Enviado por Carmen Lúcia em Sex, 12/11/2010 - 02:09
Nem sempre solidão é estar sozinho...
Ela se faz necessária em certos momentos da vida
quando se torna imprescindível refletir em paz
e repensar os erros , ponderar e acertar mais.
No silêncio da solidão conversamos frente a frente
num diálogo leal ”eu e eu”, sinceramente...
É o encontro do que sou, com o que fui e o que serei,
é buscar no interior o que nunca revelei.
Às vezes solidão é sentir-se mesmo só
ainda que ao lado de uma vasta multidão
que não fala a mesma língua, não se enquadra no contexto
já que o texto a ser falado requer trato e compreensão.
Porém, a solidão mais ressentida
não é reconhecida pela falta de amor...
Tampouco viver só a faz tornar-se tão sofrida,
ainda que a convivência fale alto, grite a esmo...
a solidão mais doída é a ausência de nós mesmos.
Sentia frio em meu coração
Não sabia que machucava tanto assim
Era um sonho, uma fantasia que não queria acabar
Um sentimento profundo, era capaz de magoar
Era um jogo, acabou cheio de ilusão
Não conseguia chegar perto, ficava paralisado
Mãos tremia e um vento na barriga
Não sabia que era Amor
Agora tenho certeza que é
Mas já é tarde
Não consigo suportar
Machucava tudo por dentro...
Não paro de pensar nela um segundo
Sonho e sonho
Só o sonho é capaz de alcançar
Foi tudo por água a baixo
Mas sei que um dia
Vou encontra-la
O amor é capaz de tudo isso,
É o que mas me dá força pra viver
É esperar e Amar...
Enviado por Carmen Lúcia em Qua, 10/11/2010 - 18:51
A mesma chuva que molha meu corpo
molha também o teu...
A mesma nuvem pesada
que escurece meus dias
escurece os teus...
A mesma lama parda e suja
que escora a água da chuva
revela vestígios de nossas pegadas
em direção contrária à luz...
O céu macilento e triste que vejo
é o mesmo que tu vês...
O pranto que minh’alma chora
é o que chora a tua, agora...
Fomos feitos do mesmo barro,
da mesma massa encruada,
pérolas negras no lodo geradas
que não preservaram a beleza,
aviltaram tamanha grandeza
imbuída na palavra amor...
Passamos ilesos por ela
sem perceber o que gera,
sem nos ater ao real valor...
Hoje é cada um por si...
perdemos a chance oferecida.
Não vimos o céu se abrir,
deixamos a chuva inundar nossa vida...
Fechamos janelas, facilitamos partidas,
perdemos o chão, a ocasião...
sucumbimos no vazio da solidão.
OLHAR DE TERNURA
#
#
#
A ternura da tua lembrança,
ainda está em meu olhar.
Como olhos feiticeiros,
que fazem magia no ar.
Sei que não é o passado, nem
nostalgia o que sinto.
São simplesmente verdades,
que trago dentro de mim.
Não é sofrimento o que sinto,
nem minhas mãos estão vazias.
É simplesmente a velocidade,
e a lucidez do relógio.
Marcando horas e segundos,
sem saber da minha espera.
Sem saber que ainda te vejo,
tal qual vias ontem.
Com uma única diferença...
Hoje te vejo, com o tempo
da eternidade!
Enviado por Carmen Lúcia em Ter, 09/11/2010 - 22:15
Quero alcançar os sonhos
ultrapassar limites
levar-me em abandono
num mergulhar profundo...
E, se o inatingível permite
cruzar a linha do horizonte
atravessar a ponte
que une o infinito
onde o sol se esconde...
Quero vestir-me de magia
fazer estripulia
abusar da fantasia...
e, num voo inusitado
ver versos espelhados
na luz que traz o dia...
Quero durante o anoitecer
em nuvem azul-marinho
poemas em dourado, tecer...
E, soprá-los de mansinho
feito poeira cósmica
ver o céu resplandecer...
Quero a própria poesia
e toda alegoria
que validam o viver
e depois de entusiasmos
de versos derramados
eu quero renascer...
