Foto de Carmen Lúcia

Livre arbítrio

Gosto da vida
Apesar das feridas...
Sigo o meu norte
Ao inverso do lado
Que leva pra morte,
Mistério jamais desvendado,
Salário pago e suado...
Despedidas sofridas, doídas...
Então vou vivendo
Em busca do livre arbítrio...
A fé continuo mantendo
Naquilo que eu acredito,
Mesmo às vezes não crendo...
Descartando palavras inúteis,
Versículos apregoados e fúteis...
Aqueles que me convencem
Assimilo...e vou renascendo
Porque viver
É renascer a cada dia,
É revolucionar, recomeçar...
Não temer, desafiar...
Parar é retroceder,
Deixar a vida escorrer
É estar vivo e morrer.
Então procuro no hoje
As oferendas do dia...
Aquilo que me alivia,
Respostas a tudo que esconde...
Até chegar a hora incerta
Da verdade que é certa
Entregar-me-ei à sorte,
Quando me levar a morte.

Foto de bomboca

O teu nome

Quero saber teu nome,
Escreve-o em mim com os teus dedos-
Como se escrevem as areias
Nas praias de ventos fortes
Sopra-mo no ouvido como brisa morna
Enfunando as velas da nau ao
Morrer mais um dia
E deixa-me o corpo em êxtase
Diz-me como poema ao íntimo
Com a boca trêmula de volúpia
Como conquista o amante
O tímpano da gruta quente da
Mulher amada com a língua
Dize-o em sussurro açucarado
Como tatuasse o meu peito ávido
Pelo lado de dentro
E encosta teu corpo ao meu
Deixa-me mergulhar águas viscosas
Escreve-o profundo como
Canivete numa árvore de vida longa
Faz-me estremecer de prazer
E, antes de partires,
Pousa-o nos meus lábios devagar
Ninguém olvida um corpo que teve
Nos braços um momento
Um nome sim. Talha-o em mim
Para sempre

Foto de Maria Goreti

Geração, Gestação, Ilusão.

O sangue estanca. Seios enrijecem.
Dia após dia, mês após mês.
Barriga não cresce.
O tão sonhado filho não vem.

Enjôos, desejos, lágrimas.
Em seu ventre filho não tem.
Será que há algo errado?
O filho sonhado não foi gerado.

O filho que jamais sugará os seus seios
É o filho que literalmente não pariu,
Porém cujas dores do parto sentiu,
Não uma, nem duas, tampouco três vezes.
Mas muitas... muitas... muitas vezes!
E jamais deixará de sentir!

©Maria Goreti Rocha
Vila Velha/ES - 10/03/06

Foto de Sonia Delsin

FERIDA EXPOSTA

FERIDA EXPOSTA

Esta noite eu visitei umas ruínas.

Andei descalça entre elas, descalça e seminua.

Eu vi um porta-retrato quebrado.

Quanta lembrança do passado!

Vi um terço, um pedaço de papel...

Vi entre as ruínas um menino.

Lindo, frágil...doce. Um destes anjos do céu.

Um garotinho que sempre tocou muito fundo meu coração.

Um menino que se fez tão forte pela vida afora que se tornou um campeão.

Meu filho tão bom.

Entre as ruínas encontrei flores.

Meu peito se fez em dores...

A ferida ficou maior. Sangrou...

A casca que se formava descolou.

Ficou exposta a ferida.

E eu ali.

Entre as ruínas do que foi minha vida.

Chorei.

Claro.

Chorar lava a alma.

Não podemos represar as emoções.

Deixei que as lágrimas lavassem...escorressem.

Eram tantas as sensações.

Esta noite eu andei onde não se anda mais.

Onde não se volta jamais.

Andei no que já se foi... no que o tempo guardou.

Mas se fez chorar também foi bom lembrar.

Porque entre as lágrimas encontrei um sorriso teu.

Então pensei.

Tu me amaste, eu muito te amei.

Se nos perdemos um do outro.

Muita coisa guardaste.

