Poemas

Foto de airamasor

Eternos Amantes...

Deter-se a olhar,
A alma despida sobre a seda
Inebriada e febril de paixão
que irradia beleza e
uma friagem incontrolável
por sermos mais uma vez, um só...
Dois corpos vestidos em desejos
Alimentando-se um do outro
O mel mais doce existente
Insaciaveis, se entregam sem reservas
O grande mundo
se torna mais estreito
Tornando o momento quase sufocante,
podendo sentir o ar em fogo
A pele arder em chamas
De uma paixão enlouquecedora
Tornando-os escravos absolutos,
sublimes
Eternos amantes
Longe do Tempo,
Longe de Tudo...
(Aira, 27 de Fevereiro de 2011)

Foto de Allan Dayvidson

EXTRA-OFICIAL

Sem palavras,
Você valeu cada lágrima.
Só doi, às vezes, quando não sorrio.
Sem corações partidos,
Só estrelas familiares para nos guiar
em nossos territórios desconhecidos.

Apenas eu,
andando distraído pelo centro da cidade.
Basta inspirar
e distingo seu cheiro em meio a poluição.
Enquanto você salva algum mundo,
seu coração ainda pulsa sobre o meu
num abraço tão conhecido.

Às vezes, foragido,
me sinto meio perdido
em meu próprio território,
dando uma volta, buscando meu lugar.
Você mal me mostra como e já estou lá!
Você é um insight à prova de medos
me levando através do desconhecido.

Mais um dia
e você deve estar fazendo agora
algo de grande relevância.
Não entendo como continua
dedicando a mim tanta importância.
Coloque meus óculos inocentes
e veja seu heroísmo extra-oficial.

Ninguém liga, ninguém está lá.
Mas as lembranças de você
me colocam em meu território.
Dando uma volta, buscando meu lugar,
eu mal pisco os olhos e já estou lá.
Você é a conexão à prova de escalas,
criando atalhos entre mim e o desconhecido.

Você não é meu pilar de sustentação,
É meu lembrete de que sou inteiro.
Não é meu corbertor,
É meu livro de cabeceira.
Não é a minha voz,
É o que canto sob o chuveiro.
Não é o trem na estação,
É um belo cartão postal especial:
"Eu vou sentir sua falta"

Olhei para onde estamos e aonde iremos.
Percebi que nunca estaremos longe.

Em meu próprio território,
dando uma volta, buscando meu lugar.
Por que não me contou que já estamos lá?
Você é o laço à prova de distância.
Uma ligação com o desconhecido.
O mais próximo do meu território é você.

Foto de Allan Dayvidson

VOCÊ VAI DESCOBRIR

Sempre vasculhando por todos os cantos
e tudo o que encontra é sujeira embaixo do tapete.
O fim dessa busca insana é incerto.

É como se houvesse perdido algo que,
na verdade, nem sequer sabe se existe,
mas de alguma forma sente sempre estar tão perto.

E você espera ansiosamente,
espera como se houvesse marcado encontro.
E você espera desesperadamente...

Quantas vezes será preciso dizer
que não há ninguém esperando por você na calçada?
Quantos tropeços precisará dar
para ver que isso não leva a absolutamente nada?
Quando até sua alma estiver machucada...
você vai descobrir.

Você coloca suas ataduras
como se vestisse uma armadura,
mas nada impedirá seu coração de se partir.

Enfia os dois pés em outra aventura,
se joga de cabeça, não importa altura,
na esperança dessa fantasia existir.

E você espera ingenuamente,
espera como se já estivesse quase lá,
e você espera corajosamente...

Por que continua a fazer assim?
Não vê o que isso tudo fez comigo?
O que eu faço com essa parte de mim?
Será que só quando não houver mais nada para se partir,
você vai descobrir?

Foto de Allan Dayvidson

CRIME

Nós dois sabemos bem o que aconteceu
e não sou o único suspeito.
Nós tinhamos planos infalíveis, mas incompatíveis,
Achei que você caberia em alguns dos meus.

As sirenes estão ligadas, alguém lê seus direitos
e você já sente as algemas.
Qual é o peso de toda essa culpa em seu peito?
Será que isso seria um problema?

