Foto de Melquizedeque

O silêncio de um morcego

No sótão da casa de Emília, havia um morcego que ali vivia
Os raios do sol jamais bateram em sua sensível pele
Um fantasmagórico ser que nenhum som emitia
Não era grande nem pequeno, nem filhote ou muito velho

Não se sabia de onde viera, nem parecia ser amigável
De cor negra e grande olhos, em suas asas se escondia
No escurecer do dia o sangue dos ratos o alimentava
Mas para cada rato assassinado, sua sede só crescia

Emília, uma inocente criança, não sabia do horror lhe viria a acontecer
Em uma sexta-feira, de nublado céu e lua cheia, barulhos no sótão escutou
Era meia noite, e seus pais já dormiam. Acorda assustada e, olha a janela
Estava um tanto escancarada e a luz da lua no chão batia

A curiosidade, em seu pequeno coração, aumentava ao som que ouvia
Extremamente aflita e angustiada, lentamente caminha até a porta
O ruído cresce... E o sangue de Emília, por um instante, parece que não existia
Ao olhar da fechadura nada de estranho encontrou

No fim do corredor, mais uma janela aberta avista. Imensa, larga, bucólica e horrenda
Sente um vento frio e sua pele arrepia. Mas o ruído que escutara parece ter uma direção
Ergue seus olhos e vê uma escada. Sobe sem pestanejar, sem ter idéia de para onde iria
O morcego percebe o som da porta que se abre. Voa velozmente para a parte mais sombria

Esse tenebroso ser se cala ao sentir o frenético bater do coração daquela menina
A armadilha é arquitetada pela mente sagaz de um animal ensandecido
Emília pergunta com voz baixa e muito trêmula: Olá! Tem alguém que possa me ouvir?
O morcego lhe responde: Falo pouco, quase nada, mas eu sou um bom ouvinte

Emília fica assustada, paralisada e emudecida. Tenta correr, mas não consegue
Parece estar entorpecida. Sua voz desaparece mesmo dentro de sua mente
O ar frio dá lugar ao quente no respirar dentre os dentes do monstro que lhe mordia
Seus olhos perdem a vida que lhe é totalmente aniquilada

No amanhecer, em seu corpo já não havia mais sangue e nem coração que pudesse bater
Parecia estar dormindo em um sono profundo. O cadáver é iluminado pela luz do novo dia
Seus pais ficaram atormentados à procura da menina. Gritavam bem alto seu nome
Mas o silêncio do sótão continuou... E a busca de seus pais até hoje não se findou.

(Melquizedeque de M. Alemão, 15 de maio de 2011)

Foto de cnicolau

Perdão

Queria poder começar a falar sobre como minha vida foi boa.
Porém, alguns espinhos devem ser aparados.

Peço perdão do fundo de meu coração
a todas as pessoas que magoei com meu orgulho,
minha arrogância, minha displicência e meu descaso.

Perdão a todo aos quais fiz mal,
seja nessa ou em outra encarnação.

Perdão aos amigos, os quais eu tive e não soube
aproveitar, e aqueles que meu descaso os fez se afastarem.

Perdão as pessoas mais próximas que conviveram comigo,
por não ter percebido o quanto significavam.

Perdão aos meus irmãos por não ter sido o irmão mais
velho a estender a mão quando precisaram.

Perdão a minha Mãe por não ter dito obrigado e Te Amo
mais vezes.

Perdão ao meu Pai.
Meu Pai, querido Pai, ao qual não falava a mais de 6 anos.
Perdão pai, por tudo o que fiz você sofrer, chorar...
Simplesmente Perdão...

Perdão a DEUS,
por ter demorado tanto tempo para descobrir e entender o
significado de suas palavras e ensinamentos.

Minha vida sempre foi definida pelos prazeres da carne e matéria,
Magoa e orgulho, etc...

Deixei de conviver com pessoas, com amigos...
Deixei de ver o quão especial à vida pode ser
Se você apenas der a oportunidade de deixar
Deus entrar em seu coração.

Porque deixar que sentimentos tão fortes tomem conta de você
quando quem irá nos julgar morreu por nós numa cruz?

Porque deixar que posses e bens sejam tão importantes
em nossas vidas, quando ele nada tinha?

Porque deixar que o orgulho e a vaidade nos dominem,
quando ele só pregava a humildade a todos?

Estou hoje trabalhando no molde de minha vida.
Molde este que agora será construído da seguinte maneira:
Alicerces de Humildade
Paredes de Caridade e Carinho
Telhado de Amor
Portões de Esperança

Sei senhor, que minha estrada ainda é longa,
e que ainda tenho muito a aprender.
Então oro para que esteja sempre me apontando o caminho correto,
meu porto seguro.

