Poemas

Foto de ivaneti

Eu e Você!

Somos assim!
Eu...
E você!
Meu pergaminho enrolado nos nossos lençois...
Enrolado nesta cama fria, temperada
Separada pela sombra de um passado
E pelo presente destas noites em que nós,
Em alma procurando uma saida,
Sofrida, triste e sem luz
Vagamos pelas ruas escuras e desertas da vida
Transformando sobre a eclipse seres humanos em escravos
Pois o amor está ausente
É um reflexo de um espelho de uma outra vida
Onde os perfumes eram uma mistura de vários aromas
Trazidos de uma viagem profunda...
Mudando os sentidos.
Hoje,
Quando meus olhos te encontram meio a estas lágrimas,
Sinto o toque de suas mãos ao encontro do meu corpo
De uma alma adormecida que só o seu amor pode fazer reagir
Minhas expressões estão presas em um outro mundo
Sinto um frio...
Não sei se vem da noite
Ou se vem de dentro...
Daquele amor que o tempo não trouxe,
Desta vida...
De duas vidas...
A minha...
A sua...
E uma linda história de um amor
Que ultrapassaria todas as dimensões.
Mas neste plano físico
Eu não consigo acordar
Nem consigo despertar
No seu coração
Este amor imortal...

Autor: ivaneti

Foto de Ednaschneider

Mosaico

Eu era vazia
Triste e sombria
Minha tristeza eu demonstrava em minha poesia
E hoje eu sinto que meu mundo é alegria...

Sinto por ti tanto amor
Minha vida antes cinza agora tem cor
Vejo mais beleza em cada flor
Da paixão sinto o sabor
E eu estou ao seu dispor.

Eu caçador de mim
Buscando em teus olhos a minha vida
E vendo a imagem refletida
Em tanto amor assim
Que sai de ti.

Estou colhendo os fragmentos
De nossa conversa
E fazendo tal qual um mosaico
Neste momento,
Poema feito de prosa
Feitos em arial itálico.

Cada palavra é uma pétala da rosa surgida
Cada rosa é uma palavra do jardim
Cada jardim é um texto da vida
Em cada texto você está aqui, em mim.

Criamos tantos jardins neste mundo aberto
Que a solidão que estava tão perto
Resolveu tomar um rumo certo
Não suportou nosso amor, foi para o deserto.

Joana Darc Brasil*
08/10/07
*Direitos Reservados.

Foto de Ronita Rodrigues de Toledo

Tarde demais

Se o tempo retrocedesse
Para aquela tarde de verão
Quando em meio a multidão
Tão solitário o avistei...

Se aquela tarde voltasse...
Fosse somente um segundo,
Juro, não exitaria
E olhando em seus olhos
Meu amor confessaria.

Se tivesse dois segundos
Segurava sua mão
E ao seu lado andaria
Sem pensar na solidão.

Se eu pudesse voltar o tempo
Para ao menos lhe explicar
Porque o amor se calou
E a razão pela qual
O destino nos separou...

Se o tempo retrocedesse
Para os segundos daquele dia
Quando pensei te-lo encontrado,
Já era tarde, te perdia...

Ah! se eu soubesse
Que nunca mais o veria...
Que após aquela tarde
Um anjo então se tornaria.

Ah! se eu soubesse...

Ronita Marinho
Registro BN

Foto de Ronita Rodrigues de Toledo

Naufrágio

A distância inóspita e hostíl
Que vive as margens do tempo,
Lançou minha esperança ao vento
E como um náufrago ao léu
Eu chorei e naufraguei.

Naufraguei como uma barca vazia
Levada pelo vento,
Sem âncoras nem garras,
Sem amarras.
Sem varais nem mastro,
Sem rastro.

Só você no pensamento...

Quando o mar,
Chicoteando os corais de um atol
Lançou-me sobre a area branca
Incendiada pelo sol
Que acolheu-me.

Sobreviví...

Hoje volto,
Supondo então encontrar-te
E ao olhar em teus olhos
ver submerso a história de um passado,
Quando juntos navegamos
No mais calmo dos oceanos.

Mas... ao reve-lo,
Pude ver em sua alma
O desejo que sobreviveu,
A indagar por que não sou sua
E por que não és meu...