É, cometemos um crime que jamais iremos esquecer,
só que por razões assustadoramente diferentes.
Começou sem expectativas, levando tudo na esportiva.
Deveria ter sido um álibi simplesmente estar contente.

A preciosidade daqueles momentos sem gravidade
foi roubada por todas as suas leis.
Debaixo de nossos narizes,esvaziam nosso bolsos,
destruindo tudo o que não tivemos de vez.

Uma última palavra, algo que precisa ser dito,
antes que tudo seja perdido:
não estou nem um pouco arrependido.

Outra coisa antes da execução de nós dois:
é criminoso o que você nos fez e depois...
simplesmente esqueceu...
simplesmente...
esqueceu...
Como consegue esquecer?

Foto de Allan Dayvidson

OUTRO LUGAR

Expreguiço-me após bocejar diante de furações
Passei a acreditar que chuvas renovam corações,
e este que pulsa em meu peito sabe de cor o ritmo do seu.
Agora eu sei...
Agora sei.

O ar ficou mais leve e notei aquele cheiro no ar
que você tanto dizia pairar após a chuva cessar.
E um dia desses quando a gente se reencontrar,
saiba que eu sei...
Agora sei.

Você disse:
"tudo vai melhorar".
E eu acredito mesmo.
Acho que sempre vou acreditar
porque você disse que tudo vai melhorar
E de alguma forma
a gente
vai
se encontrar...

Nunca pensei que daria tão pouca importância
a tantas frustrações, fantasmas de infância.
Tanta coisa que aprendi quando você estava aqui.
Agora deixe comigo,
eu consigo...

Quando você disse:
"tudo vai melhorar",
não fazia a menor idéia
do quanto eu poderia acreditar,
mas você disse que tudo vai melhorar
e que logo logo
a gente
vai
se encontrar.

Não tenho mais tanta pressa.
O que termina,
começa de alguma forma
em algum lugar.
Simplesmente não consigo não acreditar.

Não se trata de apenas de um "para sempre", simples clichê.
É só que, se existir um outro lugar para uma outra vida,
espero poder vivê-la com você.

É... eu sei:
"Tudo vai melhorar"
Porque eu sempre vou acreditar...

tudo vai melhorar... porque você disse.

Foto de Allan Dayvidson

MAIS UMA VEZ SOBRE VOCÊ

Sempre a seus pés,
nunca seguro em suas mãos.
Uma bela dose de minha hipocrisia
e nem um pouco de sua franqueza.
Aqui estou eu de novo,
desarmando minhas fraquezas,
procurando
desculpas em suas intenções,
mas não...
E desisto pela enésima vez.
Perdoe-me...
por mais
este
poema.
Mais uma vez, é sobre você.

E eu ouço tudo o que você pretendeu dizer.
Não repetir seu nome não parece me deixar melhor.
Pergunto-me quando esse ferimento causará tal dor
que mate,
mate e supera este suposto amor.

De vez enquando,
eu olho aquela foto.
Meu coração protesta:
"Vocês dois tinham meu voto!"
Agarro cada detalhe desesperadamente
na esperança
de achar alguma esperança.
Enquanto você estraga tudo,
eu escrevo mais um poema,
este
poema.
Mais uma vez, sobre você.

Você segura minha mão.
É como se estivesse ali o tempo todo.
Mas você me leva alto...
e simplesmente me solta.

Então, ouça muito bem o que vou dizer:
Não repita meu nome como se eu fosse feito para você.
Faça ou diga logo algo que realmente
mate,
que mate ou supere esse amor.

