Foto de NiKKo

Solidão

Quantas vezes eu sozinha em meu quarto
Desejei ter alguém ao meu lado pra me aquecer
Talvez a solidão me doesse tanto, como agora
Se eu tivesse mais alegria em meu viver.

Mas a solidão é minha amiga constante
E por causa dela eu descobri que posso voar
E percorro estradas de sonho e aventuras
Tendo muitos amores sem contudo, me entregar.

Sigo por esses caminhos que eu mesmo escolhi
Onde a alegria é uma bebida que sorvo lentamente
Pois para mim ela é tão rara e difícil de ser encontrada
Que quem me diz que é feliz, eu acho que mente.

As vezes acho que a solidão por mim se apaixonou
E por me amar, não quer mais me abandonar,
Por isso em forma de compensação
Deu-me o dom da escrita para do amor falar.

A solidão esta comigo há quanto tempo
Que não sei poderia viver sem ela ao meu lado
Mas acho que a ela é o único remédio
Que irá fazer meu coração ser remendado.

Coração esse que tanto amor quis lhe dar
E que por muito amar jamais ousou te prender
Mesmo que em troca tenha recebido a solidão
E descoberto que amar, nem sempre é viver.

E quem sabe um dia em futuro distante
Eu possa me olhar sem sentir amargura ou dor
Talvez eu descubra que fui usada pelos deuses
Pra derramar na terra as lágrimas benditas do amor.

E nesse dia eu sinto que a solidão
Era muito mais que uma amiga constante
Talvez eu veja que foi forma que meu anjo descobriu
Pra andar comigo nessas noites errantes.

Foto de Flower Medeiros

E Agora ?

Não era para ser assim,
Você apoderou-se de mim,
Deixou-me atordoada,
Com medo de ser outra vez enganada.

Você sorri,
Mas é tudo falso.
Você me ama?
Não sei mais o que faço.

Se tudo que fiz não adiantou,
Preciso aceitar que tudo acabou,
Mas tem horas que penso,
Que não são apenas pesadelos.

Não estou aqui,
Você nunca esteve aqui.
Tem horas que é tudo tão real.
Que custa acreditar,
na dor, na angústia, na solidão de agora,

E Agora?

Definitivamente

E Agora?

Foto de Flower Medeiros

Felicidade????????

*Como cão sem dono ando perambulando pelas ruas da solidão, faminta, mal cheirosa, com pragas a me acompanhar. Com tudo de ruim que já me aconteceu, já não ligo mais para o odor que exala de mim.
*Pensamentos doentes, sem força para me manter em pé. Mas minha inquietude não me deixa descansar.
Minha angústia é minha melhor amiga, e já não a suporto mais sussurrando em meu ouvido. Chega! Ao menos me deixa morrer em paz!
*Meus medos já não apavoram mais. Com tudo que já fiz, acho que ele, o medo, tem medo de mim.
*Eu não tenho paciência para as coisas boas, elas são muito instáveis, não param quietas por muito tempo no mesmo lugar, isso me deixa enlouquecida. a dor sim ela demora sair, fica ali por mais tempo saboreando meu sofrimento, e a alegria que se dizia minha amiga de vez em quando ia embora sem me avisar.
*Felicidade a só conheço por nome, nunca fomos apresentadas. Mas também não quero mais saber dessa tal Felicidade, me parece tão arrogante, é muito difícil manter contato com ela. Não diz onde mora, não manda noticias, é tão esnobe que nem aparece para esnobar ninguém.
*Se um dia ela aparecer prometo tomar banho, comer alguma coisa bem gostosa e até perdôo a alegria por desaparecer.
*Então trato feito!
*E você o que vai fazer quando a Felicidade chegar?

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

DEMOCRACIA FORTALECIDA!!!

