Poemas

Foto de Murilo Braga Silva

Visita

Segue, atira!
Troveja e ventaneja
Aposse do coringa
Existe frio e inveja...
Buscas a dama
Que tão excitada
Te oferta o aconchego da cama?!
Agora eu atiro,
É o meu momento...
Mas atirarei limpo,
Vou só aquentar
Os pés...

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Pirâmide

Batalhei contra Lobisomens
E grilos;
Contra pedras;
Monstros
E moscas;
Batalhei contra concretos resistentes
E probabilidades.
Busquei o Amor e a Liberdade;
Batalhei com unhas e dentes;
Derrotei e fui derrotado
Desmoronei
E reergui com mais resistência ainda.
Mas o principal,
O mais importante de tudo
É que achei o que almejava
Apesar da existência...

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Sua pessoa e eu

Duas criaturas perdidas
No tempo e no universo sideral;
Dois seres frustrados
De tal sentimento;
Imanados ambos por amor sem vínculo:
De fato, largamos
Mil faces hesitantes!
Sua pessoa e eu:
Duas criaturas complicadas.

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Terremoto

Somente eu sei
Aquilo que me acaba
Me agonia
Aquilo que me parte
Aquilo que me comove
Aquilo que me encoleriza
Me repugna
Me irrita
E me delira.
Somente eu sei
Aquilo que me castiga
Me engole
Me acaba
Aquilo que me desmorona
E somente eu sei
O quanto minha pessoa me assusta...

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Acaso

Isto é
O que desejo
Ou que não desejo
Ou que por acaso desejaria
Ou que então nunca desejaria
Isto é
O que há
Ou que não há
Ou que nunca houve
Ou que jamais haverá
Isto é
Aquilo que será
Ou que não será
Ou que nunca foi
Ou que nunca poderá ser
Isto é
Aquilo que sei
Ou que não sei
Ou que jamais soube
Ou que nunca saberei...

33-Terremoto

Foto de Murilo Braga Silva

Conseqüência

Não embrabeça
Me adore
Me possua
Linda
Na sua
Consciência
Nunca me esqueça
Surja
Não demasiado
Nem pouco
O fiel
É
Deixar-me imaginando
Em estado de paz
Conversando calado
Ou silenciando
Não faz diferença alguma
Se adoro ou não adoro
É sua pessoa
Somente
Que imagina
Que a minha
Resignação
Nunca se negou importante
É que
Nunca se esqueça você
Que
Por almejar antecipar
Seu futuro, perdeu...

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Cópia

Não faço versos
Nem poesias
Quando me impedem
A destacar
Expressões complexas
Em tonalidades perfeitas
E orações vazias...vazias...
Prefiro mostrar sentimentos
Que preferem destruir falsidades,
Que procuram viver fantasias,
Que pregam
A dizimação das criaturas frias!
Prefiro
Divulgar imaginações
Que mostram
Que mostram
Que estimam e libertam!
Não faço versos
Nem poesias
Quando me impedem
A destacar
Expressões complexas
Em tonalidades perfeitas
E orações vazias...vazias...

Foto de Murilo Braga Silva

Vida solitária

Não sei como faço para enfrentar essa solidão.
Estou na Universidade e vejo
Que não tenho ninguém.
Nasci apenas para sofrer
As provações que o mundo me confia.
Como faço para enfrentar essa solidão?
Não sei! Sei apenas que tenho que aceitar meu destino infeliz como ele realmente é.
Não tenho amores, sou apenas admirador das verdades espirituais.
Enquanto vivo com as individualidades,
Meu pensamento se encontra sonhando minhas dores futuras.
Não sei se escolhi esta provação, a ausência de uma paixão.
Viver sozinho é difícil, não tenho ninguém para dividir meus defeitos morais.
Sou um homem mortal, mereço a morte,
Preciso me libertar dessa solidão,
Sem amores não há felicidade.

Foto de Murilo Braga Silva

Os presos

Entre as grades da prisão
Estão os injustiçados de Deus.
Já com rancores infindos
Está o anseio por libertação.
Entre as trevas, vagamente,
Estão as vozes infelizes,
Cai na atmosfera, disfarçada esperança,
Não há mais justiça, só há trevas.
E os presos suspiram.
Suas almas estão em chamas,
A vida para eles é prazer,
Misturado com os vícios mundanos.
E afirmam os presos: Na imensidão jamais se extingue a eterna luz espiritual.
A ave fornece o vôo e a liberdade.
O homem se encontra trancado na prisão.
Aonde vais? Qual é a sua provação? A luz? O infinito? Aonde vais?
_Porém, os presos passam e afirmam: Não vamos a lugar algum, iremos até as chamas do inferno, não queremos a paz, queremos a zombaria.
E os presos suspiram, aparece um vento,
Caminha veementemente inquieto,
Este vento traz muitos segredos espirituais.
Ele surge para apagar grandes tormentos humanos.
E afirmam os presos: Quantas misérias,
Que infelicidade, que segredos arcaicos, queremos o furto e o roubo, por que a sociedade nos incomoda tanto?
Aparece um silêncio profundo,
Contemplam-se os ares misteriosos,
Como quem apresenta fatos ocultos dolorosos,
Como quem ama e vive sua vida sem consolo algum.
Assim é os presos,
A sociedade quer erguer a luz da paz espiritual,
Onde se inicia o amor? Onde está nosso futuro espiritual?
Sabemos apenas que as nuvens de sangue estarão invadindo nossos lares durante séculos infindáveis.
Para mim, só resta a morte para lavar minha alma deste mundo cruel e miserável.

Foto de Murilo Braga Silva

Tristeza íntima

Olho em torno de mim. Todos me desdenham.
Um abraço, um sorriso, um afeto.
Queria salvar minhas ânsias, em uma paixão conjugal.
Está em mim, em toda minha vida, a catarse.
Vivo a vida vegetando, bebendo o vinho negro da desesperança.
Minha alma deseja a morte eterna.
Para mim, faço parte do espírito, quero que meu corpo carnal apodreça no largo oceano da mortalidade.
Quero apenas ter na lembrança as mulheres que nunca amei.
Relações amorosas íntimas nunca tive, apenas desgostos morais.
O que resta ainda a fazer neste mundo?
Morrer, morrer, morrer.

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