Poemas

Foto de Carmen Lúcia

Louca Mente

Loucamente... tentei livrar-me dessa triste sina,
Me equilibrei num fio da esperança incerta,
Com a mente insana, fruto da vida profana,
Que a pressão do mundo oprime e a sociedade aperta.

Loucamente...tentei juntar palavras desconexas,
Dar um sentido a elas e ser compreendida,
Mas o que sai de mim a todos vexa,
Fazendo-me voltar ao ponto de partida.

Loucamente...a mente louca que me foi legada
Traçou o meu perfil, mostrou a minha alma,
Gritou aos quatro cantos:-Quero ser amada!
E um silêncio mudo calou a tresloucada...

Loucamente...transpus as raias da loucura,
Busquei desesperadamente a minha cura,
E entre um delírio e outro, próprios de um ser louco,
Eu transcendi à dor, transgredi as regras e me enlouqueci de amor!

Foto de Dirceu Marcelino

MULHER DE MINHA VIDA

Você me fascina luz de m’inha vida!
Recebeste o gozo de minha paixão,
Apesar de estares tão combalida
E não gozares da mesma emoção.

Foste assim em toda nossa longa lida.
Desde o início agiste com compaixão
Renunciaste enfim a tua própria vida
Dando – nos por inteiro teu coração.

Por tudo, agradeço-te minha querida.
Esforçaste e saíste por pura compaixão
Da beira da morte e recuperaste a vida.

E dá – nos agora alegria e emoção,
De ver – te em pé e andando revivida
Por toda casa, quintal e até no fogão.

Foto de Raiblue

Vídeo-poético-Poema:Nus abismos do olhar...

Produção e poesia by Raiblue

Foto de Maria Flor e Rabiscos

Coloca uma rosa vermelha...

Se passar junto ao mar…
Coloca nele uma rosa vermelha.
.
O mar vai falar de mim…
.
Vai ouvir palavras de amor eterno,
Abrace-o como me abraçavas,
Dança com ele, como dançavas comigo…
.
Dê a magia do teu amor como só você sabe fazer,
Aperte-o juntinho a ti como se fosse eu...
.
Nada mais importa, apenas sinta a minha alma.
.
Olhe o mar de frente, vai ver os meus olhos,
Mergulha nele os teus lábios,
sinta o sabor do meu beijo…
.
Sinta o meu abraço,
no calor da água fria.
.
Coloca uma rosa vermelha,
Se passares junto ao mar…

Maria Flor!

Foto de Maria Flor e Rabiscos

Por aí...

Sou andarilha,
meio perdida - meio encontrada,
percorro ruas e estradas,
pego boleia aqui, e deixo-me ir…
.
Saio mais adiante,
num lugar qualquer, nunca estranho,
afinal o que quero é viajar,
as estrelas que me guiem.
.
O instinto é que suporta meus impulsos,
não tenho bússola nem orientação,
encarno algo…
.
As cidades acolhem-me indiferentes,
pouco me importa, estar lá já me basta,
ficar no meio das multidões.
.
É navegar sem vela, pisar no escuro,
procurar o evidente ou absurdo,
gostar do que encontro ou não,
olhar, acenar, cumprimentar…
tudo, menos em vão!
.
Sou andarilha,
meio perdida - meio encontrada,
vagando a procura do teu amor...
.
Maria Flor!

Foto de Maria Flor e Rabiscos

Eu Vivi...

Viajo na esperança,
abraçada com a vontade,
sem olhar para trás.
.
Sinto desejo de voar,
soprar como o vento,
correr o mundo com a
velocidade do pensamento,
e amarrar a vida em mim.
Possuí-la,
fazer dela a minha loucura
e torná-la escrava do meu querer.
.
Quero ser liberdade,
sol,
transfigurar-me em amor,
ser alma de profundo sentir,
e tornar-me assim inesquecível,
para quando chegar a hora da minha partida,
poder deixar transparecer um tênue sorriso
no meu rosto e dizer:
e
u

v
i
v
i

Foto de Maria Goreti

RASGOS

RASGOS

Rompem-se tramas
sutilmente tecidas
no tear da vida.
Fios soltos
à mostra...
Pouco resta a fazer
senão cerzi-los.

©Maria Goreti Rocha
Vila Velha/ES – 03/10/07

Foto de Marta Peres

Palavras

Palavras

Palavras, não as encontro!
Procuro palavras que descrevam meus sentimentos,
Não encontro, sumiram, diluíram no ar, derreteram,
Foram embora e me deixaram à deriva da vida,
Não moram mais comigo e não me querem.

Sinto amarga a boca, nó na garganta,
Meu mundo desmoronou, acabou tudo
Fiquei presa no meu sono profundo,
pesadelos e lágrimas, dor aguda que dói.

Medo, apenas medo eu sinto, mãos tremulas
E suadas, movimentos travados, sorriso murcho
Sem jeito, vazio que perdeu o frescor.

Não posso falar, não consigo e nada digo
Por não poder, tudo é escuro e palavras
Escorrem pelos meus dedos, escapam das mãos,
Não vejo mais a lua nem tenho o sol.

Marta Peres

Foto de Marta Peres

Leitura

Leitura

Ando com os olhos cansados
Das leituras dos jornais,
Infectam mentes esclarecidas
Ou não, deixam olhos sem esperança!

Vejo as águas do rio correndo para o mar,
Flores que crescem no jardim, matas
campinas e nas pedras das montanhas,
O céu azul e o verde das árvores e relvas
E samambaias da varanda, a renovação
Das montanhas.

De nada vale leituras sarcásticas!
Perco tempo deixando de ouvir o cantar dos
Pássaros, notícias que os pombos nos trazem,
O vôo das andorinhas, anúncio em folhas verdes
Das minhas mangueiras.

Não quero informações perniciosas,
Pervertidas e mentirosas,
Cansei-me de notícias enganosas!

Marta Peres

Foto de Marta Peres

Destino

Destino

Esqueceste das juras que fizemos,
Falas de carinho e eterno amor.
Hoje no silêncio choro o que tivemos,
só me resta o ódio e o rancor.

Fujo de ti, de ti me separo,
Meu coração é só mágoa e dor
Na vida não tenho mais amparo
Morreu a esperança aberta em flor.

A certeza triste se define!
Rasgo de vez retratos, rasgo o véu
Na ânsia do choro o peito me comprime.

Não culpo a sorte, nem o céu!
A vida tem coisas que não se redime
Nem tudo pode ter sabor de mel!

Marta Peres

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