Foto de Carmen Vervloet

Escultura

Escultura

Queria esculpir minha figura
No seu coração.
Meu ser de sonho,
Homem real.
Escultura em gelo
Gelo das montanhas boreal.
O meu amor gritava por você,
Mas o seu silêncio era gélido.
Na porta alguém batia,
E alguém por mim abria.
E o frio que entrava
Congelava as sinfonias
Que eu ouvia.
Era o vento, ventania
Tão zangado naquele dia.
E tudo se tornou cinzento.
E o eterno, virou momento
E o momento virou nada,
Na minha escultura descongelada.

Carmen Vervloet

Foto de Ronita Rodrigues de Toledo

MEU DESEJO

MEU DESEJO

Quero seu beijo suave e doce
e seu beijo ardente...
Seu abraço forte
no meu corpo suado e quente.

Quero as palavras que disse.
As que não disse, as quero também.

Quero seu olhar apaixonado
e seu olhar indiferente.

Sem receio e sem pudor.
Quero-te simplesmente...

Quero sua voz murmurante,
seu respirar ofegante.
confessando seu amor.

E neste êxtase insano
Nossas almas se resumem
Em nossos corpos que se unem
Num só contentamento...

Tenho-te, mas só em pensamento...

Ronita - BN

Foto de Carmen Vervloet

Apenas Elo

Apenas Elo

Eu sou um elo da corrente
E me entrelaço de corpo presente
E não excluo nada de mim
Vou inteiro me entrelaçando assim...

Eu me entrelaço pela força do destino
E outra dimensão descortino...
Os outros elos fundamentam minha vida
Alegre... Triste... Risonha ou sentida...

Nós, elos unidos, fazemos a nossa história...
Nem sempre só de vitórias,
Nem de fracassos, tão pouco...
Nem de momentos só loucos!
Mas somos fortes!

Quem pode ao outro o amor negar?
Se estamos unidos na mesma corrente?
No mesmo mar a navegar?
Se somos frutos da mesma semente?

Somos personagens de eternas relações de amor.
Mesmo que se afastem os nossos corpos,
Os nossos espíritos se unem em louvor,
Mesmo que entremos nos jardins dos mortos!

Breve é a vida...
Certa é a morte...
E se eu decido ser elo da corrente
Desprendida
Fico sozinha, perdida... Sem norte...

E perco o rumo,
Viro serrote...
Serrando em fatias a minha sorte
Jogando-a numa corrente de vento forte!

Porque sozinha sou poeira da estrada...
Porque sozinha eu não sou nada!

Carmen Vervloet

Foto de Carmen Vervloet

Fusão de Almas

Fusão de Almas

É do querer ardente que nasce
A fusão de dois corpos.
Loucuras do amor que se divide por dois
E em seguida se multiplica.
Lição de vida
Na conjugação do verbo amar.
Percorrendo sinuosas estradas...
Passando sobre pontes,
Telhados das águas,
Elo entre o antes e o depois...
Dispensando metas...
Sabendo que o fim é o êxtase,
Lá no cume da montanha,
Bem no alto,
Onde a imagem do inatingível
Aciona a mola mestra
Que une nossas almas.
E depois a paz
Que apazigua as manhas
Dos nossos loucos corações.

Carmen Vervloet

Foto de Carmen Vervloet

Resquícios de Poesia

Resquícios de Poesia

Sozinhando, por ruas desertas,
Busco resquícios de poesia
Para acalmar meu eu andarilho.
Vago por alamedas iluminadas
Por prateado luar.
Sinto o cheiro das murtas
Que dormem silenciosas
Indiferentes a minha triste solidão.
Dói o meu coração
Massacrado pela vida.
Insisto... Persisto... Resisto...
Caminho nas trilhas da noite
Ouvindo o silêncio da madrugada.
Nada acontece...
Apenas continuo procurando
Nos descaminhos do alvorecer
Que me levam as primeiras luzes da aurora.
Finalmente encontro um riacho
E lavo a poeira que pousou
Em meu coração
Que agora está mais leve.
E só então consigo poetizar
Bons momentos da vida
Agora inserida
Nos versos escritos no ar
Com o vapor de minhas quentes
Lágrimas de amor!

Carmen Vervloet

Foto de Enise

Se... - um poema de amor...

Foto de Carmen Vervloet

Lobos Famintos

Lobos Famintos

O grito da fome
Escapa do estômago da periferia...
E soa por vários palácios
Sem eco...
Ensimesmado, Maria,
Trêmula... Doente...
Barriga oca... Roncando... Vazia...
Num semáforo qualquer...
Estende a mão fria
E suplica em nome de Deus,
Uma esmola!...
Trocados para enganar
A fome de seus filhos
Cujo teto é o céu...
A escola é a vida...
E a dor é seu sempre...
Vivendo da sorte, sem norte...
Ludibriando a morte!
Sem futuro... Sem esperança...
O palácio onde mora
Aquele que se fez Rei
Pela mão do povo...
Covil de oportunistas... Alpinistas...
Oferece apenas migalhas...
O pão fermentado com os nossos impostos...
Assado no forno da corrupção...
Nunca sai das mesmas mãos...
Elas o detêm engordando suas contas
Em paraísos fiscais... Devolver jamais!
E gulosos que são, tem um refrão:
Quero mais... Quero mais... Quero mais...
Insaciáveis insanos! Vis macrômanos!
Os palácios unem-se em blocos
De opulentas alegorias
E cegam o povo
Com suas tendenciosas fantasias...
Jogam algumas migalhas
Nas panelas vazias dos pobres
E se fingem nobres!...
Unem-se guardando o mesmo tesouro...
Barras de ouro!...
E se protegem
Na sua desenfreada loucura de poder!...
Não mais vêem a dura realidade
Dos homens da periferia
Dizimados pela ambição,
De quem entregou ao Diabo o coração!...
Mas em algum momento,
No meio de tanta revolta,
Haverá uma reviravolta!
O reverso da medalha!...
A coroa cairá das cabeças dos falsos reis
Que por sua vez, deixarão cair às máscaras...
Mostrando as verdadeiras caras!
E eles se envenenarão com o próprio veneno!
Ou engolirão uns aos outros!
Lobos famintos!...

Carmen Vervloet

Foto de carlosmustang

HISTÓRIAS CASUAIS

Todos tem uma história...
Cada qual, com sua memória
No deflôrar do viver
Na percepção de ser...

Num caminho concludente;
Tudo que a gente sente...
Chora, vê concente
Encontra-se no caminho muitas desilusões...

Mas também alegrias...
Apesar das frustações.
Contruimos nossa história...

Levantando-se e vivendo
Penitente quase sempre
Numa estrada, ter passado.

Foto de Raiblue

Metáforas do amor

.

Amor, um trem desnorteado
Um quarto, um deserto
Um lugar distante, afastado
Caminho mais belo e incerto

Reminiscências...
Fotografias intactas
De um passado que divaga
Pelos campos da subconsciência

Se pudesse escrever minha história
Faria uma bela ficção nada científica
Completamente louca, desmedida
De vidas não lineares e provisórias

Esse futuro que nunca chega
Porque o agora é a única verdade
Enche-nos de agonia e ansiedade
Ao mesmo tempo, nos fascina com suas incertezas

O amor parece sempre pertencer ao futuro
Um passado que não foi, não é
Mas pode vir a existir em um lugar qualquer
Um antigo casarão e seus corredores escuros

Amor, ficção humana
Demasiadamente humana
Cinema, drama...

Raiblue

Foto de Raiblue

Metáforas do amor

Vídeo-poético
Poema e produção by Raiblue

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