Poemas

Foto de angela lugo

Recordando

Noite clara enluarada
Céu límpido como diamante
Traz recordação emocionada
Ecos de uma vida brilhante

Que agora jaz adormecido
Em covas rasas céu aberto
Diante do olhar estarrecido
De dia passado e encoberto

Escondendo verdades no peito
Recordando horas de encanto
No coração guarda lembrança

No pensamento muito respeito
Na alma resta mesmo o canto
Saudade diante dos olhos dança

Foto de LordRocha®

Sonhei...

Essa noite tive um sonho;
Sonhei que tudo era perfeito;
O sol brilhava com sua majestade;
O céu tinha um azul puro, imaculado;
O mar mantinha-se em movimento;
Apenas para produzir ondas suaves;
A brisa era suave, com o som das águas;
Não existia poluição sonora, nem visual;
Apenas horizontes naturais e impecáveis;
Vi crianças a brincar e sorrir;
Adultos a dançar em harmonia;
Anciães a caminhar como anjos;
Não existia fome, miséria, doenças...
Não existiam ambições, desigualdades...
Tudo tinha um equilíbrio natural;
A terra exalava o cheiro do orvalho;
Pássaros voavam e cantavam como nunca;
Não existia presa ou predador, só vida;
Acordei, percebi que tinha tido o sono dos anjos;
E isso tinha se dado pelo fato de você estar ali;
Sentia seu corpo no meu, então tive a certeza;
Que nem tudo estava perdido, o sonho tinha acabado;
Mas você estava ali, podia sentir isso, ainda sinto.

Foto de Remisson Aniceto

Os dançarinos

Melancólica e sonolenta, eis a Lua,
Flutuando sobre as águas do oceano.
Alheio a tudo, imerso na noite e no mundo
Meu pensar também vaga neste plano.

Ei-la, imagem erradia na pista do mar,
Entrando, dançando, bailando nas ondas vadias...
Minha imagem também entra, dança, baila
Embalada pela aquátil melodia.

Qual casal de dançarinos da esperança,
Vestidos de amor e de alegria
Deslizamos sobre as águas nessa dança.

Já desperta e alvacenta, eis a Lua,
Causadora dessa bela fantasia
Que nos tira do real e nos flutua.

Foto de Remisson Aniceto

A Rosa dos anjos

Ó Rosa que no Céu estás plantada,
Rosa alva dos meus sonhos arrancada.
Tens a cor da bela nuvem em claro dia,
Perfumando os céus azuis da Fantasia.

Ó Rosa santa, das flores mor-rainha,
Tu perfumaste o jardim da vida minha.
Triste Flor na primavera colhida
Por quem de inveja me roubou a fé na vida.

Etérea Flor, se sem querer foi que partiste,
Foge do teu anjo guardião nalgum descuido.
Quem te quer mais que o Céu na Terra existe.

Que ma levassem nada fiz pra merecer.
Vem, Flor nívea, derramar teu santo fluido,
No jardim que sem teu pólem vai morrer.

Foto de Remisson Aniceto

Realeza

Por que em tudo quanto vejo cuido vê-la?
Por que não fico um segundo desta vida
Sem pensar na minha amada e esquecê-la,
Se é uma jóia que pra mim está perdida?

A cada fim-de-semana tão sofrido
Me transformo nas flores que lhe oferto,
Mágica forma que creio ter aprendido
Para vê-la, pra senti-la, pra estar perto...

Abdico hoje da tristeza,
Do sofrer e da amargura abdico,
Qual um rei que não quer na dor a realeza.

E como antes, para tê-la eu me dedico,
Para ser rei, mas rei feliz e tenho certeza:
Quando a tiver, serei de todos o mais rico!

Foto de Remisson Aniceto

Transição

É tão fria a cova e tão escuro o horto
onde depositam meu corpo doente!
_ Como a cova é fria se o corpo é morto?
A partir de agora só a alma sente...

Ah! Esta cama rude onde estou deitado
e este quarto escuro e tão bem fechado!
Tento levantar, mas estou tão cansado...
Que rumor é esse ali no quarto ao lado?

