De todas as flores, de todas as mais
Sublimes filhas da terra tu que de forma
Sutil e banhada pela luz de tua
Verdaderia mãe, mas aqui me
Apresento para te cuidar e faze-le
A mais bela flor que já tivi em meus
Braços, pois para cada jardim que
Já estivi sempre lá deixei outras
Vidas que por mim são esquecidas
Tu com tuas petalas macias e palidas
Sinto sincero labor imposto por
Meu carinho por esta linda orquidea
Mas qual é o preço da gente ser feliz
Nemque seja sempre por um triz
Venha agora e não me deixe infeliz
Deixe-me te cuidar minha orquidea Beatriz [...]
Ah menina como é cruel e fria
A dor de não lhe ver quando de
Forma sutil faço meu triste e
Desnecessario atrasso ruim e inutil
Em dessespero boto mi'alma de forma
Que agora ando meio mundo apenas
Para lhe ver, ms aqui tu não
Estas e simplismente deixo a merçer
Da sorte minha essencia cega por
Este amor preso em meu cativo e
Insano silencio que tende a mim
Calar quando estou com voce, menina
Mas agora aqui estou a brincar
Mais uma vez com o tempo, fazendo
Dele meu espaço, criando varas eras
Onde a cada segundo estou mais feliz [...]
Enviado por Paulo Master em Sex, 28/08/2009 - 00:21
Desejo te amar, não para te prender a mim, ou fazer de ti minha escrava, mas para dedicar a ti todo o meu amor, ficar a teu lado, te proteger, te ajudar a ser mais feliz e posteriormente fazer a mim também, dividir contigo minhas noites e meus sonhos, pertencer a ti, te possuir, ter você para mim, nem muito nem pouco, mas o tanto que for necessário para o nosso amor.
Desejo seguir contigo nessa imensa estrada e viver cada momento juntos, dividir cada instante e somar todo o conhecimento, discutir sobre a vida e o amor, amar com fervor, fazer amigos, filhos, trilhos do nosso longo caminho no intuito de melhor caminhar, sorrir, chorar, sonhar, sofrer e amar.
Amar, meu desejo é te amar, essa é minha verdadeira intenção, te possuir de corpo inteiro e arrancar suspiros do teu coração.
Enviado por cafezambeze em Qui, 27/08/2009 - 22:03
PANDORO - INCULO E OS HOMENS LEÃO
NA SERRA DA MURRUMBALA, A NOITE NA PEQUENA ALDEIA SE AGITOU.
LUZES DE TOCHAS E CANDEEIROS SURGIRAM NA ESCURIDÃO,
ZANZANDO DE UM LADO PARA OUTRO, QUAL VAGA-LUMES.
O LEÃO BATERA NA PORTA!
ELE ARRANHARA A PORTA!
O LEÃO LEVARA A VELHA MULHER!
OS HOMENS SE REUNIRAM ARMADOS COM AS SUAS AZAGAIAS.
DE MANHÃ NÓS VAI E PEGA ELE! NÓS PEGA ELE!
NÃO! AGORA! TEM QUE SER AGORA!
GRITAVA, IMPLORAVA DESESPERADO INCULO, O FILHO DA VELHA SENHORA.
MAS A NOITE ESTAVA ESCURA COMO BREU...AMANHÃ NÓS VAI! INSISTIAM.
INCULO CHAMOU SEUS DOIS FILHOS.
NÓS VAI SÓZINHO! PEGA O CANHANGULO E AS AZAGAIAS!
INCULO E SEUS FILHOS SE EMBRENHARAM NA MATA QUE LOGO ENCOBRIU A
CHAMA DAS SUAS TOCHAS.
DEVAGAR, ATENTOS A UM RAMO QUEBRADO, UMA PEDRA VIRADA, UM FARRAPO
DA CAPULANA DA SUA MÃE...
HAVIA UMA TRILHA RECENTE SIM, MAS DE LEÃO?
INCULO ACREDITAVA EM FANTASMAS, MAS ERA A SUA MÃE E NÃO SERIA
FANTASMA OU O TEMÍVEL PANDORO QUE O FARIAM PARAR.
HORAS DE AGONIA SE PASSARAM. INCULO, NÃO SÓ DE NOME, TEMIA O PIOR.
NA SUA MENTE SE FORMAVA UMA IMAGEM DE HORROR. OS HOMENS LEÃO!
GENTE QUE COMIA GENTE. ELE JÁ OUVIRA FALAR E NÃO ACREDITARA.
JÁ RAIAVA O DIA, QUANDO ELE FINALMENTE OS AVISTOU NUMA PEQUENA CLAREIRA.
