Foto de Marta Peres

Morte

Morte

Olhos voltados para o teto e abertos
Os braços magros, brancos e nervosos,
Espasmos esporádicos em espaços compassados
Infinita dor da solidão de um deserto.

Perfil pálido, tímido e dolorido
Traços indefinidos e vagos
A luz aos poucos se acabando
Na névoa que nos olhos vão se formando.

Nos céus, branca luz mortuária,
Luz da dor e do martírio
Triste agonia da mágoa funerária
Sentindo seu próprio passamento.

Só lhe resta agora os vermes!
Da vida levará cruel tormento
Tristeza imensa se lhe atassalha
Dor cruel lhe vem no pensamento.

Aos poucos vão se cosendo a última mortalha,
Coveiro abre um fosso lutulento
No pélago profundo esquecimento,
Maldade! É o povo que enxovalha.

Atrocidade cometida, gatilho puxado,
Eternidade! Só resta caminhar por ela
A sociedade hipócrita recrimina
O que na vida, a dor já discrimina!

Marta Peres

Foto de Marta Peres

Pai Joaquim

Pai Joaquim

Na úmida senzala Pai Joaquim
Padeceu grandes dores, triste e sofrido
Viveu separado de sua mulher e filhos,
De sua gente e do seu lar foi arrancado
Pelos mercadores, carregado como carga
Em negreiros, foi trazido para o Brasil.

Pai Joaquim, viveu em fazendas dos Araxás
E debaixo de chibata trabalhava com o gado
Do Senhor,
Sentiu no lombo dor aguda, jamais chorou
E altivo olhava seu dono,
Era rei em sua terra e como rei deu-se
O respeito.

Sonhou com a volta a Pátria,
Sonhou encontrar os filhos e esposa,
Chorou sozinho e escondido sofreu,
Padeceu!

Ele era grande, grande,
Mereceu toda grandeza pela sua vida
Sem contudo realizar o sonho.
Sua alma ecoa em brados pelo Brasil!

Três séculos são passados,
Nosso bravo guerreiro permanece,
Sofreu, foi altaneiro na labuta do trabalho
Deixou ensinamentos de amor,
Porém, cativo após a morte deixou de ser!

Marta Peres

Salve o Dia da Consciência Negra!

Foto de Marta Peres

Pai Joaquim

Pai Joaquim

Na úmida senzala Pai Joaquim
Padeceu grandes dores, triste e sofrido
Viveu separado de sua mulher e filhos,
De sua gente e do seu lar foi arrancado
Pelos mercadores, carregado como carga
Em negreiros, foi trazido para o Brasil.

Pai Joaquim, viveu em fazendas dos Araxás
E debaixo de chibata trabalhava com o gado
Do Senhor,
Sentiu no lombo dor aguda, jamais chorou
E altivo olhava seu dono,
Era rei em sua terra e como rei deu-se
O respeito.

Sonhou com a volta a Pátria,
Sonhou encontrar os filhos e esposa,
Chorou sozinho e escondido sofreu,
Padeceu!

Ele era grande, grande,
Mereceu toda grandeza pela sua vida
Sem contudo realizar o sonho.
Sua alma ecoa em brados pelo Brasil!

Três séculos são passados,
Nosso bravo guerreiro permanece,
Sofreu, foi altaneiro na labuta do trabalho
Deixou ensinamentos de amor,
Porém, cativo após a morte deixou de ser!

Marta Peres

Salve o Dia da Consciência Negra!

Foto de Marta Peres

Pai Joaquim

Pai Joaquim

Na úmida senzala Pai Joaquim
Padeceu grandes dores, triste e sofrido
Viveu separado de sua mulher e filhos,
De sua gente e do seu lar foi arrancado
Pelos mercadores, carregado como carga
Em negreiros, foi trazido para o Brasil.

Pai Joaquim, viveu em fazendas dos Araxás
E debaixo de chibata trabalhava com o gado
Do Senhor,
Sentiu no lombo dor aguda, jamais chorou
E altivo olhava seu dono,
Era rei em sua terra e como rei deu-se
O respeito.

Sonhou com a volta a Pátria,
Sonhou encontrar os filhos e esposa,
Chorou sozinho e escondido sofreu,
Padeceu!

Ele era grande, grande,
Mereceu toda grandeza pela sua vida
Sem contudo realizar o sonho.
Sua alma ecoa em brados pelo Brasil!

Três séculos são passados,
Nosso bravo guerreiro permanece,
Sofreu, foi altaneiro na labuta do trabalho
Deixou ensinamentos de amor,
Porém, cativo após a morte deixou de ser!

Marta Peres

Salve o Dia da Consciência Negra!

