Enviado por Jorge_felicio em Qui, 30/10/2008 - 17:47
Eu sou inteligente,
Mas como sou deficiente,
Pensam que não tenho mente,
E o esforço não é sufiente.
Não sou diferente,
Mas pensam que sim,
Sou muito paciente,
Mas não pode continuar assim.
Com os avanços da ciência,
Espro ainda andar,
Estou com confiança,
Tenho de lutar.
Às vezes sintome a desistrir,
Não me animo com nada,
Nem tenho vontede de rir,
Mas de ficar acamada.
Enviado por Sonia Delsin em Qui, 30/10/2008 - 16:35
DENTRO DO MEU CORAÇÃO
Dentro do meu coração veio morar um colibri.
Eu rio, ele ri.
Dentro do meu coração veio morar uma lagarta.
Passou o tempo e aconteceu o esperado.
Uma linda borboleta voa e revoa num mundo dourado.
Dentro do meu coração veio morar uma pombinha.
Tão branquinha.
De asas tão levinhas.
E veio morar também uma águia.
Ela procura um lugar bem elevado.
Veio morar no meu coração um leopardo.
Uma força imensa lhe tem impulsionado.
Enviado por Sonia Delsin em Qui, 30/10/2008 - 16:33
EU FUI PRA TI
Eu fui pra ti alguma coisa que nunca entendeste.
E tentaste?
Creio que tentaste.
Fui o teu guindaste?
Disseste.
Me afundaste.
Não percebias.
Meus olhos não lias.
Minha alma não compreendias.
E dizias que sofrias.
Eu fui pra ti a caixinha de sonhos que o mundo nos entrega.
É tão infeliz quem se nega.
Quem se nega a abrir.
Não descobre os encantos do existir.
♥
♥
♥
♥
Fecho os olhos para não ver as horas passar.
Imaginar teus beijos tuas caricias, suas malicias.
Não vejo a hora de estar com você.
E juntos vermos o dia amanhecer.
Não fico de briga com o tempo.
Sei que já esta perto nosso momento.
Deixe o tempo, com o seu tempo.
Esse encontro vai ser marcado.
Simbolizado registrado.
Nem o tempo será tirado de nós.
Estamos a tempos esperando
Esse horário marcado.
Como esperei por este dia.
Ainda bem que falta pouco,
Para não ficarmos loucos.
Nosso encontro será cheio de magia.
Brilho lucidez e fantasia.
E o amor que nos embala nessa folia.
Que é nos amarmos nessa magia.
Que é a necessidade de estarmos juntos.
Noite e dia.
Ah! Distância, suas horas estão contadas.
E a minha permanência junto ao amado.
Será confirmada.
Depois desse encontro, não haverá
Mas almas separadas.
E sim uma bela história de amor.
Para ser contada.
De duas pessoas, há tempos
Que se amaram a distância.
E a realização desse encontro.
Renderá belas lembranças.
De duas pessoas que se amam,
Sem nunca terem perdido a esperança!
pessoas que amam pessoas,
são as pessoas menos azuladas,
tomam banho, despem piloros,
têm hérnias quando comem tremoços,
e o mundo gira,
sem perdões incongruentes,
porque nem se importa,....
pessoas que desprezam pessoas,
choram com o fado mais brejeiro,
porque se importam,
querem convergências,
pulam com meninos simpáticos,
e depois,
assinam um cheque,
em moeda maldita,
para abater rebentos,....
pessoas que amam pessoas,
são bolas de naprons tricotados,
a balouçar nas patinhas de um gato,
para um fim que pede reflexão,
porque o mundo está pintado a lápis de cera...
Enviado por Alberto Jorge em Qui, 30/10/2008 - 13:39
Eu te amo!!! vc e minha felicidade.... Eu sinto sua falta mesmo que estejamos juntos sempre juntos...
Gostaria de viver com vc por um tempo infinito. Meu amor por vc e tao intenso que ninguem pode destrui-lo...
Eu nao encontro palavras para expressar meus profundos sentimentos por vc...
Apenas confesso:
Enviado por Sonia Delsin em Qui, 30/10/2008 - 13:36
UMA JANELA ESCANCARADA
A janela está voltada para o sul.
E o vento a balança tanto.
De olhos pregados no teto sinto o vento.
Abriu-se a janela.
Abriu-se.
Desvio os olhos para as estrelas que tremulam.
Fito a lua que se faz crescente.
Passa cada pensamento pela cabeça da gente.
Me vejo caminhando em direção a janela.
Me vejo a olhar o jardim.
Me vejo no jardim.
De braços dados com alguém do passado.
É sim.
Ele está do meu lado.
E me abraça.
Me enlaça.
Meu coração é uma brasa.
Queima meu peito.
Arde.
Grito.
Tempo, guarde.
Guarde esta lembrança.
Guarde.
As estrelas tremulam.
Minhas carnes pulam.
Estou tremendo.
Sofrendo.
No vazio inglório e inerte, ouço tua voz!
Choro compulsivo em lágrimas secas no leito,
Sufoca-me o ar, nessa demência insone e atroz.
Onde estás? Arranca de mim o que resta em meu peito.
Sem meu corpo efêmero, minh'alma envolta no véu,
Aflição, angústia em ti nessa busca intensa.
Murmúrios deletérios na negritude do céu.
Sombras que sopram ao vento a saudade imensa.
Teu silêncio gélido desgraça meus dias e noites.
Livre do corpo moribunda... Busco-te, meu amor!
Sigo nessa espera intrépida, de abismos e açoites.
Submersa nesse sono letárgico, fico a tua mercê.
Oh! Por que não ouves em meu sonho, o meu clamor?
Estarei eu, morta ou viva? Responda-me, por favor!
(Lu Lena )
CLAMOR DE OUTONO
Vejo apenas alguns fragmentos no retrós
Dos fios que interligam a minha e tua vida.
Ouço o grito insone e saudoso de tua voz
Que desperta - me deste sono para a lida
Sob o zunido desse vento intenso e veloz,
Que me traz lembranças e imagens já vividas
Que revejo em rápido flash de muitos nós
Da nave que singra o mar de tua alma sentida
Trazendo do céu para a terra e a todos nós
A chuva de prata outrora prometida
Cuja luz iluminará as sombras do albatroz
E afastará a ave de rapina que abatida
Fugirá ou cairá aos pés da águia e do condor feroz
Que se postam lado a lado de forma intrépida.