Poemas

Foto de giogomes

A Rosa e o Tigre II – O perfume

A Rosa tinha visto diversos animais,
mas nenhum era tão fulgaz.

Viu que o Tigre chegava mais perto
e estava no lugar certo.

Decidiu então se abrir.
Com o seu doce perfume, o atrair.

Suas tristezas já não eram importantes.
O que importava, era apenas aquele instante.

Foi um presente para se aproximar.
Viu ele estender a pata e lhe acariciar.

Quem é você flor em polvorosa ? - Perguntou o animal.
Eu sou aquela que não lhe fará mal ! - Respondeu a Rosa.

O fez se aproximar,
até que se encantasse com seu doce perfume no ar.

Conversou com ele o dia inteiro.
Depois pediu que fosse embora, devido a chegada do Jardineiro.

Exigiu que retornasse outro dia,
pois saber sobre o mundo era sua alegria.

Dia-a-dia, o viu retornar.
Por causa do Jardineiro, não podia o Tigre chamar.

Precisou mudar de lugar.
Foi para um novo local, onde pudesse se firmar.

Sentia-se totalmente impotente,
pois sem o Tigre, sentia-se deprimente.

Mesmo sem o Jardineiro que a feria,
já não tinha a mesma alegria.

Foi embora sem ninguém,
Procurando seu caminho em um lugar aquém.

Teria que se acostumar sem o seu companheiro.
Procuraria então um novo tropeiro.

Foto de giogomes

O Tigre e a Rosa II – O perfume

O Tigre já tinha visto diversas rosas.
Mas nenhuma tão esplendorosa.

Decidiu chegar mais perto,
pois se julgava muito esperto.

A Rosa se abriu,
soltando um perfume totalmente febril.

Seus conflitos já não eram importantes.
O que importava, era apenas aquele instante.

Era um presente, um pedido de aproximação.
O Tigre estendeu junto com sua pata, o seu coração.

Quem é você flor em polvorosa ? - Perguntou o animal.
Eu sou aquela que não lhe fará mal ! - Respondeu a Rosa.

Conversou com ela o dia inteiro,
até pedir que fosse embora, por causa do Jardineiro.

Exigiu que retornasse,
queria saber do mundo, e que o Tigre contasse.

Dia-a-dia ele retornou,
mas devido ao Jardineiro, não se aproximou.

Um dia, ela mudou de lugar.
Foi para onde poderia ficar, sem se machucar.

O Tigre sentia um vazio.
Pensar em não ver mais a Rosa, dava calafrios.

O Jardineiro já não mais a possuía.
Finalmente conversar com ela, poderia.

Simplesmente não entendia,
o porquê desta alegria.

Resolveu a Rosa procurar
e só descansaria quando acabasse o ar.

Perguntou a Jasmim onde a acharia,
e seguiu a trilha por vários dias.

Foto de Allan Sobral

Soneto a Meu Deus

Meu Deus,
Hoje te esccrevo em versos,
pois em versos a vida inverteu-se

Fui a mão que escreveu a poesia,
Hoje nada mais sou do que tinta borrada em papel,
Fui o alto da montanha, o alvo do Sol
Hoje nada mais sou que nuvem borrada no céu.

Meu Deus,
Hoje te escrevo vazio,
pois os vazios da vida invadiram-me

Vivo fingindo, atuando o drama da vida,
Me defendo sorrindo,
Vivo morrendo, fingido fugir da morte
Largado a propria sorte,
me entrego chorando.

Meu Deus,
Hoje te escrevo com lagrimas,
Pois em lagrimas a vida banhou-se

Danço sozinho, como vampiro que vivo do amor,
leve sorrizo embreagado e sem cor,
Bêbado da dor.

Meu Deus,
Hoje te escrevo com saudades,
pois só tem falta quem tem amor

ALLAN SOBRAL

Foto de Melquizedeque

Maysa

Numa noite de carnaval calada ali estava
Com respirar silenciado tragava seu cigarro
Olhar penetrado em sentimentos controversos
Doía sua alma com rancores transtornantes

Era como um cristal que se quebra em mil pedaços
Amargurada e intensa viu nas sombras tristes versos
Ao amor se entregou, mas se eternizou nas mágoas
Cantava em imensos palcos. Os bares eram seus amantes

Hoje escuto entusiasmado, as canções de uma deusa
Emociono-me calado, isolado em suas prosas
Uma voz tão transgressora me fisgou em crescimento
Sentimentos e lamúrias; uma jovem vitimada

Uma estrela hoje brilha com um nome agora eterno
Saudade nos deixou, partindo para história
Reverenciada e odiada, viveu uma vida conturbada
Ouço hoje suas palavras, embelecidas e aveludadas
Faz meu mundo cair; reviver em pleno nada
Demais me vi chorar por perder você na estrada.

(Melquizedeque de M. Alemão, 24 de janeiro de 2011)

Foto de Anderson Maciel

PRISÃO

E dentro tudo vai seguindo
leis e ditaduras pra fazer
é você não tem chanse
aos poucos vai morrer

O ferro te atinge a alma
você vai perdendo vida
fraco vai agonizando
e mais aumenta a ferida

Dogmas vão te alienando
você não consegue mais sair
pessoas te acusando, cuidado!
você está prestes a cair. Anderson Poeta

Foto de Lucas Cândido Valadão

Minha Harmonia

É so voc chegar pra min ficar bobo
Com Um jeito estranho meio tolo
essa carinha linda , pele de bebe
Meu amor quero muito amar voc .