Cleverson Luiz Nicolau
16/05/2011

Foto de ALEXANDRA LOPUMO SILVA

Transformando

Estava tudo indo muito bem
Mas
sempre existe um mas
eu odeio esse mas

A vida é viva, e tudo que é vivo se transforma
amor em odio
alegria em triteza
a vida em morte
E a morte?

Eu sei que voce prometeu
cuidar para sempre de mim
estar ao meu lado sempre
Mas, (eu odeio esse mas)
Não pode existir regras, para o inesperado, a surpresa
E então voce quebrou seu juramento
Foi uma falha, e tudo se desmoronou
Mas, como odeio esse mas,
Tudo pode se transformar
E o que seria, decepção, triteza
Se transforma em esperança
E a unica certeza, é que um dia eu possa estar a seu lado
Na certeza de um encontro além da vida

Alexandra

Foto de Marilene Anacleto

Dia de Chuva

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Contemplo o mar
Neste dia de chuva
Caminhadas,
Só de guarda-chuva.

Nem pescadores,
Nem surfistas,
Nem crianças
Ou banhistas.

O mar está em paz
E, com ele, o sossego
Volta ao seu lugar.

Marilene Anacleto

Foto de Edigar Da Cruz

CARINHO AOS AMIGOS

CARINHO AOS AMIGOS

VOCÊ É D+

Você não e um Filme de estrelas de Hollywood
mais e o SUCESSO
Você não é um 51
Mais e superior a Pirassunuga
pois suas ideias são espetaculares
Você não é um Palito
mas pra mim! Vale mais
e uma grande gente FINISSIMA!
Vocẽ não e um Relógio
mais faz tempo que te gosto tanto!
E um amigo mais que da Hora...
Você é uma COCA-COLA
É mais que presão!,de gás!...
um estouro de ALEGRIA,...
de emoção nas palavras
POR FIM..NÃAAAAAAAAAAAAO E FIM
E O INCIO MESMO

VOCÊ SÃO O MEU PÚBLICO DO CENÁRIO PEFEITO
DESSA DOIDA VIDA QUE TENHO!

ADORO VOCÊS GALERA AMIGA

ED.CRUZ

Foto de Marilene Anacleto

Fim de Festa

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Ondas que seguem o vento
Desenham outras na areia;
Peixes nadam sobre plantas:
Obra-prima da Natureza.

Enquanto diamantes achegam-se,
João-de-barro, a água beija.
Enquanto a andorinha voa rasante,
A plantinha, ao sol, relampeja.

Chega o verão, pessoas desconhecidas
A tagarelar, afastam a orquestra
E, pássaros vão cantar distantes,

A máquina corta a grama enraivecida:
O som é de batuques, outra festa começa,
Que bom que eu vivi minha festa a cada instante.

Marilene Anacleto

Foto de JORMAR

Separação

Quando há amor não ha separação
não ha dor ou dissipação
apenas uma ausencia fisica
que nada se compara
a presença do coração
e a certeza de que não há distancia
que possa dissolver essa união
amo-te, aqui, aí onde quer que eu vá
irei sempre te amar.
(Marisa Cruz)

Foto de Edigar Da Cruz

MINHA FERA INDOMADA

MINHA FERA INDOMADA

Uma Fera indomada cio de desejos de prazer extremos
carente quente envolvente! Enjaulada,quando em liberdade,
seu corpo queima molhado de prazer! Que se invade
feroz atacante de desejos extremos.
Uma vera de amor selvagem,..
sya esperteza não se deixas labaredas de fuga,..
libido de prazer, atiçando fazendo a vitima perfeita
suas investidas perfeitas me tornando-me uma cordeiro
a entrega-me por inteiro.
Fêmea arredia selvagem suculenta devoradora de amor,..
dominante vicia a provocações com ações de entrega,
efêmea sensações,..
que me arrancam da boca, em volúpia tão louca
INQUIETANTE PRAZER EXTREMO.
Estridente gemido, de um gozar incontido,.
Transformando ao amante perfeito dessa vera viciada de prazer! Minha vera felina de amor.
Estridente de prazer e gemidos,..faz me envolver
que aceita passivo,o vosso suculento prazer,..molhado
de me descontrolar quando queres me amar..
Fera selvagem que se exala vadiagem desigual
exotica aragem, que do sexo desprende,..
quã em gozos se rende gritando qual louca cio
com voz tremula e rouca palavras vorazes
de delirios extremos de prazer exalando ao sabor do amor,..
impronunciaves, contraindo seu ventre,..
Naquele aperta indecente de quero mais dominante,..
sedente de meu membro ,..parece devora
cavalgar de prazer extremo...
Fêmea quente animal uma fera de amor cio.
De arrebatar de um total abusar,
quando cheio de manhãs, usa vos artimanhas ,
para deixar-em ao teu lado tombado sussurante e arfando-a...
com tuas mãos me tocando de prazer toda molhada suada de prazer!..
teus lábios reascendendo o tesão,..
de um nova relação .
Mulher quente louca fera indomada,..
és fera caçada saciada carne apreciada,..
que esconde astuta, desejos e prazer
aos seios, na gruta, segredos guardantes
a serem desvendados. Saboreados,...
aos poucos por mim em noite sem fim...
as suas taras de prazer vou satisfazer
contigo vou aprendendo,...
se aluno e professor,educando e educador,..
na arte de chmada amor.

