Poemas

Foto de Carmen Lúcia

Teus olhos...

Teus olhos...
Já os vi de todas as formas...
Seguindo-me...
Amando-me...
Enfeitiçando-me...
Desejando-me...
Acarinhando-me...
Procurando-me...
Falando-me...
Iluminando-me...
Sorrindo...
Chorando...
Brincando...
Já os vi de várias cores...
Verdes... encorajando-me...
Azuis... endeusando-me...
Castanhos...tranqüilizando-me...
Negros...interrogando-me...
Já os vi inexpressivos...
Censurando-me...
Desprezando-me...
Condenando-me...
Odiando-me...
Apedrejando-me...
Ignorando-me...
Matando-me...

Agora eles olham adiante...
Deixaram-me pra trás...
Não os vejo mais...

(Carmen Lúcia)

Foto de Rosendo

Pensamento Vagabundo

PENSAMENTO VAGABUNDO

Ele diz que sou sua musa,
faz de mim sua inspiração.
Me deixa toda confusa
com poemas cheio de emoção.

Meu corpo, frágil. é esmagado,
meu coração, o próprio devaneio.
Se sente feliz e consagrado
com tudo aquilo que leio.

Ele me vê de longe
e diz que meu corpo o irradia.
Faz previsões de um monge
quando boneca, de mim, ele faria.

Para ele, sou o próprio mar,
que molha os seus pés,
a estrela que brilha no luar
ou a safira, que reluz em seus anéis.

Me faz uma canção em dó maior
e canta ao som do violão.
Fala de meu corpo molhado de suor,
que transpira de emoção.

Lembro da sereia que sou
nas areias de uma ilhota distante.
Do caderno amassado que voou
e da rosa, cor de rosa, quando aniverssariante.

Nos momentos de solidão
lembro de tudo que foi citado.
Lembro de seu olhar pidão
e seu cabelo prateado.

Aquelas palavras, letras e versos
eu nunca vou esquecer.
Faço do seu mundo, meu universo
porque nunca vou lhe merecer.

Sei que em qualquer lugar do mundo
pra mim, ele vai escrever,
seu pensamento, é um vagabundo
e dele nunca vou me esconder.

De Antonio Rosendo

Foto de Sonia Delsin

RESTAURADA E FORTE

RESTAURADA E FORTE

Tu me feriste quando partiste.
Não naquele dia triste.
Não no dia do adeus.
Muito antes vi a despedida nos olhos teus.
Eles que me olhavam cheios de amor foram ficando frios.
Vazios.
Tu me feriste não quando quebraste um juramento.
Mas quando quebraste o monumento.
Que era o nosso amor.
Tu me feriste e conseguiste.
Matar em mim um jardim.
Eu precisava outro construir.
Te ver partir e ressurgir.
Sozinha eu precisava achar uma estrada.
Já não me sentia amada.
E precisava me amar ainda mais.
Encontrar minha paz.
Se consegui?
Estou aqui.
Não juntando os cacos do que fui um dia.
Mas encontrei um novo ser em mim.
Um que descobre nas coisas mais miudinhas a alegria.

Foto de Paulo Gondim

Angelical

ANGELICAL
Paulo Gondim
24/08/2008

Angelicalmente tomas forma
E deslizas em nuvens de desejos
Aportas em mim e ancoras
Teus carinhos benfazejos

E aí, meus anseios se materializam
Um a um em forma de ternura
A volúpia explode na paixão
No anseio de viver essa aventura

E enquanto a noite adormecida
Revela mistérios e espanto
Desmistifica-te sobre meu leito
Na beleza sutil de tanto encanto

E o anjo, agora, é real
Transformou-se em tão bela figura
Tomou a si forma de mulher
Deixou-se amar como simples criatura.

