Poemas

Foto de paco santos

Reflexo...

Acordo com o sabor da noite nos lábios
vejo-me gato em telhado de zinco quente
ainda no reflexo da manhã em desalinho
desenho um quadrado em branco no meu espelho
onde te desejo igual a mim

Com o dedo desenho no vidro
o contorno do meu corpo
com os lábios em surdina te nomeio
o reflexo brilhante devolve-me o desejo
surdo.. mudo.

Preciso de uma fotografia tua mha Gata
Preciso das palavras feitas de sombras e linhas.

Faço então a viagem necessária até à tua janela,
com o rio ao fundo
onde posas vaidosa.

Na tua janela
onde me despes lentamente
onde beijas de olhos abertos o desenho
dos meu contornos
onde beijas de olhos claros
o gemido das minhas cores.

Na tua janela
Recriamos o amor dos corpos reconhecidos
Reinventamos os sons do comboio aqui tão perto
Saboreamos os dias perdidos…

E enchemo-nos de azul….
Com o rio ao fundo.
Lá ao fundo….
da tua janela...

Foto de paco santos

Estado de Alma...

O erotismo é um estado de alma ...

Foto de ANACAROLINALOIRAMAR

VOCÊ É...

*
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Você é o rio que desce em minha direção,
Molha-me a alma com toda paixão .
Você é o sol que me aquece,me esplandece
Quando você aparece me fortalece.
Tua alma tem beleza és belo por natureza,
Faz de mim uma princesa,para eu teu reino,
Reinar, fico louca para te amar.
Você ilumina-me como a lua,
Quer-me nua, até o dia amanhecer.
Seja na relva ou na rua, que seja eu e você.
Você me abraça com carinho, ternura
É uma loucura, quando estou em braços teus.
Você é a água, que mata minha sede,
Deita-me na rede quero ser eu em você.
No balançar da rede, vou me saciar,
E nos amar, sem pressa de acabar,
Sobre o brilho do luar,em teus desejos
Quero me afogar.
Você é um bom amante,faça deste instante,
Sensações deslumbrantes, não vistas antes.
Você me deixas solta, cheia de desejos,
Quero hoje e amanhã matar meus desejos.
Porque é você ,quem eu almejo.
Você é tudo pra mim,um cravo em meu jardim.
Você é um pedaço de mim,
Por isso cuida de mim!

Anna A FLOR DE LIS
13/05/08

Foto de Dennel

Desacreditado do amor

Quem sou eu? De onde vim, para onde vou? São questionamentos que me invadem a alma, que violentam minha serenidade, impondo incertezas da minha existência. Vejo os dias forçosamente avançarem na minha inútil existência. Há muito não percebo os raios do sol, minha pele adquiriu um tom amarelado, meus olhos têm uma cor cinzenta, sombrios.

Com os braços jogados ao longo do corpo, meus pés se arrastam; afinal, não tenho pressa de chegar. Até a morte tarda, escondendo-se de mim. Sou uma estrela solitária, de brilho apagado. Sou a pedra do caminho que a tudo assiste passivamente, e nada mais do que a pedra. Sou a mosca pousada na sopa, que repugnada, foi esquecida.

Vivo na incerteza do amanhã, na ilusão do passado e na indiferença do hoje. Disse o poeta que quem não vive por amor, morre lentamente; é isto o que acontece comigo. Meu coração, depois de tantos compassos e descompassos, fechou-se de vez para os sentimentos.

Mesmo que encontrasse a chave para abri-lo, seria muito trabalhoso varrer toda a indiferença que se alojou durante muitos anos. Afugentar as dúvidas seria outra tarefa hercúlea, visto que durante muito tempo elas foram alimentadas diariamente, tornando-se invencíveis, ousaria dizer que seria uma tarefa, impossível e infrutífera.

Um corpo amortecido não sente dores ou desejos. Um olhar apagado não vê beleza, apenas tristezas. Ouvidos insensíveis não apreciam canções, por não ouvi-las, só aceitam tormentos e ais.

Um paladar corrompido pela amargura da vida não sente o gosto do mel, apenas a amargura do fel. Um olhar sem esperança não sente os efeitos de um belo dia de sol, apenas a frialdade de noites intermináveis.

Uma voz embargada não canta canções de amores, não emite nenhum som inteligível, quando muito, expressa lamentos e injúrias...

Sinto que chegou minha hora! Sou levado por criaturas horripilantes através de um longo corredor escuro e fétido, tento entender o que conversam entre si, nada entendo além de suas risadas sinistras. Aqui e ali, noto inscrições nas paredes do corredor, que mais parece uma gruta; tento desesperadamente decifrá-las.

O cheiro de enxofre aumenta à medida em que avançamos. Percebo as garras das bestas-feras adentrarem a carne dos meus braços; estou seguro firmemente.

Chegamos ao nosso destino. É entregue a mim uma caneta, cujo corpo tem longos espinhos; um livro é aberto em minha frente, indicando-me que devo assiná-lo. Curvo-me ligeiramente em direção ao livro, de onde saem faíscas que chamuscam meus cabelos. Nova tentativa, e desta vez leio as palavras grafadas com sangue humano: “INFERNO – Lugar de quem não ama”.

Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved

Foto de Dennel

Versos da amizade

Na vida canto versos mal resolvidos
Sem pretensão de ser poeta, sem fantasias
Canto os meus anos vividos
A experiência vivida em milhares de dias

Vou seguindo na estrada da vida
Descortinando íngremes caminhos
Removo pedras, arranco espinhos na minha lida
Cumprimento os amigos com carinho

Aqui! Ali, estendo a mão solidário
Para quem quiser comigo se ajuntar
Não quero ficar nunca solitário
Amigos aos milhares vou conquistar

Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved

Foto de Dennel

Olhos ardentes

Choram meus olhos
Cebola descascada
Água na panela

Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved

Foto de Dirceu Marcelino

JARDIM ENCANTADO DO TABACO PERFUMADO - DUETO (preparativo para video-poema ) Homenagem a JOANINHA VOA

*
* Homenagem a JOANINHA VOA
*

Me faça sua
Me ponha de fora
Da tela do ecrã
Da televisão

Me ame
E me aperte
Desse jeito
Qu`eu gosto
Eu me ajusto
A você meu amor

Me diga seu gosto
Me viro com ardor
Teu fio de prumo
É o rumo

Faz-mo conhecer
E vê como
Eu te vou merecer!...

JoaninhaVoa, In "Vidas"
(2008/05/02)

***
Primeiro diga que me ama
Não faça como fez até agora,
Quando só te vejo no ecrã
Da tela de tua televisão.

Vai! Diga-me que ama.
Então te aperto
Assim desse jeito,
Que gostas na cama.

Em ti eu ajusto
Meu corpo com ardor
E te digo que te amo,
No compasso justo,
Do fio de teu prumo

Devagar eu me ajeito
Contigo eu me arrumo
Pois, quero te conhecer

E te amar devagarzinho

Até o dia alvorecer. DIRCEU (2/5/2008 )

***
Eu digo a toda a hora
Te amo amor...
Mas você não ouve
Nem vê!

Então só me resta
Ficar na tela no ecrã
No encanto da TV
Mas você não ouve
Nem vê!

Então eu Voo
Dizendo a toda gente
Eu te amo amor...
Mas você não ouve
Nem vê!

Então só me resta voar
Mais alto...
E gritar ainda mais
Como num tornado
Te amo amor...

Só então surge
Como que um raio
Tua voz dizendo

"Take it easy
my love my eternity"

E aí eu penso
E penso! Que sei
Como a vida pode
Ousar pregar
Partida! Desta cidade
Num vai de ré
Não finca pé

"Take it easy
my love my eternity"

Você é o culpado... inspira-me
e depois não finco o pé do pé
da tela e da TV!

Abraço, de JoaninhaVoa ( 3 /5 2008 )

Foto de Sirlei Passolongo

Nosso amor e as pétalas

As pétalas
emprestaram-me
a delicadeza
para imprimir
nosso amor suave.

E vez em quando
elas se dobram
pra sentirem a paz
que nossas almas
trocam.

Ao cair da noite
elas se escondem,
tímidas,adormecem
entre as brumas...

As estrelas, a lua,
contornam,
e em nossas pétalas
agora se transformam.

E nosso amor...
às pétalas se acostuma.

(Sirlei L. Passolongo)

Poema inspirado no comentário
que fiz a poesia de Teresa Cordioli.

Foto de carlosmustang

ESPECTATIVAS

Achei que seguia certo, à um caminho deserto
Acompanhado de perto, por seus olhos a brilhar
Mas não foi bem assim, a decepção tomou conta de mim
E minhas mãos apalpando o vácuo, sem nada para agarrar

Agora pelo menos tenho a certeza de que toda beleza
Nunca me levaria a lugar algum, e sim ao mesmo lugar
De onde tudo começou, pois a loucura dos sonhos terminou
E de volta em volta, as nuvens se desfizeram, o nada restou

Foi bom porquê a espectativa não mais me impede
De me entregar completamente a que me deseja
Mesmo que seja por um momento.

E sempre foi assim e assim será
A luz em meu rosto a iluminar
Amo todo mundo e quem me quiser amar!

Foto de Joaninhavoa

A Pulsação e o Bater do Coração

Sempre meu pulsar sinto, e mais quando te aproximas
Dispara meu coração, quando teus olhos olham os meus
Tu me tocas tu me acaricias, e eu passo meus lábios nos teus
Que são os meus molhados de orvalho e magias

Tua pele é a minha por sintonia, tua forma me atraí me chama
Clama por sua alteza, simplifica a nostalgia e aplica tua mestria
Vinga por cima ou por baixo, debaixo dos panos do ardor d`chama
Deleta o “h” do precedente, vira ao real o fruír d`alegria

E já sobre a cama deitados, em que a ilusão se disfarça de verdade
Redimimos no amor e na paixão, as nossas mentiras e disfarces
Somos a síntese de nós mesmos, o encontro

Com o que nós somos, fuga ao que não somos
Fragmentos semeados, fazendo busca do que imaginamos ser
Fruídos como uma bênção amada em segredo!

JoaninhaVoa, In “Meus Amores”
(10/05/2008)

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