Poemas

Foto de Auber Fioravante Junior

Tulipas Abençoadas

Encantadoras tulipas brancas
trouxeram-te envolta em tua aura azul e
com palavras ditas no silêncio de teu olhar
fui surpreendido em um filosofar do lirismo altivo,
entranhado em meu pranto que enxugaste com
pequeninos ósculos, dignos de um profeta
dos ventos letrados nas divinas ilhas do saber!

Atenuantes tulipas amarelas
te fizeram emergir em tuas pétalas violetas,
em tua face a simplicidade do sorriso, induzindo
a ternura da doce flauta em uma planar gentil
tirando dos porões do meu castelo, efêmeras cicatrizes,
para enfim doutrinar a brisa com tuas mãos de pelica
traçando em toques a magia do teu carinho!

Radiantes tulipas vermelhas
abriram-te em tua feminilidade cristalina,
soletrando a sensualidade e tendo a lua como álibi
discreto de um soneto, velado com teu coração
acrescendo em meu avesso uma viagem astral,
Eros de um de um novo milênio versejado
Nos rubros segredos da luz irmã!

Dançarinas tulipas cor de rosa
abençoaram-te em tua sensibilidade mulher
imaculando lúdicos desejos aprisionados
nas masmorras da minha alma, citando um poema
de uma única estrofe, tornando-se um texto de Camões
quiçá de um jardim prosaico e maestro
do amor do sempre Eremita da verdade!

25/03/20027
Porto Alegre – RS

Foto de Zedio Alvarez

Verde esperança

Sonhei que estava numa floresta encantada
Flutuei sentindo o cheiro dos seus adores
Conheci toda a tua pseudo, virgem mata
Ficando de cara com seus dissabores

Tinha colibris, uirapurus e caiporas
Assisti uma sinfonia num coral perfeito
Com cantos vindos da retreta de outrora
D’um coreto que não escondia seus desfeitos

Ver-te, quero te verde minha esperança
Por favor! Minha AMA não vá embora...
Não faça abortar o sonho de uma criança

Teu lugar é na linha do equador...
Se fores, chegará também a nossa hora
Sem você faltará de tudo, inclusive amor.

(Para a nossa AMAzônia)

Foto de aninha wagner

A Última Gota

A Última Gota

Livre
Serena
Em meu leito tranquilo
Ao brilho
Estremecido dos segundos
Sigo, mesmo a esmo
Em meu destino
As lembranças
Amareladas
Esmaecendo
E uma estrada
Por onde ninguém
Além de mim (além de nós)
Passará.
Que se há de fazer
Com a vida
Senão vivê-la
Até a última gota?

Ana Wagner

Foto de aninha wagner

Príncipe

Príncipe

Te convido
belo príncipe
dos entardeceres
A vir buscar-me
neste longínqüo castelo

Vem a mim
esplendoroso e cálido
Deixa eu me perder
em teus quentes braços
Minha alma morre
nesta ansiedade
Sela com um beijo
minha boca ávida
E acaba de vez
com esta saudade
Quero ouvir
em meu jardim teus passos
E com os olhos
Contemplar-te a face
Para que sintas
esse carinho imenso
Quebra a barreira
deste longo espaço
Monta em teu cavalo alado
Vem ficar agora ao meu lado .
Como o príncipe
de meu sonho errante
Pois é quase por do sol
em meus versos tristes
Vem me fazer princesa
Por um breve instante

Ana Wagner

Foto de Zedio Alvarez

A Amazônia não vai embora...

Pelo teu amor por essa beleza natural
Considero você a embaixadora de Abaeté,
Por produzir a imagem dessa maravilha universal
Nossos olhos vislumbram e alcançam a tua fé

Cuide bem do rincão da nossa eterna vida
Que vive sempre ameaçada pela avareza.
Vamos ver o sol da nossa Terra Prometida
Conscientizando o povo da nossa riqueza

Não preciso fazer essa recomendação,
Pois a tua voz já ecoa nos quatro cantos
A urgência implora pelo nosso coração
Venha logo! Sonho dos nossos encantos

A Amazônia ainda tem um pouco de floresta
Teu brado traz junto uma brisa vinda do norte.
Vamos preservar um pouco do que ainda resta,
Para que nossos pulmões não conheçam a morte

(Para minha amiga Francinete, que sumiu mas ela deve voltar por causa do pedido da nossa esperança)

Foto de Homem Martinho

CARREIROS DE LÁGRIMAS

As rugas do meu rosto
CARREIROS DE LÁGRIMAS SÃO.
causados por desgosto
e neles não temos mão.