Foto de Sonia Delsin

SENSUALMENTE DANÇANDO

SENSUALMENTE DANÇANDO

Contigo dançar é mais que leve.
É sensual.
Nosso corpo se roça.
Se enrosca.
Se gosta.
Dos toques leves.
Dos olhares.
Do ritmo que encontramos.
Nos sincronizamos.
À dança lindamente nos entregamos.

Foto de Sonia Delsin

COISAS DE UM SONHADOR

COISAS DE UM SONHADOR

Ele dizia.
Quero reformar o mundo.
Gosto de ir ao fundo.
Ele dizia.
Está tudo errado.
Quero ver tudo mudado.
Ele ficou guardado.
Faz parte das lembranças do meu passado.
Alguma coisa ele mudou?
Não. Mas se mudou.
Este mundo ele deixou.

Foto de Teresa Cordioli

Hoje sinto-me como tu...

*
Hoje sinto-me como tu...
Teresa Cordioli
*

Hoje sinto-me como tu...

Tão linda e magnificamente exuberante és tu...
Que apareces na calada da noite como amante,
Atrai para si olhares, exibindo teu corpo semi-nu
Protegida apenas pelas guardiãs, estrelas cintilantes...

Espreitando-me na janela, como minha vigilante,
Deita em mim, teus raios clareando-me com tua luz
Em noites que escrevo meus versos mais picantes
Faz-me sorrir, chorar, poetar e quebrar meus tabus.

Lua, Lua, Lua! Hoje, sinto-me como tu, a amante
Por declarar em versos o meu amor a todo instante
Para que saiba que meu amor é verdadeiro e constante...

Lua, Lua! Busque-o para que toque meu corpo em pele
Diga à ele que venha rápido mesmo antes que eu apele
Gritando seu nome bem alto, em cada verso e em série...

Foto de Fernanda Queiroz

De volta pra casa...

Estou de volta...
ao meu reino encantado,
na relva molhada,
da chuva fina,
que trás na umidade do dia,
rotina, dor e tristeza.
Vem de encontro a minha solidão,
no ar a beleza,
que adorna a tristeza,
contraste profundo,
coração moribundo,
destino traçado,
vidas que cruzaram
na alma,
na mente,
sem ser presente.
Viveu no passado,
um mundo acordado,
que embalado no sono,
foi só abandono.
Meus olhos se perdem,
na imensidão do verde,
que como moldura,
reproduz tua face,
traduz teu riso,
tua forma mágica,
de existir.
Não é sombra opaca,
nem é vulto do destino,
é teu corpo traçado,
no peito tatuado,
que habita o sonho meu,
que é muito mais forte que eu.

Fernanda Queiroz
Direitos Autorais Reservados

Foto de Carmen Vervloet

AMOR (ReflexãoI)

Amor (Reflexão I)

Ah! Esse amor idealizado
Frágil e colorido como flor
Botão que se abre perfumado
E esvai-se em lágrimas de dor!

Ah! Este amor tão delicado,
Abrigado no coração com calor
Aquece por tempo determinado
E esvai-se em lágrimas de dor!

O amor é botão tão singelo
Precisa de terra fértil e ar
Para exuberante desabrochar!

É fácil romper esse elo tão belo!
O ciúme é vilão evidente,
Brutalmente destrói a flor e a semente!

Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados à autora.

Foto de Sirlei Passolongo

Jogo de sedução

A malícia do teu olhar
desnuda-me
sem nada dizer.
Nele, sinto a cobiça
do teu louco querer...

Teus dedos
percorrem-me a pele
atrevidos,
travessos...

cada vez que param
imploro
pelo recomeço.

Tua boca,
sem nada dizer,
explora a minha
numa sede
infinda...

Balbucia tolices
embriagadas
de adrenalina.

A tara das tuas mãos
vetam qualquer recusa
dos desejos meus...

E sem nada dizer
em segundos mapeia
as sensações que me rendem

E nossos corpos se prendem
como se fossem teias
num jogo
de pura sedução.

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora

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