Poemas

Foto de angela lugo

Minha alma chora

Minha alma está vazia
Sem ti ao meu lado
Caminho a esmo
Pela minha vida
Mas nada encontro
Então dentro de mim
Minha alma chora
Meu coração
Está dilacerado
Por esta dor que tenho
Sentido dentro do peito
Onde anda minha metade
Onde se escondeu
Sinto-me perdida
Vazia
Sem nada encontrar
Procuro pela minha alma
Procuro pela sua
Porque a minha se perdeu
Dentro dela
Desde a ultima vez
Em que te amei
E cada dia mais e mais
Perco-me na solidão
Sinto-me triste e abalada
Já não sei mais quem sou
Nem mesmo onde deixei
A minha dor
Alma vazia sem vida
Sem amor, sem você
Que foi todo meu querer

Foto de cathy correia

Noite

Quando desce a noite
Sobre o desejo
Que é dos dois
Beijo-te a boca
Amo-te o corpo depois.
Faço de ti
Meu rio que me refresca
Minha terra que me protege
Porto de abrigo
Onde me refugio
Quando tudo à minha volta
É tormenta e desolação!

Foto de Cecília Santos

MEU CORAÇÃO

Porque meu coração dói tanto,
Que dor é essa?
Que me sufoca,
Que me tira o fôlego,
Tudo me parece ireal,
Tudo me parece um pesadelo,
Um sonho ruím,que me faz chorar,
Tenho medo de abrir meus olhos,
Quero fazer de conta,que nada aconteceu,
Quero pensar no ontem,no anteontem,
Quando a vida era real,
Quando um bom dia,um beijo,um eu te amo,
Era parte da vida,e da realidade,
Queria tudo isso de volta...
Queria a vida que foi ceifada,
Queria continuar,vendo o tempo passar,
E voce do meu lado,
Ver o dia nascer,e a noite chegar,
Sabendo que voltarias pra casa,
Mas o sonho acabou...
Não posso viver assim,de olhos fechados,
Sei que a vida,segue a diante,
Como as águas,de um rio caudaloso,
Que corre seguindo seu percurso,
Sei que esse caminho,que voce percorreu,
Todos nós percorremos um dia,
Eu sei dessa triste verdade...
Mas,meu coração não sabe...
Ou sabe,e não quer aceitar,
Por favor coração entenda,e aceite os fatos,
Me ajude a manter,meus olhos abertos,
Me ajude a conter o meu pranto,
Me ajude a não sofrer tanto,
E em troca...coração!!
Eu te ajudo a voltar a sorrir.

Foto de leonardo lara

Temo não mais te amar. E isso é terrível.
preparei-me para o fim, mais não assim,
não esse, que acaba com o sonho e esvazia
a minha mente, desse todo tempo que você
foi em minha vida. Nada ... Agora nada...
Ah... Um Ah prolongado e envelhecido.
Envelheci nessa insistência em ama-la
agora, ah... quanta tolice... Esses versos
todos... Amontoados com ossos de uma
desova militar.

Foto de Mario Macedo de Almeida

A Busca

Vem o tempo forte e rasteiro,
Um ilustre hospedeiro do sonho!
Rico, forte germe do amanha;
Que cresce na imensidão do tempo

Uma doce flor de cor vermelha,
Um cheiro forte de fêmea!
Um realismo que incendeia,
Um busca sem fim?

Algo que existe, esta perto.
Alucina os sentidos do coração
Mas falta um grito do eterno.
Onde a realidade espreita o sonho

Foto de Ednaschneider

Sou...

Sou uma nuvem negra no céu
Prestes a chover
Sou a letra triste no papel
Que o poeta começou a escrever.

Sou a mulher branca, negra, mulata,
Sou a loura, a morena e a parda.
Sou a mulher magra e a alta.
Sou a mulher pequena e a gorda.

Sou enfermeira
E psicóloga
Sou professora
Sou sexóloga.

Sou a dona de casa e chefe também.
Sou doméstica no meu lar.
Sou guia espiritual que diz amém
Sou eu mesma quem guia meu caminhar.

Sou do Norte e do Nordeste
Represento a mulher brasileira
Sou do Sul, Sudeste, Centro-Oeste;
Sou do Brasil, mas não discrimino a estrangeira.

Sou a tristeza e a alegria
Sou o riso, o choro, a amizade.
Sou a melancolia e a euforia
Sou o abraço da saudade.

Sou a mulher labareda
Onde o fogo foi meu algoz
Sou a vitória e sou a perda
Sou a nascente de um rio e sou a foz.

Sou Joana Darc não tenho medo
Sou a chegada e sou a saída
Sou o calor dos ágeis dedos
Da poetisa que me deu a vida.