DEMOCRACIA FORTALECIDA

Com o advento da prematura absolvição de Renan Calheiros, a Democracia Brasileira da um salto de credibilidade, pasmem, mas é verdade, leiam com atenção e vão entender do que estou falando, se Renan fosse cassado, a extirpação dos crápulas pararia por ai, a Democracia plena, é aquela que é soberana e inteligente, o Senado mordeu a isca e graças a este artifício faremos uma renovação.
Cai um dos últimos Baluartes do PT.
Aluisio Mercadante, antes tido como um exaustivo militante petista, se abstém do voto pela cassação de Renan, jamais poderia ter cometido este crime contra sua própria historia, teria que optar por um dos dois lados, e sentenciar seu voto, ao abster-se abriu precedentes a seus eleitores, para que possam cometer o mesmo deslize, a Democracia sai mais uma vez fortalecida, teria que ser assim mesmo, salvo pouquíssimas exceções, a grande maioria sobrecarregou o muro das incertezas, subindo atraz da cortina espessa do voto secreto, dezenas de Senadores votaram contra seus futuros mandatos, tenho certeza que o eleitor não irá perdoar aqueles que omitiram publicamente suas posições, e no próximo escrutínio serão execrados do cenário político Nacional.Renan só recebeu uma golfada a mais de ar nos pulmões,mas acabara em pouco tempo, analisando melhor, se tivesse sido cassado o Senado sairia fortalecido, e praticamente não haveria renovação através do voto.
A Democracia plena pregou uma peça aos ursupadores do poder, criou uma crise corriqueira nos dias de hoje, para que fossem expostas as viceras do Senado , ai então a Nação pode enxergar sem duvidas que a grande maioria esta podre, o voto secreto é a mais infeliz e covarde manifestação da canalhice dos crápulas. Quando o processo de escolha do regime de votação foi aberto, estabeleci um raciocínio, Se for voto aberto o Senado sai fortalecido, se for voto fechado, a Democracia sai vitoriosa.
Comemorei quando ficou decidido que seria voto fechado, este bando de sem cérebros cometeram o primeiro grande erro que os levara ao descrédito, finalmente a burrice de suas ações tinha aparecido, assim estabelecido a grande maioria sentenciou seu afastamento do cenário político Brasileiro, não agora, mas nas próximas eleições.
A Democracia venceu, esse episódio, comumente chamado de “balão de ensaio”, acabou por fazê-los morder a isca, o povo não precisa saber mais quem subiu no muro da enganação, é só observar quem fincou estacas em qualquer dos dois lados, merecem respeito, este é o fundamento da Democracia, liberdade de ideologia, mas os alpinistas ( que me perdoem os praticante deste esporte), mas é só uma infeliz alusão aos que do muro se utilizam.
Renan será cassado, senão nas próximas CPIs, na próxima eleição, o Senado será reestruturado, e a Democracia dará mais um passo a caminho de sua plenitude.
O Senado da Republica não pode em hipótese nenhuma deixar duvidas em relação a sua total integridade, mesmo porque, é quem fornece em caso da ausência do Presidente e seu Vice, o Administrador da Nação, em quase dois séculos de historia o Senado não foi tão mal freqüentado e representado, eu em nome do meu País, e acredito pelos interesses da grande maioria dos Brasileiros, “exijo” que se faça justiça, que se apurem as responsabilidades e que se punam os culpados, para que seja estabelecida a verdade ao povo Brasileiro.

SALVE A DEMOCRACIA!!!
SALVE OS BRASILEIROS!!!
SALVE O BRASIL!!!

Foto de Jorgejb

Crónicas de Monoamor.

