Poemas

Foto de Joaninhavoa

HAIKAI III

*
HAIKAI III
*

Bom dia!
Meu Senhor
em flor.

Joaninhavoa
(helenafarias)
2010/11/12

Foto de Diario de uma bruxa

Reconquistar você

Existe dor em meu coração
A tristeza tomou conta de mim
Apossou-se dos meus dias
Da minha alegria
Da minha vida

Não tenho mais motivos pra sonhar
Daqui pra frente é só chorar
Não tenho motivos pra querer viver
O melhor seria esquecer

Mas... Não posso... Não consigo
Ainda esta muito cedo
As palavras ainda ecoam
Na minha mente

Estou assim
Com pena de mim
Mas isso eu não quero pra mim
Vou reagir

Tentar virar o jogo
Dar mais valor pra mim
Levantar minha cabeça
E depois fazer o que puder
Pra reconquistar você de volta
Pra mim.

Poema as Bruxas

Foto de Diario de uma bruxa

Estrelas

Quando era criança
Costumava deitar no telhado da vizinha
Pra ver as estrelas e
Conversar com elas
E elas me escutavam com clareza

Eu ficava horas ali
Era tão gratificante
Elas pareciam sorrir pra mim.
Em cada cintilar
Dava até pra ouvir
O som dos cristais de seu brilhar
Que era uma resposta pra mim

Sentia-me feliz
Ali era o meu consolo
Meu esconderijo
Todos que passavam
Não podiam me ver
As estrelas eram minha companhia
Minhas psicólogas
Eu falava, elas me ouviam
E às vezes até respondiam.

Já fui chamada de maluca
Por olhar para o céu e conversar com o nada
Mas louco era aquele que não via
Que com quem eu falava
Era muito mais que um nada
Eram as estrelas
Minhas doces advogadas

Já me perguntaram se eu via Et.’s
Fazia-me rir
Eu ria... Do que não podiam ver
Só eu via
A alegria que as estrelas tinham
Só de eu olhar pra elas
Só de me ouvirem falar
Elas tinham em mim a companhia
Que mais ninguém podia dar.

Poema as Bruxas

Foto de Fernando Vieira

Torpedo de boa noite

Boa noite minha princesa
Boa noite minha flor
Quero que Deus te proteja
E te abençoe meu amor

Foto de Ozeias

Misericórdia

Seus braços
erguidos ao céu
buscam alguma coisa
de lá
misericórdia, talvez
mas ele quer o que se foi

O sol a cega
o vento a sopra
e ela lá, ajoelhada
de braços erguidos
à espera

Deus não se apiedou
e os anjos, maldosos
riram dela
que continua lá
de braços erguidos
já morta.

Foto de Carmen Lúcia

Distintas Solidões

Nem sempre solidão é estar sozinho...
Ela se faz necessária em certos momentos da vida
quando se torna imprescindível refletir em paz
e repensar os erros , ponderar e acertar mais.

No silêncio da solidão conversamos frente a frente
num diálogo leal ”eu e eu”, sinceramente...
É o encontro do que sou, com o que fui e o que serei,
é buscar no interior o que nunca revelei.

Às vezes solidão é sentir-se mesmo só
ainda que ao lado de uma vasta multidão
que não fala a mesma língua, não se enquadra no contexto
já que o texto a ser falado requer trato e compreensão.

Porém, a solidão mais ressentida
não é reconhecida pela falta de amor...
Tampouco viver só a faz tornar-se tão sofrida,
ainda que a convivência fale alto, grite a esmo...
a solidão mais doída é a ausência de nós mesmos.

_Carmen Lúcia _

Foto de Oliveira Santos

Enquanto

Enquanto cai a noite o dia se despede
Na vermelhidão do céu, luz que precede
As horas mais compridas que se passam

Enquanto vejo o sol refugiar-se
Noto a primeira estrela cintilar-se
E as falsas intenções que se disfarçam

Enquanto aqui amordaço este meu pranto
Mais adiante posso ouvir um nobre canto
Dos bem fadados, todos agitados

Enquanto explode a mente em demasia
Da falta de um alento, de alegria
Mantenho meu lamento enclausurado

03/11/00

Foto de Oliveira Santos

Perder-se

Temo que os flagelos da minha alma transformem-me
Que os desgostos e amarguras distorçam-me
Que a pavorosa missão de viver culmine na renúncia da vida
E num ato desvairado, desconexo e lúgubre sucumbir
Temo não suplantar meus tormentos por não saber enfrentá-los
E ser subjugado por meus próprios instintos
E ser acometido pela derradeira loucura de partir

03/07/96

Foto de Oliveira Santos

Seu Moço

Seu moço que vem lá de bem longe
Aqui reina a falta de horizontes
Recursos para uns poucos contemplados
E o desespero para os malfadados
As expectativas se reduzem
Ao passo que as horas se conduzem
Enquanto se teme o outro dia
Se vive o de hoje em agonia

Seu moço que vem lá de bem longe
Por que é que para nós o sol se esconde?
A obscuridade nos massacra
Nos faz reviver a Via Sacra
Mas não existe coroa de espinhos
Nem cruz nas costas pelo caminho
E sim o pesar de um miserável
Frente ao seu destino irrefutável

A esperança já deixou nossos corações
Sórdida miséria nos prende com grades e grilhões
Desgosto profundo dos dias que hão de se passar
Será que o mundo tem capacidade para mudar?

24/11/97

Foto de Diario de uma bruxa

Flor do seu jardim

Eu vejo tristeza em seus olhos
Sei que não esta bem
Procura a felicidade
Mas ela você já tem
Só você não vê

Age triste como uma borboleta
Solitária em meio a um jardim
Pousando de flor em flor
Tentando fincar raiz
Mas quando olha dos lados
Não vê... E chora por fim

Não sabes a riqueza que tem
Dentro de si se acolhe e
Não mostra o que senti
Prefere a solidão
Do que assumir
Que sou a única flor
Do seu jardim
Que em mim você
Já fincou raiz.

Poema as Bruxas

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