Poemas

Foto de Enise

Poesia em desalinho

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Letras perambulam
em turbilhões
choram, gritam
clamam por rimas
por sensações...

Letras espetam
machucam
se moldam
florescem
entram no clima
nas criações...

Palavras fervem
seguidas
atrevidas
despertam versos
tão submersos
nas crivações ...

Poesia fora de forma
em desalinho
aporte
me recorte
em

p
e

d
a

c
i

n
h
o
s
.

Enise

Foto de Andre Luiz M Brum

Solitária

SOLITÁRIA

Nas roscas da luxúria geme a virgem
Lasciva se abandona à vertigem
Impudente, tremeluz à luz da vela;

Sua forma revelada entre as cobertas,
As pernas arqueadas, entreabertas,
Estertora entre soluços a donzela.

Tola, se entregou a tal amante
Hirta e resoluta, jaz arfante,
Num doudo e ensandecido gozo;

Um rubro refulgir cobriu-lhe a face
No lânguido torpor do desenlace,
Sob o manto da penumbra foge o esposo.

Feéricas visões no teto dançam,
Luzes mornas no leito solitário lançam
Soturnas sombras, enleadas de langor;

Ele célere voltou p’ra outros braços,
Tredo, se aninhou noutro regaço,
E deletério, se entregou a outro amor.

Efêmera, translúcida alma,
Só agora te sobreveio a calma,
Só agora a solidão te basta;

Só agora aplacou seus medos
Só agora repousou seus dedos
Qu`agora brincam na cabeleira vasta.

Mas súbito a noite cai feito mortalha,
Nas árvores um vento lúgubre, farfalha,
Espalhando folhas secas pelo chão;

A ausência do amado tange o leito,
A ausência de amor lhe cinge o peito,
Qual adaga lhe trespassa e fere então. . .

Preada aos grilhões do sofrimento,
na falta do amado ,um tal tormento,
Que até mesmo dessa vida el`abriu mão;

Tens por sarcófago o corpo frio, por cripta o leito,
E por túmulo vazio, tens no peito,
uma lápide em lugar do coração.

Alva, transparente pousas nua,
Pálida, nitente à luz da lua,
Seu nítido contorno me seduz,

Debalde luta co`a tristeza, jaz cativa,
encerrada em seu sepulcro, morta- viva
qual vampira, refugia-se da luz.

Mas não! . . . basta! . . . um chamado,
Da vida, nas vertentes, ouço um brado,
Ë o sol qu`inda te clama, estais VIIIIIVAAA!!!

E te vejo ressurgir com passos tortos
Como Lázaro, rediviva, vens dos mortos,
Do étereo despertada, vens altiva.

Vem p`ra vida que é certo. . . Ah quem me dera!
Que um novo amor aqui `inda te espera,
Ademais, também, ainda sois tão bela.

Enterra os mortos e o passado lega à lama,
E sai desse torpor, formosa dama,
E vai viver a vida minha donzela.

BRUNO

Foto de Joaninhavoa

EPICENTRO

Epicentro! És o centro
De tudo que há em ti
Aí! É o sítio onde todo
Mundo gira!
Seja gruta ou evareste
Esse é o ponto
Em que todo mundo
Investe!

JoaninhaVoa, In "Grutas ou Trutas"
(25/04/2008)

Foto de ivaneti

A alma que clama por justiça!

Se a alma desenhasse o mapa que a transcede!
O corpo não teria força para locomover
Como o sentir dos olhos quando choram!
Das sentidas lagrimas que transbordam!!!
É como a fúria do vento...do vulcão que
Acorda desesperado!
A dor é sufocada no silencio da paz!!!
E a matéria é a grade que nos prende
Não! não! se ouve a paz!
Mais se ouve o grito da injustiça!
Que tem pressa prá chegada da justiça!
Autora: Ivaneti

Foto de Lu Lena

VÍCIO EM TI

Tornei-me viciada em ti
pelo teu sangue de desejo
destilado dentro do meu corpo,
tal como uma serpente
que se enrodilha,
pronta pra dar o bote
e soltar numa velocidade
de um raio de luz
o néctar desse veneno
libidinoso, ardente
de desejos de luxúria...
Tornei-me viciada em ti,
quando me olhas
com esses olhos de águia,
penetrando minha alma,
com essa garras afiadas,
arranhas e rasgas meus sentidos
aflorando desejos insanamente
incontidos...
Tornei-me viciada em ti,
quando me beijas loucamente,
a respiração fica descompassada
num delírio alucinante...
Tornei-me viciada em ti,
quando tuas mãos percorrem
meu corpo, tal como um fio
eletrizante,
em cada ponto uma
descarga elétrica,
desfalecendo-me
em múltiplos orgasmos...
onde a alma levita nas estrelas
com o sabor na boca de teus
desejos loucamente satisfeitos
e sentidos...
Tornei-me viciada em ti
desde o primeiro momento
em que te vi...

Foto de Vlad Silva

ORGASMO

Desprovido da sã consciência,
Sem vergonha ou decência,
Faz um anjo de candura
Perder toda a compostura
e proferir palavras vis
de maneiras tão sutis
que pedidos proibidos
ganham tons imperativos
até o corpo florescer
no epicentro do prazer

Vlad Silva

Foto de Cecília Santos

CAMINHEIRO SOLITÁRIO

CAMINHEIRO SOLITÁRIO
:
:
:
Qual caminheiro
solitário andas.
A cantar tristonho
como as águas do rio.
Gemendo baixinho
seu lamento vai.
Como as pedras a
rolar no rio.
Pedras que separam
o balanço das águas.
Separa também sua
lágrima no olhar.
Qual caminheiro
tristemente vai.
Fitando o céu,
contando as estrelas.
Entre nuvens.
Surgi a lua meiga
e singela
Disfarçada de
senhora soberana.
Mas no fundo
és sonhadora.
Assim como o caminheiro,
solitária és.

Direitos reservados*
Cecília-SP/04/2008*

Foto de Glórinha Gaivota

Chuva de outono

Hoje está chovendo
É você de mim distante
Sinto frio
Sinto fome
Do carinho do teu amor

Quisera eu tê-lo aqui
A agasalhar-me o corpo
A alimentar-me de amor

Dia triste de outono
Chove lá fora
E dentro de mim
Há um rio
De saudade de ti...

Glórinha Anchieta – GG
Poesias de outono/2008

Foto de Glórinha Gaivota

Duas árvores

Duas árvores

Eram duas árvores
Que viviam
Na mesma rua
Lados opostos
Cada uma com suas raízes
Suas folhas
Suas flores
E frutos

Em certo amanhecer
Depois de uma noite de encantada lua cheia
O dia foi nascendo com uma brisa leve
E gotas do sereno da lua
Fizeram os seus perfumes
Se encontrarem

E as duas inebriadas
Por um instante de tão tortas
Se tocarem
E o encanto se fez

Duas árvores
Calçadas diferentes
Mas unidas
Pelo laço eterno
Que raiz nenhuma
Pode separar

Glórinha Anchieta - GG
19/04/2008
poesias de outono

Foto de Glórinha Gaivota

Tenho pressa de você

Tu não entendes
esse meu descontrole
essa pressa
essa aflição
essa minha fogueira

Mas o tempo me foge

Eu preciso urgente
de chamar sua atenção
de reacender a chama
do seu coração

Não fujas
não se esconda
não disfarce
não jogue água fria
dentro do seu coração

Deixa a vida acontecer
deixa a gente acender a labareda
da nossa paixão

Glórinha Anchieta – GG
Poesias de Outono
21/04/2008

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