Por uma última vez, não volto a perguntar se me queres. Ponto final e não ponto de interrogação.
Arre, que um homem tem uma dignidade, tem uma espinha. Parece que quando te sinto, é mais fácil mentir. É na solidão que me desatino, é na tua ausência que passo ao contra ataque a mim próprio. Porra, os sentimentos são tão parvos, tão ao contrário do que quero. Parece que há gente que nunca tem destes problemas. Afinal, quem vive melhor?
Sinto a forma como desvias o olhar, nem sei o que queres dizer. Pareces fugir, ao mesmo tempo como se te desgostasses de não quereres exactamente o querias querer.
Chatice das palavras. E se falássemos por telepatia? - e se nos entendêssemos sem ser preciso falar?
Que tal inventar uma comunicação mental. Bem, isso não era bom, não podia guardar segredos, seríamos nus a todo o instante.
É de tanto te querer que me calo, que emudeço e paro. Uma vez perguntaste se desisti. Nunca, porque não posso, não porque não queira. Que pode fazer alguém se ama? Não se inventou ainda um chá de desamor, que me tire deste todo, dum corpo pegado a um olhar, dum desejo sereno, às vezes louco. É como uma dor que não sai, mesmo que me queira distrair.
É de tanto querer que me dói o teu não? – Não, não é. É mais, de não encostar o teu não na beira da estrada e seguir. É de me embrulhar nesse teu corpo, lindo, desejado, desse teu rosto, desses teus olhos. Nem me lembro se é lindo, porque não existe onde me apoiar, onde comparar.
Sais de mim, com uma simples frase, o teu movimento é um não movimento, as tuas mãos fecham-se escondidas no meio dos teus braços, encostadas nesse teu peito que queria alcançar e sentir.
Tens as mãos nuas, envergonhadas – olho-me no vazio, na estranha sensação do ridículo, nessa tua expressão vazia de quem nada tem para me oferecer.
Olho o teu rosto – não quero o teu beijo prolongado, não quero estar aí, quando te despedires na lembrança de um adeus, cruel.
A minha esperança são os poemas, o acreditares que vou ter sempre essa pequena luz se quiseres regressar – ao menos terei sempre a esperança que voltes, e tu porque a luz brilhará, mesmo fosca, o convite para te deitares, cansada, gasta de procurar quem te ame mais, ao lado desta pobre paixão inacabada.
Há um ar fresco de fim de Verão que se recalca no final das tardes. O Sol esgueira-se, tu permaneces, cercada da soma dos olhares onde nunca mais dançarás a roda, eu por aqui fico falando ao destino destas histórias. O destino aborrecido, diz que sim, pois é, pois é, complacente, cheio – afinal não há nada de novo nesta história..

Foto de Jorgejb

Quimera

Sinto-te pelas vésperas
trazida por um vento fresco que se assoma,
como se te abraçasse,
e na explosão dos traços
emprestados ao teu rosto,
as palavras nascessem,
do profundo guardado no teu peito.
Há sempre um cheiro novo,
intenso,
que vem na entrega
na partilha,
e me ultrapassa e me provoca
quando te olho, como a um espelho
e te sinto meu lado desigual.
És a mestra que me ensina
o caminho onde vou,
apontando na tua direcção;
recebes meus dedos em delírio
onde te desenho,
nos gestos que procuras
e esfusiante pedes mais e mais ternura,
que eu derramo em ti sem constrangimento.
Nas noites onde
te deitas comigo,
permanece real o meu desejo,
ofereço-te quase tudo o que possuo,
deixando-me embalar no trecho dessa dança
onde teus pés e meus, se cruzam e saltam no meu leito,
felizes dos encontros, de se terem.
e dos poemas que dizemos de cor
e mais os que trocamos sem olhar,
confortam-nos do gelo da saudade
que se derrete,
quando nos chegamos,
bem perto do que sempre
pode acontecer..

Foto de Edson Cumbane

Vida

A vida deve ser vivida
O sida nao rima com vida
Esquece o passado triste
Projecta o futuro e insiste

Foto de Fernanda Queiroz

Pensamento

Ás vezes as crateras de nosso coração deixa jorrar lavras das chamas que o aqueceu demais, para depois deixar habitar o gelo das grandes e majestosas paredes de um iceberg, que triturada rompe do peito e vaga na mente, onde em meu corpo dormente repousa a inércia que me deixa a vagar.
Fernanda Queiroz

Foto de Logan Apaixonado

Talvez...

Existe um porque...
sem razão, sem sentir...
sem nexo, sem sentido...
porém existe um porque...
porque talvez a felicidade
queira ter presente
seus beijos ardentes
seus sonhos tão lindos
talvez ela queira
meus sonhos embalados seda pura
talvez...
seja uma promessa esquecida
talvez...
eu seja só um cara...
talvez exista um porque
fundamentado em sentimentos
tão sinceros quanto honestos
talvez exista uma razão
pra sentir que o coração
muitas vezes nos pede
uma emoção sincera
uma prova infinita
de que ele realmente exista
e sinta o amor em toda sua plenitude
talvez...
as sombras se recolham
e revelem um mundo infinito
repleto de cor e sensações
nunca antes experimentado
talvez....
exista uma ser
simplesmente maravilhoso
que tome meu pranto
e torne em encanto
uma dor antes vivida
em esperança agora surgida
talvez exista
um sentimento esquecido
no fundo do meu ser
que diga ao seu interior
que existo, sou e estou
apaixonado por você...

