6º Concurso

Foto de Osmar Fernandes

O pelado

A mulher se viu aflita. Bem na hora do almoço apareceu a parentada rica, e ela sem jeito e quietinha, solicitou ao seu esposo que corresse ao supermercado e lhe trouxesse carne moída para preparar o seu prato especial, o hit, para os hóspedes inesperados.
O marido saiu numa pressa tão grande que esqueceu de colocar as calças. E na rua, todo mundo o via correndo e pensavam que se tratava de um ladrão, um louco, um estuprador, e não tardou e apareceu expressamente a sirene da polícia.
Ele adentrou o supermercado como um tsunami que não se deu conta da perseguição policial. Foi direto para o açougue e pediu ofegante: “Quero dois quilos de carne moída, agora, urgente?!”. Mal ergueu a voz e os policiais lhe deram voz de prisão: “Levante as mãos, você está preso!”
Mas, de costas, nem imaginou que se tratava dele, e ouviu uma senhora idosa que estava na fila, logo atrás, lhe dizer: “Isso é uma vergonha! Um sujeito até boa pinta sai de casa pelado e ainda tem a petulância de vir ao Supermercado comprar carne! Ah meu Deus, que bunda mais feia e estrienta!!!” Ele respondeu: “Nossa, esse cara além de sem-vergonha é horrível mesmo!”
Antes que fechasse a boca, um dos policiais lhe segurou por trás, puxou-lhe os braços e o algemou.
Ele gritou: “Ta me machucando!!! O que foi que eu fiz pra me tratar assim como um animal?!” O policial lhe disse: “Você está preso!” Joaquim lhe disse imediatamente: “Mas que diabos de crime eu cometi?” E, o policial de supetão pensou que estava diante de um louco, e disse: “O Senhor por acaso tem problema mental?! Está sem calças... e me pergunta que crime está cometendo?” O senhor está bem encrencado, seu advogado vai ter um problemão!!!
O pobre do Joaquim recobra a consciência, procura sua calça, e nada... Olha-se repentinamente, e percebe que de fato está nu, e grita: “Aí meu Deus, tô frito!!!”
O policial, o baixinho, o conhecia de vista e percebeu que se tratava de um senhor de boa índole e o levou logo para a viatura.
Até chegar à viatura, alguns curiosos lhe proferiram palavras de baixo calão. Algumas moças ao verem assim, procuraram fechar os olhos, mortas de vergonha.
Notícia ruim chega a galope! E não foi diferente com a família dele. Sua esposa apavorada fez de tudo para que sua parentela não ouvisse os cochichos e os boatos que vinham da boca da rua. Tratou de dar um jeito, e escapou pelas portas dos fundos e foi até a delegacia. Ao chegar lá, disse ao delegado o ocorrido e o delegado comovido com a sua história, falou-lhe: “Dona Justina, vou soltá-lo, mas vou lá à sua casa comer o seu hit, é muito famoso por aqui também... Pode ser?”. Ela, que tinha levado uma calça para o seu Joaquim, viu-o morto de vergonha, e lhe disse: “Calma homem, lá em casa ninguém sabe nada, vamos logo!... Vamos passar no açougue do Branco, que, a panela está no fogo no ponto do hit, e agora tenho que aumentar o feijão porque o delegado vai almoçar lá também.”
Apesar de todo esse embaraço a Dona Justina estava rindo do marido, e lhe disse: “Você acabou com a minha raça... Eu sempre bati o maior papo lá no salão da Beth... Agora, tô frita!!!” Joaquim entendeu bem o que ela quis lhe dizer, e respondeu: “Larga de ser besta mulher! Nem tudo o que é grande é bom, mas tudo o que é bom é grande...”.

