Foto de Rozeli Mesquita - Sensualle

Bilhetes

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Bilhetes espalhados em cada canto
Nenhum foi esquecido...
Meu amor...minha luz
Em cada um estava escrito

O amor em cada letra que voava
No papel cheiroso no canto da sala
Pelo corredor vários passeavam
Lendo teu amor, perdia a fala

As palavras davam as mãos
Eu bebia do teu amor sem limite
Em cada frase teu amor declarava
É minha deusa...a eterna Afrodite

As palavras rabiscadas no papel
Teu sentimento ali tão exposto
Chamando meu nome pra dentro de ti
E nas entrelinhas das palavras...teu gosto

O amor anotado em bilhetes
Embaixo do travesseiro e dos tapetes
Em cada canto, uma surpresa
Versos escritos em ramalhetes

Naquela tarde enamorada
Todo amor e toda vontade
Brindando a vida, os sonhos e desejos
Escrito em papeis a doçura da saudade

As letras sorriam embevecidas de alegria
Pousando no colorido da minha asa
Brindando o amor e a vida
Nos bilhetes espalhados pela casa

Um após o outro, o amor sendo declarado
Acompanhado de bombons, o meu predileto
Ia dizendo de forma simples
“Te amo...me tens por completo”

E finalizando a busca ao tesouro
Outros tantos bilhetes procurei
Aquele que me tirou uma lágrima
“O amor em ti encontrei”

Foto de xiita

Belos Tempos

Belos Tempos

Longos tempos nós já tivemos belos tempos

Esse é o meu pequeno poema sobre os meus tempos antigos

Eu tenho uma historia com os meus velhos amigos

Numa vida passada eu era um rapaz feliz

Sem futuro para pensar nem passado para relembrar

Minha única tarefa era brincar

Brincar, brincar, brincar até o sol caminhar

Me lembro que também aproveitávamos uma parte da noite

Com Zeca-pequeno iluminávamos os becos

Não só com os jogos-de-luzes

Mas também com os nossos graciosos berros

Berros e barulhos que atraíam outras crianças sem tarefa

E a gente se concentrava para mais uma brincadeira

Aquela vida era comparada a do paraíso

Nem mesmo as tristezas conseguiam acabar os nossos sorrisos

Os nossos rostos eram tão inocentes

Que as vezes nem percebia-se que alguém está doente!

Também para que falar de doença? Alias o que era a doença?

Era só infantilidade e inocência

Oh! Como foi belo!

Esses tempos eram belos, esses tempos eram perfeitos

Mas perfeito mesmo era eu

Que já naquela altura virei psicólogo e convivi com o “Ham Haim”

Mas quem era “Ham Haim”?

Era um mudo também com a tarefa de brincar!...

Como era bom brincar com o Mack dele! …“Ham Haim” isso significava “pra tras”

Ham Haim, Ham Haim gritava enquanto eu guiava o carro

Um Mack vermelho, preto e cinzento

Coitado ele não podia falar, mas sabia me ouvir

E gostava de rir

Sorria até mesmo com o barulho da guerra de Angola e Africa, das bombas e granadas

Nem os confrontos de 1992 acabavam com as nossas gargalhadas

Só deixavam as nossas mamãs preocupadas

Tinham razão pois não acreditavam que éramos super-heróis

A gente era tão feliz, mas tão feliz,

Que nem sabia definir a dor

Em pleno tempo de terror

Nós trocávamos o mal pela cor do amor e da paz

Nós éramos tão felizes, mais tão felizes

Que acho que chamamos atenção do destino

E ele se interessou nas nossas vidas

E então arrancou-nos, os “belos tempos”

Separando um do outro

E a viver no desconforto

Com dor, com medo e terror

Com pouco amor e uma paz sem a cor… Branca

Nos tornou mas sério, dando-nos lições pesadas sobre os novos tempos

Quando penso nos “velhos tempos”

E nos “novos tempos”

Eu digo: maldito é destino! o que fez com o tempo?

Eu gostaria voltar a brincar, a brincar, a brincar até entardecer

O, Zeca-pequeno!... Hã! Esse esta por perto

Mas o Ham Haim!?

Esse eu já nem vou reconhecer

Sinto pressentimos que foi para o Congo, ou pras Lundas

Gostaria ver ele nessa vida adulta e culta

Hoje eu lembro de vocês com um sorriso no rosto

e lágrimas nos olhos

Mas o importante é que cumprimos a nossa tarefa

Que foi

Brincar, brincar, brincar até a infantilidade se acabar…

Autor: Milson António "Xiita"

Foto de lekamineira

UM MES SEM O THÉO

(BYE LEKA)