Foto de Fernanda Queiroz

O Show

O Show

Terça, 26/09/2006 - 23:23 — Fernanda Queiroz

Em meio aquela multidão eu me sentia perdida. Por mais que imaginasse nunca cheguei a pensar que pessoas poderiam ser tão apressadas e barulhentas.

Na hora de reservar meu ingresso optei pela geral, pensei que assim passaria despercebida, a idéia de camarote não me inspirava privacidade e sim destaque e como jamais tinha assistido a show de uma Banda famosa ou qualquer outra tudo era novidade. Minha experiência se resumia nas quermesses organizadas pela Associação Comunitária da Vila onde o som da banda dominical entoava valsas enquanto desfilávamos entre barraquinha de jogos e doces e aguardávamos os fogos, estes sim eram a estrelas das festas. Ficar olhando para cima vendo um pequeno zumbido se transformar em imensas partículas colorida era um espetáculo, mesmo que ás vezes acarretasse lembranças nostálgicas, eu amava aquele céu pontilhado de luminosidade.

Enquanto tentava entrar em um enorme recinto, daqueles que se vê somente pela TV, empurrada para lá e para cá por uma multidão que parecia não conhecer as normas da boa educação, estava pensando o que tinha me levado a tomar esta decisão.

Já havia se passado quase dois anos desde que falei com ele pela última vez, neste tempo tão forte quanto às lembranças que sobreviveram estava meu medo de saber o rumo que ele tinha dado a tua vida.
Afastei-me completamente do mundo das manchetes, onde certamente ele sempre seria destaque. Não lia revistas, jornais somente seção de investimentos e cultura, TV canal fechado sobre economia e agricultura, assuntos fundamentais em meu trabalho.
É claro que sem que eu pudesse evitar ás vezes os ouvia cantando, no radinho de pilha de algum operário, nas grandes magazines de eletrodomésticos na cidade, na faculdade onde os rapazes bonitos e famosos fazem à cabeça das garotas que até tatuavam em teus corpos nomes juntamente a desenhos exóticos.
No principio sofria muito por isto, depois sabendo que nada podia fazer, passei a ignorar, afinal quem tinha mandado me apaixonar pelo ídolo do Rock?

Finalmente tinha conseguido entrar no estádio onde a multidão se aglomerava onde estar á frente era certamente um privilégio para expressar o fanatismo que alterava o comportamento das mais diversas maneiras.
E agora estava ali, há poucos minutos e metros de onde ele entraria, duvidando de minha sanidade em ter tomado a decisão de ir vê-lo. Talvez se não fosse próximo à cidade que estava a trabalho há dois dias, jamais teria ido. Fui exatamente para ficar dois dias resolvendo questões de Marketing, mas era impossível não ver todos os outdoors espalhados pela cidade. Minha primeira reação foi de pânico, queria voltar sair correndo ao fitar ele entre o grupo sorrindo, como sorriu muitas vezes para mim... Deus...as lembranças voltavam em avalanche fazendo meu corpo estremecer, meu coração disparava, como aquele ressoar de buzinas que soavam atrás de mim, foi quando me dei conta que estava atrapalhando o transito e com mãos tremulas segui em direção ao hotel onde me hospedara, parando somente em uma loja especializada onde adquiri um potente binóculo, se fosse levar esta loucura a frente ele seria necessário, pois pretendia me manter mais distante possível e algo dentro de mim gritava para ir...Eu iria.

Já se passava 1 hora do horário grifado nos cartazes, a multidão que formara era tudo que jamais tinha visto, parecia uma disputa de quem conseguiria gritar mais alto, ou agitar mãos blusas lenços ou faixas mais altos. De onde estava bem retirada da multidão a tudo assistia ocultando minha ansiedade.

