6º Concurso

Foto de CarmenCecilia

MÁGOA VIDEO POEMA EM NARRATIVA

POEMA DUO:
CARMEN CECILIA & HILDEBRANDO MENEZES

DIAGRAMAÇÃO E NARRAÇÃO:
CARMEN CECILIA

Mágoa

Hoje ela não me deu trégua...
Entrou silenciosa e dominou
Calou-me fundo essa mágoa
Por que será que ela deságua?

Invade-me numa sobrecarga
E meu coração minguou...
Desatinou... Destrambelhou
Nem a luz do sol apaziguou

Silenciei... Nem sei no que pensei
Tamanha a sua força avassaladora
Rodopiei... Tropecei e me abracei
Fiquei lerdo e me senti entregue

Estático... Quando me vi... Solucei
Tentei me segurar e despenquei
Cansei-me e não me solucionei
Situação mais esquisita e doída

Mas seguirei em frente... Valente!
Não me entregarei e irei avante
Sou mais forte... Até a morte!
Do que essa enchente demente

Minha alma plena... Ficará serena
Construirei refúgios na luz que acena
Iluminarei essa escuridão pequena
Com astúcia, belas volúpias dignas

Seguirei os meus passos apenas
Singelo traçado num esquema
Sem regras, mas prevista na régua
Do desenho traçado pelo supremo

Soberano Pai poeta do universo
Que guia meus caminhos e versos
A não me deixar cair no insucesso
Aliviando-me da dor e seu processo

Dueto: Carmen Cecília & Hildebrando Menezes

Foto de Sonia Delsin

BEIJO TEUS DEDOS

BEIJO TEUS DEDOS

beijo teus dedos
beijo com ardor
sinto tanto amor
beijo tuas mãos
beijo
sinto tanto desejo
do teu beijo
do teu corpo sobre o meu
exponho minhas feridas
tenho lembranças tantas...
de outras vidas
e tu te assustas
com minhas conversas
com meus ensejos
falo de outros tempos
falo de outros beijos
beijo teus dedos
escorrego a língua
pelo braço afora
vamos embora
-- pra onde?
para aquilo que eu insisto em dizer
que está guardado
para o passado
beijo teus dedos, meu amado

Foto de Fernanda Queiroz

Sem rumo...

Preciso deixar,
que palavras escoam.
Que desentale
em minha garganta.
Que alivie,
a minha mente,
entorpecida pela dor.
Que seja instrumento,
que vista de portador
deste mal que não tem cura,
que no tempo perdura.
Em momentos decorridos,
deste tempo sofrido,
onde fragmentos se expande,
revelando na agonia,
presente em meu dia.
Não se esconde,
Dilacera,
sem espera.
Entorpece,
não aquece.
Leva do tempo a promessa,
da promessa a esperança.
Da esperança, os sonhos,
dos sonhos o sorriso,
do sorriso leva a certeza
de jamais poder chorar
Sorrindo.

Fernanda Queiroz
Direitos Autorais Reservados

Foto de Josi Mozer

Só pensamentos...

Volta pra cá...pro peito que se desespera, pra pessoa que te espera, pr'quela que se revela.
Vem e tira a dor que está no meu peito, como se fosse um espinho, machucando cada pedacinho.
Assumo que muitas vezes tento fazer o papel da pessoa que está ao seu lado entendendo tudo e aceitando tudo, mas como olhar pra você que me conhece tanto e negar o que vai no coração... me sinto perdida sem você e esse medo de te perder me consome e me tira a paz.
Diz pra mim como faço pra não doer tanto, pra aceitar os motivos e as ausências...
Peço que me perdoe, pois não consigo mais te olhar nos olhos e mentir, fingir que não sinto, quando sei que na verdade dói muito.
:(

Foto de Pedro Paulo

eu poderia chorar ...mas

podia mas não me permitir ....chorar e não rir ....se dava
pra tirar uma troça ....tirei ...
rinchei ....
berreri como louco ...fiz ...pouco
da lagrima que o pensamento guardava
pra palpebra ,
té fiz piada :
_contei prum nêgo piadas de português,
na roda de conversa com amigos portugueses,
mesmo que fossem galeses...
contaria piadas
de americanos ingleses ...
fiz troça :
sei que ri e ri muito ...
joguei milho pros pinto ...
num terreiro cheio de minhocas ...
pra livra-las da troça
das piadas que a vida nos conta ....

Foto de NiKKo

Despedida

Lancei fora a poeira de meus pés cansados.
Chega de caminhar a esmo buscando o esquecimento.
Não quero mais sentir a vida passando como grãos de areia
escorrendo entre as frestas de meus dedos.
Joguei fora os sonhos que ousei ter ao seu lado,
mas não vou chorar olhado sua foto na cabeceira de minha cama.
Empacotei os CDs junto com as lembranças do que vivemos
e quero deixar que o tempo sobre eles lançe suas garras.
Não vou olhar meu passado com lamentações,
nem ficar falado do vazio que sua ausência criou em mim.
Quero seguir minha vida mesmo que seja através de uma trilha escura,
te esquecendo e te arrancando te mim.
E cada pessoa que eu ver em meu caminho que se cuide
pois a minha amargura e indiferença são patentes e reais.
Poderão ter meu corpo em horas de desejo
que como zumbi satisfaz o ego, mas mantém o coração ausente.
Assim pedaços de vidas levarei comigo como retalhos
para me embalar nesta minha estrada sem teto e lar.
Caminharei sem sentindo por essa trilha que escolhi
sabendo que você que amei...
ficou lá atrás.

