As folhas etéreas já caem das árvores
E o intrépido Sol Nasce com seu esplendor,
Os pássaros já "cantam" um soneto do amor
E minhas infindáveis palavras mais nada dizem.
O frugal já suplanta à margem do prazer
E a vazão da saudade dói demais, invade meu ser.
Porque Deus? O que fiz pra ti? Sempre te "amei"...
O pastor celebra mais uma missa, alguém se foi
E a chuva cai, apaga o lume de esperança
O seu olhar não mais posso ver, aquele que encanta.
E o funesto me procura, me acha, me aterroriza
O seu tocar não mais posso sentir, aquele que imortaliza
E a culpa é constante em meu peito, apenas um não dizer.