus pensamentos escondidos...

Apenas por hoje me libertei de dores...
Em sofrer por amores,
Que aprisionei em meu ser
Para que um dia eu possa esquecer,
Fazer tornar - se mais uma vez
lembranças em meu viver...

Hoje fui APENAS EU .

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"VERSO"

Verso que no reverso...
Versa o verbo do versejador...
Verbo que na loucura...
Versa a amargura...
Da palavra amor!!!

Verbo que entristece...
Mas que enaltece...
A verbalização do orador!!!

Oratória que de tão simplória...
Suplica palavras para o orador!!!

Grito que de tão esquisito...
Péde a réplica para o locutor!!!

Suplica que de tão baixinha...
A pobre coitadinha...
Engasga na vóz do suplicador!!!

Grunhido que de tão exprimido...
Ganha o mundo com sua dôr!!!

Verso que no reverso
Versa o verbo do Versejador!!!

Foto de Anderson Maciel

CNSEQUÊNCIAS DE UM AMOR INFINDÁVEL

lembro-me quando abro os meus olhos e vejo um céu escuro e perdurante que constroi o meu ser a cada instante pois é como uma font de água fria que me faz pensar a cada instante assim é a consequência de tanta vontade, vontade de sere ter algo que pra mim é de minha autoria quando na verdade está escrito por outros poetas, rimadores que me fazemcair em pranto e não mais ver o que quero pois nesse recitar ainda não tirei rimas, tudo isso porque eu não tenho o que quero você em minha vida neste amor infindável meus olhos não despregam do fazendo-me pensar e refletir foi como ganharei troféu se fiz por merecer essa tal consequência de um amor infindável. Anderson Poeta

Foto de Carmen Vervloet

Ciclo da Vida

Mãe... o ciclo girou... girou...
E se fechou.
Hoje... um novo ciclo começou.
Ontem você era minha fortaleza,
meu escudo e proteção.
Amparava-me com suas santas
e abençoadas mãos.
Hoje... vejo-te tão frágil, dependente
e tudo faço para que fique contente...
Quero que tenha o mesmo amor que me ofertou,
faço-me mago para adivinhar qualquer desejo seu,
reconheço cada olhar dos olhos seus.
O olhar pidão... ansiando por carinho e proteção!
O olhar de alegria... que tudo ao seu redor irradia!
O olhar de alforria... clamando por um pouco
mais de liberdade,
tentando fugir da severidade do seu tratamento,
zero açúcar, zero sal, zero gordura,
eliminação total de tudo que satura.
Hoje... mais uma vez te levo ao hospital
e empenho-lhe mais uma vez meu aval.
Prometo-lhe que vai sair desta,
que sua vida ainda será de muita festa,
que juntas teremos ainda muitos anos
de cumplicidade
e que a sua idade, os seus noventa e dois anos,
em nada atrapalhará nossos planos.
Hoje... mãe... você é o meu bebê...
E farei por você o que hoje sei
e também o que só amanhã saberei
porque te amo, mãe
com um amor tão grande... tão pleno...
que só você consegue ver...
um amor que em palavras
jamais saberei descrever
porque ele é imensurável... impalpável
e vai além do tempo!

Carmen Vervloet

Foto de Arnoldo Pimentel Filho

AMAR VOCÊ

Entre meus devaneios está beijar você
Mergulhar em seus braços até dissolver
Atrair seus desejos contidos
Amar-te até onde for permitido

Acariciar seu rosto com suavidade
Misturar nossos sonhos
Passearmos pelo parque de mãos dadas
Ficar com você toda madrugada

Assim eu teria motivo para viver
Viver de brincar
Ter uma vida inteira pra te amar

Toda noite iria deitá-la em meus braços
Cantar um acalanto até adormecer
Toda noite iria viver para amar você

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