Foto de lialins

"Tenta Esquecer-me"

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Tenta esquecer-me...
Ser lembrado é como evocar
Um fantasma... Deixa-me ser o que sou,
O que sempre fui, um rio que vai fluindo...
Em vão, em minhas margens cantarão as horas,
Me recamarei de estrelas como um manto real,
Me bordarei de nuvens e de asas,
Às vezes virão a mim as crianças banhar-se...
Um espelho não guarda as coisas refletidas!
E o meu destino é seguir... é seguir para o Mar,
As imagens perdendo no caminho...
Deixa-me fluir, passar, cantar...
Toda a tristeza dos rios
É não poder parar!

Mário Quintana

Lialins eterna apaixonada pela vida

Foto de lialins

Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA.

Mário Quintana
Texto extraído do livro
"Nova Antologia Poética",
Editora Globo - São Paulo,
1998, pág. 118

Lialins eterna apaixonada
pela vida

Foto de pttuii

Tira-cheiros

Pedaço de palavra mastigado,
Deglutido no sangue do silêncio...

É para calar o desbocado,
Aliviar a dor da inocência,
E fechar uma vida inundada...

A palavra tem de sair,
Salada de frutas ácidas,
E no fim o tira-cheiros...

Foto de Sonia Delsin

OLHE NOS MEUS OLHOS

OLHE NOS MEUS OLHOS

Olhe nos meus olhos.
Profundamente.
Adentres.
Vá entrando.
O que vais encontrando?
Todo amor que sinto.
No olhar não minto.
Conto tudo.
Me exponho.
Conto que tu és meu maior sonho.
Olhe.
Eu te convido a entrar.
Tenho prazer de mostrar.
O amor que sinto por ti.
Está tudo escrito aqui.

Foto de Dirceu Marcelino

COLCHA DE RETALHOS - DUETO = DIRCEU & LU LENA

COLCHA DE RETALHOS

Soneto de LU LENA

Pensamentos, recordações oscilam
num destino desfiado de renúncias
grilhões que me prendem num exílio
enleada em ti a tua e a minha vida.

Indeléveis cicatrizes em minha memória
em carretéis e linhas opacas e sem cor
na caixa de costura toda nossa história
alfinetes agulhas ludibriando nosso amor.

Cerzindo versos, exalando nossa essência
assim vou tecendo estática nossos pedaços
entre gotículas de lágrimas em reticências...

Vozes, murmúrios, sem viços e transparências
bordando prolixa nossa colcha de retalhos...
Aguardando o tempo esvair nossa existência.

***
Soneto de Dirceu Marcelino

Ainda em minha tenra e singela adolescência
Sonhava com ti e minha vontade era tecer
Com os parcos fragmentos de minha inocência
A colcha que te cobriria em teu adormecer

Hoje recordo com fragmentos de consciência
Dos belos sonhos e então deixo me esvanecer
Em devaneios poéticos que com insistência
Injetas-me com teu lume e em mim faz nascer

A inspiração que surge da tua proficiência
Em belos versos que estimulam meu alvorecer
Fazendo com que encontre nas regras da ciência

Poética esta arte que me faz rejuvenescer
E encontre nos retalhos de minha inconsciência
Os pedaços da colcha que tu estas a cerzir.

Foto de Izaura N. Soares

Educação

Educação
Izaura N. Soares

Ter-se uma boa educação é o ponto positivo
No currículo de um cidadão!

Foto de ROSA GUERRERA

A MAIOR SAUDADE

A maior saudade ...
A maior saudade que existe, não é aquela da infância que se foi, nem dos amigos que partiram , nem da carícia de nossos pais ...hoje tão longe de nós .A maior saudade é aquela que se estampa no espelho da vida retratando a nossa realidade nos dias de hoje.É A SAUDADE do abraço que não demos, das nossas mãos que se fecharam no momento do perdão, saudade do sorriso que negamos, das palavras que faltaram, das canções que esquecemos de cantar ... Saudade do colorido que apagamos, das poesias que rasgamos, do jardim onde deixamos murchas rosas e orquídeas , do rio que nos esquivamos de mergulhar , do sol que não soubemos aproveitar o seu calor . Saudade das estradas que não nos interessamos em desbravar, dos tempos que partiram e não soubemos vivê-los.. Enfim , a maior de todas as saudades , é aquela quando a gente analisa , e finalmente entende que tudo isso é na verdade o reflexo de uma tremenda saudade que temos de nós !

Foto de ROSA GUERRERA

Ando devagar porque ja tive pressa ...

Ando devagar porque já tive pressa ...
Sou grande admiradora do Almir Satter , mas não posso negar que me atinge profundamente a música :TOCANDO EM FRENTE . A impressão que tenho quando a escuto ,é que ela retrata alguma coisa muito minha . " ANDO DEVAGAR PORQUE JÁ TIVE PRESSA ...... LEVO ESSE SORRISO PORQUE JÁ CHOREI DEMAIS "...... E como já corri nessa vida ! Catava minutos e segundos no tempo para sempre encontrar mais horas para correr , para amar , para brincar, para trabalhar ,para dirigir em alta velocidade, como se tudo ficasse resumido a emoção de vertiginosas carreiras pelas estradas e atalhos da vida .Mas quando a gente atinge meio século de vida , e começa a dobrar o cabo da boa esperança ( como se diz na gíria nordestina ), e que sentimos a descida nos degraus da escada da vida, é quando refletimos que o tempo está mais curto e a pressa já não precisa existir nesse novo caminho. Aí olhamos o relógio ou o calendário com aquela vontade danada que o dia possua 30 horas , os meses 50 dias , e que tudo passe bem devagar , para melhor vivermos, para melhor amarmos , e para espalharmos mais sorrisos sem aquela pressa que tínhamos de até chorarmos atôa .E vamos roendo uma rapadura tranquilamente debaixo de uma mangueira , nadando calma num lago tranqüilo,vivendo até com mais poesia os orgasmos que o amor nos oferece. Agora o importante é mesmo caminhar devagar , e esquecer totalmente que um dia tivemos talvez pressa demais para subirmos uma montanha , quando a planície de hoje nos oferece todo tempo que ainda temos, para admirarmos e curtirmos melhor a paisagem que se estende ao nosso redor .

Foto de Sonia Delsin

LEVES COMO PLUMAS

LEVES COMO PLUMAS

Sou leve...
Sou uma pluma ao vento.
N’água...flutuo.
No tempo também posso flutuar.
Basta saber se soltar pra voar...
Sou leve...sou uma folha solta que o vento caprichosamente carrega de lá pra cá.
O que nos prende ao solo somos nós mesmos.
Os limites nós nos damos...
Por que não experimentar se soltar?
É tão fácil... basta começar...

Foto de Sonia Delsin

AQUELE DIA...

AQUELE DIA...

Nem que eu viva cem anos vou me esquecer.
Aquele dia pra sempre vou ter...

Seus olhos me explorando...sua boca me buscando...
Seus braços me apertando...

Você me amando...
Suas mãos no meu corpo deslizando...

Aquela luz mortiça do abajur nunca vai se apagar.
Ainda sinto o cheiro que ficou no ar...
Jamais vou esquecer o nosso amar...

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