Foto de Shapoka

Não sei

Não entendo porque sofro tanto
Não sei por que é tão difícil
Não me lembro quando fui plenamente feliz
Às vezes não me reconheço no espelho
Mas sei que ali estou
Eu já fiz o possível, o impossível também
Eu sonho muito e penso de mais, acho que isso me atrapalha
Minha fidelidade só eu sei que tenho
Minhas certezas são sul real
Fico pensando na complexidade do mundo
Tentando entender todas as cabeças, todos os movimentos e todas as reações
Eu tento entender tudo que está ao meu redor, mas não o que está próximo
Eu sempre quis o acerto de todos os ponteiros, todos pensamentos
Q todos entendessem uns aos outros
Q tudo fosse diferente...
Mas seria melhor?
Vai saber
Eu ainda quero saber o que qualquer um precisa, sem perguntar
Mas não tenho esse poder ou senso
Hoje não sei o que faço
Já não sei de quem gostar ou a quem desejar
Como é difícil tentar achar a pessoa perfeita pra mim, mesmo que não seja pra mim
A perfeição deixou de existir pra mim, desde um tempo atrás
E ninguém soube me ajudar quando descobri isso
Por isso me sinto muito só
Acho que não sei resolver meus problemas, menos concertar meus defeitos
Não encontro meus defeitos
Agora o que sinto, é meio que um abandono
Justificativa a causa eu num sei, e isso também não entendo
Nem sei se to bebendo pra escrever isso ou escrevendo porque bebi
Não sei o porquê de tanta coisa
Porque não sei tudo
Porque não sei nada
Agora ouço minhas musicas favoritas
já me disseram que, o que escrevo é semelhante
Não sei, muito menos quem lê
Pois agora o que eu faço?
Amanha é domingo
E eu não sei o que fazer o dia todo
Li uma promessa hoje
Mas é uma promessa antiga há um bom tempo
Isso que me faz escrever...
Sei q não sou o cara mais triste
Mais minha tristeza me faz pensar ainda mais
Talvez por isso q escrevo
Poemas ou textos, nem sei o que é, depende d quem Lê
E tento entender minha própria tristeza
Não existe ninguém capaz de solucionar meus problemas, nem esclarecer minhas dúvidas
São tantas
Quanto é o amor...
Quanto vale isso tudo isso?
Qual o valor da recompensa..
Ainda não sei
Ninguém sabe
Só uma infinita teoria...

Foto de Lucianeapv

UM BEIJO EM SEU CORAÇÃO

UM BEIJO EM SEU CORAÇÃO... (Luciane A. Vieira – Uberlândia/MG – 24/05/2010 – 09:41h)

O beijo chega insano aos
Lábios que, loucos, tocam
Na vida de um sonhador
E se mascara nos sons
Roucos e poucos a se
Resvalar em tons compactos
De um espectro de luz...

Nas contas áureas do
Prazer ávido de expectativas
Se desfazem num luxuriante
Desejo de se estar a sós...
Os beijos acontecem
Completos e esparsos
Como sinais a ocultar o
Simples plágio de
Toques de latente
Luxúria...

Um beijo sobe
... ou desce...
Tudo depende
Pois quando duas
Bocas se buscam
Não há limites para
Se compactar
Os sentidos...

Foto de Carmen Lúcia

Transparência

Libera toda a afetividade,
derrama as diversas emoções
a rolar feito tapete mágico
por caminhos que levam às sensações.

Abre sentimentos represados
que fazem escarcéus dentro de ti,
debatendo-se na ânsia de serem libertados
e partirem em busca de te fazer feliz.

Sejas o que gostarias de ser,
segue teus impulsos,
realiza teus próprios sonhos...
Abre um sorriso franco,
abraça a arte de viver,
não deixes a vida passar em branco.

Ama todos os amores
e a cada um dê tudo de ti...
Mesmo que um dia se acabem
e abram frestas para o pranto,
as lembranças se farão eternas,
jamais te arrependerás teres amado tanto.

Carmen Lúcia

Foto de Drica Chaves

Louca Parada

Grande cidade absurdamente ampliada
Gerador de sonhos e utopias desenfreadas
De múltiplos seres incertos
No caminho aonde vai dar
Estrelas estão lá muito longe
Alguém quer chegar
Pra depois vislumbrar
Do alto de um arranha-céu
Só aviões ousam arriscar
Nuvens carregadas de um inteiro infinito
Veladas noites
Intensos desafios
Louca parada
Ir e vir, voltar, andar, buscar...
Aonde se chegará?
Será se nas montanhas azuis de Raul
ou no êxtase de um Fla Flu?

Drica Chaves
*Direitos autorais reservados.

*Esse poema virou música... Arranjos e melodia de Ian Ferreira.