28 de abril de 2007 JOANA DARC

(Este poema é registrado.Copyright: Todos os direitos reservados à autora dos mesmos,não devendo ser reproduzido total ou parcialmente sem a prévia permissão da respectiva autora, estando protegido pela lei, ao abrigo do Código dos Direitos Autorais)

Foto de Carmen Lúcia

Louca mente

Loucamente... tentei livrar-me dessa triste sina,
Me equilibrei num fio da esperança incerta,
Com a mente insana,fruto da vida profana,
Que a pressão do mundo oprime e a sociedade aperta.

Loucamente...tentei juntar palavras desconexas,
Dar um sentido a elas e ser compreendida,
Mas o que sai de mim a todos vexa,
Fazendo-me voltar ao ponto de partida.

Loucamente...a mente louca que me foi legada
Traçou o meu perfil,mostrou a minha alma,
Gritou aos quatro cantos:-Quero ser amada!
E um silêncio mudo calou a tresloucada...

Loucamente...transpus as raias da loucura,
Busquei desesperadamente a minha cura,
E entre um delírio e outro,próprios de um ser louco,
Eu transcendi à dor,transgredi as regras e me enlouqueci de amor!

Foto de Mario Macedo de Almeida

Você

Algo maior que o impossível,
doce e delicado traço de mulher.
Seu cheiro forte e irresistível,
um devaneio que se tornou realidade.

Você atravessa a minha razão.
Seu amor enlouquece o coração!
Sua lembrança uma tatuagem.
O tempo faz lembrar você!

O principio e o fim são homogêneos;
Fazem parte da historia do universo;
Ultrapassam a todos os limites da coerência
Amor louco que é eterno porque existi.

Enfim bocas que se tocaram,
gemidos que se espalharam,
corpos que se consumiram.
Pensamentos que eram gêmeos.

E os sonhos então: muitos em demasia;
Fizeram-se férteis tatuagens das nossas vidas,
Lamentos não: es doce à recordação,
do tempo de um único e próspero coração.

Mario Macedo de Almeida

Foto de Cecília Santos

COMPARAÇÃO...

Comparo-te,com uma linda estrela...
Que nas noites escuras,
banha-me com teu brilho.
Mas com o amanhecer,
a claridade rouba teu brilho.
Comparo-te,ao sonho que encanta...
Que faz o passado,
se tornar presente.
Mas que só percebo que é ireal,
quando meus olhos abro.
Comparo-te com as flores...
Beleza sutil que enfeitam,
os caminhos por onde ando.
Com o tempo elas secam,
mas permanece o perfume.
Você é indiscutivelmente o "amor".
Nas estrelas,
Nos sonhos,
Nas flores,
Num tempo indefinido,
as estrelas,os sonhos,as flores acabam.
Mas o "amor" é infinitamente eterno...

Foto de Gaivota

* QUANDO ABRI A BORDA DA CONCHA....MINI-CONTO

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QUANDO ABRI A BORDA DA CONCHA

Possuo amigos.. algo de bom, deveras bom.. ser escutado é uma parcela da existência rota e vagabunda de todo escritor. Por um lado amado e por outro amaldiçoado...ou será alma dissociado.? Eternamente mal encarado.. Descarado!
Foi assim.. resolvi sair do casulo onde guardava a mente estúpida entre dedos ao molho campanha e decidi: É agora ou nunca. Não tenho papas na língua e vomito prazeres ou delírios, não guardo pensamentos em vão.
Jogo na vida, nas páginas pretas que passeiam virtualmente a espera de manchetes sangrentas que o povo aguarda roendo unhas.... Onde estão as notícias trágicas? Quem morreu? Onde aconteceu o tiroteio da última avenida manchada de sangue onde moscas e bactérias transitam em fome absoluta?
Saído do lar em perfeita harmonia aconchegante, onde a boca enorme mamava azul ondas deslizantes de dias coloridos abraçado a mãe natureza. Eu pérola expelida.
Caminhei arrastando dedos estúpidos no ritmo da maré e cheguei ao asfalto onde percebi o primeiro tiroteio..
Era a maré! Não..! Não a minha onda que sobe e desce em ritmo cardíaco... era sangue desfeito em pólvora.
Era o cheiro fétido da morte alisando minha cabeça. Era a gosma que sobrou.. era a dor.
Perfurada alma docemente azul que dentro de mim criou-se, vi com estes olhos que comem estrelas sorridentes, corpos estendidos na poça da vida... Na fome, na miséria humana... nas mãos armadas.. nos ratos que passeavam por entre vísceras e fuzis....
Vi que o mundo não parecia o lar-pérola azul-negritude....
O lar era a briga de gangues, era a necessidade de poder, eram notas e notas de dinheiro ensangüentado, era o desejo mórbido de comer algum pedaço de coração humano..era o pseudo existir nas línguas do fogo cruzado. Era matar! Matar! Matar..
Engoli a lágrima escorrida, lambi meu beiço na voracidade do desejo...desceram lágrimas sal doce aportando a garganta e fizemos sexo... Eu, a lágrima e a cama desfeita de meu ser. Ali no silêncio da garganta entrei em transe....nossos corações batendo no desespero selvagem dos prazeres...

RJ- 08/11/2006
** Gaivota **

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