Poemas

Foto de francineti

Quero viver

Quero viver
Ao meu amigo Zedio que escreveu: Para minha amiga Francineti, que sumiu mas ela deve voltar por causa do pedido da nossa esperança

A Amazônia não vai embora...
Pelo teu amor por essa beleza natural
Considero você a embaixadora de Abaeté,
Por produzir a imagem dessa maravilha universal
Nossos olhos vislumbram e alcançam a tua fé
(...)
A Amazônia ainda tem um pouco de floresta
Teu brado traz junto uma brisa vinda do norte.
Vamos preservar um pouco do que ainda resta,
Para que nossos pulmões não conheçam a morte

Eu te respondo com gratidão

A Amazônia não vai desaparecer
e também não vai morrer
Quero renascer,
quero sorrir,
já chorei e já sofri,
agora quero florir,
como as árvores da minha terra
quero frutificar,
quero escrever,
quero cantar,
quero te abraçar,
quero versar,
quero estar com meus amigos,
quero amar,
quero me banhar nas águas do rio Guamá,
espero encontrar o boto e a Iara
eles ainda moram por lá
quero que venhas conhecer o Pará,
Vou te levar para provar o tacacá,
quero tomar banho na chuva que cai
todas as tardes em Belém do Pará,
quero que conheças as ervas cherosas
elas encantam todos que se banham com os cheiros do Pará.

Francineti Carvalho
Publicado no Recanto das Letras em 02/04/2007
Código do texto: T435412

Foto de Neryde

Reflexão....

No caminho para o trabalho observo,
a paisagem, as pessoas.....
Todas indo de um lado pro outro,
sem nem se olhar,muito menos se falar.

Algumas seguem apressadas,
outras à passear, caminhar...
Pessoas sorrindo,conversando
e outras, às vezes chorando.

Umas seguem sozinhas com sorriso na face
e outras pensativas com olhar triste.
Enquanto umas carregam um ar de alegria,
porque algumas estão tão sérias?

O que pensam essas pessoas?

Pensam em quanto o mundo é injusto,
poucos com tanto, tantos sem nada.
Quanta exploração feita por nós próprios,
à nossos semelhantes!

Nada justifica sermos
tão mesquinhos...
Causarmo-nos tantos infortúnios,
se na essência somos iguais!

Biologicamente nascemos e morremos,
renovamos o ciclo da vida.
Sofremos por sentimentos e dores,
comuns nas diversas etapas da vida.

Acredito e imagino uma terra
com menos avareza,
os homens irmanados lutando
pela busca da paz!

Unidos contra inimigos comuns
como a fome, a doença ,a dor
e outros tantos sofrimentos,
preconceitos e conceitos.

É imcompreensível que se perca
tanto tempo,dinheiro e "tecnologia"
na fabricação de armas químicas,
biológicas que só causam à morte.

A evolução tecnológica,
em busca do bem estar
que alcança alguns,privilegia outros.
E o bem comum,ainda fica a desejar...

Na minha opinião ainda somos,
o homem dos primórdios,
nos dias atuais , em relação
aos direitos universais...

Privilegiamos a guerra,a manipulação,
a escravidão que ainda impera.
Pela força do poder do dinheiro,até então
mal necessário para nossa sobrevivência.

Nossa política corrupta é quem detém,
o poder do dinheiro que influi no destino,
de cada um de nós em particular
e no de nós todos, no conjunto.

Quanto mal ainda causará o domínio,
desta minoria corrupta e injusta
a esta maioria submissa e reclusa?

Deus foi nosso criador, mas não será
interventor do nosso "destino".
Somos nós maioria submissa,que devemos
resolver nossos problemas familiares.

Portanto numa grande dimensão,
caminhemos nós então!

Foto de PedroLopes

Sinto cada palavra

Ser poeta é uma cruz, que nos seduz
que carregamos com ternura
é sentir o verdadeiro sentido das palavras
que tudo nos retira em prol de uma rima…

é saborear cada sílaba, cada palavra amarga
é declamar, o que mais nos faz Amar
é sonhar por entre pastos verdes
é subir paredes intransponíveis para o homem.

eu sinto, sinto cada palavra que escrevo
sinto-as tanto, que até sinto os sentimentos
sinto-te a ti, sinto-me a mim, pois sinto

sinto-nos a nós, porque é impossível desassociar
o eu, do tu, agora somos um só, não minto
essa é a verdade, não consigo deixar de te Amar…

Pedro Lopes - Plenitude do Sentir - Editorial Minerva - Lisboa - 2007

Foto de J.F.

Ela é tudo para mim

Algures numa cidade que e já
não me lembro eu via.
Bonita, elegante, e com uma
suave expressão de ternura no rosto.

Senti a mente a esvoasar para
caminhos desconhecidos,
perdi-me na sua beleza,
senti um arrepio.

Só me apetece ficar ali,
a olhar para ela, sentada
naquele banco de jardim
numa cidade algures na minha mente.

Ela é tudo para mim,
sem ela não consigo respirar,
falar, e andar.
É impossivel.

Quando a vejo fico destornado.
Sinto-me arrazado, desfeito por
algo que ás vezes não compreendo
porque me atrai.

