Poemas

Foto de Jhessyca Lima

Vem...

Anda.
Vem me dar um abraço,
fazer um carinho...
Não fiques assim,
olhando para mim
como se eu fosse
uma criança indefesa,
pois o meu amor
já não é mais o segredo
da caixinha de surpresa
que você tanto teme abrir...
Vem,
eu não te peço muito.
Não te peço que me ames...
Quero apenas tocar o teu rosto,
sentir tua tez
na ponta dos meus dedos,
quero apenas um pouco do teu calor.
E do teu silêncio
que me diz mais que as tuas próprias palavras...

Foto de elcio josé de moraes

O QUANTO EU TE AMO

Quero te amar,

Amar assim, tão docemente

E sentir teu corpo quente,

E me afogar nos teus desejos.

E no delírio da paixão,

Deixar pulsar meu coração,

Nesta loucura dos teus beijos.

Escrito por ELCIO J.MORAES

Foto de Te_shi

QUERO MORRER

Quero morrer...
Para me livrar da dor,
Para me livrar de mim
Para te ver...sem mim...
De longe te olhar,
E ver promessas quebradas
E ver se depressa me esquecias,
Ou se a dor te consumia,
Como a mim me torna inseguro
Do teu amor
Quero morrer...
E encontrar a felicidade verdadeira
Pois esta é incerta e não me alimenta
Quero morrer...
Para parar e não dar tristezas...
Para que a vida não me transforme
E para o tempo parar...
Onde eu já fui feliz...

Foto de Cecília Santos

MINH'ALMA

MINH'ALMA
#
#
#
Eis me aqui.
Entregue ao sabor do vento.
Que desnuda-me a alma.
Que beija-me as feridas.
Tornando-as só cicatrizes.
E aqui prostrada, fico a mercê
Das suas carícias.
Que inebriam-me,
Que fazem-me desejar.
Que essa brisa, não cesse.
Que os meus sonhos alcancem,
Onde eu não posso alcançar.
Onde andas oh! minh'alma gêmea!
Minh'alma despida de pudores, te espera.
Anseia pelo seu afago.
Pelo seu abraço em fim,
Alma peregrina, que busca.
No sopro do vento, sua metade encontrar.
Metades que se completam.
Que fundem-se em uma só.
Que riem, o mesmo riso,
E choram, os mesmos ais.
E que se abraçam por fim!

Direitos reservados*
Cecília-SP/06/2007*

Foto de angela lugo

Imaginação

Posso te imaginar na luz da minha existência
Sentir tua presença a inebriar minha alma
Sentir a fragrância do teu perfume
Escutar o palpitar distante de um coração
Posso sentir o som das lágrimas caindo
Escutar passos que vem em minha direção
Mas que nunca me alcançam...
Se correr ou se andar apenas ouço os teus passos
A me acompanhar durante o meu trajeto pela vida
É como se estivéssemos lado a lado no mesmo universo
Abro e fecho os olhos na esperança de te ver
Procuro-te em todas as direções e nada de ver você
Pergunto-me porque existe esta sensação de tê-lo
É como magia que vem preencher este meu vazio
Por mais que não te encontre pelas quebradas da vida
Vou andando pelas metades até que te encontre
E você seja a parte que me completa por inteiro
Enquanto não te encontro vou te imaginando na mente
E te alcançando em meus sonhos levemente

Foto de Magroalmeida

Por Você

POR VOCÊ

Como disse o poeta Cazuza:
“Por você eu dançaria tango no teto”
“Eu limparia os trilhos do metrô”
“Eu iria a pé do Rio a Salvador”

É, mas como eu não sou poeta
Não sei dançar tango
Não trabalho no metrô
E não tenho tempo para fazer caminhadas...
pensei em realizar coisas mais “viáveis”.
E assim, decidi que por você:

Eu iria ao infinito buscar estrelas para te presentear...
Eu guardaria a lua para iluminar todas as suas noites...
Eu mandaria o sol aquecer o teu corpo todas as manhãs...
Eu traria o arco-íris para fazer morada na tua janela...
Eu determinaria aos pássaros que cantassem diariamente pra você...
Eu construiria uma ponte para te levar até o céu...
Eu chamaria uma fada para transformar o seu mundo
num jardim florido e perfumado...
Eu diria ao vento que mandasse brisas permanentes
para refrescar o teu corpo...

E por fim, querida,
Eu pediria a Deus
que nunca ofuscasse o brilho do teu olhar.
Pediria a ELE que mantivesse
tua alma sempre iluminada e o meu
coração sempre apaixonado por você.

Out/2005
Magno R Almeida

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RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS
Obra registrada na Biblioteca Nacional
e protegida pela Lei 9610 de 19/02/1998
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Foto de Lou Poulit

A ARTE É UM CAMINHO

A arte é um caminho. Para muitos, pode ser um caminho apenas de prazer, um entretenimento. E de fato é muito prazeiroso fazer arte, mas esse caráter estará sempre na razão direta da pretensão e do grau de envolvimento, e portanto, do caráter do artista. A partir do momento em que ele estabelecer objetivos específicos para si e para a sua arte, havendo um envolvimento consistente, tais objetivos poderão se tornar uma prioridade cada vez maior. Até mesmo chegar a um estágio no qual o prazer, associado a um resultado ainda não atingido, seja uma simples expectativa, porém capaz de esvaziar o prazer comezinho de fazer arte.

Colocada dessa forma, a idéia pode parecer antipática para muitas pessoas. Porém é necessário levar em conta um aspecto irrecusável: Na arte, como em outros campos da vida, pode ser muito importante o mérito da autoria. Ou seja, pode ser imprescindível que nos sintamos no pleno direito de considerar determinado resultado como nosso, fruto do nosso esforço e discernimento, do nosso talento pessoal, produto autêntico da nossa alma, principal referência de auto-identificação.

