Enviado por Joaninhavoa em Seg, 23/06/2008 - 23:57
Têve festança nu arraiá
E ocê nun mi xamô...
I porquê nun mi xamô?
Coraçãun bate bate pum pum pum...
Ó meu Santu du Paú Ôcu
Ovê minha préci qui eu tantu prézu...
Têve festança nu arraiá
I ocê nun mi xamô...
I pruquê nun mi xamô?
Coraçãun bate bate pum pum pum...
Ó meu Santu du Paú Ôcu
Diga tu à lua qui veim i u traga
Quéru vê eli pum pum pum ...
Quéru vê eli i istá cum eli...
Têve festança nu arraiá
I ocê nun mi xamô...
I pruquê nun mi xamô?
Pra mórdi nun ficá forgada
I inté inervorada di amôr pur eli
I inté ispertá us bejus neli pra mórdi
provocá u tar di furmiguidus...
pum pum pum...
Têve festança nu arraiá
I ocê nun mi xamô...
I pruquê nun mi xamô?...
JoaninhaVoa, In "Festança Nu Arraiá I Ocê Nun Mi Xamô!"
24 de Junho de 2008
A Terra é uma bola
Cheia d`água e de gente.
O Sol é uma bola
Cheia de fogo ardente.
A Lua é uma bola
Cheia de pedra dormente.
Minha cabeça é uma bola,
Uma bola ... simplesmente!
Meus paços seguros se perderam
Quando olhei em seus olhos
E me encantei com seu lindo sorriso
Que ao brilhar consome meus pensamentos.
Sem duvidasvocê chamou minha atenção
E como poderia ter sido diferente
Se meus ouvidos clamam pelas doces melhodias
Que entoadas ecoaram na forma de sua bela voz.
Queria mesmo é desfrutar sempre de sua compania
Para meus dias se tornarem melhores
E que eu do fundo do meu coração sempre possa dizer:
Que em meus padrões de perfeição você tirou as melhores notas.
Enviado por Carmen Lúcia em Seg, 23/06/2008 - 18:30
“Lamento”
Lamento pelo inconcebível,
pelo incabível,
pelo que poderia ser e não foi...
pelo que foi e não se pôde mudar...
Pelo desamor,
pelo botão de flor,
pelo não desabrochar...
Lamento a inocência perdida,
imagem denegrida
arremessada, distorcida,
cotidiano da vida...
Lamento pelo vandalismo,
pelo desprezível e insano
cenário de desafeto humano.
Lamento pela fome doída,
pegadas de idas e vindas
buscando um lugar ao sol...
Pelas palavras prometidas,
Mal ditas, não cumpridas,
Perdendo-se pelo arrebol
Lamento a alma desprovida,
o descaso pela vida
E todo poder abusivo.
Lamento a lágrima rolada
e o coração corroído
da mãe pelo filho querido...
Lamento o filho nas mãos do bandido
Lamento a existência atribulada,
o amanhã dilacerado,
o nascer inopinado,
o querer e nada ser ...
A indiferença no olhar, que jaz,
o curvar-se ao onipotente...
Viver ou morrer?Tanto faz!
Lamento minha impotência,
procedimento estático
de nada poder transformar...
E em linhas mal traçadas
esboço, derrotada,
meu triste lamentar...
1ª - POESIA: Ó MINAS GERAIS, Homenagem de PAULO GODIM
a todos Mineiros, representados pela pessoa de FREDERICO SÁVIO.
Ó, MINAS GERAIS!
Paulo Gondim
02/12/2007
As montanhas sinuosas
Cortam o horizonte,
Num Belo Horizonte
De cores naturais
De águas cristalinas
Dos olhos das meninas
Das Minas Gerais
Terra de ouro, de esmeraldas
Terra das riquezas
De encantos, de belezas
De sua antiga história
De gente tão hospitaleira
Essa gente bem brasileira
De rica e fina memória
Minas de mil poetas
De revolucionários
De casarões centenários
“Quem te vê não te esquece jamais”
Quem te visita se apaixona
Que nasce aqui não te abandona
E Canta: “Ó, minas gerais!”
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2ª - Poesia: SONETO CAIPIRA
SONETO CAIPIRA: “Subi de balão, mas já to de vorta...Cumadé”
"Bum dia Cumadé, Descurpe num si sonhi u drumi com ocê”
Arre num lembro si é verdade ou mentirá, se li ou não li,
Tenho di perde essa mania di sunhá cum vosmecê...
Escuti baruio di inspigarda e u canto do tiro li, tiro- li...
Sabi eu já pedi Cumadé artorização de vosmecê
Prá por sua poesia nu vídeo do casório qui tá pronto aí
Nu meu "Studio de Produções Carpiras do Interior" ocê
Num prode imagina é iguar, mas muito iguar essa aí
Até torquei na hora "H" sai de fininho e fique perto de ti,
Corloque nu meu lugá um Padri arxiliar e vosmecê
Há de irmaginá o tar du Padri arxiliar fez tim por ti
Mas cuase que mataram o Homem, segui u coseio di ocê
Fiquei cum meu netinho disfarçado e pertinho di ti
Fazendo de cunta qui era marido de vosmecê...
VIVA SÃO JOÃO”
Homenagem a todos poetas e poetisa carpiras, especialmente,
às Cumadés CECI POETA, CARMEM LÚCIA e prá noiva né,
FERNANDA QUEIRÓZ.