Coraçao apertado
Sorriso abafado
Lágrima teimosa
Bailando na face molhada..
Casa vasia
Sem brincadeiras
Silencio total
Um mes se passou
E nao me dou conta
Da tua ausencia
E que tudo acabou
Me perco guardando
Um tiquinho de carne
Do prato jantado..Deixado prá ti
Ou cadê os brinquedos
Espalhados pela casa
E as garrafinhas de pet..para seus folguedos
Me bate a saudade
A procura sem volta
Quero ouvir a barulho marcante
Que vôce fazia na cerãmica da casa
Quando procurava alguem...
Menino travesso..por onde você anda?
Que mundo te pertences agora?
Vives como estrêla no ceu?
Ou sao núvens na eterna aurora?
Queria ver esses olhinhos redondos
Como jabuticabas
Olhando prá mim...
Sua alegria e brincadeiras sem fim
Menino travesso..por onde tu andas?
Volta prá mim
Saudades sao muitas...dos momentos de alegrias
Saudades sem fim
Desse focinho lindo,pretinho...molhado e frio
Que tudo cheirava...
Me lembro que quando da rua
Chegava..
Tinha que levantar os pés
Para tudo cheirar...
E ai investigar..por onde passamos..
Mais parecia um investigador..
Ah menino sapeca...
Meu eterno homenzinho
Meu cão ,meu menino,meu filho
Meu tudo...
Que eu muinto amava
E que vai ficar eternamente
No meu coraçao...

Foto de Carmen Lúcia

Tristes versos

Dizem que são tristes meus versos...

Mais triste é não poder fazê-los

e jamais descrevê-los

da forma que se me apresentam

pedindo que os extravase

da maneira que me invadem

tocando meu coração...

Se fazer versos é retratar a alma

como evitar a veracidade

que me desponta

quando quero, francamente,

lançar todo sentimento

que atônito me arrebata

e fazer dele

alegre e suave canção?

Não! O que me brota

germina nos versos que faço,

nas linhas e entrelinhas que entrelaço

revelando derrota ou cansaço.

Se são tristes,

seguem meu compasso...

Se a dor bate à minha porta,

prontamente a abro...

Autenticidade é o que importa.

(Carmen Lúcia)

Foto de Luiz Islo Nantes Teixeira

LICAO

LICAO
(Luiz Islo Nantes Teixeira)

Hoje eu vi seu olhar diferente
Quando cruzamos olhares na estacao
Voce passou tao linda como sempre
E eu passei aprendendo uma licao

Voce seguiu toda apressada
Sumindo na correnteza da multidao
E eu segui com a mente ocupada
Vendo como e grande a nossa solidao

Como pode nos dois
Que ja tivemos tanto amor
Dividirmos tanta dor
Num simples olhar
Como pode nossos olhares depois
Refletirem-se tao vazios
Cumprimentando-se tao frios
E nem mesmo podemos disfarcar?

Hoje entao descobrir sozinho
Porque meu coracao amargurado chora
Porque um dia numa noite de carinhos
Voce prometeu que jamais iria embora

Hoje senti cada um vivendo no seu mundo
Carregando a sua pesada cruz
No coracao aquele odio profundo
E no olhar o brilho que ja nao reluz

© 2009 Islo Nantes Music

Foto de Sonia Delsin

FUI TOCADA

FUI TOCADA

Tão meigamente me destes
a tua mão.
Me destes
teu nobre coração.
Tua ternura tocou-me.
Toca-me.
Por ti já fiz tanta loucura.
Entre nós existem pecados?
Se existem estão todos perdoados.
Porque somos a coisa mais pura.
Tão meigamente
adentrastes
no mais secreto de mim
Nossa história de amor é bem assim.

Foto de Sonia Delsin

CORPO ARDENTE

CORPO ARDENTE

há um céu tão quieto
que não me ouve
por ti eu morro
grito socorro, socorro,
socorro...
morro por ti
sinto tanto desejo
sonho com teu beijo
atravesso muralhas nos meus vôos
e vou te encontrar
minha sina é te amar
a vida é renovação
mas diga isso ao meu coração
ao meu corpo ardente
que deseja estar ao teu colado
novamente

Foto de Sonia Delsin

ME APERTA

ME APERTA

nossas pernas se enroscam
me aperta
sou menina, mulher
sou esperta
te conquisto com meu jeito quente
diferente
vem, toca-me
explora-me
suga-me para o teu secreto
diga que sou teu prato predileto
teu brinquedo
tua água na hora da sede
que te prendo com minha rede
me aperta
que nossos momentos de amor são únicos...
costumamos voar com fortes asas para espaços fantásticos
não temos medo do novo
do inexplorado
me aperta, meu amado

Foto de Sonia Delsin

TODA NUA

TODA NUA

eu corria
corria
corria
toda nua
debaixo de uma linda lua

te buscava
não te alcançava
reclamava
arfava

algo me dizia
que meu amado chegaria
atravessava a noite e buscava este novo tempo
este novo dia

toda nua sonhava
toda nua vivia
esta minha louca,
louca fantasia

Foto de Joaninhavoa

Coxas de papoilas.

*
Coxas de papoilas.
*

Num cavalo branco
cavalgava
Há já muito tempo

Um homem só!

Estou a tornar-me
de azeviche
Sou eu que o digo

Sou um cavaleiro
Cavalheiro
Procuro! Coxas de papoilas

Roxas de crepitar
Brancas de candura
Rosas de ternura

Mas será a vermelha
Se a encontrar! Que me levará
ao altar

Tem amor para dar
Tem paixão para doar
E é louca! Para me abraçar

Papoilas hirtas
Voltadas para o céu
Completamente ao léu

Papoilas loucas
de amor
Para me fazer feliz! E amar

Coxas de papoilas! Eu ando
à procura
Louco para encontrar

Joaninhavoa
(helenafarias)
29/03/2009

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