Poemas

Foto de Marilene Anacleto

Atrás das Negras Portas

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Atrás das negras portas, segredos imensos
Medos intensos. Atrever-me? Nem penso!

A curiosidade incendeia os veios do sonhar
A vontade de entrar. Histórias desencadeiam.

Ali estarão bruxas e bruxos, religiosos em exorcismo,
Grandes dragões feridos, ou assassinos de bruços?

Quem sabe uma Cinderela, entre cinzas e maldade,
Não vê o passar da idade, mas sonha com a passarela.

Aquelas tão negras portas que escondem muitas memórias
São a minha grande história: os fatos que me formaram.

Recorro às terapias de renascer, de reviver,
De vidas passadas, de dançar, de minhas idas e vindas.

E aquelas tão negras portas, prometi a mim mesma que um dia,
Atravessava, e descobriria o que guardam estas memórias.

Decidi que, ao final desta vida, reviveria as minhas mazelas,
Escondidas em tantas janelas para curar com amor e alegria.

Encontrei egos nas portas abertas, passo a passo,
Sentimentos impuros, amores, batalhas, traições sem desabafo.

Fui freira e bibliotecária, criança de fazenda e bastarda.
Em muitas vidas espancada, e em outras, extremamente solitária.

A solidão que me fez escrever, entendi o meu gosto pela mata,
Com alegria, tudo reviver, compreender que aquilo não foi nada.

Lá estavam o meu modo de agir, atrás daquelas grossas portas,
As filosofias e as piadas a sorrir, o gosto pela praia e pelas hortas.

Dos erros de relacionamento, também encontrei e resolvi os motivos
Não saber controlar o dinheiro, da rejeição e do excesso de juízo.

Doar sem poder e sem medida, Necessidade de extrema perfeição,
Fui aos poucos aclarando, adentrando ao meu passado,
Ao regredir consciente, em calmo estado
Para ouvir, sobretudo, o coração.

Marilene Anacleto

Foto de Marilene Anacleto

Procuro Conchas

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Procuro conchas
Conchas cor-de-rosa
Procuro-as unidas
Como devemos ser na vida.

Decepção:
Seja na água ou no chão
As conchas que vejo
Não mais formam coração.

Após pelo mar passarem,
Em dia de lavadio,
Todas se apresentam
Com o seu bojo vazio.

Entre homens e mulheres
Reis, rainhas, alferes
Dificuldades conferem
Chance de conhecimento

E pelo tempo afora
Alguns se foram embora
Tal essa concha de agora
Receptiva, inteira.

Algumas chegaram aqui
Sozinhas e machucadas
Com lição dura e forçada
Por não saber viver só.

Aquelas morreram na praia
Com parte do companheiro
Deixaram-se jogar na areia,
Nenhum deles bem inteiros.

E as outras que estão ilesas
E expõem-se bem lustradas,
Serenas, orgulhosas, brilhantes
E, no lugar inadequado,

Esmagadas por um errante,
De uns passos apressados,
Feito gente que crê
Já ter tudo realizado
E nada mais há que fazer.

Marilene Anacleto

Foto de Cesar Jardim

Duas vidas, uma história

Do teu corpo faço versos,
simples poesias,
tudo em você é belo,
como o amor perfeito,
que floresce a cada dia.

Tua beleza, vem me conquistar.
E os meus sentidos se perdem,
em cada espaço seu.

Encontro em cada flor o teu perfume,
em cada rosa a cor do amor,
e em você me encontro enfim.

Amor se vive todo o dia,
e eu vivo de você.
quando precisar de mim eu sentirei,
porque somos um agora.

Quando duas almas se encontram no amor,
jamais se separam.
Um grande amor só se encontra uma vez,
duas vidas, uma história.

Foto de betimartins

O meu amor é multicores

Hoje acordei sombria
De cor negra e sentida
Talvez a saudade apertada
Neste amor sofrido
Mas como o amor
Transforma os sentidos
Logo vem a cor rosa
Deste meu amor apaixonado
Por vezes fica azul mar
Como tempestades suaves
Outra, verde rio
Quando vem a nostalgia
Mas quando chora o coração
Fica vermelho, cor da dor
Por vezes fica lilás
Deste amor alem vidas
Escrito no céu
Mas tem sempre a cor
Branca e pura
Deste meu amor
Que é só teu...

