O vapor forma uma nuvenzinha fina!
Como gostava de ver esta paisagem.
Namoro-a em sonhos como tu menina,
Vejo-te ao longe, só a tua imagem...
Como “Maria-fumaça” lá no alto da colina.
A que corria ver todo dia a passagem,
Toda vez do mesmo lugar, da tua esquina.
E como sonho com essa miragem.
Olhava o céu para ver como se dissipava,
A fumaça de meus sonhos de menino.
Mas ainda hoje. Vejo teus olhos que cintilava
Ao ver-me com teu olhar feminino.
O acorde de teu coração vibrava
E ainda aqui ressoa como um hino.
Para assistir video - poema correspondente entre em:
"Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
P’ro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo ar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar, no ar."
( O trenzinho caipira: Heitor Villa Lobos)
***
Eram três crianças de 8, 6 e 4 anos de idade.
Iriam viajar da cidade de sua infância para outra grande metrópole regional.
A viagem de trem:
Enquanto aguardavam na estação a chegada do trem que os levaria para uma cidadezinha próxima, um importante tronco ferroviário que interliga várias ferrovias que vem do interior do estado ao litoral, mais propriamente ao Porto de Santos, o que viam.
Viam as manobras das locomotivas a vapor.
Entre várias, tal como a chamada “jibóia” enorme, gigante, com várias rodas, as “Baldwins”, a que mais chamava a atenção do “menino” era uma “Maria Fumaça” pequenina. Tão pequena que nem tender ela tinha.
Ia para frente apitando, estridentemente:
Piuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuu!
Retornava, repetia os movimentos para frente para trás, tirando alguns dos vagões de várias composições estacionadas nos diversos trilhos da estação ferroviária.
E o Menino sonhava. Queria ser maquinista de trem.
Tanto que ele gostava, que em outras ocasiões, quando levava comida em marmitas para o pai, que trabalhava nas oficinas, permanecia várias horas sentado nos bancos da estação.
Via as manobras das “marias fumaças” e também a passagem das longas composições de carga puxadas por máquinas elétricas, verdes oliva, chamadas “lobas”.
Até que um dia sua mãe resolveu levá-los em uma viagem.
Nesse dia enquanto aguarda o Menino avistou ao oeste um único farol que surgia no horizonte da linha ferroviária, amarelado e a medida que se aproximava ouvia-se o barulho característico daquela famosa locomotiva elétrica, que zumbia como um grande enxame de abelhas: “zuuummmmmmmmmm”
A locomotiva devagar passava do local de aglomeração das pessoas e aos poucos deixavam em posição de acesso os carros de passageiros de segunda classe e lá quase ao final da plataforma um ou dois vagões de primeira classe.
Eram privilegiados, filhos de ferroviários.
O Menino sentia orgulho desse privilégio.
Lembra-se que naquele dia sentou-se no último banco do lado direito.
Dali podia ver que poucas pessoas permaneciam fora da composição. Alguns parentes, que gesticulavam se dirigindo aos parentes acomodados nos carros de passageiros.
Ao longe. Via um senhor uniformizado de terno azul marinho e “quepi”, com o símbolo – EFS.
Aos poucos esse Senhor vem caminhando pela plataforma, desde o primeiro carro até próximo da janela em que o Menino se encontrava.
Para e tira um apito do bolso superior de sua túnica e dá um apito estridente: “piiiiiiiiiiiiiiiirrriiiiiiiii”
Em seguida, a locomotiva apita “Foohhooommmm..”
Novo apito.
A seguir, começam a ouvir-se os sons característicos dos vagões que retirados de sua inércia estrondavam um a um e começavam a se locomover lentamente até que o carro e que o Menino está começa a se locomover, mas, sem fazer o barulho característico, o seja, o “estralo” ao ser acionado, pois os solavancos que se sentem nos primeiros vão diminuindo gradativamente e quando atingem o ultimo praticamente são imperceptíveis.
Justamente, por essa razão é que os vagões de primeira classe são colocados no fim da composição.
Este carro diferia dos demais por ter os bancos revestidos, corrediços, que permitiam serem virados e propiciar as famílias se acomodarem em um espaço particular.
Assim iniciava-se o percurso até a cidadezinha, onde passariam para outra composição, a qual seria tracionada por uma locomotiva a vapor.
Como era linda a paisagem.
Muitos locais dignos de cartões postais, o primeiro, por exemplo, a ponte sobre o rio Sorocaba, que nasce na serra de Itupararanga e desemboca no rio Tietê
Lindos lugares que por muito tempo permaneceram esquecidos, mas que hoje podem ser registrados em fotos e filmes das câmeras digitais.
Fotos que nos fazem afagar a saudade dos dias de outrora.
Mas, além dessas fotos antigas ou digitais, temos a capacidade de guardar no fundo do nosso inconsciente outras imagens e filmes de nossas lembranças.
Revendo tais filmes, verificamos que inconscientemente queremos alcançar trilhar os nossos sonhos, mas, geralmente em razão das dificuldades da lida, não o atingimos, ou então, ultrapassamo-nos e exercemos outras atividades ou profissões que nada tem a ver com aqueles sonhos.
