Foto de myrian

Contraditória

Sou contraditória dentro das palavras
mortas, vazias,
da lágrima do culpado
da benção do inocente.
Dentro do meu castelo
sou o fantasma que teve medo.
Medo da morte.
Arrasto as correntes
tento escapar das masmorras
das janelas com grades.
Meu corpo estremece em convulsões,
minha alma parte em busca das paixões
perdidas.
Do outro lado da lágrima
está a mão estendida
mas inalcançável.
Quantos infernos terei que suportar
nesta invisibilidade psíquica?

Myrian Benatti

Foto de myrian

Como bolhas de sabão

Na simetria das palavras
escrevem-se versos
desconexos.

No estilo das letras e das formas
A incoerência é uma arte,
sem proporção.

Uma guerra silenciosa,
faz-se sentido,
se for da alma.

Seu efeito colateral
libera adrenalina,
paixão.

Livre de preconceitos,
o sistema gera,
o caos primordial.

Como numa roda gigante
as palavras giram a esmo,
como bolhas de sabão.

Myrian Benatti

Foto de Paulo Gondim

A fila do leite

A FILA DO LEITE
(Paulo Gondim)

Num sonho, vi pobres mulheres
Com surradas sacolas de supermercados.
Sacolas plásticas e pequenas,
Porque pequenas também eram suas poucas compras.

Enfileiravam-se de forma sinuosa,
Olhares “compridos” por sobre os ombros das outras,
Como se esperassem um pequeno milagre.
Milagre este que se resumia em dois saquinhos de leite.

Vinham tristes, caladas e de semblante fechado,
Como se fecharam também seus corações
Pela brutalidade de maridos pobres,
Que lhes geraram muitos filhos (ainda mais pobres).

E saíam da mesma maneira que chegavam...
Sem um sorriso, com a roupa humilde, o olhar perdido;
A esperança desfeita, os sonhos castrados
De pessoas que pouco têm e tudo lhes faltam.

E no sonho eu via suas dores diárias,
A rotina de fome, o ciclo de miséria.
E voltavam na mesma fila do pequeno milagre.
Olhavam-se caladas e saíam caladas
Prá viverem mais um dia de escassez,
Que a injusta pobreza lhes reservara.

E do sonho acordei e me assustei,
Quando vi, do outro lado da rua,
A mesma fila de mulheres sofridas,
Mal alimentadas e mal vestidas
Com suas pequenas sacolas de supermercado
(Aquelas que pensava só existirem nos sonhos)
E pegavam um litro de leite quase mendigado.

Foto de Sirlei Passolongo

Quando a alma desintegra

Escrevo um poema banal
de espírito, rimas e regras

um grito solitário na selva
diante dos famigerados poetas

Nele
A flor não existe
A luz é negra
Não há estrelas
A dor espelha

A alma desintegra.

(Sirlei L. Passolongo)

.

Foto de Ednaschneider

Somos

Sou simples
Não reparem
Sou graveto, sou galho.
Quando sou muitos, sou árvore.
Sou como o orvalho
Sou como a gota da chuva
Sou pequena
Mas quando sou muitas
Sou a correnteza de um rio.
Sou o vento
Sou um assobio
Sou a estrela da manhã
Nestas noites terçãs
Sinto um grande vazio.
Mas sou criança
Sou febre
Sou esperança
Sou lebre
Sou nuvem
Sou Sol
Sou uma penugem
Exposta no lençol
Sou uma sombra na janela
Sou a mulher que quer ser bela
Sou eu
És tu
Somos nós
Sois vós...
Não preto como o breu
Não tão azul
Nem tão só;
Apenas eu quando escrevo
Apenas tu quando lês
Apenas nós quando eternizamos
E assim eu vejo
E assim tu vês
As palavras que escrevo, estas somos.

Joana Darc Brasil *
23/01/08
*Direitos Autorais reservados.

Foto de Raiblue

Vídeo-poema:O amor é filme!

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Produção e poesia by Raiblue
Música:Ne Me Quitte Pas
Jacques Bre//Maysa

Foto de Raiblue

O amor é filme!

.