Foto de Carmen Vervloet

Rostos que Falam

Em silêncio vivo, fala o corpo...
Uma mão agitada, um sorriso morto
fala o que a boca não diz...
Medo, dor, angústia ou saborosa felicidade
nas esquinas, vielas, mansões ou bares da cidade!
O âmago expressado no rosto
deixa o sentimento exposto!
A índole revela-se humilde, alegre, bondosa
com perfume de rosa
ou arrogante, torturadora, mafiosa
carqueja amargosa, planta espinhosa...
Rostos que tocam
como o do Papa João Paulo Segundo
um rosto humilde, sorriso amoroso,
um olhar doce e profundo...
Mas os que me tocam mais no fundo
são rostos de crianças, enjeitadas, nas ruas
com seus gritos mudos, expressões tão suas...
E o eco destes gritos que se perde
aos ouvidos surdos...
O inquiridor olhar à crueldade do mundo!
Outros rostos assustam pela indiferença
rostos duros, frios, estigma do caráter hediondo
ferozes marimbondos
cegos para a dor dos que estão à sua frente
de egoísmo, doentes... lentes sem grau!
Foco... apenas o próximo degrau...
Insensíveis às mazelas e procelas,
sentimentos embotados,
interesses próprios escancarados...

Os rostos são esculturas vivas!
As mais reais e precisas
talhadas pelas almas que os animam
avaliadas pelos corações que os examinam...
Os rostos falam... E como falam...
Basta olhar para o rosto dos enamorados!

Carmen Vervloet

Foto de CarmenCecilia

DEPOIS DA TEMPESTADE VEM A BONANÇA VÍDEO POEMA ( NARRATIVA )

POESIA: CARMEN CECÍLIA

EDIÇÃO E NARRATIVA: CARMEN CECÍLIA

FUNDO MUSICAL: FRAGILE

Foto de CarmenCecilia

PRIMAVERA VÍDEO POEMA DE BASILINA PEREIRA

PRIMAVERA VÍDEO POEMA

POESIA: BASILINA PEREIRA
EDIÇÃO: CARMEN CECILIA
MÚSICA: AS 4 ESTAÇÕES ( VIVALDI)

Foto de Zaruquita

Grito de revolta

Grito de revolta

Eu sou pomba que esvoaça,
Por entre temporais de vida,
As negras nuvens trespassa,
E quase desfalecida,
Sou mensageira que passa,
No mundo despercebida,
Pois não deixam que mais faça,
Por tanta vida perdida,
Quero pôr fim à desgraça,
Para que seja vencida,
Esta tão grande ameaça,
Que traz a gente oprimida,
Mas,digam se há quem faça,
Que ela seja desvanecida,
Eu sou pomba que esvoaça,
Já com uma asa partida,
E sobre mim a ameaça,
De ser p´ra sempre perdida,
Querem pôr-me uma mordaça,
Querem-me presa e vencida,
Querem p´ra minha desgraça,
Pisar-me..tirar-me a vida,
Mas a vontade ultrapassa,
Toda a força já perdida,
Que mesmo sobre ameaça,
Não me darei por vencida,
Pois sei que não há quem faça,
Bem...sem ser retribuída,
Entre nuvens de desgraça,
E quase desfalecida,
Eu sou pomba que esvoaça,
Até ao final da vida...

De Arlete Anjos
14/02/1993

Foto de Zaruquita

Coração tatuado

Coração tatuado

Não gosto de tatuagens
Coisas escritas no corpo
São umas falsas imagens
Deixam um efeito torto
No entanto elas existem
Escondidas e tão feias
Em imagens que persistem
No sangue das nossas veias
Quando queremos esquecer
Mágoas passadas, doloridas
Nós acabamos sem querer
Por tatuar nossas vidas
Escondemos no coração
As dores tão profundamente
Que de um peito em solidão
Vai-se a paz de nós ausente
Para esquecer um amor
Fechamos a cadeado
Torna tão grande essa dor
Em nosso peito guardado
Quando se ama a valer
Fica-nos sempre marcado
E em nós passa a haver
Um coração tatuado.

De Arlete Anjos
12/07/2007

Páginas

Subscrever 6º Concurso

anadolu yakası escort

bursa escort görükle escort bayan

bursa escort görükle escort

güvenilir bahis siteleri canlı bahis siteleri kaçak iddaa siteleri kaçak iddaa kaçak bahis siteleri perabet

görükle escort bursa eskort bayanlar bursa eskort bursa vip escort bursa elit escort escort vip escort alanya escort bayan antalya escort bayan bodrum escort

alanya transfer
alanya transfer
bursa kanalizasyon açma