Poemas

Foto de Jósley D Mattos

chagas

A sombra enxuga os rios
secam ao sal das lamurias
turvo, hibrido das cores...
O cimento violenta o verde
violetas, cinzas do jardim
aço a fio corte cega iris que ti vê
emissário da polvora,
pavorosa paz de não ser
Assombra, expurga o Rio
seco de morrer...
Cercam ao sol, sem muralhas
exsuda, sequestra, estuga a vida
no vermelho sem por quês...
No sal mar que, afogo doce lentas lágrimas...
universo de espera nos canteiros do silêncio...lápides quando há...
Pois o ocaso achado numa bala perdida é o averso que não era
Um verso a quem não sei
um pouco de amanhã
um púcaro de quimera.

Foto de Adriano Saraiva

Calabouço Encantado

Não são as paredes que me prendem
È a fome insaciável de ti
Que acorrenta minha vontade
Um querer interminável
Que se alimenta de uma energia mítica e voraz

A magia está solta
Hipnose profana
Tua voz , teu cheiro...

Mesmerize-me!!!!

Chega de paliativos inconvenientes
Com tudo o que há no universo
Vamos liberar a luz que existe em nós
Canalizar a força de um amor verdadeiro
Subir um degrau na escala da evolução
Provar a fagulha divina num êxtase mútuo
Abrir as portas do céu e conhecer os mistérios da vida

Foto de KarlaBardanza

Sintaxe do Amor

A sintaxe que me perdoe,
mas você só tem predicado.
É o meu sujeito indeterminado.
E antes que você voe,
quero ser o seu verbo de ligação.
Na minha imaginação,
teu gênero é plural.
Não faz mal,
ser o seu objeto indireto.
Estou perto
do meu advérbio de intensidade.
E antes que seja tarde,
me arde, me invade.
Seja meu complemento verbal.
Estou numa total reação em cadeia,
caia na minha teia,
te analiso.
Adoro todas as partes do discurso...
Neste percurso, sou teu adjunto adnominal.
É normal te acompanhar.
Sou tua locução prepositiva.
Venha, me incentiva...
Preciso nos estudar.
Karla Bardanza

Foto de Carmen Lúcia

Segundo Concurso Literário-2007 Tema:Esperar...Até quando?"Viaduto"(In memorian)

Nível divisório (e ilusório) entre dois mundos,
Que não se encontram, mesmo perto, sempre juntos,
Realidades paralelas, não se cruzam, se recusam,
A apoteose e o apocalipse, a discrepância, a discordância.

Em cima o sol, a passarela, a vida bela,
Poder sonhar, a ostentação, a ambição.
Embaixo a escória, restos de vida, degradação,
O submundo, o escracho, a solidão.

No alto, a vida indo ao encontro do sucesso;
Debaixo... escorrendo ao retrocesso.
Passa o burguês, indiferente à desigualdade,
E indiferente, o indigente...o que perdeu a identidade.

Muitos despencam lá de cima, lá do luxo,
Feitos suicidas,os "kamikases"a detonar o desamor...
Sombras que assombram, que retratam o prolixo,
São bichos-homens, vira-latas, degustam lixo.

E permanece lá em cima, a indiferença.
Todo o glamour, a arrogância, a burguesia,
E os maltrapilhos, recolhidos, embevecidos,
Com os out doors, os pisca-piscas...Zombaria!

Até quando esse cenário revoltante?
Só se aproximam pra tirar fotografias,
Virar manchete nas colunas de jornais,
Tão cordiais com tais problemas sociais!
E as soluções? Ora, quanta hipocrisia!

Quando acolhido pelo abraço maternal
E acarinhado pela morte, o indigente,
Seu corpo jaz, caído ao chão, sobre um jornal,
Do pedestal (aí se cruzam), a sociedade
Vem dissecá-lo para o bem da Humanidade.

