Foto de Comandos

Tentando não escrever sobre você

Caneta e papel na mão
Começo a escrever sem nenhuma inspiração
Palavras sem amor
Palavras sem sentido

Escrevo só por escrever
Tentando escrever algo não sobre você
Mais só de tentar de ti não lembrar
Acabo rabiscando meu poema com minhas lembranças

Mais vamos la...
Vou tentar continuar o meu poema sentido
Vou falar de qualquer coisa
Só não quero falar das minhas lembranças que tenho contigo

Nossa mais como é difícil
Pois só de tentar em ti não pensar
É a mesma coisa que pensar
E me vejo novamente rabiscando meu poema com minhas lembranças

É já vi que não tem jeito
Então vou revelar que ainda te amo
Que ainda te quero
E que ainda existe uma grande saudade aqui no meu peito

Foto de Melquizedeque

‎:::: CAOS DA HUMANIDADE ::::

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Quero ver todas as sociedades
Desesperadas com o gemido,
Fecundados com o ódio máximo;
- Tornarem-se ferro retorcido.
Um inferno semeado nas enchentes
De populações virtualizadas.
Sociedade maldita! – Agouro iconoclasta.

Vereis a última árvore cortada,
Essa tal, que limpa suas fezes.
Higiene mental deformada...
- Epigênese da esfinge diluída.
Quero ver toda água contaminada,
Todo solo rachado em insolação;
Poesia! Ampare-me depressa.
– Seja anti-herói dessa maestria!

Sociedade que transforma tudo em fumaça,
Queimadas sustentam teu progresso.
Quero ver-lhe sufocada nas estradas,
Presas nos congestionamentos.
Almejo assistir a chuva ácida
A derreter o produto do teu trabalho.
Abalos sísmicos intermináveis – Cinismo?!

Quero ver as marés engolirem teus prédios,
O lixo nos esgotos transbordarem nos ralos.
Sociedade ingrata! Até os ratos lhe abominam.
As experiências serão suas muletas quebradas
Em ruas cobertas por densa neblina.
Acenderei a última vela no teu black-out,
Onde verás os erros jamais corrigidos.

Charles Von Dorff, 19 de janeiro de 2012.

Foto de Carmen Lúcia

Pela fresta da janela...

Pela fresta de minha janela entram versos
acompanhados pela melodia do vento,
dançando à luz da manhã renascida
numa coreografia que se estende pelo tempo...

Pela fresta de minha janela a fantasia invade
povoando todo o espaço de cândida alegria
e com doce magia me persuade
fazendo-me crer que é real a utopia.

Pela fresta de minha janela renasce a vida
reluzindo ao sol de mais um dia,
refletindo o azul e o verde da pedra turmalina
em contraste com a tristeza de quem chora a poesia...

Pela fresta de minha janela
vejo o mundo sempre em festa,
flores e cores a permear os cantos,
alegria sem tramela,
revoada de encantos.

(Carmen Lúcia)

Foto de Melquizedeque

‎:::: CONSELHEIRO DA MORTE ::::

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Acordei com o cheiro da criança morta
Que, outrora, sonhara permanecer viva.
Essa morte criminosa e encomendada,
Castiga todos que não lhe reverencia.
Diafragma atrofia quando sente a peçonha;
Não é um sonho lúcido de cinema mudo!
É lúcifer a libertar sua doce e amada filha.

Ser orgânico dos mais ignotos lugares...
- Teu medo atroz é minha bússola guia!
Ser pensante e geográfico nos quatro ventos,
Necessito da tua sombra como alimento;
Tua lágrima humana sara minha melancolia.
A planta dos teus pés destrói a o belo...
Levanta muros invisíveis – Guerra fria!

Tu és sombria, oh morte mensageira!
Já fui catequizado com o medo humano...
Já senti o cheiro do teu hálito dormente.
Hoje penso na vida dos caramujos esmagados,
Vejo as horas no relógio de parede, parado.
Feri meu corpo com a tua minúcia mágica.
Morte! Não quero ser humano – Ser inconsequente.

Filho meu, sinto teu corpo cair no abandono...
Levanta-te de dentro de si e atire a primeira pedra!
Silencie a voz dos que clamam no deserto,
Onde as madres parem carcaças de gente.
Teus dedos será a foice que decapita os reis;
Mastigue a carne do teu corpo, os resíduos da mente...
Seja exegeta vagabundo... Sem trabalho, sem parente.

Charles Von Dorff, 19 de janeiro de 2012.