Ed.Cruz- Sensuality Love

Foto de anamauer

"Ainda que os filhos agasalhem-se em outros amores"

*“Ainda que os filhos agasalhem-se em outros amores...”

“Ainda que os filhos agasalhem-se em outros amores...”
Estas palavras saltaram das páginas de um livro, percorreram cada milímetro do meu ser e se instalaram em meu coração. A saudade se fez presente, pois me transportou para um passado onde eu, mãe, bastava para agasalhar meus filhos.
Mas esse agasalho perfeito e na medida certa, aos poucos foi ficando pequeno, portanto substituído. Assim como seus pijaminhas que foram trocados por outros modelos, tamanhos e de acordo com os gostos de cada um.
Eu, como todas as mães, sonhei em estar sempre perto dos meus filhos para guiá-los e protegê-los a vida inteira. Só que contradizendo meus próprios sonhos, os ensinei a andar, comer, banharem-se sozinhos. Eu os preparei para tornarem-se cidadãos respeitáveis, cumpridores de suas responsabilidades. Eu os incentivei a terem garra e coragem para enfrentar esse nosso mundo que não é nada complacente com quem sucumbe frente desafios. Eu, a exemplo da natureza, mais precisamente da ave águia, dei-lhes (ainda que emocionalmente cheia de conflitos), o primeiro empurrão para que voassem sozinhos, pois grande era o medo que eu sentia de um dia não conseguirem sobreviver sem que eu estivesse por perto.
Filhos preparados para esse momento já esperado. E eu? Estou preparada para esse momento? As palavras “já não precisam mais de mim” soam em meus ouvidos sem tê-las ouvido. Hoje, cada qual ruma construir seu próprio ninho, “já se agasalham em outros ninhos”. Entristeço-me, como se só agora sentisse o corte do cordão umbilical e só agora me conscientizasse de que os filhos são criados realmente para viverem suas vidas.
Comigo foi assim também quando deixei a casa de meus pais para viver a minha vida. Assim como minha querida mãe enfrentou esse momento e todas as mães enfrentam, também irei enfrentar. Continuarei cumprindo a outra etapa da minha missão de mãe que é apoiá-los, incentivá-los na nova caminhada e ficar aqui orando e torcendo para que o aprendizado que tiveram comigo, faça parte do que eles serão daqui pra frente.
Quero aprender com a independência deles, ser ajuda em suas necessidades e me sentir feliz vendo-os felizes, porque “ainda que se agasalhem em outros amores” e estejam mais distantes, acredito que levarão para sempre a certeza de que, enquanto eu viver, serei a mais entusiasta aplaudindo seus sucessos, continuarei sentindo suas dores como se fossem minhas e estarei de braços abertos, em qualquer ocasião, para estreitá-los em abraços de carinho, conforto, colo e muito amor.

autoria: anamauer

*Do livro QUATRO ESTAÇÕES – Editora Adonis
(...e outras prosas – MÃE - pág. 145)
Autora Terezinha Rocha Poles

Foto de anamauer

AMANHÃ, UM OUTRO DIA

AMANHÃ, UM OUTRO DIA

Esperamos pelo Sol que aquece
dias frios de solidão.
Pela primavera em flores
trazendo perfume e cores
que alegram o coração.
Esperamos mais chegadas,
menos partidas,
bálsamo pras nossas feridas,
fim das vidas divididas.
Esperamos suspiros de mãe agraciada
com a volta do filho querido
buscando em seus braços e abraços,
colo, proteção e acolhida.
Esperamos o fim da impunidade
que gera dor e revolta
aos homens de boa vontade.
Esperamos ter muita fé
para nos mantermos em pé,
sem sucumbir à violência,
à depressão e à desilusão.
Fé para amar e perdoar,
continuar se amando,
sonhando e recomeçando.
Esperamos em Deus
o despertar da esperança
num amanhã mais fraterno,
com menos dor e mais amor,
mais solidariedade,
menos desigualdade,
mais poesia, paz e amor.
Esperamos pelo amanhã, outro dia.
(ANAMAUER)

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