Muita coisa guardei.

Sonia Maria Delsin

Foto de cathy correia

Eu

Serei para ti
Esse vento
Essa chuva
A pausa que perdura
No espaço de uma luta.

Foto de cathy correia

passiflora

Roxo mistério
Chegou o tempo de amar
Passiflora vejo.

Foto de Carmen Lúcia

Inspiração

abro as asas
alço vôo
(poeta sabe voar)
desbravando
céu e mar...
o sonho perdura
na imensidão
do meu coração...
a inspiração me segura
quanta poesia no ar...
quantas rimas no mar...
explodem emoções
invadindo o lugar
pintando de azul
o meu divagar
que a vagar
capta palavras
escondidas no céu
e no fundo do mar...
criando versos
simples e complexos
juntando universos
azuis e reflexos
do céu e do mar...

Foto de carlosmustang

O DIA QUE:"UM HOMEM NÃO ENXERGOU"

Certo dia um homem acordou
Tentou compreender porque não via nada
E ele moveu seus olhos para a janela
Mas não enxergava a lua que aida pairava no céu
E então ele tentou enxergar a mulher que dormia ao seu lado
Ele tentou, mas não a via, ficou desesperado...
Ai ele foi para outro quarto
Mas não enxergou suas filhas
Seguiu para o quarto do caçula
Que dormia...
Tentou, mas também não o enxergou
Levou as mãos aos olhos marejados
Lembrou do passeio que planejava com o filhinho
Mas sempre deixava pra outro dia, porque tempo nunca tinha
Esfregava os dedos nos olhos, mas o brêu permanecia
Virou se pra fora e percebeu que amanhecia
Ele correu pra ver o sol, que já aparecia
Não enxergou, mas ele não desistia
Há muito ele não notava a beleza das pessoas a sua volta
Elas passavam a sua frente e desejavam "Bom Dia"
Então sentou-se a calçada
Se pôs a chorar, mas as lágrimas não emanaram
Ele tentou sorrir, mas sua face intácta ficava
Quanto mais aflíto ele estava, uma solução não encontrava
E então lembrou se de um livro que ficava como méra decoração à sua estânte
Levantou-se e voltou ao interior da sua casa
Abriu o LIVRO, seu olhar ascendeu...
E o homem voltou a enxergar, quando viu as palavras de DEUS.

Foto de Carmen Lúcia

Amanhã...talvez!

Acordei estática, sem vida...
Nem disse bom-dia ao dia,
Nem mesmo agradeci a Deus...
Não quis falar de poesia,
Nem relembrar os sonhos meus...
Senti a alma vazia,
Não quis chorar outra vez...
Com a dor que em meu peito havia
Eu nem relutei e ela se refez...
Sequer abri a janela,
Não deixei o sol entrar...
A luz transpassada por ela
Fez meu olhar se fechar...
Perto dali só ouvia
Um alegre bem-te-vi...
Fazendo homenagem ao dia...
Tapei os ouvidos, fingi
Que não o ouvi ... Mal-te-vi!
Deixei que as horas passassem,
Malditos minutos incontáveis,
Por que existem manhãs?
E todo frescor matinal?
Por que a poesia lá fora
Quer me falar logo agora?
Por que existe tristeza
Em contraste com tanta beleza?
Por que não consigo chorar
Para minh’alma aliviar?
Hoje não estou pra nada,
Sinto-me inanimada...
Dormirei outra vez...
Amanhã, quem sabe?
.....talvez....

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"DESTINO"

DESTINO

A mãe natureza em tudo pensou
A todos uniu a todos dotou
E nos mais longínquos lugares
A paz proporcionou.

Entre vales e caminhos
Cada um procurou
Traçou seu próprio destino
E o amor semeou.

Cada um dos habitantes
Uma historia criou
E para todos semelhantes
Um lugarzinho reservou.

Quem se queixa de seu destino
É por que o do vizinho observou
Mas fez mal para sua vida
Quando de outra tarefa se apoderou.

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