Poemas

Foto de Osmar Fernandes

Ninguém dá nada de graça

Ninguém dá nada de graça!

Quando alguém dá uma esmola,
Está pagando promessa.
Quando dá um chute na bola,
Quer fazer o gol da festa.

Quando alguém dá alguma coisa,
Quer algo em troca.
Ninguém dá nada de graça!
É o instinto dessa raça.

Quando dá um sorriso,
Quer outro em troca.
Quando chora
Quer colo, quer mimo.

Por isso, cuidado!
Quando alguém lhe oferecer de graça uma droga,
Lembre-se deste ditado:
Ninguém dá de graça uma esmola.

Até a salvação não é de graça!
Deus e o diabo disputam toda alma.
Ou você escolhe a Cristo que é o amor e a paz.
Ou você escolhe o inferno que é a desgraça.

Foto de Osmar Fernandes

Droga

Droga

Fuga
De ida sem volta.
Sanguessuga
De tanta revolta.
Delírio
Da magia do nada.
Martírio
De vida enganada.
Momento
De alegria mentirosa.
Sofrimento
De lágrima venenosa.
Manicômio
De vida morta...
Pandemônio
De casa sem porta.
Burrice
De inúmeros neurônios.
Mesmice
De moleques demônios.
Mentes
De lua sem norte.
Doentes
Do vício à morte.

Foto de Osmar Fernandes

Menina maluca

Menina maluca

Louca, menina maluca,
Às vezes, moça,
Vagabunda, oca.
Cabeça sem cuca,
Com pedras na boca.
Pisca como vaga-lume.
Tem dentro de si
Um lindo tesouro.
Mas não sabe
Brilhar seu ouro.
Seu cérebro é sem números,
Não sabe contar até dez.
Vive na forca dos sentimentos,
Na força do hábito do momento.
É um pedaço de mal caminho...
Convive com a orgia do movimento.
Jamais pensa em casamento.
É uma formiga bela no meio
De tantos elefantes.
Não sabe o tudo que possui.
Boêmia... Festeira...
É a saideira de tantos.
Usa vários nomes...
Não acredita em sonhos.
É uma garota de rua!
Fica nua à toa.
Entra na dele, na sua, na minha.
É apenas uma menina maluca
Com mil e um pseudônimos.

Foto de Osmar Fernandes

Sou o menor abandonado

Sou o menor abandonado
Sou o abandonado.
O desprazer da sociedade.
O pequeno maltratado.
O complexo da autoridade.
Passo fome, frio...
Não tenho nome, nem tio.
Meu banquete é no latão do lixo.
Ninguém se importa comigo!
Sou o menor abandonado.

Sou o menor drogado...
O ser que nunca foi abençoado.
O sonâmbulo, a desgraça.
Aquele que pratica o mal.
Sou o “Menor...” o sem graça.
Aquele que perambula pela cidade.
O sem lei, o desleal...
O prostituto, o trombadinha,
O viciado da pracinha.

Sou o menor, o sem idade.
Sou o sem mãe, o sem pai.
Sou aquele que só cai.
O indigente, o sacrilégio.
Sou o sem colégio.
O resto e o desengano.
O que nasceu condenado...
Sou o sem planeta; o profano.
Sou o menor abandonado.

(respeite o direito autoral)

Foto de Joaninhavoa

Machado Matreiro!

*
Machado Matreiro!
*
*

A mancha do meu poema
É de um machado d`arteiro
Porte! De tão matreiro
Vive de prosa na cama

Sem drama!

Joaninhavoa
(helenafarias)
08 de Novembro de 2008
*
Ver por obséquio a mancha
de texto em forma de machado
no poema " Como é que tu
estás- No livro que não te dei".

Foto de Joaninhavoa

A canção de nós dois...

*
A canção de nós dois...
*

Solto as palavras ao vento e à chuva
Ao sol e a todas as forças da natureza
Grito bem alto para que oiçam

Simplesmente a canção de nós dois
Que cai leve levemente ainda
Levantando com as brisas do céu

Embalando a noite rainha
E o dia no vai vem também
Com um sopro de varinha

Mágica nos tempos d`alguém.