Enviado por CarmenCecilia em Sáb, 06/11/2010 - 13:57
POESIA: ANTÔNIO JOSÉ
FOTOGRAFIA: ROBERTO MATHEUS
EDIÇÃO E NARRATIVA: CARMEN CECILIA
NÃO É Á TOA QUE TE CHAMAM CIDADE MARAVILHOSA VÍDEO POEMA E HOMENAGEM RIO DE JANEIRO
Homenagem a cidade do Rio de Janeiro pelo poeta Antonio José ( Antônio Poeta ) e fotografia de Roberto Matheus
Não é toa que te chamam de cidade maravilhosa
Galante cidade majestade,
A mais hilariante e elegante,
Vanguarda e empáfia do Brasil.
Gracioso Rio, metrópole nota mil.
É lastimoso seu nome ser masculino,
Contudo isso não importa, pois sua beleza
Exagera em pueril feminil...É muito mulheril.
Rio da mocinha, da mulher e da coroa
Super-abundamente lasciva, instigante e gostosa.
Claro não é a toa que te chamam cidade maravilhosa!
Rio batizado por água e sal,
De samba e apinhado de bossa,
De esportes e verão o ano inteiro,
Da boemia sadia e hiper-glamourosa
Rio de civilização independente, ditador
De cultura, de eventos e manifestos políticos
Rio de montanhas e mata Atlântica e dos
Saraus mais alegres do país.Rio de pele ardente e morena,
E consciência vaidosa. Rio efervescente, de gente bonita
e sedutora, não é a toa que te chamam cidade maravilhosa.
Rio da poesia, da ilha de Paquetá,
Rio do mais sensacional réveillon
E do povo mais lúdico e hospitaleiro.
Rio capital imperial e da república inicial,
Meu adorado, meu dourado Rio de Janeiro.
Rio dos tamoios e de todos que nasceram aqui
Rio de todos que o amam e o adotaram de coração.
Rio hoteleiro, gastronômico, de museus e monumentos:
Para sempre meu afável Rio, continuará a ser entre todas
As cidades dessa Nação, a mais urbana, acalorada e generosa.
Tácito, meu Rio, não é a toa que te chamam cidade maravilhosa!
Rio, alento dos poetas; cineastas, atores;
Músicos, escritores, fotógrafos e chargistas:
Rio genitor e acolhedor das artes e dos artistas.
Rio de caráter concubino,urbe tropical e garbosa
Rio de mar aberto e do Cristo alto de braços abertos
Rio de todas as religiões, crenças e de todos os idiomas.
Rio de pendor lírico,labor, lazer,prazer, amor e de humor
Rio dos reais gozos, culpas, sabores, cores, opiniões e aromas
Rio de clemência igualitária, sensibilidade, parceria e filantropia.
É verdade, meu Rio, não é à toa, que te chamam de cidade maravilhosa!
Enviado por CarmenCecilia em Sáb, 06/11/2010 - 13:50
POESIA: MARÇAL FILHO
EDIÇÃO E NARRATIVA: CARMEN CECILIA
Pequenina percepção do Amor*
.
O amor não tem bússola de precisão
mas navega mares desconhecidos
e encontra seu destino...
O amor não questiona razões, não é juiz
mas advoga questões e vence...
O amor não aprisiona ninguém
mas, se quiser, se deixa aprisionar
e ri dessa prisão...
O amor é fonte inesgotável de sabedoria
e se perde totalmente entre desejos...
O amor é brisa em tempestade
vulcão afetuoso e brilha
é paz em profusão e queima
o amor define tudo
e não pode ser definido...
O amor é lúcido em altivez e nunca teme nada,
porém é o mais temido...
O amor vence a tudo e a todos e não impõe ninguém
é tudo de melhor e ainda que o pior fique embravecido
pelo amor, sempre será vencido...
O amor é canto de paz na trincheira do inimigo
e quando o desesperado achar tudo perdido
por certo encontrará no seio do amor, o colo mais querido.
.
Marçal Filho
Itabira MG