Frases e Citações

Quarta Gaveta

Foto de Filipe Bocão

Se eu pudesse escolher o dia da minha morte eu escolheria no dia 20/07. Pode ser desse ano, ou talvez no proximo... Não dou muita importancia pra isso, pois muito provavelmente eu não vou poder escolher mesmo. Não sei bem o que realmente está acontecendo comigo; talvez solidão, saudade, ou coisas assim. Eu sinceramente não sei dizer. Se alguem encontrar alguma palavra que defina isso por favor me fale.
Eu ja estava quase dormindo, ainda era por volta de 11 horas da noite, eu procurava algum cd pra ouvir... Peguei um do Queen. Gosto muito dessa banda. Mas, voltando ao assunto, eu comecei a me lembrar de vairas coisas que ja aconteceram comigo. Sabe quando passa um pequeno filme da sua vida em sua mente? Eu vi esse filme, em ordem cronológica. Percebi o espaço à minha volta, vi como meu quarto é e sempre foi meio bagunçado, e derrepente prestei bem atenção num dos meus moveis mais antigos, olhei bem, e fui em direção à quarta e ultima gaveta, onde tinham alguns albuns de fotografia da minha infancia. Levou cerca de 5 minutos para folhear todos eles. Derrepente me bateu um sentimento um pouco confuso, eu não sabia distinguir se era bom, ou ruim. Respirei. Percebi. Eu era um garotinho feliz na infancia. Não me preocupava com quase nada, eu mais à praia e, é um pouco estranho, mas, a minha relação com os meus pais era bem melhor naquela época. Eu era feliz.
Agora voltando pro presente, quer dizer, não por muito tempo, em alguns segundos eu tenho a impressão de ter percebido que não posso afirmar com total ceteza que hoje eu sou um cara feliz. Eu estaria mentindo. Acho que ja fazem uns 4 anos que eu ando triste e deprimido pelos cantos, com poucos amigos, um instinto agressivo com minha mãe e também sou um vagabundo em relação aos estudos. Em que me transformei? Eu ainda não sei.
Mas eu sei que nunca posso dizer que "eu não sou feliz". Isso só pode ser mais uma crise existencial de um pivete com 15 anos de idade. Porque eu tenho praticamente tudo. Bom, meus pais dizem que eu tenho tudo, mas mesmo assim eu ainda sinto que está faltando alguma coisa. E quer saber? Eu já nem ligo mais, nem tento procurar saber o que seria isso. Acho que ja me acostumei e nem me dei conta disso ainda. Quem sabe um dia?!
Nunca tive muitos amigos, e verdadeiros então nem se fala, no maximo não devem passar de 5. Pode até ter mais, mas sinceramente eu naõ sei.
Às vezes eu sinto vontade de sumir, pra sempre. Mas tem um cara, que ja morreu, que sempre falava que "por mais dificeis que as coisas sejam, sempre se pode tentar viver em outro lugar". Talvez isso seja mesmo verdade. Quem sabe eu não acabe mesmo indo pra Brasília?!

Se eu pudesse escolher o dia da minha morte, seria dia 20/07. Um dia depois do meu aniversario. Pode ser desse ano, ou talvez no proximo, e talvez nem seja da maneira que eu quero, por que nunca é mesmo.
Talvez até lá alguém me diga o que eu quero e o que eu preciso ouvir; talvez até lá eu me entenda com os meus pais; talvez até lá eu consiga um milhão de amigos; talvez até lá alguem se lembre de mim; talvez até la eu encontre a pessoa certa...
Sinceramente eu não espero mais nada. Eu não sei.
Só sei de uma coisa: Não se pode viver pra sempre. Quem precisa viver pra sempre?
Eu não sei. E mesmo assim continuo a adiar...

Solidão.

Fóruns: 
Foto de Fernanda Queiroz

Espero que seja um conto e não um desabafo. Vou comentar o personagem.
Então teríamos um velório talvez ainda este ano, até com data marcada, de um jovem de 18 anos?
Procurando em outro lugar o que fazer, pois não se encontrou aqui neste pequeno paraíso.
Seria um dia de festa? Os pais deles e amigos comemorariam?
Quem sabe haveria até mesmo uma passeata nada fúnebre, onde cartazes se agitariam condecorando o evento?
Eu poderia participar?
Escrever os letreiros dos cartazes?
Aqui jaz um garoto perfeito como diziam teus pais.
A vida o deu tudo, e em meio a este tudo ele se perdeu, pois jamais considerou o que era "não ter".
Deus o deu pernas perfeitas para praticar esportes, correr pelas grandes serras enquanto muitos o poderiam observar em uma cadeira de rodas.
Com olhos vivazes ele percorria sites do pc até se encontrar diante de um tópico que lhe pareceu perfeito para falar sobre solidão, enquanto outros em trevas constantes desde o nascimento almejaram um pequeno facho de luz que denunciasse vida.
Com braços fortes poderia estender á todas às pessoas, em um abraço onde o contato fosse algo mais que físico que braços mutilados jamais puderam erguer.
Com tuas mãos livres acenar um adeus ou um até breve, acariciar um cão, deixar voar um passarinho cativo, acolher alguém em uma queda, pintar um quadro ou dedilhar um piano, mas estas parecem inertes como aquelas que atrofiadas, esperam que alguém os alimente, sem saber do dia ou da hora de tua necessidade.
Então ele quer ir, porque afinal ninguém precisa viver para sempre.
Sim, é verdade, para sempre é tempo demais, é tempo para lembrarmos com saudade de tudo que construímos, tempo para lembrar das vitórias, tentativas e derrotas, tempo para cair e levantar, tempo para passar e ter existido no próprio tempo, que se transformará em saudades, que não se extinguirá jamais.
Bem vindo ao site, somos uma grande família de poetas que em teus momentos de solidão, dão-se às mãos.
Grande Abraço
Fernanda Queiroz

Grande abraço.
Fernanda Queiroz

Foto de Anjinhainlove

Oi Filipe... esse seu texto está estranho... sabe, é que eu tenho 16 anos e às vezes sinto-me assim.
A minha relação com os meus pais não é a mais sólida e amigos tenho muitos, mas verdadeiros só 2 mesmo, isso por estar sempre a mudar de cidade.
Mas só tem de analisar a sua vida e perceber se você se diverte com os amigos que tem agora. Se os seus pais o tratam bem. Se você tem saúde. Talvez seja mesmo de sua cabeça, afinal já todos ouvimos falar da nossa "idade do armário"! Mas faz bem em vir ao site, escrever sempre ajuda a aliviar e estou certa que você ficará melhor. Além disso, o que você fala mostra que é uma pessoa sensível e isso fará de você uma grande pessoa no futuro.
Força!

^Ö^ Cheila Pacheco ^Ö^

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