Foto de jessebarbosadeoliveira27

A EXPEDIÇÃO DA PALAVRA

O engendro engendra a pedra
A pedra pedra a escolha
A escolha escolhe a relva
A relva relva a aventura
A aventura aventura-se na caverna

A caverna caverna o quadraçal
O quadraçal quadraça o granito
O granito granita o alimento da História, o desconhecido
O desconhecido desconhece o ódio contra o desejo

O desejo deseja o idílio
O idílio idilia o clarão
O clarão clareia a vitória da irmanação
A irmanação irmana-se á celebração
A celebração celebra a desgraça
A desgraça desgraça a solitária
A solitária solitaria a miséria
A miséria miseria o esquife
O esquife esquifia a opressão
A opressão oprime a tranca
A tranca tranca a paixão
A paixão apaixona-se pelo tecer do cérebro
O cérebro cerebra o criatório da mente
O criatório cria a chama
A chama chama a mão
A mão manipula a caneta
A caneta caneta a mágica
A mágica chamada PALAVRA.

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

Foto de Carmen Lúcia

Striptease moral

Não importa que o mundo se choque,
que as pessoas evoquem
o santo protetor...
Benzam-se pasmas e indignadas,
invoquem os falsos valores
de uma ética desqualificada.

Não importa que de mim se afastem,
que as luzes se apaguem,
e o palco venha a ruir...
Da ribalta quero fugir.
Resgatar minha identidade
viver a autenticidade,
parar de fingir...

E se alguém se sentir ofendido,
não sabe quem sou, não sabe o que sinto,
moldada no que querem que eu seja,
atada pra que não ande nem veja...
“Tô nem aí pro que der e vier...”
Dane-se quem quiser...

Tiro as roupas que me sufocam
vincadas de normas, preceitos morais...
Faço striptease dos rótulos
“ mulher perfeita, efêmera, passiva, reta...”
estereótipo da fêmea correta...
Quero agora escandalizar.
Arranco as sandálias e avanço,
não me canso...
Pés descalços, alma nua,
a caminhar
em território profano,
sagrado,
insano...
e gritar...

Carmen Lúcia

Foto de Jessik Vlinder

Perfume usado - O vazio da indiferença de uma noite apenas...

Menino bonito
De cabelos cacheados...
O que tanto te impede
De manter os olhos fechados?

O que tanto te assombra
Te perturba e tira o sono?
Parece que foges, perdido
Como um cão de rua, sem dono.

Mas será que foges?
Ou será que procuras?
Talvez um pouco de cada
Talvez uma escolha às escuras...

Pareces tão confuso
Inconsientemente assustado
Como se preso numa gaiola
Inevitavelmente castrado

Creio ser uma questão de escolha
Onde já sabes, mas não se permite
Não tem coragem, não se invade
E na angústia velada insiste...

Ah... como tanto lamento
Não sabes o quanto queria te ter
E partilhar contigo tais dúvidas
Te encontrar pra de vez te perder...

Deleitar-me de teu vigor de homem
E te fazer perceber novamente
Que ultrapassando o êxtase do prazer
Numa mulher a Vida se sente

Provocar-te a ir mais a fundo
Transpondo o superficial do teu olhar
Permitindo-me render aos teus encantos
Permitindo-te por mim se apaixonar

Mas se nada sou eu para ti?
O que ousarás ser tu para mim?
Talvez um doce perfume usado
Ou a lembrança de um lindo jardim

E não me faço sofrer nenhum pouco
Nem pelo quase desprezo, nem pela indiferença
Pois mais apaixonante que teu olhar selvagem
É a minha maneira de me ver: profunda e intensa

E assim ficamos no vazio de uma noite
Na frieza de um quarto de motel escondido
Na incongruência de uma segunda-feira
Na despedida de um olhar incompreendido...

Jéssica Andrade

Foto de CarmenCecilia

Vou...

Vou...

Vou agora silenciar...

Mesmo que não queira calar

Mesmo que meu grito

Esteja abafado... Camuflado!

Vou sonhar colorido...

Vou brincar escondida... E brindar!

Mesmo que seja tudo preto e branco

Mesmo com meu pranto

E aos solavancos...

Vou desdenhar

E vou desenhar

Um coração sem trégua

Sem nenhuma regra...

Vou ser quem tu afagas...

E afogas tuas mágoas...

Vou conjugar amores...

Todas as cores do arco-íris

Todos os aromas das flores

Dores... Odores...

E assim amanhecerei...

Em paz comigo

Sentindo o abrigo da manhã

E anoitecerei você...

Carmen Cecília
26/02/2011

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