Com um doce abraçoo ,com um doce sorriso
eu me sinto até que flutuo no paraiso
acho que não fiquei assim por ninguem
voc é a unica que me faz tão bem

Talvez esse amor corra risco de não começar
mais na primeira chance vo me declarar
essa paixãoo ,que não nasceu da noite pro dia
você é minha Ispiração , minha harmonia
talvez esse amor não possa começar
mais saiba que pra smp vou te amar :D
Lucas Cândido Valadão

Foto de JORMAR

Feliz

De uma imagem virtual, passaste a ser real
e da tela fria indiferente as minhas emoções
agora aqueces-me o corpo com tuas mãos
que bom acordar ao teu lado
fazer dos sonhos uma realidade tão desejada
és tu que me fazes feliz
que fala coisas que ninguem mais diz
me abraça forte, diz-me que não estou sonhando
entendas-me que estou te amando
porque só tu me fazes feliz.

(Marisa Cruz)

Foto de betimartins

Poema da solidão

Poema da solidão

Busquei palavras alegres e elas, sumiram
Sumiram, cansadas do tempo e da espera
Nos rostos cansados, envelhecidos, tristes
Alguns queimados pelo sol quente e agreste
Nos campos, onde ali, nada se passa, somente...
Rasgam nos céus, os abrutem negros, esperando
A hora certa, a hora da morte que espreita, atrevida
Em cada momento, num gesto impensado, espera
No passo mal dado, no gesto desesperado, aflito...
As horas cravam no peito da minha insanidade
A dor de se sentir sozinho, ali no meio do nada
No meio de tudo, no centro da terra, ninguém...
Continuando aprender a solidão da vida, velozmente
Que na espera, sem a grande vaidade e ela é sagaz
No corpo morto, ali, abandonado na mata, sozinho
Outrora, ela fora uma jovem bela e bonita, tão alegre
E foi a cobiça do homem da solidão agressiva, doente
Que jamais deixou entrar amor sadio, puro e inocente
E o seu coração, fechado maltratado e aberto a solidão
Um dia também foi deveras mal tratado por atos de desamor
Mas a solidão não perdoa e cobra sem medo de errar
Vestindo as vestes negras, vestes da noite fria e mal cheirosa
Deixando fluir os fantasmas do passado sombrio! Quantos...
Onde esperam pacientemente o passo prometido, mal dado
Para a tua alma envenenar, povoar tua mente de pensamentos ruins
Esta é a solidão de quem nunca está sozinho, de quem está revoltado...
Quis escrever um poema à solidão e revoltei-me, chorei até
Pelas palavras que escrevi sem querer, algumas bem desagradáveis
Algumas duras e sinceras, mas que dilacera corações, tristes...
Corações que choram sozinhos, choros de desamor
Choros aflitos e sombrios, na agonia de estar sozinho
Na solidão de cada um que caminha por ai... Sozinho...

Betimartins

Foto de betimartins

Poema da calçada...

Poema da calçada...

Descem as pedras da calçada
Entre pontapés esguios, sortidos
Nos gritos abafados das crianças
No andar apressado da Mulher
Aquela que se despe em cada esquina
Aquela que leva o pão para casa
A que fica com dez filhos a sua volta
E a que em veste finas e saltos altos
Ainda consegue trabalhar para si
Na rua da pobre calçada esburacada
O peão perdido do seu cavalo e viola
Jaz entre vômitos, deitado, sujo e inerte
Com cantos em fortes lamentos a vida
O homem do boteco, sentado na escada
Com sua bata já encardida, com olhar triste
Percorre seus pensamentos e chora
Chora por aqueles que já se foram
Uma bola invade seus pés e uma menina
Com um belo sorriso, cheio de luz
Estende a suas mãos e o chama de avô
Entre abraços apertados, temendo
O medo de perder também o seu amor
Mas aquela rua tem um palhaço de vestes
Já meio desgastadas pelo tempo e idade
No rosto pintado os olhos cor de mel
Grandes, cheios de amor, sorrindo
A todos que lá passam de mão estendida
Fazendo pequenas graças, na sua alegria
A noite chega fria com a chuva, a água que cai
Sem parar, enchendo ruas e casas já velhas
O pouco que já tem fica em nada, nada mesmo
Ajudam-se, partilham sua dor, entre abraços
Entre palavras de esperança, no poste sem luz
Seus joelhos já sentem ardor e cansaço
Sem ter para onde ir ficam ali na rua da calçada
Esperando que amanhã seja um novo dia...

Betimartins

Foto de Nailde Barreto

"A Sentença"

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Outrora estava escrito, o cruzar do nosso destino, distinto!
E, nosso olhar, tinto e ligeiro e singular, descreve a coerência ululante desse amor contraditório, desajustado. Ora avassalador, ora indiferente...
Contradição (Fascínio atrativo para entorpecer nossa mente) cognição!
Não caberá impetração para estorvar o curso da vida, sempre cheia de recursos. Eloqüente, de aço e de flores, face-a-face de amores...
Discurso contínuo, empolgante paixão, multiplica sorriso, compartilha emoção. Faz cumprir com rigor, a sentença relutante do coração. Encorpado nas linhas invisíveis do livre convencimento e da razão, pautada na chama que banha nosso corpo, cuja matéria, resiste!
Mas, por que resistir? Se ambos desejamos a sentença declaratória (confirmando a existência ou não dessa nossa historia) coisa julgada!
E agora? Pena máxima...
Felicidade — será desvendar o devaneio lúcido das “celas” do seu olhar — prisioneiro!

Nailde Barreto.
25/01/11 às 00h14min

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