Foto de NiKKo

Erros, fracassos e amor.

Sinto a angustia verter pelos meus poros
Meu sangue ferve em minhas veias
A angustia toma conta de minhas entranhas
Mas não quero a piedade de carinhos vazios
Nem quero rezar pedindo clemência para meus erros.
Porque eu amei.
Pouco importa se as flores continuam a perfumar
Se ainda há poetas que loucos sonham com um grande amor
Do que me vale a palavras sussurradas no calor do momento
Se depois o que resta é a solidão?
Não quero mais olhar a vida acreditando na ilusão
Chega de guardar em mim sonhos que não posso concretizar.
Pouco me importa se há o amanha cheio de luz e calor
Se porque eu amei, só me restou a desilusão.

Fiz na vida a estrada que sem temer eu percorri
É, os erros foram meus, eu aceito.
Mas não me imponha à derrota
a solidão é minha, eu sei,
mas eu não fracassei,
pois eu amei.

Foto de NiKKo

Acidez

Hoje eu não quero escrever poesia de amor
pois se eu o fizer, seu aspecto será áspero e tenebroso.
Falarei de agonia e morte, ruminando a acidez
de um adeus sem motivos.
Poupo a folha branca e intocável de ser manchada
com tanta amargura que carrego dentro de mim.
Afinal seria tolice vomitar a minha dor
escancarando a angustia que sua ausência deixou.
Fiz parte de sua vida por tão pouco tempo eu sei
e não entendo como pude me entrelaçar na sua vida assim.
Me perdi dentro de suas entranhas que hoje eu me pergunto
onde é o meu começo e como chegou nosso fim.
Por tua causa despi meus mais antigos segredos
e entoei canções que julguei que seriam eternas.
Porque entrelacei seu corpo com minha alma,
sua vida passou a ser as minhas pernas.
Hoje vejo que foi loucura e insensatez de minha parte
porque sua vida não faz mais parte do meu cotidiano.
Percebi que eu nunca toquei o céu ou caminhei entre estrelas,
porém descobri que ainda te amo.

Foto de NiKKo

Poesia, retrato da alma

Hoje eu acordei com meu peito apertado pela saudade,
talvez porque o dia amanheceu nublado e sem cor.
Fiquei horas buscado na memória momentos vividos,
e lagrimas rolaram pelo meu rosto, registrando a minha dor.

Olhando velhas fotos esquecidas em uma gaveta qualquer,
mais forte as lembranças se apossaram de mim.
Fizeram com que eu me olhasse no espelho da vida
e percebesse que a minha felicidade teve fim.

Mesmo que eu tenha a todos enganado que estou feliz,
que te esqueci, que tudo o que contigo vivi eu superei.
Teu amor criou em um vácuo negro e profundo
onde todos os meus sonhos, envoltos na tristeza eu sepultei.

Por isso hoje eu chorei ao reler velhos poemas
pois ali cada verso era meu amor por você revelado.
Solucei sentindo em minha alma o frio da solidão
pois há muito tempo que já não tenho você mais ao leu lado.

E as lagrimas que iam caindo sobre as folhas amareladas
borravam as palavras que o tempo não apagou.
Fazendo com que cada verso ainda mais me retratasse
deixando nela um caminho meio que sem vida, como hoje estou.

Desta forma revivendo o passado em cada folha e cada letra
pintou a dor que abrigada se escondia em meu Ser.
Retratou na poesia o sofrimento e a saudade de um tempo
que embora eu queria, eu não consigo esquecer.

Assim eu vi que nas entrelinhas de meus versos
eu sempre escondi seu nome como um relicário de ilusão.
Fazendo de cada vogal ou consoante um terço
onde eu entoava hinos de saudade, ao deus da solidão.

Foto de Jonas Melo

Vi... Vejo...

Vi... Vejo...

Vi você sumindo ao longe, como fumaça de cigarro
A qual pouco a pouco vai desaparecendo
Vi ainda, nossos momentos acompanha-la
Em doces e amargas lembranças

Vi o começo do fim, findando em frenéticas recordações inusitadas
E o meio de tudo, nosso amor, nossos carinhos, nossos sonhos
Muitas vezes sonhados acordados

Hoje vejo a solidão que entrou em meu peito
E trancou a porta e se apossou de tudo
Que existia de você dentro de mim
E agora não sei como agir, com essa situação desesperadora

Hoje também vejo em sentimentos com alegria triste
De querer recomeçar uma nova historia de nós dois
A qual não conseguimos, não por falta de diálogo
Mais simplesmente pelo trauma da conjugação do verbo amar

Saudades de nós dois......

Jonas Melo!!

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