Contos

Foto de angela lugo

Amor eterno amor

Perfumei-me com essência de rosas
O aroma que te embriaga em êxtase
Vesti-me com aquele vestido que tu gostas
bem coladinho ao meu corpo,
formando curvas sensuais a te enlouquecer.
A brisa da primavera adentrava o meu quarto
os aromas das flores misturam-se,
inundando o ar com seu perfume.
Olho o relógio. A hora se aproxima
A hora que tu chegaras para nosso encontro.
Com o coração eufórico, acendo as velas.
Que espalhei por toda a casa,
para dar um aspecto romântico.
As cortinas entreabertas deixam entrar,
o luar prateado da noite de lua cheia.
Tudo colabora para esta noite de amor,

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Foto de Carmen Lúcia

Segundo Concurso Literário-2007 "Adeus,amor!"

Teria sido a carência afetiva, a solidão que sentia(mesmo rodeada de várias pessoas,que não a entendiam)que a arrastaram a viver aquele amor proibido?No começo ela recusava incessantemente...Mas foi,aos poucos,perdendo sua força e se entregando.Passou a viver momentos maravilhosos,intensos,inusitados.Não se conheciam pessoalmente,mas a alma os revelava.Palavras inesquecíveis pelo celular e internet.Tudo se transformara num conto de fadas.O mundo lhe sorria.Começou a se cuidar mais,a sorrir mais,a se amar mais.Era mais velha que ele e disso ele sabia.Dizia que não mais conseguiria viver sem ela.Nem ela sem ele.E esse romance arrebatador durou dois anos.Certo dia, a realidade caiu-lhe como o mundo em sua cabeça.Lembrou-se que era casada e que não lhe havia contado ainda.Sentia-se emocionalmente divorciada,já que o divórcio propriamente dito,por motivos alheios a sua vontade,não poderia acontecer agora. E ser casada, naquelas condições,não lhe significava nada.Era apenas um peso em sua vida.Mas como ele encararia o fato?Saberia entender?Claro que sim, pois conhecia,palmo a palmo a sua alma.Sabia do imenso amor que ela lhe dedicava.Sim...ele a compreenderia porque a amava muito também.Decidiu contar-lhe. Preferiu marcar um encontro,para que,olhos nos olhos,lhe revelasse a verdade.Estava certa de que nada mudaria, porque conhecia a fundo o seu íntimo,sua alma.Era seu aniversário.Dia do encontro.A emoção tomava conta de seu ser.Colocou uma roupa que lhe caía muito bem, ajeitou os cabelos e sorriu para o espelho.Admitiu a si mesma que estava bela.Talvez pelo brilho intenso em seu olhar.Chegou ao lugar combinado.Lá estava ele, dentro de seu carro.Ao vê-la, pelo retrovisor interno,abriu a porta e se aproximou.Ambos tremiam.Chegara o momento.Se ele a compreendesse, ela seria capaz de deixar tudo e partir com ele.Entrou em seu carro.Olharam-se por longos minutos.Então ela falou:-Sou casada!Porém...Ia lhe explicar tudo, mas ao perceber sua transfiguração, seu olhar gelado condenando-a, preferiu se calar.Assim como ele estava:sombrio e calado.De que serviriam palavras naquele momento?Um olhar fala mais alto. Um olhar de condenação é como um punhal fincado no peito,que fere e mata.E ela quis desaparecer,sair correndo daquele lugar,fugir...Ao despedirem-se, ele balbuciou algumas palavras,algo como:-Virei aqui mais vezes,para conhecê-la melhor.Como conhecê-la melhor se ela lhe havia aberto a alma?Ela lhe respondeu:-Não,aqui termina a nossa história.Uma linda história de amor,que me fez crescer,me fez reviver,mas que agora termina...Muito aprendi com você,que devolveu-me a capacidade de amar...e foi uma poesia em minha vida. Beijaram-se...Um beijo triste,com sabor de despedida.E nunca mais se viram.

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Foto de Graciele Gessner

A Despedida e a Espera.

Um dia conheci a minha encantadora alma gêmea, era tudo perfeito! Infelizmente a vida exigiu uma decisão, mesmo custando certo sofrimento, precisei falar adeus.

Quando duas almas que se amam têm de dizer adeus, apenas resta aquele vazio imenso da saudade. Tudo se enche com sentimento da profunda tristeza de ausência. Como seria bom se não houvesse despedidas.

Deixei que seguisse a sua trajetória, a sua missão de vida; para que assim pudesse conhecer as desconhecidas montanhas frias, tudo do maravilhoso branco. E quem sabe, trazendo no seu retorno um pouco do encanto que viu e o amor amadurecido como presente para mim.

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Foto de Graciele Gessner

Um Amável Amor.

Por sorte, hoje tive a oportunidade de descobrir qual era a música que me inspirava, me fazia refletir. Hoje, estive tão pertinho de você, e a música tocou “Circle of Life”. Nunca pensei que esta música tocaria num momento tão crucial, uma música que me fará lembrar de você antes, durante e depois... Eternamente!

Você, que está me fazendo suspirar com outra intensidade, você que me surpreendeu com a sua ousadia, coragem, determinação de fazer acontecer. Você que eu amo, mesmo depois de tudo, continuo ansiando pelo esplêndido momento. Sinto-o mesmo que agora você não esteja aqui neste instante. Imagino-te chegando de mansinho, me abraçando, me amando como nunca foi feito antes, e mesmo sendo certo anseio de desejos ocultos sei que tudo tem o seu tempo.

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Foto de Graciele Gessner

Estive Contigo!

Espero que tenha dormido bem, porque passei no seu quarto esta madrugada como um vulto.

Deparando-me com você dormindo, deitei ao seu lado e acariciei o seu rosto. Você não acordou, mas um sorriso contido me deu como presente da alegria que sentiu.

É provável que ao acordar esta manhã, tenha pensado "que sonho!", mas estive aí no seu lado. Fiquei alguns minutos enquanto você dormia e fui embora tranqüila com a sua expressão serena.

Enquanto você dormia estive ao seu lado deitada, olhava a cada traço do seu rosto, aquela predominância do silêncio no quarto, o friozinho da noite que pedi pelo seu calor... Tão louca que quase lhe beijei, mas, você sem saber acabou me abraçando e eu acabei adormecendo por alguns segundos.

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Foto de Stacarca

Amor funéreo (Parte I)

Amor funéreo

“Á chaga que ‘inda na
mocidade há de me matar"

A noute era bela como a face pálida da virgem minha. O luar ia ao cume em recôndita dentre a neblina escura que corria os escuros delírios. Eu, pobre desgraçado levava meus pés a mais uma orgia a fim de esquecer a minha vida de boêmio imaculado. - Ah! E minha donzela morta que lhe beijava a face linda? Hoje, Oh! Não esqueci de ti, minha virgem bela de cabelos dourados que com as tranças enxugava meus prantos em dias de febre qu’eu quase morria, nem de seus lábios, os doces lábios que nunca beijei em vida, os mesmos que emudeciam os rogados de cobiças fervorosas? Sim, ó donzela de pele pálida que sempre almejei encostar as mãos minhas. Hoje, êxito de sua bela morte, sete dias sem ti, minha romanesca linda dama que as floridas formas diligenciavam os mais escuros defuntos. Os mesmos cadáveres que indagam da lájea fria?

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