Há um jardim bem perto: sinto o odor das flores.
Quero levantar, mas estou tão cansado...
Estou tão cansado mas não sinto dores.
E o rumor aumenta ali no quarto ao lado.

_ Desçam o caixão! _ diz alguém lá fora.
Quem morreu enquanto estive dormindo?
Bem perto da porta ouço alguém que chora,
lamentando a sorte de quem vai partindo.

Quero levantar, faço força tamanha
mas tenho as mãos inertes e o corpo duro.
Agora o padre reza numa língua estranha,
enquanto fico preso neste quarto escuro.

Está caindo terra sobre o telhado.
Parece que o mundo está desabando...
Falta-me o ar neste quarto fechado
e lá fora há uma multidão chorando.

Sinto um tremor leve, um breve arrepio...
Já quase nada mais estou sentindo.
Por que não me tiram deste quarto frio?
Alguém morreu enquanto estive dormindo.

É tão fria a cova e tão escuro o horto
onde depositam meu corpo doente!
_ Como a cova é fria se o corpo é morto?
A partir de agora só a alma sente...

Foto de Varley

"Noutras bocas, noutros corpos"

Noutras bocas,
Noutros corpos
Buscando em vão
No vão das almas
A tua.

E vou a insinuar-me
Pela vastidão da carne nua
Suando e gozando o prazer
Sem méritos,
No descrédito das ruas.

Noutras bocas,
Noutros corpos,
Em vão entrego-me.

E vou vivendo a ilusão
De ser feliz
Depois do adeus.

Noutras bocas
Que não são a tua,
Noutros corpos
Que não são o teu.

® Varley Farias Rodrigues

Foto de LordRocha®

Filho...

Rebento em desenvolvimento;
Acolhido e embalado pelo ventre;
Alimentado pelo cordão da vida.

Esperado, desejado, almejado;
Fruto do amor da criação;
Resultado infalível do Criador.

Pequeno, sensível, e delicado;
Ansioso, impetuoso e divino;
Eficiente e eficaz no transformar.

Pequeno, médio e grande;
Semente, broto e fruto;
Óvulo, feto e rebento.

Fruto da criação;
Excelência do Criador;
Filho, Filha, Filhos.

Foto de LordRocha®

Amiga...

Baiana, mulata faceira;
Sorriso e astral peculiar;
Festeira por natureza e origem.

Astróloga, mas não numeróloga;
Conhecedora das características;
Observadora dos comportamentos.

Oportunista no declarar;
Criativa no criticar;
Detalhista no elogiar.

Refletiva no planejar;
Paciente para esperar;
Decisiva no executar.

Assim é você minha amiga;
Baiana soteropolitana;
Astróloga, mas não numeróloga.

Dedicado à Aline Bastos

Foto de Ednaschneider

Vida Passageira

Vida passageira
Quantas oportunidades de ser feliz jogamos fora!
Fazemos tantas “besteiras”
E deixamos tantas coisas ir embora!
Colhemos flores em vão
Algumas ainda em botão.

Vida passageira, por pouca coisa ficamos tristes!
E perdemos minutos preciosos existentes.
Que se transformam em horas, dias a anos:
Nos afastamos de nós mesmos como humanos.
Passamos a viver como meros vegetais
E ficamos estagnados em coisas superficiais:
Dinheiro, riqueza, e bens materiais!

Esquecemos dos sentimentos
Amor, amizade carinho.
Tornamos seres mesquinhos
E vivemos apenas de momentos.

Fazemos comparações para sofrer
E assim esquecemos de viver
Quando o tempo passa é que se pode ver
Que a vida é passageira pra mim e pra você.

Então, aproveitemos cada momento
Para podermos falar a verdade.
Falarmos de sentimentos
Como amor e amizade.

Aproveitemos para desatar os laços
Que sufocam a união
Troquemos fraternos abraços
Amor, caridade e perdão.

01/06/07 Joana DArc*

*Direitos reservados à autora

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