Poemas

Foto de Raiblue

Ecos da saudade...

Tambores
Ecoam
Na alma
Origem perdida
Num tempo
Passado
Presente
No fundo
Da íris
Ressoam
Cantos
Em cada
Canto
De mim
Meu sangue
Meu povo
Esquecido
No calabouço
Da história...
Memórias
Sons da saudade
Que rola
Na face...
Cheiro das águas
Das terras
Da minha gente
Do outro lado do mundo
Mas tão presente...
.

(Raiblue)

(PELO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA)

Foto de Sonia Delsin

TODO MEU AMOR

TODO MEU AMOR

Você jogou fora todo o meu amor.
Simplesmente desprezou o que eu ofertava.
Ignorou a rosa que eu lhe entregava.
A poesia mais bonita onde de meu amor eu contava.
Você simplesmente da minha vida se afastou.
O que levou?
Não sei.
Não leio mais seu olhar.
Não consigo mais nele acreditar.

Foto de Sirlei Passolongo

A Cor do Pecado - Dia de Consciência

Qual a cor do pecado?

Me roubaram a liberdade
Tomaram posse da minha alma
Me fizeram
rezar outros credos
abandonar minhas canções.

Trocaram o meu nome
Poluíram minha cultura
Criaram mitos malditos
De que minha crença
Era bruxaria e feitiço...

Mas a crença dos brancos
Poderia me salvar do inferno
E me mostrar o paraíso
Um lugar de escolhidos...
E me jogaram num tumbeiro
Conheci o inferno e o lixo.

Perdi pai, mãe, filhos
irmãos e companheiros
Para conhecer o tal céu
Pra libertar minha alma
Onde esteve esse Deus dos brancos?
Meu povo morreu no mar
Na terra, na guerra, no canavial
No chicote, de doenças
No tronco e corrente
Da sorte de todo mal.

Mas não me responderam
E o pecado tem cor?

(Sirlei L. Passolongo)
às 16 hrs: 54 / 20/11/07

Foto de ivaneti

Cicatrizes " Escravidão "

Cicatrizes
(Ivaneti Nogueira)

Em meu corpo ainda trago as cicatrizes do passado
Em que naquele tempo a dor estava presente
Um tronco, um preso e o pé acorrentado
Chorava, gritava, gemia e a justiça era ausente!

Na vida... Fome, sede e frio foi o que passei
Por amor enlouqueci! Cheguei a pensar que ia morrer!
Me apaixonei! Embriagado no desejo eu me entreguei
Vi meu mundo cair e minhas lágrimas a correr

Em meu destino não tenho esperança, vejo escravidão!
Fui marcado a ferro! Escravo do amor e do preconceito!
No coração fiquei sozinho chorando junto a solidão!

Ainda recordo, tristemente... A cada sol que nascia
Meus dentes eram forçados a sorrir. Á noite a lua me vestia!
Hoje, ainda cansado, carrego nas mãos a carta de alforria!

Foto de Paulo Gondim

A figura - (Cordel)

A FIGURA - Cordel
Paulo Gondim
02/04/2007

Tomei um sopapo no meio do peito
Senti o efeito daquela pancada
Caí meio tonto, naquela calçada
Que fica na rua, do lado direito
Tentei levantar, mas não teve jeito
O mundo rodou e fiquei mesmo lá
A dor que senti nem dar pra contar
Deitado fiquei à beira da praça
O povo da rua achava era graça
Da pobre figura que fui me tornar

Um "filho de Deus" esboçou piedade
Me deu um remédio, pra dor na cachola
Passou um sujeito e me deu uma esmola
Pensando que ia fazer caridade
Porém sem saber qual era a verdade
Mas logo saiu e eu fiquei lá
Perdido, esquecido, naquele lugar
Um outro passou e de mim fez piada
Os outros, ali, só deram risada
Da pobre figura que fui me tornar

O tempo correu, a tarde chegou
E quase ninguém olhava pra mim
Ninguém perguntava de onde é que vim
E pouco importava pra onde é que eu vou
O que ocorrera e como é que estou
Então acordei e me pus a pensar
Como foi que cheguei naquele lugar
Se nem eu sabia o que me ocorreu
Se nem o sopapo eu sei quem me deu
Só sei da figura que fui me tornar

