Poemas

Foto de airamasor

Confidências de Amor

É maravilhoso sentir que o nosso amor
está presente em todos os momentos.
Em cada coisa que fazemos, a qualquer hora.

Sei que esse sentimento me estimula
Para enfrentar qualquer barreira, qualquer obstaculo.

Nosso amor vai além das fronteiras do pensamento
E acontece em cada ato que fazemos, em cada gesto.
Sou feliz por isso e vejo que voccê também é.

A felicidade é isso, pequenos momentos, pequenos gestos,
A certeza da parceria, do companheirismo, do carinho e do afeto.
Saber que existimos um para o outro a todo momento.
É a coisa mais linda que alguém pode sentir.

A vontade de estar juntos, de planejar a vida,
De fazer todas as coisas bem simples, porem repletas de amor.
Eu gostaria que cada dia tivesse 25 horas,
Só para curtir mais um pouquinho
Tudo aquilo que venho curtindo ao seu lado.

Como é gostoso estar com você: ouvir a sua voz
E curtir esse seu olhar tão especial, tão diferente.

Somos duas metades que se completam,
Que se abraçam e se amam
e que ficaram unidas 25 horas por dia
E se Deus quiser para sempre.

Você é minha alma gêmea. Te amo!!!
(Aira, 22 de fevereiro de 2011)

Foto de Marilene Anacleto

Confiar - Fiar Com

Confiar é tecer vidas
Luminosas, coloridas

Urdidura, os fortes fios
Condição que a nós surgiu

Tênue fios intercalados
Nossas disponibilidades

Com a calma paciência
Ao tecido, a aparência

Nova criatividade
Borda cenas de qualidade

Constante e ingênua alegria
Acrescenta-lhe beleza e sorriso

Os pés no chão, com certeza
Dão ao tecido, firmeza

Misericórdia, indispensável
Torna-me flexível e maleável

Alma e coração, ponto a ponto,
Inspira, a quem a vê, a um canto.

Transforma-se em manto sereno
Acolhe-me nos desesperos.

Ou, então, tapete seguro
Trilha certa em caminhos escuros

Para fiar, da vida, o tecido
Parceiro bem escolhido

Já nomeei muitos deuses
Criei esburacados tapetes

Não me serviram de manto
Nem me acolheram nos prantos.

FIO COM DEUS no coração
Manto, ou tapete no chão
São minha segura canção

Meu querido, meu amado,
Meu brilhante encantado,
Presente em cada chão.

Meu êxtase, minha oração
Minha sagrada comunhão.

Marilene Anacleto

Foto de Marilene Anacleto

Desvendar Mistérios - 6

POR QUE NÃO LEVAMOS O CORPO QUANDO MORREMOS?

No mundo para o qual se vai
Não se precisa de nada,
Basta lançar-se na Luz Clara.

Sente-se um pouco estranho
Por se saber que é tudo
Mas não se tem mais tamanho.

Já não há corpo ou forma,
Ouvidos, olhos ou voz.
Com tudo pulsa e nada forma.

Pode-se ser semente ou broto,
Cristal ou pedra de chão,
Ou árvore a louvar o Todo.

Na amada Terra, o denso se desfaz.
O espírito, a Alma e os demais
Retornam à Clara Luz e Sua Paz.

O Amor paira, de vidas várias,
Os mágicos encontros se enlaçam
Num Amor completo se torna.

O corpo, com gratidão e esmero
Da Alma, que o acompanhou,
Volta ao pó, ao pó de estrelas.

Marilene Anacleto

Foto de BIENVENUTI

A batalha...

*
*
*

Estava a lhe esperar,
comigo somente o desejo,
pois o medo,
este estava devorado...
mais uma vez, eu era,
o seu namorado...

Você chegou com sede,
o desejo muito presente,
eu caido em sua rede....
de uma maneira diferente...

Com suas armas carregadas,
não esbocei reação...
me deixei ser atacado,
totalmente em suas mãos...

Te deixei dominar,
lhe permiti açoitar,
mas no fundo, tinha certeza,
que embora aparente,
preso em sua armadilha,
Era voce quem estava,
paralisada, presa em minha mira...

Foto de Marilene Anacleto

Mulher Terra

O Céu semeia
A Terra fecunda.
A semente morre
A vida brota.

O homem semeia
A mulher fecunda.
O embrião desenvolve
A vida brota.

No chão da terra
Expande-se o broto.
Com muito esforço
Penetram raízes:
Luta para ver a luz.

No útero feminino
Expande-se o embrião.
Se não há espaço
Esticam-se braços:
Para ver a luz.

A terra se parte
O broto cresce.

A mulher se rasga
O embrião pesa, esmaga.

Varizes, inchaços, estrias.
Tudo acaba. O choro traz alegrias.