Foto de KarlaBardanza

Amor em Poesia

Te trago uma sinfonia de borboletas.
Violetas e margaridas
para curar suas feridas,
jasmim pra perfumar teu jardim,
palmas pra iluminar sua alma.
Te trago a leveza das bolhas de sabão,
uma oração e toda a paz e toda a calma.
Te trago luas para enfeitar os cabelos,
cometas para viajar pelas espumas,
estrelas do mar e cavalos-marinhos,
um caminho de sereias e desejo pelas veias.
Te trago transcendência e superação,
um coração calejado, tranquilidade...
e transformação.
Te trago minhas asas,os meus vôos,
os meus aviões,os meus ninhos...
e te ensino a voar,
e te ensino a ser passarinho.
Te trago uma cama de nuvens,
os travesseiros de céu,
colchas de alecrim.
Te trago pra mim.
Te trago sonhos em taças,
entrega que não passa,
uma vida inteira de feitiço e magia.
Te trago Vênus charmosa à noite
e Marte poderoso de dia.
Te trago, vida minha,
todo o meu amor em poesia.

Karla Bardanza
Publicado no Recanto das Letras em 04/06/2007
Código do texto: T513925

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Foto de Remisson Aniceto

Insurrecto

Misérrima
vida de favela
que vivi!
Desvalida
vida ávida,
desprovida.
Vida sem brios,
sob pontes,
sobre rios...
Vi-a vil,
hostil,
dividida.
Quisera vê-la
à luz de velas,
baixelas...
Ah! Vida vil,
vil vida.
Viu vida mais vil?
Viu?
Ó Orco!
Ao me vires,
vil verme,
ousarei vê-la
in extremis
à luz de velas!

Foto de Carmen Lúcia

Segundo Concurso Literário-2007(Tema:Lágrimas)"As três lágrimas"

Eu chorei...
Não pude controlar a emoção,
Era o esplendor,a vida,a dança...
Eram teus dedos dedilhando ao piano...
Eram meus pés valsando nossos planos.

Eu chorei...
Deixei extravasar o meu amor,
Na flor marcada por um beijo meu,
Que te ofertei e me ofertei...que se perdeu...

Eu chorei...
Quando valsava e vi a mesma flor
Que não trazia mais nenhum frescor,
Sobre um piano que não era teu,
Que não tocava mais nossa canção
Que ainda ouvia o meu coração.

Foto de Remisson Aniceto

Ave

Ontem, vi um pássaro no estertor da morte.
As asas não içavam o frágil corpo.
Das pernas _ finos gravetos _ esvaía a firmeza.
Peguei-o e não o senti: já não havia
movimentos, apenas tentativas internas.
E eu, que sempre, tantas vezes,
desejei alçar vôo como as aves
e desfrutar da liberdade da altura,
senti-me inútil...
Aquele pequenino ser, naquele momento
quisera sê-lo para transpor
as barreiras da liberdade.

Foto de Remisson Aniceto

Estrela

Minha amada,
tu és como as estrelas,
seixos soltos no espaço,
fragmentos pentangulares brilhantes
vagalumeando minhas retinas.
Minha flor,
tu és como as estrelas,
vagas, distantes, quase inatingíveis,
mas reais!
Minha rosa,
tu és como as estrelas,
pingentes de ouro
no colar de safiras do céu.
És como pluma,
algodão que o vento leva.
Meu anjo,
tu és como as estrelas,
sonho meu de ser
o sol, a lua, o céu...

Foto de Remisson Aniceto

Despedida

Já vou, Lídia, que de ti tão farto,
o remédio que encontro é a partida.
De tudo o que me deste e te dei na vida
nos esqueçamos: os laços da união agora parto.

Votei a ti doirados anos, Lídia,
a pretexto de fugir do triste ermo.
Na adoração que te nutri puseste termo,
travando os teus dias na perfídia.

Adeus, Lídia! Não te voltes na esquina.
Sê feliz! De ti não guardo rancor.
Mais vale a gozar um falso amor
seguir na vida pranteando a sina.

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