O amor é um filme
Uma série de episódios
Que nunca se sabe o fim
Sem um roteiro definido
O amor é improviso

Quando chega, de repente
Numa sessão qualquer
Num cinema vazio
Na escuridão dos minutos
Que antecedem as cenas

O amor é um filme de ação
Aventura, traição
Drama, comédia romântica
Divina comédia humana
Portas para o inferno ou paraíso

O amor é feito de vícios
Sob o efeito dos desejos mais lascivos
Entre flashs de pura emoção
Película delicada
Facilmente partida

Quando o amor é revelado
No escuro do quarto, as cortinas do tempo
Se fecham, num eterno momento
Trailers eróticos são encenados
Sem cortes nem planos marcados

Sexo explícito
No implícito do amor
Que vai nascendo
Nos ensaios das cenas
Entre seus movimentos, luz e cores...

Basta um zoom
E o amor vai crescendo
No arrepio da pele
Nos corpos trêmulos, entre beijos
Cinematograficamente obscenos!

E uma trilha sonora
Marcará para sempre cada história
Desse filme sempre inacabado
Dessa vida tão provisória...

Entre pausas e replay
Entre mágoas e saudades...
O amor é um filme
Que o vento nunca levará...

Película azul da eternidade!

(Raiblue)

Foto de psicomelissa

para um amigo ...

tenho um nobre amigo
que me pediu uma vez que ousasse escrever um poema para ele, mas isso não foi um problema pois ele tinha sido muito insistente comigo, querendo estragar uma bela amizade e uma companhia agradavel por apenas ... bons momentos de prazer carnal ...
bom , leiam ...
espero que gostem ...
mas a identidade dele está salva porque usei um codnome- hulk /hulkinho e eu - bela fada ...
bjs a todos
carinhosamente mel

Foto de psicomelissa

comportamento ....

FALTA DE COERÊNCIA

Curioso o ser humano
Ora faz exigências desumanas
Ora reage como um ser não humano
Resultado: relações humanas

Existe algo mais complexo
Do que relacionar –se com um ser...
(principalmente se for do sexo oposto)
De um papo gotoso
Transforma em uma possível amizade
Que parecia ser vantajosa

Ultrapassando os limites
O jovem hulk
Transforma algo interessante
Em momentos stressantes
Com um temperamento oscilante

Ora carinhoso
Ora ansioso
Esquecendo que tudo posso
Mas nem tudo deve

Privacidade e liberdade
Não são respeitadas
Desta amizade inesperada
Expectativas foram lançadas

Mesmo já tendo sido alertadas
Para que não houvesse
stress
Mas dificuldade de ouvir
Não permitindo sair
Deste mundo virtual
Esquecendo que existe o mundo real

hulkinho
Parece um menininho
Que perdeu seu brinquedinho
Por ter sido maluquinho
E não ter prestado atenção
Na lição
Que sua amiga tinha antecipado
Deixando o coração
Desta bela fada
Apertado e com estafa

Mas essa fada
Estava acostumada
A não ser notada
E triste ficara
Por não ser respeitada

Porque ter um afair
Não podia
Porque seu amigo a proibia
De ser ela mesma
Com medo de não tê-la
Em seus braços

Mas nunca prestava atenção
Na informação
Passada pela bela fada
Que brava estava

Por não ter sido respeitada
Mas este hulkinho
Parecia um menino maluquinho
Que nada
Entendia porque pretendia
Possuir a bela fada

Mas ela apenas queria
Uma linda amizade
Porque jamais
Faria sangria
Num coração de um menino

Mesmo ele... Que tanto merecia
Pois não sabia
Que a fada queria
Apenas sua companhia
E ele mentira
Pois isso já tinha
Muitas meninas
Teclando havia
Toda a cidade sabia
O que esse moço queria:
Uma família

Mas esta menina
Não podia
Tira –lo da rotina
E ter com ele uma menina
Como ele queria

Foto de Sirlei Passolongo

Amar é viver

Preciso entender
Que amar não é sonho
Não é sofrer
É chama de alegria
Amar é viver

Amar é cheiro
É aconchego
Não faz ferida
Amar é paz
o tempo inteiro

Preciso entender
Que amar
não tem tempo
Amar não tem hora
Amar é sempre
Amar é o agora

Amar é ser feliz...

(Sirlei L. Passolongo)

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