Ronita Marinho
Registro BN

Foto de angela lugo

Perdida na saudade

Caminhei por estradas contrárias
Dentro delas me perdi
Via o sol bater em mim
Quente assolando meu pensamento
Não conseguia ver além
Dos meus próprios pés
Que um atrás do outro
Nem pegadas deixavam
O vento corria forte
Apagando-as...
E cada passo que dava
Mais me perdia na estrada
E, ela parecia não ter fim
Não adiantava olhar para trás
Lá nada tinha para lembrar
Amores que se perderam
Na poeira da recordação
Sinto-me sozinha...
Eu e o sol quente
Vez ou outra uma brisa fria
Que faz o meu rosto aparecer
Dentro de um nevoeiro
Que mais parece carvoeiro
Escurecendo assim como a noite
Que chega sempre aplacando
Uma dor intensa no meu peito
Da saudade que bate lentamente
Das estradas floridas
Pelas quais caminhei no passado
Quando era feliz e não sabia
Não dei valor ao meu amor
Aquele que floriu meus dias
Minha vida que era cheia de alegria
Agora só me resta a recordação
Que vai comigo no coração
Seja onde for...
Ou até que encontre outro amor
Assim vou caminhando
Perdida na saudade de uma vida
Que ficou no passado

Foto de Hisalena

Estupidamente só!

Estupidamente Só...!

Já alguma vez te sentiste estupidamente só?
Como se andasses vazio no meio da imensidão,
como se fosses pedra polida de uma mó,
como se não fosses ninguém no meio da multidão?

Já alguma vez te sentiste estupidamente só?
como se vivesses fechado dentro de uma caixa,
como se apenas inspirasses tristeza e dó,
como se fosses o servo que apenas se rebaixa?

Já alguma vez te sentiste estupidamente só?
Como se não importasse aquilo que já viveste,
como se fosses amarra que desfez o nó,
como se fosses o resto daquilo que perdeste?

Já alguma vez te sentiste estupidamente só?
Já alguma vez te sentiste estupidamente triste?

Não? Pois eu sinto-me exactamente assim,
estupidamente só e estupidamente triste,
como se não houvesse mais nada dentro de mim,
como se passasse ao lado de tudo o que existe.

Não? Pois eu digo-te exactamente qual é a sensação
estúpida de estar perdido no meio do vazio:
é como se fossemos uma cicatriz no coração,
é como se fossemos leito onde não corre um rio.

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"AMOR DE VERÃO"

AMOR DE VERÃO

Restos de verão...
No calor do teu olhar...
Vislumbre de paixão...
No ato de te amar!!!

Cheiro de amor...
Da saudade de lembrar...
Das tardes de calor...
Do chopp a beira mar!!!

Linda e esguia com seu corpo a me enfeitiçar...
Na calçada da minha vida ela veio desfilar...
Que pena que o verão ao outono deu se lugar...
E a adorável menina linda, só no verão vou reencontrar!!!

Foto de SantaPedra

Mulher

Corpo temperado,
Molhado de meiguice,
Braços abertos à esperança
De um regaço que enfeitice.
Mas o homem é cruel!
Não sente a sua vontade,
Deixa-a abandonada no leito,
Homem daninho!
Mulher sensível
Que espera o toque da vida,
Numa esperança estendida
Sobre um corpo entristecido.

Foto de Dennel

Dúvidas

Por que sou cobrado a todo instante
A apresentar as minhas razões
A elucidar os mistérios
Descrevendo sensações?

Por que sou esquecido novamente
Se tudo fiz para ser lembrado
Se quando você precisou
Encontrava-me do seu lado?

Por que sou envolvido loucamente
Quando pretendo esquecer
Dos momentos incertos
E penosos do meu viver?

Por que tenho que oferecer
Momentos preciosos, lindos
Se não terei o retorno
Nos dias vindouros, infindos?

Por que sou indagado
Violentamente advertido
A lembrar dos dias passados
Em que estávamos irmanados, unidos?

Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved

Foto de Dennel

Narureza em lágrimas

Choram os olhos
Pigarreia a garganta
Fogo na mata

Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved

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