Foto de Maria Goreti

LÁGRIMA

Uma lágrima rola,
brilha na face inquieta.
A menina brinca com ela
pensando que é uma pérola.
Nem se deu conta
dos olhos vermelhos,
tão encantada estava
com a descoberta!

©Maria Goreti Rocha
Vila Velha/ES - 23/11/07

Foto de Maria Goreti

EU NUA

Dispo-me de tudo
Até das vaidades
Mostro-me inteira
Crio coragem
Para ser tua...
Nua e crua!

©Maria Goreti Rocha
Vila Velha/ES - 23/11/07

Foto de Dirceu Marcelino

O INESQUECÍVEL DELEGADO GERAL DE POLÍCIA

Dentro de nossa instituição,
Agir com senso de Justiça
Foi minha grande aspiração.

Isso um dia me foi ensinado,
Por um Mestre de escola:
Um honrado Delegado.

Por ele fui contemplado,
Com o emblema discricionário,
Do poder a ele outorgado.

E depois de concursado,
Iniciei o trabalho diário
E quis ser um bom Delegado,

Exemplo não imaginário
Sois ó Doutor José Osvaldo
V. P. Nobre dignitário.

Foto de Carmen Vervloet

Natal - Procure o Correio da sua cidade

Procure o correio da sua cidade

Vamos doar com emoção...
Um presente... Uma oração...
A tantas crianças carentes
Neste Brasil, residentes...
Que pedem a Papai Noel
Num pedaço qualquer de papel
Um sonho... Um milagre...
Que só dependem da nossa bondade...
Da nossa sensibilidade...
E, sobretudo boa-vontade!...
Vamos correr aos Correios
Buscar numa cartinha
Sonhos... Anseios...
De Anjos de pés no chão!...
Olhos tristes!...
Desejos em vão!...
Mas podem ser realizados
Por nós de pés calçados...
Deixando feliz por um dia...
Tantos Josés e Marias...
Num NATAL de luz e alegria...

E este ato, será um verso de amor!...
Que colocará nos olhos brilho...
No lugar da triste dor!

Carmen Vervloet

Foto de CarmenCecilia

VIDEOPOEMA: UM TOQUE DE SENSIBILIDADE

UM TOQUE DE SENSIBILIDADE

Hoje estou meio assim...
Tudo em mim faz plinnnnn!
Dias há que se acorda taciturno...
Em desacordo com a vida e soturno...

Mas dias há que o sol brilha...
Com tamanha intensidade e a tudo fulmina
Sua luz é como guia para todas as trilhas
E o rosto da gente instintivamente se ilumina...

Dias há que tudo parece rotina...
Que tudo parece envolto em neblina...
Mas eis que entre as nuvens um raio dourado
Faz com que a gente sonhe acordado.

Então esse meu jeito de quem não tem jeito
Essa minha matemática do cotidiano insano
Empalidece perante a esse feito...
Esse mundo colorido que me deixa suspirando!

Mesmo a mais calculista criatura rende-se ao encanto
E é banhada por essa espontaneidade...
Essa brandura...candura que perdura...
E que nos traz a tona esse toque de sensibilidade!

Carmen Cecília

Foto de CarmenCecilia

VIDEOPOEMA SE EU PUDESSE

SE EU PUDESSE!

Se eu pudesse falar...Tudo que vivemos...
Essa história que escrevemos...
Mostrar tudo que nos atrevemos
E contar todos os momentos!

Toda a ventura...Aventura!
Essa maravilhosa loucura!
Ai se eu pudesse!
Voltar no tempo e ser seu templo...
Você que a todo tempo contemplo...

Ai meu Deus ...Dizer daquele amor!
Que me tirou o ar...Arriscar...E em ti aterrisar.
E atravessar o mar pra te encontrar
E ali você estar pra me buscar...

Nem o céu mais iluminado e estrelado
Nem a lua testemunha desse enredo
Ficaria a guardar segredo
Desse sentimento alado...Alucinado!

E vem essa noite de inverno
Trouxe-me de volta esse amor terno...Eterno!
Aquele vinho tinto...Só instinto...
Das saudades que agora sinto...

E do frio....Que em teus braços foi calor!
Vivenciou nossos corpos como cobertor...
E a lareira em labaredas...
Desenhando nosso ardor...Sem pudor...

Tive que atravessar um continente
Para ficar ciente do amor que és semente
E agora se reflete no meu semblante
Tu que me descubriu como amante...

E que me delineou a ficar contigo incontinenti
Olho insistentemente para o horizonte
Contando os minutos da sua chegada
Pois pra mim não importa mais nada...

CARMEN CECILIA

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