Eu, por exemplo, adoro trens.
Simplesmente, queria ter sido “maquinista de trem”.
Mas termino este conto, simplesmente, para dizer:
À poucos dias, nesta cidade, de onde o Menino iniciou a viagem teve oportunidade de ver, aquele Senhor, em uma comemoração do retorno da “Maria Fumaça” que estava em outra cidade, onde permanecera sob os cuidados da Associação de Preservação Ferroviária, ser chamado entre outros velhos aposentados, pelo Prefeito:
_”Agora para comemorar o retorno de nossa Maria Fumaça - “Maria do Carmo” - chamo o mais velhos dos aposentados.
Puxa! Que felicidade do Menino, ao ver aquele Senhor caminhando pela plataforma da estação.
Sim. Era motivo de felicidade.
Pois o menino, já não é mais tão criança, já é um envelhescente e aquele Senhor continua vivo.
Oitenta e quatro anos.
Era o “Chefe da Estação”.
O mesmo “Chefe de Trem” que vira caminhando a quarenta anos pela plataforma da estação.
Para assistir video - poema relacionado entre em:
http://www.youtube.com/watch?v=7fE5aNx-zQ4
e em
http://www.youtube.com/watch?v=knPPSfHNm2U
Como é bom ouvir sua voz mesmo sem assunto para conversar
Como é bom te reencontrar, mesmo após dez minutos do último encontro.
Sorrir junto de um beijo atrapalhado
Confidenciar sem medo as mais profundas intimidades
Despedir-se e voltar em seguida para mais alguns beijos antes da partida
Brigar com o tempo velho inimigo dos nossos encontros
Deitar no sofá e viajar em maravilhosas lembranças de nós dois
Como é bom concentrar o pensamento em você e esquecer do mundo
A expectativa a cada toque do telefone vislumbrando ser você
Passear sobre nossas fotografias e pensar no quão sou felizardo
Seu olhar, seus abraços, seus beijos,...você
Como é bom se entregar ao coração
E saber que a protagonista de minhas mais belas lembranças
Caminha junto comigo na construção do mais belo futuro.
<--break--!>
Enviado por Carmen Lúcia em Qui, 14/02/2008 - 23:55
Vislumbro luzes
Ao meu redor
A conduzir-me
Ao infinito
Onde a canção
Nasce do vento
Brisa suave
Traz-me alento
De longe vejo
Os verdes campos
E açucenas
Em todo canto
Então flutuo
No firmamento
Tão solta e leve
Feito uma pluma
Que voa livre
Sem rumo ao léu...
A noite surge
Traz o seu véu
E de marinho
Se veste o céu
Deslumbramento
E emoção
Pego estrelas
Com minha mão
Por um momento
Tornei-me alma
Encantamento...
Aparição...
Não acredito que isto está a acontecer!
Apesar de tudo não te queria perder
e, muito menos nunca mais te ver!
Amo-te como nunca amei ninguém
e, sem ti não fico bem.
Não vás embora
porque sem ti até o meu coração chora!
Nunca sofri assim,
queria-te só para mim!
Sonhei casar contigo,
queria que ficasses comigo!
És o amor da minha vida,
sem ti fico perdida.
Apesar de não termos tido nada,
sabiaque, por ti, ao menos, era desejada!
Podias não me amar
mas, não te cansavas de me apreciar!
Achavas o meu corpo perfeito,
sem nenhum defeito
e, isso fazia-me sonhar
e achar, que algum dia me ias amar!
Sei que errei,
tu támbém, mas eu já te perdoei.
Só espero que sejas muito feliz
porque ficas ainda mais lindo quando sorris!
Uma só vez amei,
aquele que nunca esquecerei!
A morte o levou
e nesse dia o meu coração desesperou.
Não quero lembrar o que sofri
quando soube que ele já não estava aqui!
Mas, o seu nome não quero dizer...
Hoje tenho a certeza que posso afirmar que sei, melhor que ninguém o que é sofrer!
Sou muito nova para dizer que já amei de verdade
mas, tenho certeza que o vou amar por toda a eternidade.
Ele não me amava
mas, para mim, vê-lo bastava!
Ele era um querido,
isto não devia ter acontecido,
não foi merecido.
Um nome para ele?...Defeito!!!
Mas, para mim ele era perfeito!
Podia ter todos os defeito que existem
mas, era como se não exixtissem!
Passámos momentos bons e maus
porém, agora a minha vida tornou-se um caos!
Não ligo,
ele era o meu porto de abrigo!
Sei que há pessoas que querem o meu bem
e que me querem ver divertir...
mas, sabem melhor que ninguém,
que só uma pessoa me conseguia fazer sorrir!
Nunca ninguém irá preencher o vazio que há em mim,
mas, se ele não tivesse morrido, eu não estaria assim!
Mais não vou dizer,
poque não tenho palavras para descrever o que estou a sofrer!