Joaninhavoa
(helenafarias)
08 de Novembro de 2008

Foto de caetano trindade

A Fernando Pessoa

A Fernando Pessoa2,

Hoje sou a saudade da estrela D’alva
Do que já na existência que em mim vivi
Eu próprio sou aquilo que senti

E nesta linha vertical para curva
Floresce Brumen imperatriz turva
As ervas no planeta que comi

Eu que nao sei onde ou como vivi,
Uma coisa me parece ser,
O ser entre o que sou e que vi
No sono do encoberto aparecer…

Fui assomo doirado nas artes gnômicas,
Com assoma fui Gandhi em terras temporândicas
Daquilo que aqui na vida näo me houvesse pertencido
No meu intuito com alas do meu único pomo ido

Fosse eu um símbolo de linguagem em algum livro subserviente
Dum amigo „caritatoso“ na penungem sedenta de ferrugem
Ele ergue as espadas no crepúsculo do deus doente
Na frutrica bandeiras levanta a semente no império pool demente

Prefiro ficar ignomado no meu destino preso entre eleos e palios sempre a vista
Num painel dourado de chispas de douros contornados num hino incivitas,
No meu hiperponteado de frases com soletrasapos onde o desatino póstumo atino levanta,
Cuja arremecada é um fagulho vitalino que alcanca…

E pelos meus campos ricos de ócios entrevio em mim antilhas musas orfeônicas
Através de, com palavras findando os apartados, a frênesi arte idiônica
Ela me pega de pousada fazendo acrobacias com pórticos velados
Ao sentido velo o mar que veio na noite arraiar sentidos constelados
Em constelacöes triunfosas esguiam partidas mercuriosas
em ritos estrelados
Do alto infinito!

Foto de caetano trindade

Cantigas sobre a saudade da poetisa de cipotanea que escreveu esta cantiga sobre a saudade como domínio público

SAUDADE (Brazilina Francisca Reis nascida em Chopotó, município Cipotânea MG que escreveu esta cantiga sobre a saudade como dominio público cantadas nas cantigas Brejaúba, Jaboticaba, Vai-e-Vem etcs.)

Saudade

Saudades que väo e que vem
Pelas estradas da vida.
Levando lembrancas querida.
Aos coracoes sofredores,
Que estäo perto e täo distantes
Ou distantes täo perto
E você saudade sofrida,
O elo dos grandes amores.

Misteriosa, indefinida
Que nada vale e vale tudo.
Para muitos tu és a morte
Para outros tu és a vida
Vai quebrando, emendando,
vai crescendo, definhando
vem, vai, ficam saudades
no regresso e na partida.

Saudades do que se foi
Saudades do que virá
Bobagem, para quê saudades?
Daquilo que se foi sempre irá voltar!?

Foto de caetano trindade

Ode a Bandeira & una paródia

Ode as Baratas

Envaidecendo as baratas,
Levanta do bueiro.
Aos vôos, as baratas.
A noite do matuleiro.

Em antena ligada,
Grita estapafúrdico baratão cascudo:
__ “Meu trono!”__ “O dono!” __ “Sou chifrudo!”

Quanto conceito e norma,
Normalmente moral,
Nas ciladas humanas
A barata se dá mal.

Elas ainda resistem,
Bravamente em épocas atomizadas,
Contando a história de um povo
Que viveu marginalizado.

Ainda insiste:
“Ninguém desista!”

“Os sapos” de Manuel Bandeira grita ao modernismo.
Marginalmente enfunando os urubus rei,
Entro desvalido,
Ao cheiro de espírito deliquente,
Estonteante progresso crente.

“Homens partido”
Púnicos mantos cobrem a face.
O espírito cérbero de Caronte vagueia.
Túnicas circulares em tônico ser figuraste.

“quem casar com dona baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?”
Peituda barata cascuda
Que ainda canta dote oferecendo a caixinha.

Dionisio Donato (pseudo de Caetano Trindade)

Foto de Joaninhavoa

COMO É QUE TU ESTÁS? - No livro que não te dei...

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COMO É QUE TU ESTÁS?
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No livro que não te dei...
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Ouço um som de fundo vindo lá do longe
Um machado a cortar lenha a um ritmo compassado
Respiro o ar da montanha e abro o chapéu plissado
O livro que não te dei em páginas de um monge

Corro uma vida com os olhos e o pensamento
Nas palavras escritas em prosa e em verso
Embrenho-me nas profundezas e lamento
Sempre o mesmo som de fundo e penso

Um machado pode cortar
Lenha para o lume queimar
O suficiente para aquecer

Mas não há machado* que corte
A raíz de um pensamento
Por que é livre como o vento

Por que é livre!

Joaninhavoa
(helenafarias)
08 de Novembro de 2008
*
Ao fazer este meu poema
lembrei no final a célebre
canção:

(Não há machado que corte
a raíz ao pensamento) [bis]
(não há morte para o vento
não há morte) [bis]

Música: Manuel Freire
Letra: Carlos Oliveira
Intérprete: Manuel Freire

(Não há machado que corte
a raíz ao pensamento) [bis]
(não há morte para o vento
não há morte) [bis]

Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida
sem razão seria a vida
sem razão

Nada apaga a luz que vive
num amor num pensamento
porque é livre como o vento
porque é livre

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