Outros fatores sempre concorrem para que um resultado se concretize, mas não se completariam sem as escolhas, ainda que intuitivas, feitas pelo autor no decorrer do processo. Para um autor lúcido do que faz, que se empenhe em dominar uma técnica, por que motivo estabeleceria um objetivo a ser determinado à sua revelia? Se alguém assume um objetivo para si, qualquer que seja o seu grau de envolvimento ele fará parte de um grupo majoritário de pessoas, não sofrerá sérios enfrentamentos, e não se importará muito com prazeres secundários (nem com o julgamento que façam a respeito disso). Então lhe será natural a associação da satisfação ao atingimento do seu objetivo, o esmero nos meios que utiliza e, afinal, a auto-exigência do mérito da autoria. Embora, para um autêntico artista, de corpo e alma, não seja tão simples assim.

O que um caminho tem de mais importante, seria a conquista final? Ou o somatório das muitas pequenas conquistas secundárias? A resposta mais evidente (ambas as coisas) é a mais difícil de ser realizada. Entretanto, em se tratando de arte, de certa forma é quase sempre o que acaba acontecendo. Explicando, em arte, os grandes objetivos importam em longos percursos da alma do artista, o rumo se desloca várias vezes durante o trajeto e perde-se o sentido de atingir exatamente o ponto almejado no início, já que surgem outros, alternativos e igualmente sedutores, no imenso horizonte das concepções. Quanto às conquistas secundárias, são na verdade o dia-a-dia do artista, seu verdadeiro prazer. É como disse uma vez Pablo Picasso: “O artista não pode esgotar completamente sua pintura. No dia em que isso acontecer, morrerão o artista e a sua arte”.

Vendo-se assim, o artista mais se assemelha a um livre peregrino, de túnica, sandálias, bastão e alforge, do que a um cruzado conquistador, que precisa suportar o peso enorme das suas armas, prisioneiro da própria armadura e das riquezas que seu ego exigiu para si. Enquanto o cruzado produz destruição e pilhagem pelo caminho, o artista cria, recria e se doa. E isso ocorre pela sedução do espírito da arte, que languidamente se oferece como miragem de rumos novos, para que possa exercer seu papel no mundo. A arte é um caminho diferente de outros tantos caminhos. Porque não existe um lugar em que deva chegar, a não ser o indevassável âmago dos seus admiradores. E ainda que aí venha a chegar, decerto não se conformará em ser essência, concentrada e contida, em um diminuto vidrinho arrolhado.

Sou apenas um obscuro ser vivente, condicionado às vicissitudes e limitações humanas, mas tenho uma suspeita quase palpável: minha alma de artista assegura, com um sorriso seguro e atemporal, mais que angélico e menos que demoníaco, que a arte nunca se conformou em ser expressa e arrolhada em uma medida de capital.

Foto de elcio josé de moraes

PORTA FECHADA

É! agora não adianta mais se lamentar!

O que era já se foi! e voce não soube dar valor.

Não adianta mais ficar pedindo pra voltar,

Tudo acabou! Já não existe mais aquele amor!

Quando se tem! A gente tem que cuidar!

E cultivar com muito carinho e paixão.

Mas voce, com desdém, quiz se aventurar,

E o que lhe restou, foi só dor e solidão.

Agora, a porta já se fechou, não abre mais.

Nem adianta mais bater, não abre mais não!

Não se abre e fecha a porta de um coração.

Quando ela se abre, é por uma única vez

E ai fica escancarada para vivenciar um grande amor.

Mas quando se fecha, ela se trava de vez com a dor...

Escrito por elciomoraes

Foto de Sonia Delsin

NO SILÊNCIO...TE ENCONTRO

NO SILÊNCIO...TE ENCONTRO

No silêncio tua ausência vira presença.
Crio o cenário...
Nós dois recostados num banco que está dependurado numa frondosa árvore.
Meus cabelos tu tranças colocando flores e a cada flor que coloca um beijo deposita.
Minha boca levemente procura como se borboleta fosses.
Eu fico me deliciando.
Continuas me beijando...me abraçando.
A árvore é linda.
As flores são cor-de-rosa e o chão à nossa frente está forrado delas.
É um verdadeiro tapete.
Num determinado momento me pegas no colo.
Me colocas sobre este tapete rosa e começas a me despir.
Lentamente.
A cada peça que retiras me beijas.
Tuas mãos elétricas caminham no meu corpo e eu me delicio.
Eu rio.
Sou a mais feliz das mulheres deste mundo.
Tuas mãos vão correndo.
Me explorando.
Me tocando.
Abro os olhos.
O silêncio continua.
Mas tua ausência chega a doer no meu peito.
Me ajeito.
Levanto. Comigo mesma entro em confronto.
Caminho em busca do tapete rosa e não o encontro.

Foto de Maiakovsky

Corpo de Nuvens

Em meu leito minha querida:
teu corpo de nuvens,
tua inavasão torrencial.
Em monumentos de luz:
teu cobertor de verão,
teus céus de primavera,
as aves de tua pele.

Vez por outra, me deparo,
visto-me de teu beijo,
tua chuva, teu canto de silêncio.
Em minha pátria minha querida:
calotas onde moram vértices,
rosa-dos-ventos de teu corpo.

Minhas pernas em tuas pernas:
confusão das línguas de Babel,
ruidosas flautas, colunas romanas.
Cachos áureos de teu rosto,
toda perspectiva incontrolável,
toda folia de teus abraços.

Em minha noite querida minha:
tua aurora possante,
teus polos, teus magnetos,
o chão estrelado de teu colo.

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