Oh, céus! Porque escondes-te de mim;
O brilho das estrelas e o esplendor da lua;
Porque não vejo mais a excelência do sol.
Oh, mar! Porque ocultas-te de mim;
O som das águas o bradar das ondas;
Porque não sinto mais tua brisa suave.
Sinto-me como se tivesse uma escama nos olhos;
Tudo perdeu o brilho, o sentido, a vida;
Sinto-me vazio, inerte, ausente, solitário.
Como viverei assim, o que e como devo fazer;
Preciso da beleza da noite, das estrelas, da lua;
Preciso do sol do mar, das ondas, da brisa suave.
Vida. Oh, vida! Preciso da sua beleza, sua presença;
Preciso vê-la, tê-la, sentí-la, toca-la, saúda-la;