De repente os gritos se tornaram mais forte e contínuo em resposta a presença deles no palco.
Minhas mãos suavam tremulas, meu peito parecia que iria explodir lançando meu coração ao palco, por um momento pensei em desistir e sair correndo para meu abrigo, meu canto onde meus segredos me protegiam... respirei fundo, ergui a cabeça, encostei em uma pilastra, como se ela pudesse segurar meu fardo de dor, estava cantando acompanhado eloqüentes pela platéia minhas mãos levantaram o binóculo sem a pressa de quem esperou tanto por este momento, lentamente o ajustei aos meus olhos onde avistei gigantes holofotes, estava tentando me orientar, olhei em volta tentando ajustá-lo. Vi o baterista movimentado ao frenético ritmo que me fez piscar várias vezes, parecia a minha frente, lentamente movi para a esquerda encontrei o saxofonista, voltei-me para a esquerda devagar, quase sem respirar para não perder o foco, quando o vermelho da guitarra coloriu as lentes senti um impacto tão grande que parecia atingida por um soco no estomago.Engoli saliva inexistente, tentei suavizar os ressequidos lábios passando a língua por eles, meu peito arfava e meus olhos buscava naquela potente tecnologia, tua face amada.

Recosta bem no fundo, longe da entusiástica platéia sabia que precisava vê-lo. Determinada, ajustei as lentes tentando reencontrar o foco reluzente de tua guitarra e lá estavam tuas mãos a segurarem firmemente, dedos firmes dedilhando-a, mãos de artista. Fui subindo, encontrei tua camisa alaranjada, Deus eu amava esta cor em você, lembra-se daquele casaco? Quando o vi sabia que tinha sido feito para você. Caiu como uma luva ficou lindo como sempre foi, será ainda que o guarda? Ou estará jogado e esquecido em algum armário?

Pela camisa entreaberta pude ver tua inseparável medalha segura pelo fino cordão de ouro que cismava em colocar entre os lábios quando estava nervoso, como naquela vez que esqueci o celular desligado por toda tarde exatamente no dia que te aconteceu um imprevisto, tinha que viajar, e não conseguia contato. Quando conseguiu falar, a primeira coisa que disse... já mastiguei todo meu cordão... risos, era sinal de perigo... mas também das pazes de teus beijos ardentes de tuas palavras que compunha as mais belas declarações de amor.

Teu rosto... Deus... a barba feita, cabelos desalinhados como sempre te dando um ar de garoto, tua boca em movimento, cantando ... para a platéia...para o mundo, como gostava quando cantava só para mim que entre risos sempre podia ouvir dizer que me amava... muito, fitando-me longamente com este olhos da cor do oceano e infinitamente maior, pois era a janela que me transportava para as portas do paraíso que meus sonhos tanto almejaram.

Deus... é ele, meu eterno amor, há poucos metros de distancia, no palco, no teu show, no teu mundo.
A lente ficou turva, lágrimas desciam copiosamente por minha face, uma dor física me invadiu fortemente fazendo-me escorregar pela pilastra até encontrar o abrigo do chão, pensamentos desatinado trazia o passado de lembranças onde o presente se fundia em uma imagem com o olhar perdido na platéia.

Teus olhos sorriam as manifestações enlouquecidas, gritavam teu nome em todos os tons, gestos, mãos erguidas, cartazes, onde os pedidos nítidos requeriam tua atenção... teus olhos vagavam acompanhando em um misto de alegria e encantamento.
Olhos para o flash, foi como me disse um dia. Que era um olhar reservado á todas outras garotas do mundo... que para mim sempre seria um único e eterno olhar.
E agora? Que olhar era este? De flash? E se pudesse me ver, me olharia de novo como se tivesse me inventado? Como se tivesse me feito nascer a partir de teu olhar?

Levantei-me cambaleante, tonta, ouvindo o frenesi se tornar mais acentuado, você jogava rosas...a toalha que usou para secar teu rosto...como se doasse um pouco de você...e tudo de mim.

Às vezes vivemos em minutos, muito mais que em dias ou meses, minha mente parecia entorpecida diante da lente que deixava você tão perto quanto eu queria estar, teu rosto, teu sorriso, teu corpo... você do jeito que eu sempre amei... no mundo que não conhecia...no palco...na fama...tua vida, tua carreira, teu destino.

Sai caminhando devagar, virar as costas me custou muito... muito mesmo... nunca saberá o quanto...
A menos que um dia queira assistir um show... em um palco diferente... cheio de galhos e flores... talvez se quiser se juntar á platéia dos passarinhos... ouvindo somente o som de minha flauta, que mesmo tocando baixinho pode-se ouvir além do horizonte...

Fernanda Queiroz
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