Mas quando me sinto sossegado,
calmo a descansar, penso que não
vale apena torturar-me

Porque sonho com ela
à minha volta a sorrir do jeito
que só ela sabe

Mas um dia deixei de ver a rapariga,
a cidade, o banco onde ela se sentava,
tudo desapareceu.

Ai vi que não passou tudo de um sonho.
Mas com que razão é que ele apareceu,
a alguém tão selvagem como eu?

Eu não faço ideia, mas sei que a partir dai
Fiquei a saber o que é o amor.

Foto de ANA JOAQUINA

SAUDADE

SAUDADE

Em minha alma sedenta,
Trago um desejo ardente,
Que do teu amor se alimenta,
Uma paixão resplandecente...

A tua saudade castiga os meus dias,
Nas horas que chegam rastejantes,
Assim componho tristes melodias,
Nas longas tardes agonizantes...

Um pálido tédio me domina,
Como se fosse uma serpente,
Envenena e ao mesmo tempo fascina,
Inspirando uma canção plangente...

Depois dessa cruel tormenta,
O sol há de brilhar novamente,
Sublime amor que só aumenta,
Tal qual a lua crescente...

Foto de Hisalena

Hoje apetecia-me...

Hoje apetecia-me ouvir a tua voz,
apetecia-me estender a mão e tocar-te,
apetecia-me ouvir-te falar de nós
e uma vez mais voltar a desejar-te,
apetecia-me mandar embora a solidão
e abrir-te de par em par o coração.
Hoje apetecia-me convidar-te para dançar,
apetecia-me perder-me no teu calor,
apetecia-me ter de novo esse olhar
e uma vez mais senti-lo falar de amor,
apetecia-me mandar embora a inquietude
e viver a vida nesta louca plenitude.
Hoje apetecia-me ter de novo o teu tocar,
apetecia-me as tuas mãos na minha cintura,
apetecia-me ouvir-te de novo a sussurrar
e sentir o meu corpo invadido de loucura,
apetecia-me mandar embora uma parte de mim
e viver esta paixão até ao fim!

Foto de Junior A.

Perdoas

Perdoas o que te fez o mal
Ainda que ao mal, chamas de amor
Doas ao melífluo, mesmo tendo sal
Para que não te entorpeças
Com esta nígua chamada dor
Perdoas, e para que tenhas calma
Veja-o como os despojos, reputeis,
Debelas o que te furta a alma
Ah não vês? Realças dor,
reluz ao ser desgraça
Quando acometes da maldita mágoa
Perdoas, para que ainda haja um raiar
Mesmo não dignando-se do infortúnio
O ser impiedoso que te fez chorar
Entregando-te ermo após latrocínio
Ao roubar-te, um mesquinho, mas amado, amar

Faças da dor a sirga, ante a proa
Ensinas, os que não se apercebem
Que amando ao poucochinho de verdade,
Aprende-se na maldade, e se perdoa...

Foto de Junior A.

Sente

Sente ao mar,
Que em pranto, água,
Se debruça por entre as fendas
E que tornas, lentamente
Deixando o pouco que as molhou.
Sente ao amar,
És tão, um pouco, tanto, mágoa,
Dado a vida que te assentas
E que mornas, frequentemente
Com a mentira que o sujou...

Foto de Senhora Morrison

Olhando para trás

Olhando para trás

Já faz tempo que ando para trás
Que observo as costas do mundo
Que transcedentalmente tudo me chega

No limiar de tudo deparo-me em ser
Em ter a superação de todos os meus subterfúgios
Sem deixar meu suspiro
No pulmão alheio

Não estou aqui para fazer parte
Dos seus terceiros planos
E nem para virtuosamente
Vencer tudo que me for maléfico

Fragilizo-me com palavras rudes
Abato-me com a maldade
Tanto alheia quanto minha

Não temos como escapar...
Faz parte de toda essa franqueza ausente
De toda essa mendicância de afeto
Onde não temos coragem de nos mostrar
Por pura defesa

Nesse mundo as avessas
Onde tudo se procura
Onde tudo se é possível
Onde tudo se é cabível
Onde nada se acha

Entre anormalidades corriqueiras
Tudo é supérfluo, indiferente.
Continuo meu caminhar...
Para trás.

Tentando achar qualquer resquício
De dignidade
Tanto minha quanto alheia

Senhora Morrison
13/02/2007

Foto de Vera Silva

Quadro Inacabado

Teu corpo nu nessa tela que pintei,
Que um dia, loucamente, amei
Cada linha, cada traço,
Esboçado no teu abraço.
Quantos olhares trocados
No meio de quadros pintados…
Quantos toques e gemidos,
Que um dia demos escondidos
No meio de pincéis, na escuridão,
Rolando doidos no meio do chão…
Quantas tintas misturadas
Com as minhas lágrimas salgadas
Enquanto esperava que chegasses,
E que de novo me amasses…
O quadro ficou inacabado
Quando o teu sopro foi furtado,
E fiquei eu, de novo, suja e cruel,
Das tintas da vida, da tinta do pincel…
Terminei agora com a lembrança
Do teu olhar coberto de esperança.
E sentada vou-te esperar
Até que tua alma me venha buscar!

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