Betimartins

Foto de betimartins

Mandei embora a saudade

Hoje, abri a janela da vida
Reciclei partes dela
Algumas, eu guardei
Com alguma nostalgia
Outras, eu deitei no lixo
Reparei que muitas delas
Era a, chamada eterna saudade
De entes queridos, alguns
Que já tinham partido
Também amores, tristezas
Ainda mal resolvidos
Resolvi pegar nessa saudade
A embrulhar de belo presente
Enviando-a para o céu
Hoje, ela, já cá não mora
A Triste Saudade
Comprei-lhe um bilhete
Apenas com uma ida
Mandei-a embora, apenas!
A minha saudade...

Betimartins

Foto de betimartins

O amor tem cor?

Passei anos a tentar entender
Qual seria a cor do amor
Mas descobri algo
Que o amor é incolor
Mas que muda•
Quando a dor se implanta
Este coração vermelho
Pulsa de emoção
Ou fica corado
Quando me segredas, algo
Eu, viro a minha cor
Mas quando partes
Fico triste e vazia
Onde a cor branca
Deste rosto impera
Se vai o brilho destes olhos
Que tão azuis eram
Mas amor e incolor
Se sente, transforma
Movimenta o corpo
Sem cor e dor
Amor com cor da felicidade
Onde o arco-íris
Impera nos meus sentimentos
Quando sentido em pleno
Amor e infinito ate, na cor
Amor nem o artista, sabe
Rabisca somente a tela
Mas quem sabe a cor
Deste amor que o diga

Betimartins

Foto de Fernando Vieira

Tiago e Fernanda

Tiago e Fernanda
(Fernando Vieira)

Será que vais gostar
Dos versinhos que eu fiz?
Será que vais ficar
Ao menos um pouquinho feliz?

Menina que eu vi
Que conversei e que gostei
Menina por quem eu senti
Algo que nunca imaginei

Tiago é meu nome
Fernanda é o seu
Receio estar tão longe
Pra buscar o que é meu

Verdade ou ilusão
Realidade ou fantasia
Se dependesse só de mim
Certamente realizaria

O sonho de um beijo
Que você me daria
Matar o meu desejo
Ah era tudo o que eu queria

Foto de Carmen Vervloet

BEIJA-FLOR

Busca o néctar de flor em flor...
Desvirgina... rosas, hibiscos, lírios!
No seu vôo arrebatador
deixa o jardim em delírios!

A rosa abre-se em forma de coração,
lábios cheios de mel,
orvalhada em gotas de sedução!
Ávida...desnuda-se de cada véu!

O volúvel beija- flor
Não se rende ao seu encanto
Suga a doçura do seu amor
E bate asas... deixando a infeliz, pender-se, em pranto!

Carmen Vervloet

Foto de Marilene Anacleto

Trovoada

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Água que vem de longe,
Dos recônditos dos céus,
Cai aos pés dessa montanha.

Entoa sons definidos,
Em meio aos alaridos
De pássaros que embora vão.

Nuvens no céu se encontram,
Emanam severos estrondos.
Pouca cor, vários tamanhos.

Vento em que dançam as gotas
E jogam outras das árvores
Criam outros novos tons.

Enquanto a chuva não passa,
Um grande trinar de amores,
Sem qualquer definição.

E quando tudo se acalma
Levanta-se o canto do rio
E, abraçados, nós ficamos.

Marilene Anacleto

Foto de Marilene Anacleto

Conto de Fadas

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Abre-se, de novo,
A casa de Artur
Para uma filha do povo.

O conto de fadas
Embala os sonhos
De mortais humanos.

E a vida da população
Que, aos encantos,
Pleiteia participação.

A mídia e a moda
A todo instante
São consultadas.

Deixam de ler os livros
Deixam de realizar serviços
Sem medo e sem juízo.

Ouvidos atentos,
Bocas abertas,
Olhos sedentos

Por uma notícia boa.
Um momento, em suspenso,
Serão o noivo e a noiva

Em sua igreja, em flores,
Nas carruagens, em ouro,
Em uma vida de louros.

Marilene Anacleto
28/04/11

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