Gosto de olhar tua sensualidade,
sei que, para mim, és ilusão,
as minhas réstias de felicidade,
CARREIROS DE LÁGRIMAS SÃO.

Preenches todo meu pensamento,
te recordo a todo o momento,
és a dona do meu coração.

Tua sensualidade me estonteia,
mas os fios desta minha teia,
CARREIROS DE LÁGRIMAS SÃO.

Francisco Ferreira D'Homem Martinho
2007/03/26

Foto de Zedio Alvarez

Ah! Meu Sertão

Será que no meu sertão ainda vai chover?
E se a chuva cair, as águas vão rolar?
E a passarada voltará a cantar?
Será que a alegria ainda vai nos conhecer?

“O sertanejo é antes de tudo um forte”
Que a Asa Branca volte a cantar no instante
Queira Deus, ele seja premiado pela sorte
E natureza não volte a brigar como antes

O açude enche de água um coração,
A sede mata a fome da esperança,
A semente da terra germina trazendo o pão,
Nascendo o leite da vaquinha de uma criança.

(Homenagem in memorian, ao amigo poeta Edinaldo Vilar)

Foto de Zedio Alvarez

Minha música

A música é uma viagem da alma
Ela evoca o íntimo das emoções,
Envolve-se com a nossa calma
Causando muitas transformações.

Não existe música desclassificada...
Uma introdução harmoniosa e perfeita,
Um arranjo com toque de percussão,
Traduzindo as batidas de um coração...

A letra é toda essência musical,
A música sempre nos deixa feliz
Expulsando de nós, as idéias do mal

Damos o tom da música de outrora,
Ouvindo o som de uma bela melodia.
Que ela sempre toque na nossa vitrola.

Foto de Dennel

Abandonada na praia

Uma rosa abandonada na praia
À espera de seu amor que partiu
Compadecida de sua sorte
As águas vinham refrescar-lhe as pétalas
Ao sentir o frescor das águas
Ela lembrava-se das últimas palavras
No momento do embarque:
“Hei de voltar, te amo!”

Porém, iam passando os dias
E a rosa na praia passeava
Com os olhos voltados para o horizonte
Perscrutando as águas do mar
Desalentada, murmurava uma canção saudosa
“Foi, pra nunca mais voltar”

Mas, a rosa não perdia as esperanças
Todos os dias voltava à praia
E indagava às gaivotas do seu amor
Que pipilando respondiam:

“Vimos, mas não sabemos se volta
Partiu pro alto mar
Levou a alegria consigo
E a saudade deixou cá”

E assim, passavam-se os dias
E a rosa murchava, fenecia
A saudade a consumia
Mas mantinha a certeza
Do regresso do seu amor

As ondas, suas companheiras
Vinham beijar-lhe os pés
Mitigando-lhe a dor
Lançava objetos na areia
Para alegrar a pobre rosa

Outras vezes, brincavam de desmanchar castelos
O que a rosa fazia maquinalmente
Pensando: “Desfez-se meu castelo de sonhos
Nunca mais hei de encontrá-lo”

Numa destas manhãs límpidas e claras
As ondas jubilosas
Beijavam os pés da rosa
Que cantarolava sua canção de saudades
Eis que surge ao longe
Um barco que volta
Um grito potente é ouvido:
“Voltei, voltei porque te amo!”

A rosa é levada pelas águas até o barco
Para encontrar seu amor
O cravo, que marcara seu coração

Suas fiéis companheiras
Desenham na areia da praia:
“O amor sempre vence!”

Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved

Foto de ADAMS

TRISTE E SOZINHO

Deixo São Paulo triste.
Deixo a minha família triste.
Deixo o meu grande amor triste.
Deixo o metrô sozinho.
Deixo o trólebus sozinho.
Deixo o meu grande amor sozinho.

Deixo São Paulo, triste.
Deixo a minha família, triste.
Deixo o meu grande amor, triste.
Deixo o metrô, sozinho.
Deixo o trólebus, sozinho.
Deixo o meu grande amor, sozinho.

Deixo São Paulo... triste.
Deixo a minha família... triste.
Deixo o meu grande amor... triste.
Deixo o metrô... sozinho.
Deixo o trólebus... sozinho.
Deixo o meu grande amor... sozinho.

Triste!
Sozinho!

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