Mas essa figura tão rude e tão feia
Ergueu a cabeça, se pôs a olhar
O povo passando pra lá e pra cá
Calado, sisudo, com cara de "meia"
Se ali tinha vida ou se a vida era alheia
Pensei cá comigo: vou me levantar
Vai ser “uma briga”, mas eu vou tentar
Um pé para frente, um outro pra cima
Bati na parede e no poste da esquina
Mas essa figura de pé vai ficar

A tarde findou e a noite se fez
E eu já de pé, para rua andei
No meio da praça, num banco sentei
Mais uma esmola me deram outra vez
Eu não entendi, porém fui cortês
E o povo passava pra lá e pra cá
Algumas pessoas ficavam a me olhar
Eu desconfiado, sem saber por que
Ai percebi e fui também ver
A pobre figura que fui me tornar

Da praça, eu sai com a minha tristeza
Andei pelas ruas, no meu desalinho
Vereda ou picada pra mim foi caminho
Na minha viagem de pura incerteza
A noite avançada me trouxe fraqueza
Porém, mesmo assim, não parei de andar
Sem destino certo e aonde chegar
Levando comigo as dores do mundo
Tão fraco, tão feio, igual moribundo
Essa pobre figura que fui me tornar

Eu dormi um sono, num canto qualquer
E só acordei com o clarão do dia
Rezei um “Pai nosso”, uma “Ave Maria”
Acendi logo um fogo e fiz um café
O sol clareou e eu já de pé
Saí apressado, me pus a andar
Com a leve certeza de que vou chegar
Num porto seguro, tão certo pra mim
Que me dê guarida e que possa enfim
Sair da figura que fui me tornar

E por todos caminhos, por onde passei
Tristezas vivi, não vi alegria
Vi pouca coragem, mas vi covardia
Amor, compaixão eu não encontrei
Porém, mesmo assim, aqui eu cheguei
De volta pra terra, que é meu lugar
Daqui eu não saio, aqui vou ficar
Mostrar para o mundo o fim da amargura
O renascimento dessa criatura
E a NOVA FIGURA que vai se tornar!

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Publicado no Recanto das Letras em 05/04/2007
Código do texto: T438374

Foto de Maria Flor e Rabiscos

Beleza Negra...

Minha dor
é ver que foges
e saber que te pareço
ser uma amiga distante
e nunca um recomeço.

Nossos sangues não se encontram
não se fundem em torrente,
não sentirmos nossos gostos
foi não plantar a semente.

Tenha sempre contigo,
em teu mais suave pensamento
que sempre e em todo
momento estarei aqui.

Tua forte beleza negra
em minha pele tão alva,
é desejo que não consigo
é poesia que não completo...

Foto de CarmenCecilia

UM AMOR COMO O TEU

UM AMOR COMO O TEU

Um amor como o teu
Onde se escreveu?
No momento....
Em cada movimento...
Em que mesclamos sentimentos?

Um amor como o teu
Onde se inspirou
E onde buscou
Tanto suspiro meu...

Um amor como o teu
De tantas facetas
Que tu me mostras
E me demonstras

Um amor como o teu
Onde será que se escondeu
Esse amor que me acendeu
Arrebatou-me e ensandeceu-me

Você é meu hoje
Mas tu foges
Estou aqui a procura de ti
Até agora em letargo
Mas agora de ti não largo...

Meu abrigo
Meu amigo
Sossego e desassossego
Que me toma por inteiro...

Ah! você...
Meu gosto...meu tato
Meu cheiro...Todos os sentidos
Você meu roteiro
Quero sim...um amor como o teu!

Carmen Cecilia

Foto de Dirceu Marcelino

AMIGO! VOCÊ TEM PRECONCEITO?

Não sei porque encontro grande dificuldade
De discorrer sobre este tema espinhoso!
Já tentei em outra horas, que complexidade!
Talvez, seja por seu passado horroroso.

Peço a Deus, que me ajude falar verdade.
Lembro-me outra vez do amigo maravilhoso,
Que a poucos dias passou para a eternidade.
De José Ailton Ribeiro, Homem fabuloso,

Ah! Como é boa e bela a sinceridade!
Ela tras a luz e de modo consciencioso,
Retira do inconsciente e com espontaneidade

As marcas de um preconceito vergonhoso
Lá introduzida aos poucos desde a antigüidade:
_”Chego a conclusão: Não tenho”! E você... ?

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