Foto de Enise

Mais Feliz - Bebel Gilberto

Link do vídeo: http://youtu.be/I1qDwLo_QBo

Foto de Rosamares da Maia

POR ELAS

Por Elas

Por Elas, Mulheres em longos caminhos,
Histórias marcadas, trajetórias turbulentas,
Por Elas, em vidas paralelas ou transversais.
Por Elas, que a violência machuca e subjuga.
Por seu sexo infibulado, anatomia e pecado.
Por Elas que oprimidas amamentam sob burcas,
Como meros apêndices reprodutores,
Sem cor, expressão, prazer e amor.
Por Elas, de todas as origens, castas e classes,
Pelas Anastácias amordaçadas,
Objetos esquálidos e viciados, nas passarelas,
Abjetos produtos no padrão do mercado.
Por Elas, escravas brancas, negras e exóticas orientais,
Vendendo o gracioso prazer de sua natureza.
Por Elas, meninas “cachorras”
Apregoando que “um tapinha não dói”.
Por Elas, reviradas do avesso, lado reverso,
Toscas mariposas do lado fosco da luz.

Por Elas, Homens – gênero Humanidade - ergam a voz,
Por Elas, cantem hinos à beleza da dignidade,
Partilhem espaço, sem crenças aos tabus de gênero,
Por Elas, façam eclodir a luz.
Por Elas,... por elas, ...por nós.

Rosamares da Maia 23/02/2011.

Poemas da mostra de quadros de David Queiroz, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. ( 08 de Março de 2011)

Foto de Rosamares da Maia

AMARAMA

AMARAMA

Amar é arte dos contrários,
Do querer pelo avesso,
Com a mão canhota, na contramão.
É relógio que gira anti-horário,
É despertar amarrotada pela manhã,
Ser surpreendida de chinelo, sem batom,
Combinar camisa xadrez e calças listradas,
E ainda assim agradar.
É rir da barba que arranha e machuca,
Mas que te pega, esfrega e assanha,

Amar é encaixar, quando não se é côncavo nem convexo.

Amar é não ter fórmula para amar,
Porque o amor não precisa de nexo.
Não se faz necessário definir,
Cabem, porém, precauções:
Devemos manter aquecidos dois corações,
Antes e depois do sexo, abrir o abraço,
Em doses homeopáticas, passo a passo,
E por osmose, encontrar um espaço,
Para no peito do outro se aconchegar.

Rosamares da Maia

Foto de Lefurias

Todo mundo vai dançar, menos a Luiza que está no Canadá!

Eu vou fazer uma parada
E o sucesso alcançar,
Conquistar a mulherada,
Eu vou fazer todas "pirar",
Entrar nessa moda todo mundo vai entrar!
Menos a Luiza que está no Canadá!

Entrar nessa onda todo mundo vai entrar.
Vem dançar comigo,
Hoje eu vou te conquistar,
Eu sou um perigo e você vai se apaixonar!

Meu novo sucesso todo mundo vai gostar
Vou botar a mulherada,
A mulherada pra dançar....
Menos a Luiza que está no Canadá!...

Meu novo sucesso todo mundo vai gostar
Vou botar a mulherada,
A mulherada pra dançar....
Menos a Luiza que está no Canadá!...
Menos a Luiza, que está no Canadá!

Oh yeah!

Foto de Marilene Anacleto

Rosas Vermelhas

Envoltas em grãos de areia,
Rosas vermelhas na praia,
Oferenda para unir corações,
Oferta para libertar uma alma.

Doação incondicional de amor
Navegam nas ondas, em dança,
Ficam presas na pegada, na areia,
Se já não mais alcançam a onda.

Que sejam libertadas as almas,
Que sejam unidos os corações,
Que não se desperdicem as rosas
Que se doam ainda em botões.

Foto de Melquizedeque

‎:::: CÂNTICO DEMENTE ::::

Essa colisão de ondas sonoras,
congela em ardência outoniça
a dolência endógena da música;
Elucubração da dissonante afonia.

Cítaras perdidas na atmosfera
degeneram arte em boemia.
Aliteração orgânica severa...
- Paracelso professa a magia?!

Arqueologia dos sonhos humanos,
- Uma arte interna explosiva.
É o lamento telúrico lascivo
liquefeito nos ventos, nos fios.

Melífluas lamentações
onde o escárnio sorri.
Esfomeada plenitude
em clepsidras hostis!

Alaúde sibilante e demente,
és capaz de retorcer pensamentos
com tuas vozes criptografadas.
Distorce a estética forma da alma;
- Categórico cálculo da mente.

Charles Von Dorff, 17 de janeiro de 2012.

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