Marilene Anacleto

Publicado em: http://rotadaalma.spaces.live.com/
Publicado no site http://www.itajaionline.com.br/colunas/marilene/marilene.htm,
Publicado no Jornal Folha do Povo – Itajaí – SC, em 21/03/99

Foto de Jessik Vlinder

Ausência: Nosso Aresto

Ah esses olhos vermelhos
Como parecem penetrar
Penetrar em meu peito palpitante
Brotando a inércia nesse instante
Brutalmente fazendo-o parar

São adagas perigosamente sutis
Que consigo veneno levam
Veneno da dor dividida
Da saudade sustentando a vida
De amores que lutam e não se entregam

Lágrimas com teor de sangue
Uma angústia desmedidamente intensa
Senti-lo assim – mais dolorosa sensação
Me faz sumir e perder de vez o chão
E me condeno junto a ti à impiedosa sentença

Jéssica Andrade

Foto de odias pereira

" MEU CANTINHO " ...

Quando chega a noitinha,
Me recolho em meu cantinho
Analizo e penso na vida minha,
O porque de eu estar sózinho.
Durante o dia eu trabalho,
E me esqueço da tristeza.
Sou um trabalhador sério não falho,
Respeitado em minha empresa.
Meus amigos me admiram,
Me tratam como um grande engenheiro.
Por dentro de mim, eles não sabem e não viram,
As dores do seu nobre e fiel companheiro.
Por dentro sou um homem muito triste,
Tenho uma vida vaga vazia.
Uma solidão que persiste,
Em querer tirar minha alegria.
Não consigo emcontrar ninguem,
Pra minha tristeza acabar.
Um amor que esta distante e nunca vem,
No meu cantinho pra me amar...

São José dos Campos SP
Autor: Odias Pereira
22/02/2011

Foto de giogomes

A Rosa e o Tigre XVI - Jardineiro

Mesmo decidindo separar,
voltou com o Tigre falar.

Este sentimento é complicado.
Estava feliz com o Tigre ao seu lado.

Parecia uma bela amizade.
Pouco, mas matava a saudade.

A Rosa ainda o admirava e amava,
mas estava trilhando outra estrada.

Tinha guardado um segredo,
que era do Tigre, seu maior medo.

Tinha voltado para o Jardineiro
e queria contar a ele primeiro.

Mas não sabia como falar.
Tinha certeza de que não iria aceitar.

Não era ao Jardineiro que amava,
mas continuar com este amor, não dava.

Iria seguir uma nova vida
e esta, seria a partida.

Mas a cada novo encontro,
o assunto entrava em desencontro.

E tinha a cobrança dos dois lados,
do Jardineiro e do Tigre amado.

Então tomou coragem
e mandou ao Tigre uma mensagem.

“- Tenho algo para te contar,
mas não é a hora e nem o lugar !”

A resposta dele foi imediata
e a Rosa percebeu algo, depois de confirmá-la.

Que o amor que os levava à altura,
para o Tigre não passou de uma aventura.

Foto de giogomes

O Tigre e a Rosa XVI - Limites

É mais fácil falar,
do que realmente executar.

Pouco tempo após decidirem se separar,
o Tigre voltou com a Rosa conversar.

Se viam freqüentemente,
conversavam alegremente.

Conviviam em uma bela amizade,
mas ele queria reconquistá-la na verdade.

A Rosa dava sinal,
de que tudo estava normal.

Mas de repente tudo mudou,
esta rotina a Rosa alterou.

Estava ele, realmente muito triste,
com a imposição de alguns limites.

Já não podia a ver qualquer hora.
Nas conversas, não havia demora.

A cada novo encontro,
para o Tigre só desaponto.

Um dia a Rosa quis lhe falar.
Tinha algo importante para contar.

Mas não seria naquele momento.
O Tigre zangou-se em descontento.

Neste relacionamento conturbado,
imaginou o quê mais seria cortado.

Decidiu tudo acabar
e com todas as letras conseguiu pronunciar:

Tigre: “- Se eu realmente te amasse,
teria há muito tempo largado minha Responsabilidade !”

Tigre: “- E se você realmente me amasse,
não desistiria de mim com tanta facilidade !”

Foto de jessebarbosadeoliveira27

VERSOS CONTRA O DESERTO

A mente perpassa ao largo do compasso.
O sonho diariamente adquire a cromática do cadáver:
A vida, a cada queda de ravina,
Fica mais intensamente circunscrita.

O onipotente penedo de ontem,
Agora célere e definitivamente se liquidifica:
Os arrebóis da esperança se descorporificam,
Convertendo-se em estafetas do paraíso da Ruína.

A paz cai nas garras
Da areia movediça:
Planeta onde o sangue
Que irrompe dos moribundos corpos
Vira miríades do aurífero petróleo.

Ah, eu queria morar no iracundo remanso
Qual era a têmpera, a voz e a Verve do Poeta de Itabira:
Talhar os versos que componho
Com a lâmina da sabiamente Lírica eloquência abrasiva,
Florescida da sua singeleza funda e ferina:
Pois só assim eu cravaria a minha lira
No coração da desertificação da vulcânica fluência dos dias.

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

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