ERAM CINCO, OS DESALMADOS REUNIDOS À VOLTA DOS RESTOS DE UMA FOGUEIRA.
O CORPO DESCARNADO DE SUA MÃE, JAZIA ABANDONADO PERTO DELES.
INCULO SOFOCOU O CHORO. CHAMOU SEUS FILHOS E TIROU-LHES
DA MÃO O VELHO CANHANGULO. A ARMA ESTAVA PRONTA.
MIRANDO CUIDADOSAMENTE, ELE DISPAROU UMA CHUVA DE
METRALHA NOS FAMIGERADOS BANDIDOS.
DE PRONTO, ELE E SEUS FILHOS SE LEVANTARAM URRANDO E
ARREMESSANDO SUAS AZAGAIAS.
OS COVARDES HOMENS LEÃO, FORAM TRUCIDADOS SEM PIEDADE.
ENTÃO, INCULO CHOROU COMO UMA CRIANÇA.
RECOLHEU CARINHOSAMENTE OS RESTOS MORTAIS DE SUA MÃE
E VOLTOU PARA A ALDEIA. NÃO FALOU COM NINGUÉM.
NO MESMO DIA, ENTERROU SUA VELHA MÃE E FOI EMBORA COM
TODA A SUA FAMÍLIA. DO INCULO, NINGUÉM MAIS NA ALDEIA FALOU.
A VERGONHA QUE SENTIAM OS IMPEDIA.
NOTAS:
PANDORO = LEÃO
INCULO = GRANDE
AZAGAIA = ARMA DE ARREMESSO
CANHANGULO = ARMA DE FOGO DE CARREGAR PELA BOCA, NORMALMENTE DE GRANDES DIMENSÕES
CAPULANA = PANOS COLORIDOS QUE AS MULHERES ENROLAVAM NO CORPO À LAIA DE VESTIMENTA
***
**
***
**
***
O pior dos meus enganos;
Foi permitir você fazer parte dos meus planos.
Fui enganada também pela paixão.
Que vendou os olhos.
E não deixou que eu percebesse
Suas verdadeiras intenções.
Permiti-me aprisionar neste falso amor.
Com esperança de dias de amor intensos.
Vivendo as mais tórridas histórias de amor.
Como fui ingênua e tola.
Doando o meu mundo simples e certo.
Por uma fantasia ilusória que vive com você.
Me doei, me entreguei, me lancei.
Apostei todas as cartas em você.
Sei que não mais adianta reclamar.
Mas a dor vem em meu coração como lança.
Abre uma ferida e sangra até a alma.
Suas promessas foram bem vindas.
Pena que da sua parte não foram cumpridas.
Acreditei em teu falso amor.
Como me enganei...!
Como não notei a tua diferença.
Como pude me permitir a isso.
Dias permaneceu ausente.
Não mandava noticias nenhum sinal.
Depois com sopro do vento sumiu.
Deixando desaparecer meus sonhos.
Deixando que eu me sinta enganada.
Penso que você não foi sonho.
Sonhos não trazem magoas.
Pesadelos trazem sombras e enganos.
Hoje a tarde está silenciosa, calma,
Apenas a água da cachoeira que cai
Lindamente em forma de véu
é que faz o seu barulho habitual.
Lá fora os pássaros presos gorjeiam
em seus ninhos contemplando a beleza
que para eles, vem do céu.
Com meus pensamentos,
os delírios se apresentam ardentes
cheios de saudades, de lembranças
Que me perco ao lembrar-me
do quanto amei do quanto esperei.
Hoje, só restam passagens
de um momento feliz
de um tempo que foi crucial,
para viver plenamente este amor.
E este amor não me deixa esquecer
o quanto você é importante.
Não se esqueça, que a aurora
do dia anda sempre junta
com a brisa do amanhecer!
Enviado por Paulo Gondim em Qui, 27/08/2009 - 19:14
DESOLAÇÃO
Paulo Gondim
25/08/09
Relâmpago de fogo numa noite fria
Corta o céu num estrondo surdo
Num eco que se esvai e fica mudo
Num clarão intenso, imenso
Enche os bosques, as montanhas
Num tremor sinistro, esquisito
Que remove o íntimo das entranhas
E no furor da tempestade, o rasgo
Da pedra que rola do penhasco
Na corrente bruta, nefasta
De força incontida, sem medida
Que tudo à sua frente arrasta
No final das águas, o desprezo
De tudo o que foi vida e sucumbiu
À desmedida luta sem vitória
A desolação, visão inglória
Tudo virou lama, barro só
O orgulho debelou-se
E o homem volta ao pó